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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Como é que dois golos daqueles valem o mesmo?

Por Eduardo Louro

 

O dérbi deu empate, a um golo. Mas nem devia valer que aqueles dois golos valessem a mesma coisa.

Por isso o resultado é injusto. Mas não é só por isso. É também injusto porque o Benfica teve mais oportunidades de golo, foi mais assertivo no jogo e foi melhor que o Sporting durante mais tempo. E quando foi melhor, foi melhor que o Sporting quando foi melhor!

À parte disto tudo parece-me que foi um jogo marcado por um factor muito importante, em tudo na vida, mas particularmente no futebol. Não, não é de sorte que estou a falar. É de confiança!

A confiança que Artur roubou à sua equipa e que simultaneamente deu ao adversário. E a confiança que Jorge Jesus não tem nos jogadores que estão sentados ao seu lado no banco.

Quando tanto se falou das opções de Jesus para a baliza, achando, uns que entregar a titularidade a Júlio César seria um risco desnecessário, e outros que Artur passa rapidamente de herói a vilão, ou que terá mais aptidões para vilão que para herói, o treinador do Benfica optou pela decisão mais confortável, esperando que fosse o número 1 a resolver-lhe o problema. Pena que ao resolver-lhe o problema tenha resolvido também o resultado!

Depois, Jorge Jesus deixou claro que não tem grande confiança nos jogadores que não escala directamente para o onze inicial. Só isso explica que tenha feito uma única substituição, e aos 86 minutos, quando tirou o Talisca entrar o Derlei.

Mas tem toda a confiança justamente no jogador que substituiu, que insiste em manter como segundo avançado, perdendo uma boa opção para o meio campo para não ganhar um segundo avançado e acabar a perder a única opção a que deita mão: Lima. Talisca é mesmo o mais estranho caso na actual equipa do Benfica. Percebe-se que tem dois grandes atributos: a capacidade de passe à distância, e a altura, fora do comum. Ao usá-lo como segundo avançado perde-se por completo o seu maior atributo técnico, a capacidade de passe, e ao utilizá-lo na marcação das bolas paradas, em especial nos cantos e livres laterais, perde-se a possibilidade de usar a sua elevada estatura. Parece-me, não sei…

O Sporting foi Rui Patrício, que salvou o empate. E Wiliam Carvalho. E não foi Nani, mas pode ser que ainda venha a ser!

E o árbitro tinha de ser o Pedro Proença. Não havia volta a dar, depois do que se vira nas duas primeiras jornadas… Não foi tão mau como de costume, e não foi por ele que o Benfica deixou de ganhar o jogo. Mas, e apenas por exemplo, os dois centrais do Sporting conseguiram chegar ao fim do jogo sem um único amarelo, quando um aos 8 minutos já podia estar com o segundo e o outro, um armário descomunal, passou o jogo todo a atropelar quem lhe aparecesse à frente.

Combinação perfeita

Por Eduardo Louro

 

 

A entrevista de Judite de Sousa a Cristiano Ronaldo foi, sem qualquer dúvida, o acontecimento televisivo da semana. E mais um grande êxito para a TVI!

O entrevistado é garantia de sucesso de audiências, sem dúvida, mas a entrevistadora, neste momento, não o seria menos. O regresso de Judite de Sousa aos ecrãs, depois do drama pessoal por que passou, e que encheu páginas e páginas das revistas que vivem da exploração sem limites de tudo o que envolva figuras públicas – quanto mais públicas, e quanto mais extremas as circunstâncias que as envolvam, melhor – seria sempre um grande sucesso de audiências. Estou convencido que o entrevistado passaria sempre para segundo plano, fosse quem fosse. Não tenho grandes dúvidas que o sucesso de audiências seria igualmente garantido se o regresso acontecesse nas conversas de domingo com Marcelo Rebelo de Sousa. As pessoas queriam vê-la e ouvi-la – como está vestida, como se apresenta, se está abatida, se a voz lhe treme… – a ela, o entrevistado viria a seguir.

