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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Truz...truz...

Por Eduardo Louro

 

- Quem é?

- É a Croácia!

- Faça favor de entrar. Não repare, está tudo desarrumado. Nota-se a confusão, não é?

- Pois, se calhar a altura não é a melhor…

- Que não seja por isso, ponha-se à vontade…

- Sim, não se incomodem, eu sei o que são estas coisas. Tive algum tempo – e cuidado, por que não dizê-lo – para não ser surpreendida. E trago até uma carta de recomendação, com uma taxa de desemprego superior a 18%, ao nível de Portugal, e só atrás da Grécia e da Espanha. E com uma taxa de desemprego jovem de vos fazer inveja, já nos 52%. E também já vimos habituados à pobreza: o nosso poder de compra está 40% abaixo da média cá da casa!

- Com certeza, por quem sois…

100º Tour de France I

Por Eduardo Louro

 

Aí está o histórico Tour, já centenário. A centésima edição já está na estrada, arrancou hoje na Corsega!

E começou logo com quedas – as tradicionais e já famosas quedas da primeira semana – no primeiro dia. A última, a 6 quilómetros da meta – que para efeitos de contagem de tempo acabariam por contar 3, em consequência de um inacreditável episódio (um autocarro de uma das equipas, a Orica, na imagem, ficou preso no portal da linha de meta, sem que dali saísse, nem para a frente nem para trás, com os ciclistas a aproximarem-se, e a linha de meta virtualmente recuada em 3 quilómetros à altura da queda) – envolveu quase todos os sprinters, Contador, e ainda quer o Sérgio Paulinho quer o Rui Costa, como que a dar-lhe razão quando, há dias, aqui em Pataias, dizia que, objectivos, só depois da primeira semana. Se passasse incólume as aspirações seriam outras…

Favoritos? Alguns nomes: com Froome, que no ano passado deixara a ideia que só teria batido o seu compatriota e colega por imposição da equipa, à frente de todos. Depois, Contador, Joaquim Rodriguez – que brilhou na Vuelta do ano passado – Cadel Evans, o último vencedor (2011) em prova… Andy Schleck, depois de dois anos desastrosos, deixou de contar entre os favoritos e o jovem Peter Sagan terá ainda de esperar.

O vencedor do ano passado e campeão olímpico, Bradley Wiggins, não recuperou a tempo de preparar a sua participação, depois de uma lesão que o fez abandonar o Giro.

Vamos ver no que dá este que é maior espectáculo de ciclismo do mundo. Ao longo das próximas três semanas iremos estar de olho nas estradas francesas. Logo que as coisas aqueçam daremos notícias…

O criador e a criatura

Por Eduardo Louro

 

- “O problema do governo não é comunicar. O problema é de competência. É fazer! O governo tem pouco para comunicar…”

- “Temo que o primeiro-ministro esteja só, que não tenha quem lhe diga como está o país, como as pessoas sofrem, como as pessoas vivem…”

 Retive estas duas frases entre muitas outras que acabei de ouvir da boca de um histórico do PSD. Não, não foi Manuela Ferreira Leite. Pacheco Pereira? Também não!

Esses, entre muitos outros, há muito que dizem isso e pior. Mas esses  – diz a máquina de propaganda do governo -  são revanchistas, são radicais que extremaram posições, que não são para levar a sério.

Quem disse isto – e muito mais – foi, há momentos, Ângelo Correia, na SIC Notícias à conversa com a Ana Lourenço. Precisamente esse velho barão do PSD que, mais que apadrinhar, criou Pedro Passos Coelho!

O próprio criador nega a criatura. Ao contrário do guião, é o criador que se vira contra a criatura. A criatura, essa, há muito que se virou contra toda a gente. Há muito que caminha sem rumo nem destino. Sozinha: cega, surda e muda. Sem que ninguém a pare, sem que ninguém a impeça de arrastar uma nação completa para o maior desastre da sua História… 

Notícia de uma morte anunciada

Por Eduardo Louro

Morreu hoje a União Desportiva de Leiria, SAD. Não morreu ainda o tipo de dirigismo que a matou. Desse existirão sempre resquícios enquanto houver futebol…

Salvou-se o clube, o União Desportiva de Leiria nascido em 6/6/66 que, embora tarde, ainda foi a tempo de se demarcar da irresponsabilidade manhosa que há muito tomara conta da SAD. Recomeçou na segunda divisão distrital do calendário da Associação de Futebol de Leiria - onde, sob o comando do velho capitão Bilro, se sagrou campeão, resultando de um empate os únicos pontos perdidos – e veremos se tem condições para repetir o brilhante percurso sempre ascendente da sua primeira encarnação. E para se projectar na cidade e na região, para dela ser bandeira, modelo de referência e motivo de orgulho. Mesmo que os tempos não estejam para isso! 

Mas

Por Eduardo Louro

Tenho enorme dificuldade em perceber por que é que as pessoas se não limitam a concordar ou a discordar da greve, a fazer ou não fazer greve, conforme a sua vontade e as suas possibilidades. Por que é que haverão de passar daí? E por que é que ainda acham que têm legitimidade para passar daí?

Se calhar é culpa de um mas que anda por aí: é que a greve é um direito. Inalienável, sagrado, inquestionável... Mas...É deste mas!

Não tem que haver mas. A não ser este: mas não tenho grande dificuldade em perceber que a democracia portuguesa se esteja a transformar numa miragem. Ou numa memória perdida. Que sociedade portuguesa esteja cada vez menos tolerante. Cada vez mais dividida... Cada vez mais próxima da rotura...

