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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O PORTO DE FORA

Por Eduardo Louro

 

O Porto está fora da Taça. E perdeu o primeiro jogo da época!

Quiseram os sorteios que Braga e Porto se defrontassem duas vezes na Pedreira no espaço de cinco dias. No passado domingo o Porto foi feliz (e não só!) e ganhou. Ganhou, nos últimos minutos e com muita sorte, um jogo bem disputado mas também muito bem jogado!

O jogo de hoje surgia assim como uma espécie de encore, merecido pelo espectáculo de domingo. Mas teve pouco a ver com esse jogo do campeonato!

Por culpa do Porto – um Porto medíocre durante mais de 80 minutos – e por culpa de Vítor Pereira, que denotou alguma arrogância – mesmo soberba, mais parecendo um deslumbrado com sucesso precoce - na abordagem ao jogo, deixando de fora muitos dos titulares habituais e confirmando que não tem, na realidade um grande plantel. O treinador do Porto achou que a estrelinha que o vem acompanhando, e que ainda no domingo brilhara intensamente, a par da equipa de arbitragem nomeada – Olegário Benquerença, depois de Carlos Xistra no domingo, é uma nomeação de se lhe tirar o chapéu - daria para ganhar o jogo, independentemente de quem pusesse a jogar.

A estrelinha até apareceu. Logo aos 13 minutos, no primeiro remate à baliza, o Porto marcou. E o árbitro Olegário Benquerença também não se fez rogado: começou a poupar alguns amarelos, poupou claramente a expulsão ao lateral direito Miguel Lopes e voltou, também ele, a não assinalar um penalti claro a favor do Braga. O segundo em dois jogos. Consecutivos!

Mas nem assim! Aquele Porto era tão medíocre que não havia estrelinha nem Olegário Benquerença que lhe valesse. E acabou mesmo por, a 20 minutos do fim, ficar reduzido a 10 jogadores, porque Benquerença não podia, como já fizera com Miguel Lopes, voltar a fechar os olhos à óbvia expulsão de Castro. E, logo a seguir, por reparar que também a estrelinha se apagara com aquele auto golo de Danilo, que entrara para substituir o Miguel Lopes, que não podia por muito mais tempo continuar a escapar à expulsão.

 

A POLÉMICA POSIÇÃO DE PORTAS

Por Eduardo Louro

 

Já se previa! Era inevitável que fosse explicado - bem explicadinho - aquela de Portas ser a terceira figura do governo.

Está explicado. Passos Coelho veio explicar, mas enquanto se preparava para dar a explicação corrigiu e reviu em baixa a posição do actual MNE. Terceira, não… E contou em voz alta: Vítor Gaspar, Relvas, eu próprio e … Portas. Quarta! O Dr Paulo Portas é a quarta figura do governo!

E explicou ainda melhor, acrescentando até que a nova estrutura hierárquica do governo passou, a partir da quinta avaliação da troika, a constar do memorando de entendimento: a primeira, o chefe máximo, é Vítor Gaspar, o mentor disto tudo, o tipo que traz no bolso o mandato da troika, e o único que é tu cá tu lá com o chefe Schauble; a segunda é quem manda no maior partido da coligação, na comunicação social, na RTP e em tudo o que seja verdaeiramente importante neste país, Miguel Relvas, claro; a terceira, e aí está a novidade, é então Passos Coelho, que garante já ter explicado ao seu parceiro de coligação que não podia deixar de ser assim - se fora ela a ganhar as eleições e se é ele que aparece para as entrevistas, não poderia deixar de ser o terceiro! E aí está Paulo Portas no seu devido lugar. O quarto, depois de mais uma revisão em baixa!

Consta ainda que, nas explicações que lhe terá dado, Passos Coelho terá segredado a Portas qualquer coisa como:"sabes bem que, tal qual eu, não tens poder nenhum. Chegaste a ter o poder de mandar o governo abaixo, mas até esse já perdeste"! 

A ENTREVISTA

Por Eduardo Louro

 

Afinal a refundação do Estado vai fazer-se pelo lado da Educação. É que a Constituição não diz que é tendencialmente gratuita….

Um manhoso, este primeiro-ministro!

Despromover Paulo Portas na hierarquia do governo é que não é novidade. Nem manha, é assim mesmo... E ele merece a desconsideração, disso não há dúvida. Chega sempre o dia em que um tipo é apanhado de calças na mão. Para Paulo Portas começam a ser muitos... Já é quase todos os dias!

O LEGO

Por Eduardo Louro

 

Longe dos esclarecimentos requeridos, antes pelo contrário, com tudo cada vez mais escuro, a administração da RTP já escolheu o novo Director de Informação: Paulo Ferreira, até aqui editor de economia, de quem aqui já se falou.

