Por Eduardo Louro
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Um grande jogo, uma grande final!
Foi a primeira final alemã, a revelar o futebol alemão em todo o seu esplendor, a confirmar o início de uma nova era no futebol europeu, e talvez mundial. As meias-finais da Champions já tinham marcado esta passagem do testemunho, quando os dois primeiros classificados do campeonato alemão eliminaram os dois primeiros do campeonato espanhol. Esta final confirmou que a Alemanha domina o futebol na Europa como domina tudo o resto. Só que futebol é futebol, o domínio exerce-se de outra maneira: gera admiração e não revolta!
Foi uma daqueles jogos em que raramente um jogador perde a bola, é sempre o adversário que a ganha. Sempre disputado em alta intensidade, com níveis de exigência física e técnica absolutamente insuperáveis, entre duas equipas de excepção. Que, com plantéis de qualidade superlativa, fizeram (cada uma) a primeira substituição, em simultâneo, aos 90 minutos!
E o Bayern, com toda a justiça, ganhou. Quebrando o enguiço e ganhando o triplete - campeonato e taça da Alemanha e Champions – que, com o Benfica, com os resultados conhecidos, perseguia.
Benfica que não esgotava nessa hipótese de triplete os pontos de contacto com este Bayern, liderado por uma dos treinadores de mais má memória no Benfica. É que, para além de serem duas equipas que apresentam o futebol que mais se assemelha, são os que mais finais europeias perderam. Mas, acima de tudo e agora o mais importante, a vitória de hoje da equipa bávara garantiria, como garantiu, o Benfica no pote 1 do próximo sorteio da Champions!
Por Eduardo Louro
Não sei se estará para breve a queda do governo. Se estiver, cai por dentro, como sempre acontece!
O que sei é que já não é Portas a única hipótese para carregar no botão. Há mais gente a chegar-se à frente. O PSD está a mexer-se. E de que maneira!
Por Eduardo Louro

Ontem vi a entrevista do Ministro da Economia à RTP - ao Vítor Gonçalves - onde Álvaro Santos Pereira teve momentos de meter dó, de quase não dizer coisa com coisa. Hoje esteve ao lado de Vítor Gaspar, e no meio de toda equipa das finanças, na apresentação do dito pacote de estímulos à economia, do super-crédito fiscal, como lhe chamam.
Fiquei com a ideia que, ontem à noite, terminada a entrevista, o Álvaro não fazia a mínima ideia que hoje estaria ali. E que nem lhe passava pela cabeça do que haveria para anunciar… Quer dizer, fiquei com a ideia que o Álvaro já não é ministro há muito tempo mas que ainda não o sabe. E que será sempre o tal, o último a saber!
Por Eduardo Louro
Ao que se vai sabendo, à medida que o que se lá passou vai sendo trazido cá para fora – porque há gente que lá está que faz disso modo de vida -, a reunião do Conselho de Estado esteve quentinha, e não correu nada ao jeito do Presidente, que só estava interessado no pós-troika. Bom, convergência e consenso também davam jeito…
De resto, se percebemos muito bem por que Marques Mendes convocou o Conselho de Estado - obviamente para alimentar três ou quatro dos seus programas televisivos: um a anunciá-lo e dois ou três a chibar-se sobre o que lá se passou – ainda não conseguimos perceber por que é que Cavaco confirmou essa convocatória. Para pagar dívidas, provavelmente…
A coisa foi de tal ordem que só faltaram cadeiras pelo ar, porque de resto houve de tudo. Até um comunicado final imposto pelo Presidente, que nada tinha a ver com o que lá se passara. Bonito… Sem dúvida. E bem demonstrativo do Presidente que temos …
Houve naturalmente quem não gostasse e tivesse liderado uma rebelião. E o Comunicado esteve por um fio…até que lá veio Marcelo Rebelo de Sousa, sempre conciliador, a pôr água na fervura. E a cozinhar aquela coisa do “adequado equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à actividade económica”. Ou do “enfrentem, com êxito, o flagelo do desemprego que os atinge e reconquistem a confiança dos cidadãos”. Sem dizer nada do que lá se tivesse passado: isso ficaria para si próprio e para o seu colega de partido e de ofício…
Não tenho grandes dúvidas que, por muito que Marques Mendes insista, Cavaco não voltará tão depressa a convocar o Conselho de Estado. Tenho é dificuldade em perceber por que é que toda aquela gente se aguentou lá aquelas horas todas sem bater com a porta e deixar o Presidente a falar sozinho, mesmo que sozinho nunca ficasse: dois deles ficariam sempre até ao fim, para poder contar tudo…
Não fiquem já a pensar que foi isso que fez Mário Soares. Esse apenas tinha que se deitar cedo…
É também por isto que o regime virou palhaçada...
Convidada: Clarisse Louro *
A Assembleia da República aprovou na passada sexta-feira a co-adopção, lei que permite a extensão da adopção ao cônjuge homossexual e que, sem qualquer dúvida, abre as portas à adopção plena por casais homossexuais, colocando Portugal - o quinto país a aprová-la - na vanguarda mundial nesta que é uma das matérias fracturantes nas sociedades actuais.
