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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A chama ... imensa

Por Eduardo Louro

 

Sem as facilidades que os números (3-0) sugerem o Benfica garantiu o apuramento para os oitavos da Liga Europa. Até porque foi sempre ficando a sensação que a equipa estava brincar com o fogo, deixando correr o jogo sem se aperceber que, assim, equipa grega ia mantendo acesa uma chama que não ateava apenas o fogo com que os jogadores do Benfica brincavam.

Não deixa de ser curioso que essa chama, que os jogadores do PAOK procuravam segurar como quem segura uma vela milagreira, tenha partido nas mãos de um jogador que o público da Luz não esquece. Katsouranis saiu sob forte aplauso da bancada, mas levou com ele essa chama, deixando que no relvado ficasse apenas a chama imensa. E com essa não se brinca, essa queima mesmo o adversário!

Na sequência da falta que lhe valeu a expulsão – indiscutível – Gaitan abriu o marcador com um golo soberbo, na marcação do respectivo livre. Depois, contra dez, vieram mais dois golos - o último mais uma obra-prima do Markovic – e poderiam ter surgido muitos mais. Que a equipa há muito devia ao jogo!

E a rotação de jogadores continua. Desta vez a equipa inicial repetiu apenas dois jogadores (Luisão e Sílvio) da equipa que iniciou o último jogo com o Guimarães. Sálvio continua o seu processo de recuperação, e hoje teve mais que minutos. Teve uma hora. Como Cardozo, que apenas hoje regressou…

A baliza continua imaculada – mesmo que o Artur quase tenha comprometido, perdoando-se-lhe a falha pela eficácia com que a remediou - e, como muito boa gente diz, os jogos começam a ganhar-se na defesa.

O Porto, algures na Alemanha, eliminou uma equipa alemã qualquer com o improvável resultado de 3-3. Os serviços mínimos, o primeiro resultado que, sem ganhar, lhe servia. Mesmo assim notável para este actual Porto que, reproduzindo e vingando o que aqueles mesmos alemães lhe haviam feito na semana passada no Dragão, ergueu-se do buraco fundo e negro onde bem cedo caíra.

Exportações

Convidada: Clarisse Louro *

 

Por força das minhas funções profissionais, mas também pelo relacionamento de proximidade que cultivo com os meus alunos, acabei de participar nas cerimónias de encerramento de mais um curso de Enfermagem.

Há muitos anos que a minha escola vem abrindo dois cursos por ano, um com início em Setembro e outro em Março. Por isso, há muitos anos também que encerra dois cursos em cada ano. Este é um desses, que se iniciaram em Março. De 2010, há quatro anos atrás!

É sempre um momento de grandes emoções, para alunos, familiares e professores. Quatro anos é muito tempo, mas também pouco, passam depressa. É esse um dos sortilégios do tempo, que sendo sempre o mesmo nunca é o mesmo… Em quatro anos vivemos uma vida que tem muito de comum. Acompanhamos sonhos, venturas e desventuras. Partilhamos alegrias e tristezas e sentimos que, da mesma forma que cada um deles leva no fim um pouco de nós, também nós ficamos com um bocadinho de cada um deles.

É sempre assim, curso após curso. Ano após ano, década após década… Por isso, e mesmo sendo assim há tantos anos, cada encerramento de curso é um sempre momento de grande intensidade emocional que une professores, alunos e familiares. Os professores porque também sentem sua a vitória deles, dos alunos e dos pais que, na maioria das vezes, sabe Deus com que sacrifícios, realizaram um sonho de vida!

Quando estes alunos iniciaram este percurso, há quatro anos atrás, o país era outro, bem diferente do que agora é. Era acima de tudo outra a imagem que dele tínhamos, diferente, mas muito diferente, da que dele hoje temos. Por isso o sonho de cada um deles foi sendo certamente retocado, ajustado à revisão das expectativas em baixa, como se diz na esotérica linguagem dos mercados.

Desta fornada de cinquenta novos licenciados poucos, muito poucos, ficam no país. Mas os que ficam – melhor dizendo, os que por enquanto ficam – não ficam por terem encontrado saídas profissionais. Não, ficam porque querem resistir à emigração, porque ainda não conseguem lidar com a ideia de deixar o país. Porque, como dirá quem manda, não são suficientemente empreendedores e não estão dispostos a abandonar a sua zona de conforto… Os que ficam, ficam porque, a deixar família e amigos e partir atrás do desconhecido, preferem procurar emprego numa caixa de supermercado, engrossar o portfólio das empresas de trabalho temporário, ou mesmo as dos seus colegas mais velhos e de poucos escrúpulos, que vendem os seus serviços ao Estado e aos privados a três euros à hora, e em condições de trabalho e de dignidade inaceitáveis. Todos os outros têm já contratos assinados para a Inglaterra, Suíça e Alemanha…Para, em condições de trabalho e de remuneração dignas, venderem as competências que em condições de excelência o país lhes forneceu!

