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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Com Jonas, é outra música...

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... Mas a precisar de afinação. Há por ali gente a desafinar.

É este, de resto, o grande problema deste Benfica de início de época - desafinação. A momentos em que parece já muito afinandinho, sucedem-se momentos de desafinação. Frequentemente desafinação colectiva, mas também individual, com muita gente fora do tom em muitos momentos do jogo.  

Com Jonas - sensacional recuperação: em vinte dias lesionou-se, foi operado, e voltou a jogar ao seu nível - no jogo a música sai com outra qualidade, já sabíamos. Tudo o que toca, toca bem. Irrepreensível. Mas este jogo de hoje na Madeira, com o Nacional, mostrou que a excelente música que sai dos pés de Jonas precia de mais. De mais concentração, de mais intensidade, de mais acerto - especialmente na hora do último passe ... e do remate. 

E tudo isto é mais visível quanto é sabido, e hoje mais uma vez confirmado, que contra o Benfica toda a gente corre mais, é mais agressiva e está mais motivada. É curioso que, invariavelmente, no fim dos jogos com o Benfica, dos adversários sempre se diz que, a jogarem assim, o futiro é radioso. Depois, vai-se a ver, e não é assim tão radioso. Não conseguem repetir...

Claro que as desafinações não se notariam tanto se o Benfica conseguisse matar os jogos em tempo. Se no início da segunda parte tivesse aproveitado um terço das oportunidades de golo criadas, também a música seria outra. E talvez o Pizzi não tvesse perdido aquela bola, não tendo depois de fazer a falta que daria o livre. Que o Júlio César não segurou, obrigando o Lisandro a completar para canto. Que deixou a defesa a olhar para a bola, permitindo que o defesa do Nacional emprestado pelo Sporting fizesse o golo do empate.

As intermitências ainda são muitas. Especialmente de André Horta - uma história bonita, sem dúvida, esta de um de nós lá dentro, a jogar de cachecol -, de Rúben Semedo, ou de Pizzi. Em grande, mesmo, só Salvio, que parece de volta ao grande jogador que conhecemos. E que bem lhe fica a braçadeira, mesmo que não lhe dê grande uso... E, claro, Carrillo. Pelo seu primeiro golo de manto sagrado. Um golo importante, para ele e para o jogo, mesmo que já lá estivesse o pé de Jonas para fazer o mesmo.

De fora ficaram Cervi e Mitroglou (só Gimenez marcaria aquele terceiro golo). De fora de tudo, sem que se perceba a trapalhada que para ali vai, continua Danilo, que me parece um jogador fundamental para esta equipa do Benfica. E Rafa. Mas aí percebe-se a trapalhada. E bem!

Brincadeiras*

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 A notícia é de um destes dias – anteontem, se não estou em erro – e é mais um exemplo da forma como somos informados.

Reza assim: “Juiz manda arrestar mais de mil milhões em contas suspeitas”.

Foi dada pelo Jornal de Notícias, referia-se a saldos de contas bancárias de responsáveis do BES indiciados de acções criminosas e foi praticamente replicada em todos os jornais e televisões. Com mais ou menos pormenores, mas sempre sem qualquer perplexidade. Entre os pormenores ressaltava o objectivo de arrestar um montante de mil milhões de euros, com destino a pagar as indemnizações de todos os chamados lesados do BES, objectivo que apenas o jornal que deu a notícia em primeira mão considerou difícil de atingir. Para os restantes, nem isso.

Quer dizer, dois anos depois da resolução do BES, a Justiça portuguesa decide arrestar as contas bancárias das pessoas e empresas ligadas ao Banco e ao grupo que o integrava. E a imprensa portuguesa acha que o dinheiro que existia nessas contas lá continuou durante dois anos, à espera que alguém se lembrasse de o ir a buscar para pagar a todos os que os seus titulares tinham enganado. Ou quer fazer-nos crer que acha…

Não sei se existem formalidades e preceitos que impedissem a Justiça de fazer o óbvio na altura própria. No acto de resolução, evidentemente.

O arresto das contas bancárias agora anunciado é tão mais ridículo quanto, já em Maio de 2015, a mesma Justiça foi mal sucedida quando decretou o arresto de imóveis dos mesmos arguidos. Se, nove meses depois da resolução, não foi, como não poderia ir, a tempo de encontrar os imóveis na posse dos arguidos, a Justiça portuguesa acha que, passados mais quinze meses, vai encontrar dinheiro nas contas bancárias.

