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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quando menos se esperava...

Luisão: «Fomos parados de várias maneiras»

 

O Benfica perdeu, hoje na Madeira. Com o Maítimo, à décima segunda jornada e à entrada de um ciclo de elevado grau de dificuldade que faz deste Dezembro um mês complicado. 

Já não perdia há muito tempo e, embora muitos o desejassem, ninguém pensaria que acontecesse hoje. Porque ainda há duas apenas semanas cilindrara esta equipa do Marítimo, no jogo da Luz, para a Taça, com uma enorme exibição e uma gorda goleada de 6-0. E porque a equipa atravessa - sim, no presente do indicativo - um período de grande consistência, em grande forma, com um  futebol demolidor, com soluções para todos os problemas...

Mas aconteceu, e o Benfica perdeu hoje a invencibilidade no campeonato. E deixou de integrar o restrito grupo de três equipas invictas em toda a Europa: sobram agora o sensacional Leipzig, na Alemanha, e o Real Madrid.

A equipa não entrou bem, é certo. Entrou a perder, com um golo aos 5 minutos, num erro colectivo a que Luisão emprestou a cara. O Benfica reagiu de imediato, e pouco tempo depois já lá estava o seu futebol habitual. Em cima do adversário, asfixiando-o, com o carrossel a funcionar em pleno. Uma única excepção, ali pelo minuto 20, quando o Ederson, com duas defesas consecutivas de grande qualidade, evitou o segundo golo. Foi claramente uma excepção, as oportunidades sucediam-se, como se sucediam as faltas dos impunes jogadores do Marítimo, e era praticamente garantido que o golo do empate chegaria depressa. E que os outros viriam a seguir...

Tardou, mas não muito. O empate chegou à passagem da meia hora, com um remate de Nelson Semedo a sofrer um desvio, sem o qual não daria em golo, na única gota de felicidade que hoje estava reservada para os tri-campeões. Que sairia bem cara!

Ainda se não tinha percebido isso, e apesar de o guarda-redes Gotardi começar a parecer instransponível, a ilimitada confiança na equipa deixava os adeptos convencidos que ao intervalo já o marcador teria dado a cambalhota. Não foi assim, o golo não aparecia mesmo. Mas havia ainda toda a segunda parte...

Logo no arranque a bola saiu da cabeça de Salvio para bater na barra, e não entrar. A partir daí, ou o guarda-redes do Marítimo fazia milagres, ou a bola saía centímetros ao lado. Ou por cima. E pronto, lá se voltou a cumprir a eterna profecia do futebolês: quem não marca, sofre. Na únca vez em que o Marítimo saiu lá de trás, foi a vez do erro ganhar a cara do André Almeida. Por três vezes, o que, convenhamos, é demais: primeiro foi anjinho, e permitiu que um adversário lhe roubasse uma falta (os jogadores do Marítimo mandavam-se permanentemente para o chão, e o árbitro fazia-lhes sempre a vontade); do livre, a bola chegou-lhe, na esquerda e, com uma rosca, devolveu-a para a área, à mercê do remate de um adversário, que resultaria num canto; por fim, no canto, deixou o adversário saltar à vontade para marcar o golo que ditaria a derrota. 

Faltavam 20 minutos, mas nem cinco sobraram para jogar. A partir daí os jogadores do Marítimo não permitiram mais que se jogasse à bola. Sempre no chão, um de cada vez e o guarda-redes nas vezes todas.

    

 

De luto, e de parabéns... *

 

 

Esta semana, rica em acontecimentos, nacionais e internacionais, fica inevitavelmente marcada pela tragédia da passada terça-feira, na Colômbia: um avião despenhou-se, ao que se sabe por falta de combustível, a poucos minutos de aterrar no aeroporto de Medellin, com 81 pessoas a bordo, entre tripulantes e passageiros, estes jogadores, técnicos e dirigentes de uma equipa brasileira de futebol, e jornalistas que iam fazer a cobertura do jogo – uma final de uma competição sul americana. Sobreviveram cinco pessoas: duas da tripulação, dois jogadores e um jornalista.

A causa próxima, falta de combustível, ficou de imediato evidente pela circunstância de o avião se não ter incendiado. As causas dessa causa são agora conhecidas, e voltam a ter outra causa próxima: violação das regras básicas de segurança. Com causa na inaceitável quebra do que deveria ser a obrigatória segregação de funções de pilotagem e de propriedade da aeronave. As dificuldades financeiras da empresa fizeram o resto, em dois tempos. Primeiro, em prováveis dificuldades no abastecimento de combustível e, depois, na ocultação da falta de combustível á torre de controlo do aeroporto, pela penalização financeira que tal circunstância comporta.      

Não era nenhuma das mais sonantes equipas de futebol do Brasil. A Chapecoense é o clube da pequena cidade de Chapecó, no município de Santa Catarina, a sul de S. Paulo, com uma história curta mas de grande sucesso, um verdadeiro case study do futebol brasileiro. Em menos de dez anos passou da quarta divisão à primeira, e a final que ia disputar com o histórico Atlético Nacional era o conto de fadas que aqueles jogadores, técnicos e dirigentes estavam a viver. Que acabou ali, de forma dramática e brutal, no meio de chapas e ferros retorcidos.