Só que Cristiano Ronaldo não é uma figura qualquer. É, na circunstância, uma vedeta de primeira grandeza mundial e acrescentaria sempre mais que qualquer outro entrevistado. Nestas circunstâncias, juntar à entrevistadora Judite de Sousa o entrevistado Cristiano Ronaldo era simplesmente a combinação perfeita. Uma combinação que, confesso, me surpreendeu.

Ouvi hoje dizer que foi o próprio Cristiano Ronaldo que, virando as coisas do avesso, tratou de procurar a jornalista da TVI e de se lhe oferecer para este regresso … e isso já não me surpreendeu nada.

Acredito que assim tenha sido. Não vejo, de resto, melhor razão para esta combinação perfeita!

Mais que a entrevista, e mais que alguns pormenores de biblioteca, nada inocentes – porque com o valor comercial da imagem de CR7 ninguém brinca, é tudo a sério –, o que mais me impressiona é esta capacidade que Cristiano Ronaldo tem para engrandecer a sua dimensão.

Não é apenas o melhor jogador do mundo. É muito mais que isso! 

Que pobreza!

Por Eduardo Louro

 

Esta seita é duma pobreza criativa confrangedora. Não conseguem ter imaginação para mais, então põem os jornais todos a anunciar aumentos de impostos no orçamento rectificativo para, depois, a notícia ser que não aumentaram os impostos!

O CDS vem e diz, alto e bom som, que não houve aumento de impostos, com aquela cara de quem, baixinho e de indicador espetado em direcção ao esterno, diz: fomos nós, fomos nós… se não fôssemos nós eles tinham aumentado os impostos. O PSD não lhe fica atrás e, pela voz de um Marco António triunfante, como se acabadinho de chegar de mais uma vitoriosa campanha de conquistas do império, ficamos a saber que há uma muito boa notícia: “não há aumento de impostos”!

Uma vez ainda teria graça, e até se poderia dizer que havia ali alguma imaginação. Agora, assim, tão repetido… E sem se rirem...

Que pobreza!

Estão muito caros, os milhões...

Por Eduardo Louro

ucl grupos

 

Ao Benfica, no sorteio dos grupos da Champions, não saiu a fava. Sairam as favas todas!

No pote 1, como o Porto -não deixa de ser curioso que, no pote dos mais fortes nos critérios da UEFA, com apenas quatro países representados, Portugal tenha dois clubes, tantos quanto a Inglaterra, menos um que Espanha e mais um que a Alemanha - o Benfica não foi feliz, ao contrário do Porto, e especialmente do Sporting, que integrava o pote 3, e a quem, do pote 1 saiu em sorte o Chelsea.

Do pote 2 saiu o Zénite para o Benfica, o Shakhtar Donetsk ao Porto e o Schalke 04 ao Sporting. Do pote 3, do Sporting, saiu o Bayer Leverkusen ao Benfica e o Athletic Bilbao ao Porto. E do pote 4, dos mais fracos de todos, saiu o Mónaco - que só lá podia estar por engano - ao Benfica, enquanto a Porto e Sporting saíam duas das pêras doces do pote, respectivamente o Bate Borisov e o Maribor.

O grupo do Porto é talvez o mais acessível de todos, e em dúvida está apenas quem o acompanhará no apuramento para os oitavos. É apenas por falta de história que o Sporting poderá não ter a obrigação de acompanhar o Chelsea, de Mourinho, no apuramento. Mas até por isso, por ausência de pressão, tem a vida facilitada e mesmo que tudo lhe corra muito mal tem garantida a presença na Liga Europa. Já no grupo do Benfica qualquer uma das qautro equipas pode aspirar ao apuramento. Mas toda a gente sabe do poderio do milionário Zenite de Vilas Boas, este ano ainda mais reforçado e cheio de jogadores que nos últimos anos brilharam no Benfica - Witsel, Javi Garcia e Garay. Ou do igualmente milionário Mónaco, de Leonardo Jardim, já desfalcado de James Rodriguez, mas reforçado pelo regresso de Falcão e ... por Bernardo Silva. E o Bayer Leverkusen é apenas, actualmente, a segunda melhor equipa alemã!

