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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Vê-mo-nos gregos com(o) eles

Por Eduardo Louro

 Apostas de Bento sem solução contra a Grécia

 

A selecção até entrou bem no jogo. Depois foi caindo… caindo… até praticamente desaparecer, no último quarto de hora. Cantos, muitos cantos, todos da mesma maneira e a valer o mesmo: zero.

Sem Cristiano Ronaldo nem sequer há quem bata os livres, as célebres bolas paradas. Percebeu-se que há o Miguel Veloso, mas não serve. Que também não serve para ser o transportador e organizador de jogo que Paulo Bento hoje quis que fosse. À falta de melhor, vê-se a falta que o Danny faz...

Sem Cristiano Ronaldo, a selecção é uma equipa vulgar. Pouco menos vulgar que a selecção da Grécia, que não passa daquilo. Com Rehagel ou com Fernando Santos, o futebol é o mesmo. Pobre, muito pobre, como o país… Mas mesmo assim acima das nossas possibilidades. Nem vendo-nos gregos lhe ganhamos!

Tentação irresistível

Por Eduardo Louro

 

Como se sabia, o orçamento em vigor, como sucedera nos anteriores, contém diversas inconstitucionalidades. Faltava apenas que o Tribunal Constitucional as confirmasse…

Conforme se esperava confirmou hoje três delas – outras, como por exemplo a CES, ficam ainda à espera – entre as quais os cortes salariais na função pública.

O primeiro-ministro, ameaçando o Tribunal Constitucional e pelo caminho todos nós, garantira que iria aumentar impostos. Com o IRS a bater no tecto, já só o IVA está à mão… Rebenta com a minúscula réstia de esperança na espécie de crescimento que alimenta o milagre económico que o Pires de Lima anda a vender… Traz de volta a recessão, que não fora embora sem deixar na porta um Volto Já

Resta a Passos e Portas a tentação enorme, tão enorme quanto o enorme aumento de impostos do sucesso da sua governação, de tirar partido imediato da situação no PS. Uma tentação que Seguro, hoje no mais desastrado dos seus dias de uma semana miserável - que, depois de completamente perdido no meio da moção de censura do PC, culminaria na patética reacção à decisão do Tribunal Constitucional – torna certamente irresistível.

Coisas intragáveis

Por Eduardo Louro

 

Legisla-se por tudo e por nada. E para tudo e para nada, engordando a burocracia e o funcionalismo, cada vez mais zeloso da coisa. Nascem e crescem interesses ilegítimos, que alimentam poderes obscuros. Que tecem as teias que capturam nobres iniciativas e se enchem de boas intenções.

Algumas (iniciativas) fogem da teia e avançam. Dê por onde der, e já que estão na clandestinidade, não encontram limites nem barreiras. Acabam a crescer à margem de tudo, e ao arrepio do interesse colectivo. Justamente do que as leis, a burocracia e os funcionários zelosos, em vão, se dizem guardiões…

É sempre assim. O Estado penaliza sempre os que se dispõem a cumprir … E acaba sempre por beneficiar quem não hesita em passar ao lado das dificuldades que ele próprio cria. Acaba sempre por regularizar o irregular, sempre em benefício do infractor… 

É também disto, ou fundamentalmente disto, que se faz o endémico atraso do país…

A dimensão de um imperativo

Por Eduardo Louro

 

Quando, em cima da hora, aqui dei a notícia da decisão de António Costa chamei a atenção para a importância de se tratar de um imperativo de responsabilidade e não do simples aproveitamento da melhor, e talvez última, oportunidade de chegar ao poder.

Provavelmente nunca se saberá da verdadeira motivação de António Costa.

Admito que muitos julguem que isso não é importante, que ao presidente da Câmara de Lisboa se abriu o melhor de dois mundos, e que apenas teve de se limitar a juntar o útil ao agradável. Mas não me parece que seja bem assim, não me parece que perceber a situação política em que o país mergulhou, e agir em conformidade em função do interesse do país seja a mesma coisa que simplesmente somá-la às restantes condições que fazem deste momento político uma oportunidade única e irrecusável.

Pode admitir-se que o imperativo de António Costa tenha surgido da súbita perturbação que Guterres tenha introduzido na tranquilidade com que, sentado na cadeira da Câmara da capital, esperava pelas presidenciais. Mas ao fazê-lo não resta outra alternativa que não seja perceber que tudo fica na mesma, que não é aberta nenhuma janela de oportunidade para sanear um regime que, como tenho vindo a dizer, se encontra esgotado e bloqueado.