E os media, que insistem em fazer de nós parvos, também. Quando é também notícia que o Tribunal de Contas apurou que a tentativa falhada de venda do Novo Banco custou 10 milhões de euros. Ou que as propostas que há para a compra estão ao nível da venda do BPN… Ou os prejuízos dos bancos, praticamente de todos, por causa das imparidades…

Parece que se continua a brincar com coisas sérias.

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Imunidade não é impunidade

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Imunidade diplomática não significa impunidade. Diplomática ou qualquer outra.

A imunidade diplomática é um instrumento indispensável nas relações internacionais ao nível das respectivas representações. Não pode ser um instrumento de impunidade de quem quer que seja. Por isso o Estado português não pode, sob nenhum pretexto, deixar passar em claro a absurda e selvática agressão de Ponte de Sor.

A investigação tem de ser feita rapidamente e sem quaisquer condições que não as que determinam o apuramento da verdade. A embaixada iraquiana lançou já uma campanha de reversão dos factos. Mal amanhada, com duas peças: um comunicado oficial, em árabe, e uma entrevista dos suspeitos, á SIC, sem pés nem cabeça. Mas a deixar entender que lançou mão de todos os meios de que dispõe para uma defesa na esfera oficial. 

O anterior embaixador declarou-se de imediato envergonhado. E os responsáveis pela política externa iraquiana já chamaram o actual embaixador e pai dos supostos bárbaros agressores. Da atitude do governo português ainda não se sabe grande coisa. Mas se calhar também não se deve, por agora, saber muito mais...

 

 

Adeus Rio 2016. Olá Tóquio 2020!

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Desceu o pano sobre os Jogos Olímpicos do Rio, os primeiros sob língua portuguesa. Foi bonita a festa de encerramento. Mais bonita ainda a de abertura. Entre as duas, os jogos. A competição, os resultados, os heróis...

Comecemos por eles, o verdadeiro centro de tudo. Usain Bolt, claro: mais três medalhas de ouro na velocidade. Aos 30 anos completou os seus terceiros jogos com nove medalhas de ouro - todo o ouro que havia para ganhar. Depois, logo a seguir, Michael Phelps, ressuscitado para os seus quartos jogos olímpicos, acumulando 23 medalhas de ouro - feito porventura inigualável. 

Foram ambos vedetas imbatíveis. Mas já lá chegaram assim. Por isso a estrela made in Rio é a pequena Simone Biles, a americana raínha da ginástica com 4 medalhas de ouro e uma de bronze. Aos 19 anos é o futuro. Sim, porque já vai o tempo em que essa era a idade da reforma na modalidade: Nadia Comaneci foi há quarenta anos. Tinha quinze!

Na História dos Jogos ficará também a etíope Almaz Ayana, que pulverizou o imbatível recorde mundial dos 10 mil metros, velho de 23 anos, fixado em 1993 pela chinesa Wang Junxia, em condições nem sempre isentas de dúvidas, retrirando-lhe 42 segundos.

Os Estados Unidos (121 medalhas) ocuparam como habitualmente o topo. Seguiram-se a surpreendente Grã-Bretanha, e depois a China, a Rússia e a Alemanha. Nesta classificação Portugal ficou-se pelo 78º lugar. Medalhas, apenas uma. A de bronze da Telma Monteiro.

É, nesta medida, o pior resultado da participação portuguesa do último quarto de século. Podendo ter sido melhor, foram os resultados possíveis. As medalhas estão cada vez mais caras, e Portugal não tem uma política desportiva que permita grandes sonhos. 

Tudo o que sempre conseguiu resultou de condições excepcionais, entre as quais o extraordinário empenho de atletas e treinadores. Raramente de uma política desportiva sustentada e estruturada. Por isso, os nossos parabéns aos atletas que nos representaram nos Jogos que falaram português.  

E já vem aí Tóquio 2020...

 

Não correu bem

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Tenho andado afastado do futebol neste início de época. Passei ao lado da Súpertaça e não acompanhei a primeira jornada da Liga.

Cheguei hoje à época 2016/2017. E bem podia ter esperado mais uns tempos...

