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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Brincadeiras*

 

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A indignação voltou a tomar conta do país, seguindo aquilo a que já poderíamos chamar os trâmites do costume. Tudo começou nas redes sociais, afinal o local onde hoje tudo começa, para depois passar para os mais altos representantes do poder: o Presidente da República e o primeiro-ministro.

Nestes trâmites costuma ser mesmo essa a ordem: primeiro chega sempre o presidente, e depois lá vem o primeiro-ministro.

Desta vez – e estou a referir-me, como não podia deixar de ser, ao celebérrimo repasto no Panteão Nacional de Santa Engrácia – António Costa, farto de ser segundo, de chegar sempre atrás de Marcelo, deu à perna e chegou primeiro. Desconfio que o presidente estaria ainda entretido a arranjar madrinha para os portugueses. Não fosse isso, e teria conseguido, também desta vez, chegar à frente.

Marcelo consegue ler 40 livros ao mesmo tempo, ver 10 filmes e ler 10 livros numa noite e ainda dormir três horas, mas não consegue – ainda, talvez lá chegue dentro de pouco tempo – arranjar madrinha e indignar-se ao mesmo tempo.

Pode parecer uma brincadeira, mas é um retrato do país. E um país que é uma brincadeira, só pode ter um retrato destes.

A indignação foi tal que ninguém se indignou com a brincadeira. Nem com a madrinha com que Marcelo quis brincar com a malta!

Sim. Só pode ter sido por brincadeira, pelo tal lado traquina do irrequieto Marcelo, já cansado de se portar bem.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Fim de festa?

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Temos todos a ideia que o chico-espertismo é coisa portuguesa. Com certeza. E nos negócios, com mais certeza ainda.

Na Altice - tinha de ser! - há um português. É o senhor Armando Pereira, que até já abriu uns "call center" lá na terra. 

A Altice de Armando Pereira comprou, há mais de três anos, a PT, e está em processo de compra da TVI, com a benção de Carlos Magno. Como já comprara a ONI e a Cabovisão. Compra tudo, com habilidades e com dívida. Numa palavra - chico espertismo!

Da habilidade de impôr o nome e a marca Altice para depois cobrar royalties por isso, já aqui falamos. São cerca de 50 milhões de euros por ano. De outras habilidades, como as que têm por objecto os trabalhadores, vamos sabendo todos os dias, mesmo que delas pouco se fale.

A dívida, essa já vai nos 50 mil milhões de euros, e a isso é que a Bolsa não está a achar grande piada. Em pouco mais de uma semana a empresa perdeu metade do seu valor em Bolsa... Cheira a fim de festa...

Mas não foi apenas com chico-espertismo que a PT morreu às mãos de Ricardo Salgado, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, e foi a enterrar pela Altice, em cerimónias fúnebres presididas pelo anterior governo...

 

 

Segundas linhas, há. Terceiras é que não!

Portugal empata com os EUA em Leiria com 'perú' de Horvath

 

Como se tinha visto, segundas linhas, há. Terceiras é que não, viu-se hoje. E quarenta jogadores, como diz Fernando Santos, também não.

Está explicado que não... O que não está explicado é o rendimento do Nelson Semedo na selecção. Não se entende como é que um jogador sempre em alto nível no seu clube, chega à selecção e não passa de uma sombra triste de si próprio. Não tem explicação. A continuar assim é bem capaz de perder o avião para a Rússia...

 

 

 

 

Insólito. Injusto, só para Buffon...

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O mundo do futebol está incrédulo, com o afastamento da Itália do Campeonao do Mundo do próximo ano, na Rússia.

Tem o seu quê de insólito. É apenas a terceira vez que a Itália falha um Mundial, antes falhara em 1930 e em 1958, há 60 anos; e é o único campeão do mundo - e a Itália conquistou o antepenúltimo campeonato do mundo, na Alemanha, foi quatro vezes campeão mundial, tantos quanto os germânicos, e apenas menos um que o Brasil - ausente da Rússia. Mas não se pode dizer que seja uma grande surpresa...

A Itália tem hoje um único jogador de nível mundial: chama-se Gianluigi Buffon, é  guarda-redes e tem 40 anos. É um Senhor - ainda ontem, quando o público italiano assobiava o hino da Suécia, ele aplaudia - e é a grande vítima da actual falta de qualidade do futebol italiano, falhando o feito único, e de todo irrepetível, de jogar seis campeonatos do mundo!   

É insólito. Mas, injusto, só para Buffon... 

Fake news

 

Capa do i

 

António Costa foi claro a propósito do jantar da Web Summit no Panteão Nacional. Classificou-o de "ofensivo", numa utilização “absolutamente indigna do respeito devido à memória dos que aí honramos”. Em nota enviada à imporensa, o gabinete do primeiro-ministro declarou "ofensivo utilizar desse modo um monumento nacional com as características e particularidades do Panteão Nacional”.

Desde logo a generalidade da imprensa, seguindo de resto a pista do secretário de Estado da Cultura do governo anterior, que permitira aquela utilização e fixara a respectiva tabela de preços, entendeu que a coisa não podia ficar bem assim, e que António Costa teria de ter as suas responsabilidades. Tivera dois anos para alterar a lei, apressaram-se os jornais...