Tenho muita dificuldade em perceber tanto desperdício. O país investe em profissionais altamente especializados e depois desperdiça todo esse investimento. Percebo, claro que sei por que outros países europeus os vêm cá buscar. É muito remotamente aí que, como professora e formadora, vou encontrar uma parte do meu sentido de dever cumprido. A outra, felizmente que bem maior e a que mais conta, encontra-a nos olhos de cada um deles. Todos os dias!

E amanhã vou iniciar um novo curso, arrancar com uma nova fornada para entregar a esses mesmos países. Quiçá a outros que venham a descobrir este filão!

Pelo crescimento que apregoa, deve ser destas exportações que Paulo Portas fala …

 

* Publicado hoje no Jornal de Leiria

O que Anceloti anda para aí a dizer... Baixinho!

Por Eduardo Louro

 

Parece-me que o Carlo Anceloti anda a querer dizer qualquer coisa ao José Mourinho. Baixinho, sem ondas, sem se dar por nada ...

O Special One faz-se de desentendido, e lá vai dizendo que este Barcelona é o mais fraco dos últimos anos... 

Até pode ser. Mas este Real Madrid ... Caramba, isto é que é jogar à bola!

E logo quando parecia que não havia adversário para o Bayern do ano passado, quanto mais para o Bayern de Guardiola...

Mau, mau… Também tu, bica?

Por Eduardo Louro

 

Já não nos bastava terque pagar pelas transferências no home banking. Diz-se por aí que vamos ter que pagar mais 50% pela bica. Não se fiquem a rir, aí por cima, porque o cimbalino também não escapa... 

Diz que a culpa é da chuva. Da falta dela, no Brasil. E nós aqui tão fartinhos dela... Sem nos valer de nada. Nem na bica!

Se calhar é também pela chuva que temos de pagar pelas transferências bancárias on line. Que deve ter a ver com tanta água que a banca tem metido ...

 

A pescadinha de rabo a jeito

Por Eduardo Louro

 

A Alemanha anunciou hoje défice orçamental zero em 2013. Tecnicamente zero, porque na realidade foi um superavit de 300 milhões de euros!

Muita gente virá dizer que sim senhor, que os alemães são assim, gente de rigor, que só gasta aquilo que pode… Como deve ser… Dirão mesmo que é por isso que têm todo o direito de impor regras aos outros. Que, sendo disciplinados, têm legitimidade para impor a sua disciplina!

Pois. Mas para eles não quiseram austeridade, e por isso tiveram crescimento económico, e com ele maiores receitas. E com crescimento, e mais receitas, tiveram taxas de juros baixíssimas, quando não nulas ou negativas. Menos despesa  e menor défice…

A pescadinha de rabo na boca. Que impõem aos outros, mas às avessas, com muito menos boca e muito mais rabo… Que se lhes deixa sempre a jeito, para que dele disponham como muito bem lhes apeteça!

 

Mário Coluna (1935 - 2014)

Por Eduardo Louro

 

Morreu Mário Coluna, o monstro sagrado do futebol português e histórico capitão do Benfica. Conhecido como tutor de Eusébio, a pedido da mãe, Coluna nem agora quis perdê-lo de vista e apressou-se a partir para continuar olhar por ele.

O Benfica perdeu, em pouco mais de um mês, os seus dois maiores símbolos. Está mais pobre!

Valha-nos que o Eusébio está agora em boa companhia.

Descansa em paz, e ... obrigado, capitão!

 

Duas partes distintas

Por Eduardo Louro

Vitória tangencial com magia de Markovic

 

É costume ouvir-se dizer em futebolês que um jogo teve duas partes distintas. Pois nunca vi um jogo com duas partes tão distintas como este de hoje, na Luz.

Na primeira parte foi um Benfica demolidor, de futebol ao primeiro toque que deixava os jogadores do Vitória de olhos esbugalhados, sem saber o que fazer. Uma oportunidade de golo claríssima, anulada a meias por Rodrigo - exigia-se mais força no remate – e pelo guarda-redes Douglas, logo no primeiro minuto. E outra logo de seguida, sempre com uma imaculada circulação de bola pelo meio.