Sabia, mesmo assim, pelo fui lendo e ouvido, que o Benfica não estava a entrar muito afirmativo. O categórico resultado do jogo da Súpertaça não dizia assim tanto, e a qualidade da exibição esgotou-se em meia hora, a primeira. No jogo de entrada na Liga tinha-se salvado o resultado, e a exibição tinha atenuantes: o primeiro jogo é sempre especial, por ser o primeiro; o campo, o adversário aguerrido, ainda com a dinâmica do sucesso da épica fase final da época anterior... 

Hoje já teria de ser outra coisa. Era a estreia em casa, com a Luz cheia e os adeptos ansiosos por receberem a equipa no seu colinho. O adversário era convidativo: o Vitória de Setúbal tem tradições no futebol nacional.

Mas as coisas não correram bem. O Benfica deu sempre a ideia que não tinha preparado este jogo da melhor forma, e as opções menos óbvias não resultaram. Pizzi atrás de Mitroglou, a fazer de Jonas, não é uma boa ideia. Mas o grande problema era a dinâmica pouco rotativa da equipa, logo depois das perdas de bola. Quando, perante um adversário bem organizado - Couceiro não descobriu a pólvora, vai ser assim que a maioria dos adversários enfrentará o Benfica - como foi o Vitória, se não há velocidade, se não se coloca intensidade no jogo, e se os passes errados engasgam a circulação de bola, fica difícil ganhar. Se a juntar a tudo isso também as individualidades resolverem não aparecer, fica ainda mais difícil. Se em cima de tudo isto surgir uma arbitragem desastrada, a empurrar o jogo sempre para o mesmo lado, temos a tempestade perfeita: tudo para correr mal!

E foi assim. A um Benfica colectivamente ainda muito por baixo, sem as estrelas que resolvem jogos (que se passa com o Carrillo? Por que é que o Danilo não está inscrito? Será que o Rafa também não é para inscrever?), juntou-se um árbitro que fez tudo para complicar as coisas.

Marcou faltas inexistentes contra o Benfica (de uma delas resultou o livre que resultou no golo do Vitória) e não marcou faltas mais que evidentes contra os setubalenses, uma das quais no mesmo golo. Marcou faltas ao contrário, fazendo com que as estatísticas das faltas cometidas assinalassem 17 para o Benfica e 13 para o Vitória. Recuperações de bola limpas dos jogadores do Benfica em zonas promissoras foram sistematicamente transformadas em faltosas. Faltas grosseiras (mãos, derrubes, pisadelas) junto à área foram repetidamente ignoradas. Uma agressão, num golpe de karaté sobre o Gonçalo Guedes (o único suplente que realmente mexeu com o jogo), foi penalizada com cartão amarelo. Pactuou com as perdas de tempo dos jogadores vitorianos, compensado com uns ridículos 4 minutos no final do jogo que teve seis substituições (em cada uma dos setubalenses perdeu-se sempre mais de um minuto).

Claro que o Benfica tinha obrigação de ganhar. Criou apesar de tudo ocasiões mais que suficientes para isso, mesmo descontando a soberba exibição do Varela. Mas este é um resultado com impressões digitais do árbitro do Porto. Pela segunda vez em duas actuações de Manuel Oliveira na Luz.

 

Outro ponto de vista

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Quando o tema é o burkini venho falar de biquinis, enquanto Agosto ainda dura, o sol ainda queima e eles continuam por aí, a encher as praias de graça.

Mas não é por isso, por deixarem as praias tão cheias de graça quanto vazia de gente ficou o atol do Pacífico com o mesmo, que venho falar de biquinis. Venho falar deles para relevar o assinalável esforço de investimento em I&D que a indústria desenvolveu nos últimos anos para atingir os limites da ergonomia, aquilo a que se poderá chamar perfeição ergonómica.

Antes de continuar talvez deva recordar o que é isso da ergonomia. Não como sinal de qualquer menosprezo pelos conhecimentos do estimado leitor, mas apenas para poder transmitir uma ideia mais aproximada do gigantismo da tarefa que esta indústria empreendeu. É uma ciência que trata da interacção do ser humano com os outros elementos, ou sistemas, que o rodeiam com vista a obter deles - de um e dos outros - o melhor desempenho. Recorre-se a esta ciência para tornar os produtos compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas, que decorrem - entre outros que agora não são para aqui chamados - dos aspectos físicos de cada um. 

