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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A orquestra continua a tocar...

Por Eduardo Louro

 

O Tesouro americano diz que é a Alemanha a culpada de tudo o que se está a passar no sul da Europa. Que, para acumular excedentes, não hesitou em impor as políticas austeritárias que destruíram as economias portuguesa, espanhola e italiana.

Álvaro Santos Pereira, recuperando o pio diz, agora já do lado de fora, que a austeridade pode levar ao surgimento de ditaduras na Europa e que a dívida portuguesa só poderá ser paga se renegociada para prazos de pagamento de 40 ou 50 anos.

Mas na Assembleia da República, no dia 1 da discussão do Orçamento, a ministra das finanças diz que está tudo bem. Que tudo estava certo, que tudo correu bem, e que só há que apertar mais um bocadinho. Que já só falta um último esforço, que estamos lá, na praia. Até já ela fala em baixar impostos, para não deixar Paulo Portas a falar sozinho… Porque 2015 está já aí!

Por isso aí está uma gigantesca onda de optimismo que sai da maioria e do governo como se fossem o canhão da Nazaré. Que estamos a sair da recessão e que o desemprego está baixar, dizem eles, sem cuidar de perceber que alguma vez a economia teria de parar de cair, que há sempre um fundo, por mais fundo que seja. E escondendo que o desemprego continua a subir e não a descer. Que descem apenas os números – e muito pouco - porque Portugal atingiu os mais altos níveis de emigração dos últimos 40 anos. Chamam-lhe até milagre, mas as pessoas não estão a sair do desemprego, estão a abandonar o país que as abandonou!

E esta não tem nada a ver com aquela emigração analfabeta e desqualificada das décadas de 60 e 70 do século passado, que não perdia os laços com o país, e de que a economia e as finanças do país tanto beneficiaram. Esta é uma emigração que deixa o país muito mais pobre e ineficiente. Agora sai gente em cuja educação o país investiu muito. Gente – e veja-se o absurdo – que o país impede de retribuir o que lhe deu, e que prefere entregar de bandeja aos outros.

Dos que cá ficam, uns morrem; outros não podem ter muitos filhos e outros não podem sequer ter filhos… Portugal perdeu o ano passado mais de 55 mil habitantes, vai continuar assim, a perder-se…

Mas ninguém se importa. Há ainda muita gente a achar melodiosa e a deliciar-se com a música que a orquestra continua a tocar… 

Guião para o faz de conta

Por Eduardo Louro

 

Mas foi por isto que esperamos este tempo todo? Foi esta mão cheia de nada que foi tantas vezes anunciada e outras tantas adiada?

Não. Este é apenas mais um episódio da guerra na coligação… Há um ano falava-se de refundação – de repente tudo se refundava, fosse lá isso o que fosse. Havia um corte de 4 mil milhões a fazer e nada como refundar o Estado para resolver o problema… E Passos passou a batata quente para as mãos de Portas.

A tarefa era de monta. E de montra, coisa que ele sempre procura. Só depois percebeu que a bata queimava mesmo, e passou a fugir com o rabo à seringa. Foi fugindo até Passos o encurralar e, bem encostado à parede, saiu-se com isto. Isto a que todos os partidos reagiram menos justamente o PSD! 

O Estado deste governo

Por Eduardo Louro

 

Se não bastasse a sucessão de disparates, sem sequer intervalo, deste governo aí teríamos as jornadas parlamentares da maioria a provar que isto não tem mesmo cura. E se não bastassem as jornadas parlamentares, aí estaria o regresso em grande da ministra Assunção Cristas.

Como se nada mais preocupasse o país, como se de um país sem qualquer problema se tratasse, a ministra chega de licença de parto e entende que tem que se meter com os animais que as pessoas têm em casa

Este é, decididamente, um governo de loucos. Um governo que diz querer tirar o Estado de tudo, mas depois põe o Estado a meter o nariz em tudo. Na véspera - será que é desta? - da apresentação do guião da reforma do Estado - que o chefe da ministra está para apresentar desde Fevereiro - nada melhor...

Emoçoes fortes

Por Eduardo Louro

 
Surfista Maya Gabeira sofre acidente na Nazaré

 

Dia de emoções fortes na Nazaré. Porque as ondas não faltaram ao encontro. Porque o surfista brasileiro Carlos Burle poderá ter batido hoje o recorde de Garrett Mcnamara. Mas, acima de tudo porque, antes, salvou a compatriota Maya Gabeira (na foto) da morte...

A jovem brasileira caiu quando, pouco de pois das 7 da manhã, surfava uma onda gigante. Foi recuperada das águas, inconsciente, a partir da intervenção corajosa e arriscada do seu colega. Partiu um tornoselo, nada mais. Felizmente!

Mcnamara não foi à àgua - vai estar por cá ainda todo o próximo mês - e percebe-se que está aberta a caça ao seu recorde. Se não caiu irá certamente cair, batido por um ou por outro. Ou por ele próprio!

(Quase) Tudo como dantes...

Por Eduardo Louro

 

 

Foi com o padrão qualitativo habitual desta época que o Benfica defrontou hoje o Nacional. Foi com bem mais tranquilidade que o habitual nesta época que o ganhou. Sem nunca ter jogado realmente bem – a excelente jogada de futebol que culminou no primeiro golo foi a excepção que confirma a regra –, sem nunca ter exercido um domínio acentuado sobre o adversário, e sem nunca ter tido o controlo absoluto do jogo, a verdade é que nunca pelo estádio passou qualquer ideia de que a vitória pudesse estar ameaçada. Porque o primeiro golo surgiu relativamente cedo e o segundo logo no arranque da segunda parte, mas também porque a equipa da Madeira nunca pareceu muito capaz de complicar a vida ao Benfica. Por nada mais!

Foi pois mais uma oportunidade perdida para uma primeira exibição que animasse as hostes benfiquistas e, tão ou mais importante, que animasse os jogadores, que os fizesse acreditar. E, já agora, que pudesse dar algum ânimo também a um Jorge Jesus renegerado. Pelo menos a crer naquele extraordinário e inesperado abraço ao surpreendido treinador adversário, certamente a pensar que "um vintém é um vintém e um cretino é um cretino", mas venha de lá esse abraço que isto já fede!

No resto, e à parte a estreia do miúdo Ivan Cavaleiro – nunca se saberá se é resultado de opção convicta de Jesus, e portanto de mais um sintoma do seu processo de regeneração, se de outra coisa qualquer – que, à falta de melhor, é o motivo de galvanização das bancadas, (quase) tudo como dantes. Até a lesão de Siqueira. Já começa a ser difícil contá-los todos… E impossível compreender!

A Catedral:10 anos

Por Eduardo Louro

  

 

Um orgulho igual à chama: enorme. A Bela, com o grande se não de apenas dois campeonatos...

À atenção de quem de direito: cuidado, a Catedral anda a ficar muito despida. Para 10 anos não é muito aconselhável e, com o inverno à porta, pode dar em gripe, se não mesmo em pneumonia.

Parabéns Catedral!

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