A tragédia abriu a porta a uma onda de solidariedade a todos os títulos notável. Do futebol, tantas vezes mal tratado, especialmente pelos seus próprios agentes, não pararam de chegar demonstrações de que ainda tem espaço para a virtude. Que tem muito mais para dar do que aquilo que nos querem mostrar todos os dias.

Começou logo com o adversário nesta final a declarar que o troféu já só poderia ter como destino o clube de Chapecó. E com a homenagem dos adeptos no estádio, à hora em que o jogo se deveria realizar. Seguiram-se dezenas de clubes a oferecer jogadores para o clube reconstruir o plantel. Donativos de receitas inteiras, como a do próximo Barcelona – Real Madrid. Fala-se ainda de uma generosíssima contribuição de Cristiano Ronaldo.

Interesses mesquinhos de gente sem escrúpulos deixaram o futebol de luto. A dimensão desta resposta solidária deixa-o de parabéns!    

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Lixo de gente tóxica

Resultado de imagem para lixo importado de itália por empresa de secretário de estado

 

Importar lixo é coisa estranha. Cheira mal!

Com tantos problemas de balança comercial, a última coisa que se imaginaria importar era justamente lixo.

Importar lixo impreganado de resíduos perigosos piora ainda o cheiro. É nauseabundo. Quando essa importação é efectuada por uma empresa de um Secretário de Estado do Ambiente do último governo, o cheiro é insuportável, e o ar torna-se irrespirável.

É verdade, o responsável por esta estranha importação chama-se Pedro Afonso Paulo, e foi Secretário de Estado do Ambiente no governo de Pedro Passos Coelho. Muito lixo, cheio de gente tóxica!

 

 

Lixo de gente tóxica

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Importar lixo é coisa estranha. Cheira mal!

Com tantos problemas de balança comercial, a última coisa que se imaginaria importar era justamente lixo.

Importar lixo impreganado de resíduos perigosos piora ainda o cheiro. É nauseabundo. Quando essa importação é efectuada por uma empresa de um Secretário de Estado do Ambiente do último governo, o cheiro é insuportável, e o ar torna-se irrespirável.

É verdade, o responsável por esta estranha importação chama-se Pedro Afonso Paulo, e foi Secretário de Estado do Ambiente no governo de Pedro Passos Coelho. Muito lixo, cheio de gente tóxica!

 

 

E por que não ficam para amanhã?

 

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Se calhar não havia melhor maneira de assinalar o regresso do feriado do 1º de Dezembro que uma visita - em grande e "à séria", à boa maneira antiga, com o povo na rua a gritar vivas ao rei e piropos à rainha - dos reis de Espanha. 

Já agora: e por que não ficam para amanhã? 

Bebiam mais um copo e sempre davam algum salero às comemorações oficiais. E assistiam até ao desfile nacional das bandas filarmónicas. O que - quem sabe? - levaria até a RTP à sua transmissão em directo... E, veja-se bem as voltas que isso daria, a encher a alma do José Ribeiro e Castro...

Isto é manha

 

 

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"António Domingues deixa a presidência da Caixa Geral de Depósitos por achar que o banco está a ser usado como arma política. A SIC sabe que a saída não se deve à polémica com as declarações de património, que até já entregou no Tribunal Constitucional, mas sim ao que considera ser a falta de apoio de governo".

É disto que vemos todos os dias. E a isto chamam informação. Chamam-lhe até informação de referência. 

O presidente demissionário da Caixa deixou claro que "o banco está a ser usado como arma política", como de resto toda a gente tem percebido. À falta de argumentos, como se tem visto, o PSD não tem tido outro assunto para o circo que faz da política. Mas nada disto tem importância nenhuma, porque a SIC sabe que António Domingues apenas se queixa da falta de apoio do governo. Mesmo que tenha acabado de acabar de dizer que não tinha sido de nada disso que ele se tinha queixado!

Em bom rigor, isto nem é falta de rigor. É manha!

 

 

Já nada limpa nada!

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Agora já entregaram... Quer dizer: alguns entregaram, não se sabe quantos. Nem quem. Mas a notícia aí está, destinada a limpar qualquer coisa...

Não limpa nada. Esta é uma fotografia onde todos ficam mal. Fica mal o governo, fica mal o primeiro-ministro. Fica mal o ministro das finanças. Ficam mal os administradores da Caixa. Fica mal Passos, que já não fica bem em nenhuma. Ficam mal uns esganiçados deputados da oposição. Não há quem se possa ver... Nem o presidente Marcelo escapa.

Mal fica também a Caixa. Mas não é só na fotografia...

Já nada limpa nada!

As costas de Costa

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António Costa não quis comentar a demissão de António Domingues. Não devia. Estava  mesmo obrigado a fazê-lo. Fosse onde fosse. Fosse em que circunstâncias fosse. 

Já tinha conhecimento da demissão desde a passada sexta-feira, e tinha obrigatoriamente de estar preparado para ser questionado onde quer que fosse. Este não é um fait divers, é o mais importante problema do país neste momento!

Há momentos em que um primeiro-ministro não pode virar costas.

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