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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

É preciso outras respostas

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O terror voltou, pouco tempo depois. Agora foi em Manchester, e o alvo foram jovens adolescentes, que se limitavam ao prazer da música num concerto à sua medida.

Bastou um, apenas um. Jovem também, para, de bomba à cintura, espalhar a morte a partir de si próprio.

Já estava referenciado. Acabamos sempre a saber que estava, todos os outros estavam também referenciados. Não tem servido de muito. Não serviu para nada a nenhuma das vítimas. 

Começa também a não servir para nada dizer que eles não ganham. Que não cedemos em nada, que não abdicamos de nada daquilo de que é feita a maneira como vivemos. Nem é verdade nem faz já muito sentido. É preciso começar a encontrar respostas. Outras respostas, que estas já não servem.

Eles estão a ganhar. E assim continuarão,  se deixarem que assim continue. 

 

Sir Roger Moore

 

Image of The Saint matchstick man alongside series title

 

Morreu ontem, na Suiça, um dos  rostos do mais famoso agente secreto ao serviço de Sua Majestade.

Levou com ele uma boa parte das minhas memórias de menino, onde Simon Templar ganha, e por muitos, a James Bond.

Até porque Simon Templar, o icónico "Santo", só há um - Roger Moore e mais nenhum.  007 há muitos, mesmo que nenhum tão "british"  e tão "gentleman"...

A decência pode esperar

 

 

Resultado de imagem para procedimento por défice excessivo

 

O anúncio da saída de Portugal do "Procedimento de défice excessivo", o famoso PDE, foi oportunidade para Pedro Passos Coelho, que em véspera de eleições enganava os portugueses com simuladores que reduziam a zero a sobretaxa de IRS, reclamar menos calculismo eleitoral. E para Maria Luís, a sua partenaire nesse e noutros números, deixar cair esta pérola: "A autossatisfação com alguns resultados alcançados, ignorando o que os permitiu e desprezando o que devia ser feito para os manter, é a receita infalível para voltarmos, mais dia menos dia, aos problemas do passado.”  

A decência pode esperar... Mas não se deve abusar!

Regressos

 

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Surpreendentemente, em Espanha, Pedro Sanchez reconquistou a liderança do  PSOE. Ou talvez não. Talvez não tenha sido assim tão surpreendente, se nos lembramos como foi afastado. Num golpe do baronato do partido, com forte apoio mediático.

Ao recolocar Pedro Sanchez aos comandos dos socialistas espanhóis, as bases do partido disseram aos barões, com Felipe Gonzalez à cabeça, que a afirmação, e a própria sobrevivência, do PSOE não passa pela colagem à direita. Mostraram que sabem bem que, para fazer as mesmas coisas que a direita, a esquerda não é necessária. Que o original é sempre melhor que a cópia.

Coisa que muita gente não quer que se perceba. Lá, como cá!

Contas feitas

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Jogaram-se os últimos jogos do campeonato, e fizeram-se as últimas contas, soberanas como sempre, que ditaram as últimas decisões. Com as contas do título arrumadas há uma semana, bem como as da primeira despromoção, e as do último apurado para a Liga Europa, fechadas no sábado, já só restava saber quem acompanharia o Nacional, da Madeira, na viagem para a segunda Liga.

As contas faziam-se entre o Moreirense e o Tondela. Ambos fizeram pela vida, ganhando os seus jogos, e claramente. O Tondela ao Braga, e o Moreirense ao Porto. Por isso acabou por cair o Arouca (quem diria, Lito Vidigal?), que perdeu no Estoril.

Mas é a vitória do Moreirense que tem História. Marcou o primeiro golo ainda bem cedo, à pasagem do minuto 16. Vinte minutos antes da passagem de um drone, com o número 36 do minuto 36 quando, das bancadas, já com as gargantas bem aquecidas com aquela coisa que gostam de chamar a certas mães, se ouvia um cântico qualquer com um desejo qualquer. "Quem me dera"...Subitamente interrompido pelo segundo golo do Moreirense. 

Isso mesmo. Um golo calou, o que, pelos vistos, ninguém se preocupa em calar. Como se percebeu na Sport TV... 