 

Uma estratégia perigosa e imperdoável

 Convidada: Clarisse Louro *

 

Enquanto irrompem por todo o mundo gigantescas manifestações de protesto, como as que temos visto no Brasil e na Turquia, cá pelo país – com muitas, as mesmas se não mais razões - tudo parece calmo. Enquanto as sociedades por esse mundo fora se agitam e revoltam, e saem à rua a reclamar soluções ao poder, por cá… nada. Uma meia dúzia canta Grândola aqui, outra meia dúzia levanta um cartaz ali, um que manda o presidente trabalhar… E que caro lhe sai!

Mais nada!

E no entanto sobra tensão na sociedade portuguesa. Sente-se essa tensão em todo o lado: na rua, no trabalho, até entre amigos. Revele-se ela em medo ou em ansiedade. Nos nervos à flor da pele ou na intolerância. Percebe-se na sociedade portuguesa uma panela de pressão muito próxima de explodir. E percebe-se que não há válvula para soltar a pressão…

As movimentações sociais - sabe-se – são normalmente as válvulas de escape mais eficazes. Comportam sempre alguns riscos de desvirtuação, seja por manipulações de cúpulas seja por infiltrações. Às vezes alguns conseguem controlá-las e apropriarem-se delas, desvirtuando o que de puro e genuíno possa estar na sua génese. Outras vezes há infiltrações, há grupos que se infiltram para, a coberto de qualquer turbilhão humano, prosseguirem os seus fins, quase sempre criminosos. Mesmo assim, mesmo correndo sempre esses riscos, continuam a ser a fórmula mais saudável mas também mais eficaz de a sociedade libertar a pressão.

Mesmo em Portugal. Todos recordaremos momentos da nossa História recente em que bastou uma grande manifestação de massas, umas poucas horas que fossem, para se passar a respirar melhor.

Nada que se assemelhe ao que se tem passado no Brasil, ou mesmo na Turquia. Os portugueses não se dão coisas desse tipo. De dias e dias de resistência. Somos pouco resilientes e muito de baixar os braços, de achar sempre que é o outro que tem de fazer aquilo que nos compete. De, como cantam os Deolinda, “vai lá tu que eu já lá vou ter”…

Se somos assim – e somos – há no entanto, em meu entendimento, algo que tem estado a ser feito para que sejamos ainda mais assim. Perigosa e irresponsavelmente, porque está a tapar essa válvula de escape!

Cada vez mais perdido no exercício da governação e cada vez mais acossado, o governo enveredou por uma – perigosa e irresponsável, repito - estratégia de divisão na sociedade portuguesa. Apostou em colocar os portugueses uns contra os outros: os empregados contra os desempregados, os trabalhadores do sector privado contra os funcionários públicos, os trabalhadores no activo contra os reformados e pensionistas, os novos contra os velhos, os alunos, os pais e toda a gente contra os professores… Verdadeiramente paradigmático o que se passou nos últimos dias, com o governo a recusar alterar a data dos exames que coincidia com a da greve dos professores - não para defender os alunos que, como se viu, não sairiam defendidos, mas para os usar e pôr toda a gente contra os professores - mas sem hesitar em alterar a data dos que, hoje, coincidiriam com a greve geral.

Esta é uma estratégia miserável. Porque numa sociedade como a nossa, é eficaz. Facilmente nos pomos uns contra os outros, porque isso faz parte da idiossincrasia lusitana, muito marcada por uma inveja latente, tão bem retratada naquele tão nosso provérbio da galinha da vizinha… sempre melhor que a minha!

 E o governo sabe disso, sabe que está a alimentar aquilo que lhe competia combater. É imperdoável!

 

* Publicado hoje no Jornal de Leiria

"Não pedi o resgate, mas vou fechar o que o PS pediu"

Por Eduardo Louro

 

Criado o mito da credibilidade externa, e voltando a recorrer à táctica da mentira repetida e à memória curta dos portugueses, o governo passou a criar e a alimentar outro, o mito número dois: que está a fechar o programa de resgate encomendado e assinado por outros.

À medida que se foi deixando encurralar pelos seus sucessivos falhanços o governo começou a lançar a ideia de que nada tinha a ver com a troika e com o seu programa. Que simplesmente lhe tinha calhado em sorte a missão patriótica - quiçá divina - de salvar o país, que está a levar a cabo com grande constrangimento mas não menor determinação. Começou pelo discurso da pesada herança - a que tinha começado por tentar resistir- e rapidamente passou para o papel de quem não tem nada a ver com isto.

Hoje, na Assembleia da República, ao primeiro momento de aperto, Passos Coelho voltou a sacar do seu mito número dois, pouco preocupado se um dia jurara ir para além da troika. Nada incomodado por ter anunciado que o programa de resgate era o seu programa de governo. Rigorosamente nada constrangido pelas imagens de Catroga nas televisões e no seu próprio telemóvel, na assinatura do memorando da troika. Que, com Portas, usou como escadote para subir ao pote...

E, claro, sem sombra de preocupação em dizer que está tão à beira (um ano, precisamente) de fechar um resgate como de abrir outro. Bem mais difícil, infelizmente!

Coisas da crise... e não só!

Por Eduardo Louro

 

A crise não está a impedir o enriquecimentos de alguns portugueses: há mais milionários em Portugal!

Esta é uma boa notícia. Pena é que o aumento dos pobres seja muito maior. A má notícia é que todos os dias há mais pobres, muitos mais pobres, muito abaixo do limiar da pobreza. Sem comer...

Uma coisa não tem que ver com a outra? Se calhar não tem... Mas, se calhar, tem!

Boa, mesmo boa, seria a notícia de que há mais ricos mas também menos pobres em Portugal... E muito mais saudável!

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