O crescente divórcio dos portugueses com o sistema partidário instalado traduz-se numa abstenção que já ultrapassou todos os limites, na pulverização do voto de protesto dos que ainda não desistiram e, com isso, no esgotamento do espaço eleitoral capaz de gerar soluções governativas. Chegamos ao momento em que resta apenas o bloco central como espaço de solução de governo. O PSD e o CDS, como quer a governação destes três anos quer estes resultados eleitorais demonstram, já não preenchem esse espaço. O PS, como se outras evidências não houvesse também estes resultados eleitorais demonstram, não tem igualmente condições para isso. Não há mais condições para manter a roda do regime: derrota, mudança de líder – cada vez mais fraco, mais jota e mais plástico – vitória, derrota…

O bloco central em que o regime acabou por desembocar, e que o Presidente da República - curiosamente o coveiro da única experiência que o país conheceu - deseja, não é solução. Quer dizer, é. Mas é justamente a solução final. Tapa a última válvula de escape do regime, e a partir daí é a explosão!

Por isso seria muito importante – decisivo mesmo – que o imperativo de António Costa seja de verdadeira responsabilidade e não de mera oportunidade. Que resulte, se não exactamente desta avaliação, de qualquer coisa não muito distante. Sem que seja o Messias, o salvador do regime e muito menos da Pátria, António Costa poderá ter condições para, enquanto abre novas pontes para o regime, ou simplesmente frestas por onde entre algum ar respirável, se não refundar o partido, pelo menos quebrar as velhas lógicas.

Sendo certo que, sendo bem sucedido no PS, o PSD não poderá – nem quererá – ficar para trás!

Não deixa de ser curioso reparar que quando se ouve falar de António Costa no PS se ouve, de imediato, falar de Rui Rio para o PSD. Não quer dizer que seja, também ele, o Messias do PSD e a outra chave do desbloqueamento do regime. Nada disso, mas enquanto um duelo Costa/Rio pode sugerir o adjectivo estimulante o equivalente para Seguro/Passos não passa de penoso!

Tão dificilmente este passo de António Costa será tudo como será nada. Se nem nesta altura Seguro estiver à altura das responsabilidades e insistir em esconder-se, desta vez atrás das suas tropas, é que nunca conheceremos a dimensão deste imperativo.

O caso típico da falta de jeito

Por Eduardo Louro

 

António José Seguro lembra um daqueles miúdos a quem a natureza negou de qualquer jeito para a bola mas que meteu na cabeça que havia de ser jogador de futebol. Não fez mais nada desde pequenino, sempre com a bola debaixo do braço. Quando chega a um jogo a sério não sabe parar uma bola, não sabe fazer um passe, não há um drible que engane ninguém, e quando vai para rematar só encontra atmosfera… Não percebe que tem de ser substituído e grita que é o dono da bola…  

Divisão na(s) família(s)

Por Eduardo Louro

 

Que o aparelho socialista iria reagir ao avanço de Costa, já todos sabíamos. Que Seguro não estivesse disposto a entregar o piano depois de o ter carregado até aqui, também se poderia dar por certo. Que isto fosse dividir a família socialista, era inevitável. O que talvez não se esperasse é que tivesse dividido também a própria família Soares!

Curioso é que o miúdo fale de egos ...

Espírito Santo ... de orelha

Por Eduardo Louro

 

Com o arranque da negociação dos direitos de subscrição é dado hoje o pontapé de saída no processo de aumento de capital do BES que decorre das dificuldades financeiras do grupo que têm vindo a público.

A este aumento de 1045 milhões de euros no capital do Banco, juntam-se outros, em particular no capital da holding dos negócios não financeiros do grupo – Rio Forte. Tudo somado são 2745 milhões de euros, que o grupo terá de ir captar ao mercado nacional e internacional no mais curto prazo de tempo para evitar males maiores, incluindo ter de recorrer ao fundo de capitalização da banca – de que o BES fizera ponto de honra em afastar-se –, onde ainda restam 6 mil milhões. E junta-se a alienação de activos imobiliários em Portugal e no estrangeiro, especialmente no Estados Unidos.

As dificuldades financeiras do grupo poderão até ser resolvidas com estas medidas de emergência em curso. Mas o banco – e o grupo – não atravessa apenas dificuldades financeiras… Acrescem sérias dificuldades de reputação … E a essas não há capital que acuda!