Mas o resultado não ficou por aqui. O Benfica tinha empatado a dois golos, na festa, no Porto. À entrada para a última jornada, Benfica e Porto tinham exactamente o mesmo número de golos marcados e sofridos. Estavam empatados nas contas do melhor ataque, com 70 golos marcados, e da melhor defesa, com 16 golos sofridos. Quer dizer, o resultado perfeito era mesmo 3-1. 

O Moreirense não se limitou a ganhar para assegurar a permanência. O Moreirense, de Petit, calou um cântico vergonhoso que mais ninguém cala. E só parou no resultado perfeito. Sim, porque o que é perfeito, é, no fim, quando se fazem as contas, o campeão ficar com o melhor ataque e com a melhor defesa

 

 

Festa, saber e raça

 

Boavista fala em uso desadequado de bilhetes destinados aos seus adeptos

 

 O Benfica levou a festa do tetra ao Porto, que também a merece. O pretexto foi a disputa do último jogo do campeonato, com o Boavista.

Que seria sempre um jogo de festa, mas também um jogo cheio de pontos de interesse. Desde logo porque Rui Vitória, e muito bem, porque é assim que se gerem recursos humanos, e é assim que se constrói a coesão da equipa, quis que todos os jogadores do plantel se sentissem campeões. Mais do que fazê-los campeões, Rui Vitória quis que se sentissem campeões. 

Por isso apresentou um onze que não repetia nenhum dos titulares dos últimos jogos, promovendo logo de início a estreia de três dos quatro jogadores que ainda não tinham participado no campeonato - os júniores Kalaica e Pedro Pereira, central e lateral direito, e Hermes. Paulo Lopes ficava no banco, para entrar com a mística debaixo do braço, lá mais para a frente, quando fosse necessário. Claro que a qualidade de jogo da equipa teria de se ressentir. As rotinas não estavam lá, e a equipa não podia apresentar o entrosamento que normalmente exibe. Mesmo assim, na segunda parte já nem se deu muito por isso e, com a troca de Hermes por Rafa, logo ao intervalo, a qualidade de jogo subiu e a superioridade do Benfica passou a ser notória. E evidente.

O próprio desenrolar do jogo viria a acrescentar novos pontos de interesse. Vários. A começar pelo golo do Boavista, logo no final do primeiro quarto de hora, na primeira oportunidade de golo do jogo. Como nunca, ao logo de todo o campeonato, o Benfica tinha virado um resultado, nunca ganhara qualquer jogo em que tivesse sofrido o primeiro golo, ficava lançada a expectativa de, no último jogo, quebrar esse enguiço. Depois, num campeonato de evidente superioridade competitiva, o Benfica não conseguira ganhar a nenhum dos adversários que tinham empatado na Luz. E o Boavista era um desses três adversários (os outros tinham sido o Setúbal e o Porto), naquele escandaloso empate a três.  

Por aí, ficamos conversados. Esses são dois enguiços que ficam a marcar este campeonato do tetra.

Havia mais dois pontos de interesse, também paralelos, como aqueles dois. O jogo teria de dizer alguma coisa sobre André Horta e Zivkovic, desaparecidos na bancada parte final da época. E o jogo foi claro, a esse respeito. Tão claro que começou por explicar que não são assim tão paralelos, quando se viu André Horta pegar logo no jogo. Tão claro que ficou claro que, mesmo sendo o melhor há, mais para a frente, Rafa. E, mais para trás, Pizzi. Por muito que gostemos - e gostamos - daquele que é um de nós lá dentro... 

Também foi claro na resposta que nos deu sobre Zivkovic: a jogar assim, está explicado. O que o jogo não pôde explicar é do domínio metafísico, é a questão do ovo e da galinha, uma velha inquietação da humanidade. Zivkovic passou a ir para a bancada porque está assim? Ou está assim porque passou a ir para a bancada?

Mas este jogo do Bessa que fechou o campeonato não se limitou a responder as estes pontos de interesse. Mostrou muito mais, e teve muitos outros pontos de interesse. Mostrou um Boavista interessante e a jogar bem à bola, coisa que nem faz parte dos hábitos da casa. Com jogadores interessantes, um deles muito interessante mesmo. Não é da casa, mas está lá, e deu cabo da cabeça à inovada defesa do Benfica. Que o digam Eliseu e Lizandro. Hoje pintou a manta, mas já na Luz o Iuri Medeiros tinha feito das suas. E já no ano passado, no Moreirense.  