Não sei bem porquê, mas esta decisão não me surpreendeu. Pronto, sei!

Sei e sabem todos os que venham acompanhando o seu discurso na Antena 1, numa espécie de programa de economia – mal amanhado – todos os dias pelas oito e picos da manhã!

É uma peça do Lego em que a RTP está transformada. Encaixa!

 

TEMPO DE NATAL

 Convidada: Clarisse Louro *

 

Entramos oficialmente na época de Natal: as cidades já se iluminaram, os presépios – sem burro nem vaca, conforme as mais recentes emanações do Papa – já enchem as rotundas, esse paradigma do empreendimento autárquico que permanecerá como memória de um certo tempo, as músicas de Natal ecoam pelos centros comerciais e, nas televisões, os poucos anunciantes que ainda sobram afinam a comunicação pelo diapasão natalício.

Dir-se-ia que, em pleno olho do furacão da crise, se tenta, se não exorcizá-la, pelo menos contorná-la, iludi-la ou enganá-la. Dar a ideia que tudo se passa como convém que se passe, que tudo seja como tem de ser.

As autarquias investem na iluminação o dinheiro que não têm porque acreditam - não podem deixar de o fazer – que esse é o último impulso que não podem deixar de dar ao seu comércio local. Que, por sua vez, acreditam que a animação urbana da quadra lhes traz de volta os clientes que há muito deixaram de ver. Os consumidores querem acreditar que toda essa animação - as luzes, os presépios, a música – lhe traz de volta o desaparecido subsídio de natal ou mesmo o ordenado que dantes chegava no fim do mês… E que já não há, porque não há emprego. Ou porque, havendo-o ainda, é o salário que já não é pago!

Assim será ao longo de quase um mês. Depois acordaremos todos para a realidade, percebemos que a dramática crise social que corrói e mata o país, que atirou para o desemprego mais de um milhão de portugueses, que expulsa para longe aqueles a quem caberia garantir o nosso futuro colectivo, que enche as alas de psiquiatria dos hospitais e que atira para o desespero último do suicídio um crescente número de portugueses, ao contrário de nós todos, não se deixa enganar.

Este Natal irá fazer-nos recuar algumas dezenas de anos. Irá remeter-nos ao Natal da minha infância, de uma só prenda que, no sapatinho, fazia os encantos do Natal do menino Jesus. Ao Natal que há muito abandonamos, quando nos venderam um outro, do pai Natal e das múltiplas e infindáveis prendas, criando e expandindo consumo através de uma febre consumista a que se encarregaram de chamar magia. A magia do Natal!

Não foram as pessoas que fizeram esta escolha. Não foram as populações que decidiram passar do Natal do Menino Jesus para o do Pai Natal. Não foram as crianças que quiseram trocar o encanto do Natal pela magia do Natal. Não! Foi este modelo de desenvolvimento que nos trouxe até aqui que precisou de fazer tudo isso para se sustentar. Este modelo de desenvolvimento que hoje, esgotado e incapaz, não lhes retira apenas as muitas prendas do pai Natal que antes lhe impôs, deixa-lhes mesmo vazia a mesa da consoada!

Até por isso me recuso a aceitar a decisão do Papa de retirar a vaca e o burro do presépio. Vou deixá-los lá, mantendo e passando para as minhas netas a imagem do conforto possível, mesmo que pobre!

 

* Publicado hoje no Jornal de Leiria

O BLUFF

Por Eduardo Louro

 

O bluff é próprio do jogo, do acto jogar, da aposta. É um recurso a que o jogador deita mão para potenciar as suas hipóteses de sucesso. Que alguns usam, mas de que outros abusam.

É usado em qualquer jogo. Da mais amadora à mais profissional de competição desportiva. Do mais simples ao mais pardacento jogo de cartas. Das cartas ou dados lançados no mais lúgubre e escuro vão de escadas, às fichas no mais fino pano verde dos mais luminosos, elegantes e sofisticados casinos.

Estes sim, catedrais do jogo e verdadeiros altares do bluff, onde até já se pode entrar sem passar por elegantes escadarias, controlos de entrada ou passadeiras vermelhas. Sãos os casinos virtuais, a que já se acede a qualquer hora e em qualquer lugar através de um simples clique. Como  por aqui - http://www.casinoonline.pt - se percebe!