A particularidade é que essa primeira parte teve apenas quatro minutos, e em vez do apito final do árbitro foi um choque de cabeças a separá-las. Um choque entre dois colegas de equipa – Enzo e Jardel – logo na madrugada do jogo!

Depois, na longa segunda parte de 86 minutos, foi outro jogo, mesmo um dos piores desta fase do Benfica. Os passes já não eram os mesmos, o jogo perdeu fluidez, e só Markovic - enormíssimo, este miúdo de apenas 19 aninhos - esteve ao alto nível do que a partida prometera na tal primeira parte. Criou oportunidades, umas atrás das outras, que os seus colegas iam sucessivamente desperdiçando. Até perceber que, para ganhar o jogo, tinha de ser ele próprio a marcar. Puxou dos galões e fez um golo fantástico, mais um.

Nos segundos 45 minutos – que não na segunda parte, essa foi maior – o jogo foi apenas perdendo qualidade, à medida que Markovic – é humano – foi perdendo fulgor. O Benfica continuou a criar oportunidades de golo, coisa que o Guimarães nunca conseguiu fazer, apesar de, à medida que o jogo se aproximava do fim, conseguir criar alguma instabilidade no jogo. Que acabaria de forma pouco condizente com o brilhantismo que o Benfica vinha apresentando!

O futebol não é certamente uma ciência oculta. Por isso percebe-se o que aconteceu. Começou por acontecer que, pelo acidente das cabeças ou não, Enzo Perez não esteve hoje em campo. Esteve lá com a camisola 35, mas não esteve lá aquele que vem sendo o jogador mais influente da equipa. E aconteceu que também o Jorge Jesus de hoje não foi o novo Jorge Jesus, e frente à sua besta negra esteve mal. Não percebeu que quando não há Enzo tem de haver Rúben Amorim, nem que aquele jogo não estava nada a jeito do actual Sálvio.

Mexeu mal e fora de tempo na equipa.

Também a arbitragem tem alguma coisa a ver com o caminho que o jogo tomou, permitindo todo o tipo de faltas aos jogadores vitorianos, chegando ao cúmulo de, para não os sancionar disciplinarmente, pura e simplesmente as ignorar.

Ficam poucas saudades deste jogo. Mas fica a magia que Markovic por lá espalhou, e o alargamento para cinco pontos da distância para o segundo classificado… E o jogo 400 de um senhor que responde pelo nome de Luisão. Parabéns, capitão!

Erro de casting

Por Eduardo Louro

 

Não consegui perceber bem se o Tó Zé estará Seguro que um mau resultado nas europeias lhe veda o sonho – para ele, para nós pesadelo - de vir a ser primeiro-ministro. Se percebeu que tinha de jogar tudo nestas eleições, e isto é o que tem para ir a jogo... então já era!

Escolher Francisco Assis para cabeça de lista para as europeias é descartar à partida todo o eleitorado de esquerda. É entregar de mão beijada algumas centenas de milhares de votos, que lhe virão a fazer muita falta, ao João Ferreira e à Marisa Matias.

Não lhe podia ter corrido pior. Já não lhe bastava ter ido a correr atrás do Rangel…

 

E lá ficou a asa...

Por Eduardo Louro

 

O Sporting - por pouco, é certo – ganhou e o Porto perdeu, coisa que é(ra) rara. Mas perder em casa, no Dragão, como foi o caso, é ainda mais raro. Para o campeonato já não acontecia há mais de cinco anos!

Quer isto dizer que, para além do Paulo Fonseca poder ir de viola, pode também ficar a ver o Benfica a sete pontos - um verdadeiro drama. Benfica que jogará amanhã com a bête noir de Jorge Jesus – o Guimarães que lhe roubou a taça e lhe deu a revolta do Cardozo, treinado por alguém que é muitas vezes dado como a roer-lhe os calcanhares.

Por isso, ou também por isso, o jogo de amanhã é muito importante. O novo Jorge Jesus sabe-o bem – acredito que o outro Jesus não o soubesse – e não irá certamente permitir que surja nenhum fantasma amanhã na Luz!

 

PS: Nunca o Paulo Fonseca teve uma conferência de imprensa tão fácil: duas perguntas apenas. Ninguém teve nada a questionar ao treinador do Porto. Provavelmente porque hoje foi apenas o dia em que o cântaro lá deixou ficar a asa! 

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