Logo depois, agora seguindo a pista da senhora que é responsável pelo monumento, que fez o negócio, que nem pediu desculpa a ninguém nem se demite, relativizou: o Panteão Nacional já tinha sido usado para fins idênticos em várias outras ocasiões. Para, logo a seguir, e como o jornal i traz hoje à capa, mas que podemos ver em todos os jornais e televisões, identificar António Costa como "padrinho" ou mesmo promotor de uma dessas ocasiões: um jantar organizado em Setembro de 2013 pela Associação de Turismo de Lisboa, de que António Costa era, por inerência, presidente, destinado à promoção do Fado. 

O desmentido foi imediato. O então presidente da Câmara de Lisboa, confirmado pelo então Director Geral de Turismo, não teve sequer conhecimento de tal realização. 

Como sempre, o desmentido não tem qualquer impacto, e as caixas de comentários da notícia já estão invadidas por um frenético exército fortemente armado de impropérios e ignorância, pronto a destruir tudo à sua passagem.

Ainda há poucos dias, enquanto nas televisões passavam imagens (incluindo a de António Costa) da tomada de posse dos dois novos ministros  e secretários de Estado, uma delas, a TVI, com o ângulo da câmara mais fechado, dizia através da repórter no local, e reproduzia em rodapé, que o primeiro-ministo estava ausente da cerimónia. 

Sabemos que é assim, que as fake news são isto mesmo. Temos é dificuldade em perceber por que tem de ser assim!

 

 

 

 

Não será por falta de jogadores...

Manuel Fernandes celebra o golo de Portugal diante da Arábia Saudita com Pepe.

 

O adversário não era um colosso do futebol mundial, mas é um dos finalistas do próximo campeonato do mundo, na Rússia. O resultado também não foi assim tão esmagador, embora pudesse ter sido. Mas foi bonito de ver esta selecção feita de estreias e de regressos. Foi bonito o que jogou, e foi bonito ver que não vai ser por falta de jogadores que não continuaremos a ter uma grande selecção. Que não será por falta de bons jogadores que a selecção deixará de praticar um grande futebol. E que não será por falta de grandes jogadores que não se fará a necessária renovação da selecção.

E não podemos deixar de pensar que futebol é este que, numa equipa de estreias - tantas que até os marcadores dos três golos (Manuel Fernandes, um regresso à titularidade dez anos depois, Gonçalo Guedes e João Mário) foram nisso estreantes - não há jogadores a actuar em Portugal. 

Sim, há uma excepção. Mas só para confirmar a regra. No onze inicial, onde até havia nomes que não conhecíamos - digam lá, quantos é que conheciam Kevin Rodrigues? - apenas Danilo joga na Liga portuguesa. O improvável Danilo, já um consagrado, e campeão da europeu em França.

Tão improvável, e tão pouco excepção, que estará por pouco...

Bebedeira*

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Mesmo com o surto de legionella, a passar da dimensão da saúde pública para a da política, permanentemente nas notícias, no topo da semana está inquestionavelmente o Web Summit, que ontem terminou em Lisboa.

Confesso alguma dificuldade em olhar para este grande certame mundial das tecnologias digitais, algures entre uma feira comercial e um festival de  cenas virtuais, sem ver uma grande nuvem de piroseira, com alguma gente, durante algum tempo, disposta fazer algumas figuras um bocado parvas, como que tomadas por uma bebedeira de entusiasmo digital.

Percebo que mais de 50 mil visitantes estrangeiros com bom poder de compra, durante uma semana, deixem uma interessante pegada económica, reforçando ainda mais o bom momento da indústria hoteleira e da noite lisboeta. E que isso seja suficiente para o entusiamo com que os nossos governantes acolhem o certame, que não para as figuras que fazem. Mas confesso que não vejo resultados para além daí. A tal contribuição para colocar Portugal no primeiro plano da economia digital, a tal mola que fará com que o país que perdeu todas as revoluções industriais, ganhe agora a revolução digital, parece-me … virtual.

Promover esta realidade virtual é entrar no espírito do Web Summit, é pisar a passadeira, mas a cambalear por ela fora, como um bêbado!

Entre as vedetas que por lá desfilaram destacaria dois robots: Mister Einstein, um pouco comedido sem abdicar da extravagância, como compete aos cientistas, e a Sofia, que já conhecíamos, que andou sempre numa roda-viva, e a que a Arábia Saudita ofereceu nacionalidade. Que, ao contrário de qualquer mulher, não deverá ter dificuldade em aceitar, a julgar pela sua mais sonante declaração: que sim, que vêm para roubar os empregos aos humanos, mas de que é que isso importa, se trabalhar é uma chatice?

Quem também por lá passou, mesmo que apenas em vídeo, como dificilmente poderia deixar de ser, foi Stephen Hawking, o mítico cientista britânico, para despejar um pouco de água fria naquela bebedeira toda. Para dizer que a inteligência artificial tanto pode ser o maior evento na história da nossa civilização, como o pior. Que os computadores em muito pouco tempo vão ficar tão inteligentes como nós. Só que, depois, vão evoluir muito mais rapidamente que nós. E a partir daí é impossível saber se inteligência artificial nos vai ajudar, ou simplesmente destruir. Ninguém diga que não foi avisado… Ou que estava bêbado, e não ouviu…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

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