Um jogo de futebol, por exemplo, é terreno fértil para o bluff. A finta ou o drible não é mais que isso, um bluff que umas vezes engana o adversário e outras não. Porque, evidentemente, nunca ninguém poderá garantir que o bluff funciona sempre – umas vezes funciona, outras não. Noutras, enganado acaba o enganador. Excepção, que facilmente se percebe, é Messi: aí não há qualquer bluff, o drible funciona sempre, e os adversários nunca são enganados. Sabem sempre por onde ele e a bola irão passar, sabem que é exactamente por ali mas nunca lá conseguem chegar a tempo. Ele, a bola, ou ambos – exactamente como ele quiser - passam sempre primeiro!

Mas é indiscutivelmente o jogo, o gambling, a verdadeira praia do bluff, onde o suspense pisa a red line e as mãos suadas aguardam pelo suspiro final, que às vezes chega! Fora da sua praia o bluff é francamente mal visto.

É o caso da política, quando os agentes políticos fazem da política um jogo. Saem-se frequentemente mal. E é desejável que cada vez mais se saiam mal, para que a política deixe de ser um jogo de enganar e passe a ser a arte que apregoam. A arte do possível!

 

GENTE EXTRAORDINÁRIA XXIX

Por Eduardo Louro

 
Quando pensava eu que Miguel Frasquilho estivesse fechado em casa com vergonha de sair à rua, eis que acabo de o encontrar na SIC Notícias num frente a frente com Manuela Arcanjo.

A discutir o quê? O orçamento, pois claro. A defendê-lo com unhas e dentes!

Sem argumentos - a levar um banho, uma cabazada das antigas - mas, acima de tudo, sem vergonha.

Gente extraordinária, também este Miguel Frasquilho…

 

À VOLTA DA APROVAÇÃO DO OE 2013

Por Eduardo Louro

 
O Orçamento do Estado (OE) para 2013 está finalmente aprovado pelo Parlamento e pronto a chegar a Belém, onde nada de mal lhe sucederá. Aprovado pela maioria, com a excepção do deputado madeirense do CDS que se apresta a ser queimado vivo, mas com declarações de voto. E declarações patéticas. E reprovado por toda a oposição, mas sem qualquer consequência!

No PSD, 18 deputados, com Miguel Frasquilho à cabeça, haviam anunciado ontem a subscrição de uma declaração de voto. Quer dizer, 18 deputados do PSD que iriam votar favoravelmente o OE quiseram dizer que o iriam fazer obedecendo à disciplina partidária que o deputado do CDS contrariou, mas desobedecendo à sua consciência. De repente, e como que por magia, o PSD anuncia uma declaração de voto do seu grupo parlamentar em peso. Em vez de 18 eram os todos os 108 deputados a apresentar declaração de voto.

Extraordinário? Nem por isso, coisa normal quando por ali anda a mão de Relvas. É por essas e tantas outras que é importante, imprescindível. De repente, o que era um documento crítico do OE e da estratégia do governo, passou a ser coisa nenhuma. De repente, Miguel Frasquilho e os seus 17 colegas deixaram de se rever na declaração que tinham assinado para se passarem a identificar com uma outra entretanto elaborada para comprometer todo o grupo parlamentar. De repente “ o grupo parlamentar do PSD está absolutamente coeso e solidário com os princípios, as orientações, os parâmetros da proposta de Orçamento do Estado", nas palavras de Luís Montenegro aos jornalistas no Parlamento.

No CDS, já a braços com o rebelde deputado madeirense, foi Telmo Correia a contribuir para o anedotário quando anunciou que o partido tem a consciência de que “este orçamento é questionável” mas que “é inquestionável que seria pior não termos orçamento”, como se a alternativa a um OE questionável fosse nenhum OE, e não um OE inquestionável para quem tem a obrigação de o aprovar. Patético!

E foi esta maioria que aprovou o orçamento: um PSD de cambalhotas às mãos de Relvas e Montenegro e um CDS de um pé dentro e outro fora, sem força nem coragem para coisa nenhuma.

Do lado da oposição, o PS de Seguro votou contra o OE. Um voto contra que de nada conta, sem quaisquer consequências. O voto consequente obrigava-o, a seguir, a suscitar a fiscalização da constitucionalidade. A juntar-se aos restantes partidos da oposição que, votando contra, seguem agora para o Tribunal Constitucional…

Mas nisso, perante o risco de o governo cair, Seguro não se mostra interessado!

Mas a aprovação do OE não ficaria completa sem o discurso de encerramento. Não, não foi de Passos Coelho, foi de Vítor Gaspar. Um discurso eminentemente político de um político que já não se esconde.