E mostrou a raça do campeão. O Boavista, que marcara na primeira oportunidade que criara, voltaria a marcar na segunda, aos 7 minutos da segunda parte, precisamente quando o Benfica tinha tomado conta do jogo. Quando já só se defendia como podia. 

Mesmo sentindo o golo, e percebeu-se como os jogadores o sentiram, o Benfica reagiu. Chegaria ao golo vinte minutos depois, já com Jimenez em campo, no lugar de Fillpe Augusto, numa jogada típica do Rafa, que levou a bola até a entregar a Mitroglou para, já dentro da área, rematar cruzado para a baliza. Logo a seguir, a terceira substituição, para ganhar o jogo: entrou Paulo Lopes, para o lugar do Júlio César, que sofrera dois golos, sem ter feito uma únca defesa.

Levou a mística lá para dentro, para que, à beirinha do minuto 90, um miúdo que já não engana ninguém, o novo Lindelof que se chama Kalaica, ainda júnior, na estreia, fazer o empate. E a festa. Grande. E merecida. No fim, do fim do campeonato deste incrível tetra!

 

Excessos*

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Ainda estamos todos ressacados dos excessos dos últimos dias. Aquilo é que foi, não faltou nada. Foi até deitar fora. Foi o Papa, foi o Benfica, foi o Salvador … Foi a economia a crescer para além do imaginável … Foi os juros negativos, mais negativos que nunca, como se fossemos a Alemanha…

Uma bebedeira, é o que é. “Tá” tudo bêbado! Até Marcelo – olha quem? - já veio pedir juizinho. Por acaso não reparei se a língua se lhe enrolava, mas que é mesmo conversa de bêbados, lá isso é!

Andávamos nós nesta vida boémia quando o Correio da Manhã se lembrou de avisar que os excessos são perigosos, e às vezes correm mal. Para ilustrar a coisa, nada melhor que um ambiente de queima das fitas. Melhor ainda, um autocarro especialmente fretado para – já se vê – combater excessos.  De álcool, mas apenas ao volante.

Fê-lo à “Correio da Manhã”. Porque não sabe fazer de outra maneira. E porque lhe continuam a permitir que o faça dessa maneira. A divulgação de um vídeo de uma alegada violação de uma rapariga num autocarro da cidade do Porto, durante a Queima das Fitas, não é jornalismo. É falsa informação, é a receita manhosa para maximizar audiências que choca, frontal e violentamente, com a ética e a deontologia do jornalismo. É nojento. É repugnante.

Há jornais assim em todo o mundo. É verdade que sim, com mais ou menos exageros. Não há é gente que estivesse tão encantada, tão lá em cima, como nós estávamos…

Até parece um murro no estômago. Para quem ainda o tenha, evidentemente!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

Falta aqui alguém...

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Com o país em euforia desmedida, numa excitação sem fim, a ganhar tudo o que há para ganhar, a crescer como já ninguém se lembrava e, imagine-e, até com gente a pagar para nos emprestar dinheiro, sente-se a falta de Passos Coelho. 

Não é que, em bom rigor, alguém sinta a falta dele. Mas sempre gostaríamos de saber se continua mal disposto, com ar de poucos amigos, zangado com tudo e com todos... Mas ninguém o vê. Deve estar bem certamente. De férias, quem sabe?.

Notícia

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Dado que, do rival Trump, a única notícia que agora se aguarda é a do impeachement, Bruno de Carvalho volta hoje ao topo da notícia. Anunciou no facebook - e isso, como se sabe, é notícia -  que vai abandonar ... o facebook. Não que se tenha transferido para o tweeter de Trump - nem isso nunca poderia ser, o Bruno não é gajo que se satisfaça com 150 caracteres - mas porque, concluiu, aquela é uma casa mal frequentada. Insuportável para uma pessoa de bem, como ele!

E agora? Onde é que a criatura vai poder despejar, todos os dias, os disparates que produz como mais ninguém (o Trump continua no tweeter)?

Não sei. Mas desconfio que alguma coisa vai entupir...

 

 

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