Foi multado em Espanha por problemas de branqueamento de capitais, e está a ser investigado no s Estados Unidos por infracções idênticas. O próprio Ricardo Salgado também passou por problemas com as suas declarações fiscais, para o que contou, como de resto é costume, com a complacência da administração fiscal…

A forma como o grande público tomou conhecimento do descalabro financeiro também não abona. Foi o próprio Ricardo Salgado, cabisbaixo e longe daquela pose altiva com que fazia recomendações ao poder político e dava opiniões de governação que, obrigado a esclarecimentos no quadro da operação de aumento de capital,  veio a público prestar a informação e  – pasme-se – culpar o contabilista. Não foi porque os reguladores, o Banco de Portugal – que inclusivamente havia pedido a auditoria externa que detectou "irregularidades materialmente relevantes" que esconderam 1200 milhões de dívidas nas contas de 2012 - e a CMVM, tivessem cumprido com a sua obrigação de informar…

Não admira por isso que, quando tudo isto acontece num grupo que é o expoente máximo do regime, de onde ao longo dos últimos 30 anos têm saído deputados, ministros, dirigentes de políticos de toda a espécie e administradores de empresas e demais orgãos do Estado, a única demissão tenha sido a do contabilista… E que quase só por espírito santo de orelha se fosse sabendo destas coisas!

António Costa, pois claro...

Por Eduardo Louro

 

António Costa chegou-se à frente. Deu o passo que faltava, não podia ser de outra forma... 

Mas o país precisa que tenha sido um imperativo de responsabilidade e não o simples aproveitar da melhor oportunidade. Que António José Seguro potenciou com o patético discurso e os absurdos festejos de domingo à noite, a fazer lembrar aquele ministro dos negócios estrangeiros de Sadam!

À procura de um fundo...

Por Eduardo Louro

            

Ontem, com os resultados das eleições ainda quentes – em boa verdade as projecções, porque os resultados, por força de mais uma das muitas aberrações que por aí se vêm, ficaram congelados durante horas, pelo que já estavam bem frios quando apareceram – olhei-os à procura de surpresas e novidades. Hoje olho-os como um túnel, lá para o fundo, à procura da luz …

A coligação no governo, mesmo com o pior resultado de sempre, acha que não foi mau. Perderam por poucos, disseram. E isso deixou-os felizes e satisfeitos, prontos para voltar hoje ao trabalho, cheios de coragem e motivação.

Na verdade não perderam por poucos. O pior resultado de sempre não dá para perder por poucos… Apenas olham muito curto, só ali para o lado. Para o adversário que é também parceiro … de partilha do poder!

Pretendem ignorar a derrota escrita nos 28% dos votos, e procurar a vitória nos escassos 4 pontos de vantagem do PS, S de Seguro. Que por sua vez pretende fazer crer que são suficientes para reclamar legitimidades que não se vislumbram e para os festejos patéticos a que assistimos. Realça o pior resultado de sempre da direita, mas quer ignorar que, sobre o ponto mais baixo de sempre do adversário/parceiro, não conseguiu mais que uns escassos 4 pontos, menos do que os 5 que perdeu desde as autárquicas, há apenas 8 meses. E que o resultado que lhe assegura esta vitória está praticamente ao nível do que, há cinco anos, com Sócrates, se traduzira numa das maiores derrotas do partido.  

Quer isto dizer que em boa verdade ambos – e este é um caso de ambos os três – perderam! Uns, perderam perdendo. Outro, perdeu mesmo ganhando!

Estes três partidos que têm dividido entre si o poder, e que por isso se intitulam do arco da governação, ficaram pela primeira vez aquém dos 60% dos votos. Há razões para acreditar que a coligação salvou Portas e o CDS de serem varridos do mapa político, e isso não vai passar despercebido.

Quer isto dizer que a única razão para que a coligação se mantenha para as legislativas do próximo ano é levar o governo até ao fim da legislatura. Se, e quando, Portas perceber que não há coligação faz cair o governo, disso não há qualquer dúvida.

Porque se percebe que a mudança, mesmo que lenta, está em curso e que os portugueses começaram mesmo a responsabizlizar estes três partidos pela destruição do país. PSD e CDS já não são capazes de garantir fórmulas governativas maioritárias, o que devolve o mais pequeno à marginalidade. É agora inevitável que o próximo governo saia do bloco central, e que Portas se torne descartável. A partir de agora, no ponto a que chegou o processo de erosão do campo da governação, apenas PSD e PS juntos conseguem formar soluções governativas maioritárias. Tanto destruíram, cada um para seu lado, que foram ficando sem espaço. Resta-lhes agora um pequeno reduto onde, para sobreviver, ambos, bem juntinhos, se vão acantonar.

Com Seguro e Passos juntos num governo também esse pequeno reduto será rapidamente destruído. Só então se verá o fundo do túnel em que estamos metidos. Se ainda houver país, pode ser que lá esteja alguma luz...

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