Irei eventualmente desiludir quem pudesse já estar à espera que eu começasse por manifestar e defender a minha posição nesta questão. Mas aviso desde já que não é isso que me move. Estou mais interessada em reflectir sobre a maneira como me pareceu que a sociedade portuguesa se alheou deste debate. E é por aí que vou, se não se importam…
Lembro-me do debate da legalização do casamento entre homossexuais. Lembro-me de um debate aceso e lembro-me que os que se lhe opunham acabavam por, de certa maneira, lhe relativizar a importância para projectar a da adopção. Diziam que a legalização do casamento entre homossexuais era apenas um passo para a adopção. E que esse sim, seria o problema…
Isto passou-se há pouco mais de três anos. Se era um passo e esse o problema, a co-adopção é agora o passo decisivo e final. E no entanto não se percebeu que o debate tivesse sido vivo, que tivesse atravessado a sociedade portuguesa, nem sequer que tivesse deixado para trás quaisquer fracturas.
É certo que houve algum esboço de debate, mas limitou-se praticamente à blogosfera. E mesmo aí apenas pela mão de meia dúzia de fundamentalistas de direita, com a utilização de argumentação primária – “estão a dar dois pais ou duas mães a crianças que têm direito a uma família”, ou “uma família nunca são dois pais ou duas mães”, ou, menos aceitável ainda, “que essas crianças correm o risco de, chegadas à adolescência, serem seduzidas pelos pais” – facilmente rebatível por quem estava do outro lado. Há dezenas de milhares de crianças que, pelas mais diversas razões perdem o pai ou a mãe, e que não são criadas em família convencional. E nunca ninguém poderá dizer que, para uma criança, qualquer coisa seja preferível a ser criada por uma mãe e uma avó, ou por um tio e um irmão mais velho…
Mas a verdade é que, fora desse nicho, a sociedade portuguesa passou ao lado deste debate. O que permite duas ou três
leituras: ou a sociedade portuguesa cresceu de tal forma nestes últimos três anos que atingiu já a maturidade cívica das sociedades mais desenvolvidas da vanguarda mundial, e este é, por isso, um tema pacífico, que não merece grande discussão; ou a sociedade portuguesa está tão debilitada, de tão massacrada por este processo de destruição que atravessa o país, que já não tem reserva moral para este tipo de debate; ou mesmo que a pressa foi tanta que o debate não chegou verdadeiramente a ser lançado.
Confesso que me inclino mais para as duas últimas. Mas poderei estar enganada!
Gostaria, muito, de estar enganada. Para que a aprovação desta lei possa representar o real alargamento do campo de oportunidades para tantas e tantas crianças para quem só adopção rima com projecto de vida. Que não se esgota na própria adopção, na família – convencional ou nem por isso - mas que passa, decididamente, pela forma como a sociedade, depois, a aceita. E as aceite. A elas, a essas crianças, porque são elas, e não os homossexuais nem os seus lóbis, que têm de ser o princípio e o fim desta lei!
* Publicado hoje no Jornal de Leiria
Por Eduardo Louro
Pelo que vejo por esta blogosfera fora (aqui, aqui e aqui, por exemplo, porque o tema está em todo lado e tratado de todas as formas) não percebo como é que o ministro Miguel Poiares Maduro não
substituiu ainda o outro Miguel, empossado pelo anterior Miguel na pasta, pelo novo herói do empreendedorismo, o Martim. Se o outro, um espalha brasas a bater punho, é a cara do Relvas, do velho Miguel este, ainda mais jovem, sem olhos esbugalhados nem ar de esgazeado, e de voz suave, vai bem melhor com a imagem deste novo Miguel…
E se ambos têm o mesmo e infalível certificado de garantia do Prós e Contras, não é fácil de perceber por que é que o ministro Miguel Poiares Maduro não trocou já o embaixador do Impulso Jovem!
Por Eduardo Louro
Temos a ideia que o caciquismo é coisa de zonas mais rurais, do interior do Portugal profundo. Coisa do analfabetismo. Que nas zonas mais desenvolvidas, nos concelhos que atingem os mais altos índices de desenvolvimento, com os mais altos níveis de educação, o caciquismo não tem condições de medrar… É por isso que o Isaltino não é cacique. É apenas um inveterado mulherengo…
Isaltinar não é mais, afinal, que ter um fraquinho por mulheres. Mulherengar…
Por Eduardo Louro
Não se percebe bem como, mas parece que é verdade: três anos depois, Portugal abandonou o clube da bancarrota.
A gente vê estas coisas e fica a achar que cada vez percebe menos disto...
O Presidente confirma a convocatória do Conselho de Estado oportunamente feita por Marques Mendes, e anuncia que é para discutir o pós troika: agora já nem há que discutir. Foram sete horas de reunião - apenas duas para o Dr Soares que, naquela idade, tem de ir cedo para a cama - que, pela ausência de conclusões, deverão ter sido passadas a perceber como o Benfica perdeu o campeonato. Ou a arbitragem do jogo do Porto com o Paços ...