O que se pode dizer é que o empreendimento teve tanto de arrojo quanto de sucesso. A clientela aderiu em massa aos novos modelos da perfeição ergonómica e os resultados estão á vista. São um regalo e podem ser contemplados em todos os areais do nosso mundo, na mais variadas posições, na plenitude da arte do impossível de tudo mostrar e tudo esconder. 

O que só prova que se, ao contrário do que está a acontecer, não lhes cortarem mercado, os burkinis também lá chegarão. Imaginação não falta aos mais criativos... 

 

 

 

 

 

É sempre assim...*

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Não sei se o pior já passou. Admito, e acima de tudo, desejo que sim. Sei – sabemos – que o país se cobriu de incêndios, como todos os anos acontece nesta altura do ano. Ou mais, ainda … Apenas numa semana, na última, arderam mais de cem mil hectares de terreno florestal, agrícola e urbano em Portugal. Um pequeno país, onde arde mais de metade do que arde na Europa… É verdade, mais de metade do que arde na Europa é português!

É assim, ano após ano. As televisões invadem as chamas e invadem-se de histeria, pela mão de repórteres que são uma tragédia em cima da tragédia. Fazem também parte da calamidade. Especialistas, sempre os mesmos, enumeram sempre as mesmas causas, e propõem sempre as mesmas soluções. Políticos expressam solidariedade, e ficam-se por aí. Porque fica bem. Os governos negam as evidências: “a minha área ardida é sempre menor que a tua”. E depois prometem mais meios. E cumprem, na maioria das vezes: a cada ano que passa há mais bombeiros, há mais viaturas, há mais aviões, há mais helicópteros … Mas também mais incêndios. E mais gravosos.

Os autarcas reclamam do isolamento, e do centralismo. E pedem mais apoios financeiros para as suas populações. Mas nunca dizem – nem ninguém lhes pergunta – o que é que, da sua parte, fizeram para prevenir ou minorar a tragédia.

Os populares culpam os criminosos. Tudo se resolvia com penas adequadas. Que os tribunais incompreensivelmente não aplicam. Fala-se nos interesses, que não são pequenos, da chamada indústria do fogo. E fala-se de Máfia… Fala-se da Protecção Civil, e de bombeiros. E do eterno presidente da respectiva Liga, que foi presidente de Câmara durante quatro décadas, deputado em não sei quantas legislaturas, e até incendiário num dos três grandes do futebol. Que fala, ralha e barafusta, sempre sem dizer nada que não seja culpar tudo e todos, e exigir mais dinheiro para a organização que domina. Sem nunca dizer o que fez em tantos anos e em tantos cargos.

Fala-se dos ministros que estão de férias. Dos que as interrompem e dos que as não interrompem. Mais grave ainda é se aparecem numa dessas festas de Verão das revistas cor de rosa…

É sempre assim, ano após ano. Como se, tal qual as cigarras que também ardem, assobiássemos todo o ano à espera do Agosto que há-de acabar por devorar o país. Como fossemos todos muito burros, sem nunca conseguir aprender nada…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Este sol de Agosto...

 

Não estivessemos já habituados a tamanha falta de vergonha e diríamos que este sol de Agosto é terrível, e faz mesmo mal à cabeça desta gente...

O CDS resolve ir suicidar-se a Angola, e pelo caminho descobre que o MPLA é um partido irmão. Para reforçar a fraternidade altera até a certidão de nascimento da líder, para fazer dela angolana.

Um secretário de Estado, dos poucos que ainda falam - os outros foram todos ver a bola à conta da Galp e perderam o pio, que não a vergonha - diz que vai mudar a lei, para que nela caibam tods os 19 administradores da Caixa. Os que o BCE aceitou, os que mandou primeiro para a escola, e os que chumbou. Só se tinham lembrado de a alterar para lá caberem os ordenados exigidos pelos novos administradores, esquecendo-se do resto. Mas nunca há problema: nem se confere a legalidade, e se as nomeações são ilegais, altera-se a lei. Tantas vezes quantas as necessárias. 

Não há qualquer problema em colocar na administração banco público o co-líder de um dos maiores grupos nacionais. Provavelmente a SONAE nem trabalha com a Caixa Geral de Depósitos. E que importância tem que não tenham qualquer experiência no negócio? 

Nenhuma. É tudo gente com grande capacidade de aprendizagem. Vão tirar um curso e ... pronto. Até pode ser na Novas Oportunidades, agora ressuscitadas em Qualifica!

 

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