Com as voltas que isto está a levar não me admira nada que esteja ali o próximo primeiro-ministro. Formalmente empossado porque, de facto, há muito que está em funções…

 

OS AMIGOS DE GASPAR

Por Eduardo Louro

 
O nosso Vítor Gaspar, ao contrário do que muitos de nós possamos pensar, tem amigos. Poderá não ter muitos por cá, um ou outro banqueiro, talvez o António Borges, e pouco mais, mas lá por Bruxelas tem alguns. Terá obrigatoriamente de ter alguns por lá, de outro modo não seria ministro das finanças. Todos sabemos que em Portugal se governa para os amigos, portanto ele tem que ter amigos e só podem estar por lá…

E até já ouvimos o senhor Schauble – o ministro das finanças alemão, com quem  partilha grande cumplicidade – dizer que, mais que seu amigo, é um verdadeiro admirador. A senhora Merkl, embora bem mais efusiva com Passos Coelho, também não esconde que o tem em boa conta.

Que um senhor belga chamado Paul de Grauwe, economista de renome e conselheiro de Durão Barroso, seja mais um dos seus amigos de Bruxelas não pode surpreender por aí além. É ele próprio a fazer questão de o salientar!

O que é de admirar é que este seu até agora desconhecido amigo lhe venha publicamente aconselhar calma. Calma nesta sua azáfama austeritária que está a destruir isto tudo! O que mais surpreende é que lhe venha chamar burro, com todas as letras e para todos nós ouvirmos. Diz-lhe claramente: meu caro amigo Vìtor, não leves a mal, mas só os burros insistem no mesmo erro. Se já viste no que isto dá, insistir é burrice!

Já tínhamos ouvido isto a toda a gente. Mas dos amigos do Dr Vítor Gaspar é que não esperávamos ouvir coisas destas. Pelo menos para já!

E já agora, alguém acredita que este amigo deste nosso inimigo, venha para cá dizer coisas destas (vale a pena ouvir tudo) sem que as tenha já dito na Comissão Europeia e ao Presidente, o nosso Durão Barroso, de que é conselheiro?

Pois é! Não se percebe nada disto, pois não?

Como diria o outro: ai percebe-se, percebe-se… Percebe-se que nada funciona, que a União Europeia já morreu, que os seus órgãos entraram em falência completa. Que só a Alemanha vive, não percebendo que também está já bem doente…

IRONIA DO DESTINO

Por Eduardo Louro

 
Naquilo que é o jogo de palavras que marca as antevisões dos jogos, onde jogadores e treinadores dizem umas coisas – uma vezes com sentido, outras antes pelo contrário – que os media, depois, amplificam para explorar, então já sempre sem qualquer sentido, Jorge Jesus disse, numa resposta a uma alusão à possibilidade de ficar líder isolado no fim desta jornada, que o Porto é normalmente feliz em Braga. Queria ele dizer, com a sua habitual inépcia, que não contava com uma derrota do Porto em Braga.

Tivesse ele mais alguma competência para lidar com as palavras, mas também com os mind games, e não teria certamente utilizado o termo feliz. Teria usado qualquer outra expressão!

No entanto o jogo de hoje viria até a dar-lhe razão. Mas vamos por partes.

Nos últimos anos o Porto tem ganho em Braga. Hoje voltou a ganhar, mas de forma diferente!

Nos últimos anos o Porto ganhou em Braga porque foi melhor. Hoje ganhou porque teve muita sorte. E, já agora, porque um senhor chamado Carlos Xistra, que vê penaltis – logo aos pares - como aqueles de Coimbra, que há dois meses atrás fizeram com que o Benfica lá deixasse dois pontos (dos outros dois que lhe faltam beneficiou este mesmo Braga, logo na primeira jornada), não viu a mão de um defesa portista a cortar a bola dentro da sua grande área. Pelos vistos essa capacidade única de jogar impunemente a bola com a mão dentro da área não se esgotava em Rolando...

Nos últimos anos o Porto foi sempre melhor que o Braga de Domingos e de Leonardo Jardim: esse Braga abdicava de discutir esses jogos, assumia uma atitude de quase subserviência. E era aí que Jorge Jesus queria chegar quando, sem saber utilizar a ironia, se referiu à felicidade do Porto na Pedreira.

Já que o treinador do Benfica não a soube utilizar, quis o destino ser irónico. E hoje, num grande jogo de futebol, bem jogado, bem disputado e equilibrado, o Porto não foi superior ao Braga de Peseiro: foi de facto feliz. E muito: um penalti perdoado, um golo ao minuto 90, através de um remate que atinge as redes por via de um ressalto traiçoeiro num defesa do Braga e, qual cereja no topo do bolo, logo outro de seguida, já no período de compensação, na sequência de um remate de outro defesa adversário!

 

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