A dívida não pára de subir, e a Alemanha empurra-nos com toda a força para os mercados - quer é ver-se livre de nós - onde iremos de bater de frente com taxas de juro insuportáveis, para que para eles sejam negativas. O défice é cada vez maior, o que significa mais dívida para cima da dívida. A recessão e o desemprego seguem em via verde, fazendo que mesmo a mesma dívida seja ainda mais dívida. Mas já é uma dívida sem risco. Está bem: quase não há risco... Estamos ali ombro a ombro com o Iraque, um rival de peso, como se percebe...
Por Eduardo Louro

Compete ao Conselho de Estado (artigo 145º da Constituição da República):
Ao abrigo desta última alínea: o pós-troika. Obviamente!
No pasa nada...
Por Eduardo Louro
O campeonato acabou hoje. Para mim acabara na semana passada…
Prematuramente?
Não! Para o Benfica é que acabara prematuramente, duas semanas antes, na Madeira. Vá lá saber-se porquê!
Parece-me que há uma jogada e um jogo que têm muito a ver com este insólito desfecho do campeonato. E nem o jogo é o do Estoril - nem o primeiro do campeonato, na Luz, com o Braga, do golo invalidado a Cardozo no último minuto, nem o de Coimbra dos tais dois penaltis, nem o do Nacional... - nem a jogada é aquela do Kelvin-Liedson-Kelvin…
A jogada é aquela obra de arte que culminou no 2-0 ao Sporting. Estranho?
Talvez, mas aquela fantástica jogada teve consequências muito para além do golo de Lima. Deu origem ao limpinho… limpinho, com tudo o que isso trouxe. E acabou por ter algo de enganador, que maquilhou uma realidade que precisava de ser enfrentada. Porque é bom ganhar quando nem tudo está bem, mas não é bom não o perceber.
O jogo foi o da Madeira, com o Marítimo. Que, vá lá saber-se por quê, não foi encarado como mais um jogo que tinha de ser ganho, mas como o jogo que ganhava o campeonato…
Claro que, hoje, só Fátima poderia provocar outro desfecho na Mata Real mas, como se sabe, o plafond de milagres ficou esgotado com o fecho da sétima revisão da troika… Em vez disso houve passadeira vermelha, não estendida pelo adversário, como a da Madeira há duas semanas atrás, mas nem por isso menos estendida… Logo aos vinte minutos o árbitro resolve inventar um penalti. Com expulsão. E pronto…
Para o ano há mais. Que não seja do mesmo...
Por Eduardo Louro
Não me apercebi de qualquer impacto destas palavras. Se calhar é porque tenho andado distraído...
Por Eduardo Louro
- “Nunca me engano e raramente tenho dúvidas”.
- “Ainda está para nascer alguém mais sério que eu”
- “Eu avisei…”
Todos conhecemos o autor destas frases, e o culto do ego que está por trás delas. A todas estas acrescenta-se agora aquela que foi a frase da semana:
“…uma inspiração do 13 de Maio, é o que a minha mulher diz”.
Frase que, lida em conjunto com a que a antecedeu – “foi tomada hoje uma decisão muito importante para o futuro…” – poderá não elevar o fecho da sétima avaliação da troika a acontecimento da semana, mas eleva o seu autor, na sua própria apreciação, mais do que à simples condição de salvador da pátria, a agente de intermediação divina!
Por Eduardo Louro
Lembro-me do debate da legalização do casamento entre homossexuais. Lembro-me que os que se lhe opunham acabavam por mitigar essa sua posição, relativizando a importância desse acto para enfatizar um outro, que estaria afinal por trás da legalização do casamento. Diziam que a seguir viria a adopção, e que esse sim, seria o problema…
Isto passou-se há pouco mais de três anos. Hoje, quando na Assembleia da República se votam dois projectos sobre a matéria, pelo que se vê, a co-adopção não levanta grandes fracturas na sociedade portuguesa. Nem entre os que há três anos atrás encontravam aí o grande problema do casamento que então se legalizava…
Quererá isto dizer que a sociedade portuguesa progrediu em três anos mais que anteriormente em décadas? Que atingiu a maturidade política e cívica das sociedades mais desenvolvidas, civilizadas e educadas?
Ou será que a crise também tem alguma coisa a ver com isto?
Por Eduardo Louro
Pois… Agora é toda a gente contra a austeridade. Desconhece-se é o que é que isso vale…
O governo foi para além da troika. E da troika veio o troco: não tem nada a ver com esta desgraça, a responsabilidade é de quem governa e aplicou o programa. Durão Barroso, em vez de presidir à Comissão Europeia, portou-se sempre como mero porta-voz dos interesses alemães. Como o cachorrinho de Merkel…
Poderíamos dizer que “Roma não paga a traidores”. Ou que Berlim mata o mensageiro para acabar com a mensagem… Mas também que Durão Barroso merece esta capa!
Por Eduardo Louro
Só faltava isto. Não sei se sou eu que estou a ficar velho, se é esta malta nova que está a passar os limites...
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