Quer dizer, os pontos que valem milhões estão muito caros para o Benfica e ao preço da uva mijona para o Porto... Mas parece que os jogadores também!

Gente Extraordinária LI

Por Eduardo Louro

 

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) achou que tinha finalmente chegado a hora de dar contas da avaliação do desempenho da selecção nacional no Mundial do Brasil. Dois meses depois!

A conclusão foi óbvia, e tem seguramente a vantagem de pôr toda a gente de acordo: incompetência, disse ele. A péssima prestação da selecção nacional foi fruto da incompetência. Incompetência de quem? Incompetência onde?

Isso não interessa nada. Incompetência (ponto).

A deslocação aos Estados Unidos foi uma decisão competente. Como Campinas, e o timing de chegada ao Brasil, foi competente. O seleccionador Paulo Bento foi, é e será mais que competente. Tão competente que até lhe foram reforçados os poderes. Foi promovido e deverá ser já o DDT (dono daquilo tudo). Fernando Gomes não pode ser juiz em causa própria, mas é seguramente competente. Tão competente que tinha renovado o contrato milionário do competente seleccionador nacional pouco tempo antes da partida para o Brasil, para que nada lhe faltasse. Nem a tranquilidade, a sua imagem de marca...

Houve portanto incompetência sem que tenha havido incometentes. Houve incompetência, mas não houve agentes dessa incompetência, o que, sendo uma originalidade nacional, já nem sequer é muito original.

Quem não acredita nestas originalidades ainda é levado a pensar que incompetentes foram os jogadores. Mas logo afasta essa ideia quando, sobre eles, nem uma palavra... Fernando Gomes falou de necessidade de renovação, mas isso não é falar de jogadores. E, com toda a certeza, a próxima convocatória de Paulo Bento, que está por dias, será mais do mesmo. Dos mesmos!

Ah! O médico Henrique Jones foi despromovido. Aí está... o incompetente. Bem me parecia!

Gente extraordinária este Fernando Gomes e esta da FPF... 

 

Taxas de juros em mínimos históricos

Por Eduardo Louro

 

Isto é que é governar... A dívida já vai nos 134% do PIB. O Estado gasta mais, mas também cobra mais impostos, e a execução orçamental treme mas não cai... E o rectifcativo segue, tranquilo...

As taxas de juro não param de cair. São o triplo das alemãs, mas o que importa é que estão abaixo dos 3%. Obra do governo, claro... E da credibilidade... E de tudo o que quiserem, que não será certamente pouco. 

Que importa que basta que Mário Draghi diga que já chega de austeridade na Europa para que as taxas de juro caiam logo seguir? Ou que nem assim os juros parem de crescer no total da despesa pública? Ou que o governo não dê estímulos à economia, justamente o que Draghi anuncia e provoca precisamente a queda das taxas de juro?

Força Ruben

Por Eduardo Louro

 

 

A espécie de polémica criada – ou pelo menos criada de forma tentada – à volta do sintético do Bessa, levou o Petit a apresentar alguns argumentos de defesa: a aprovação com classificação máxima pela FIFA e, o mais relevante, que durante os dois anos que lá jogou como jogador-treinador do Boavista não teve conhecimento de qualquer lesão grave.

Pareceu premonitório. Bastou que por lá passasse Ruben Amorim… O azarado jogador do Benfica, a quem as sucessivas lesões cortaram certamente as asas de uma carreira de nível mundial, não resistiu mais de meia hora: rotura completa de ligamentos … e mais sete ou oito meses de calvário!

Força Ruben. Vá campeão, já venceste tantas, vence mais esta… por nós e por ti!

Governo bom e governo mau reunidos em conselho de ministros

Por Eduardo Louro

 

O governo está reunido, dizem que à volta do orçamento rectificativo, o segundo do ano.

Os jornais anunciavam novo aumento do IVA, agora subindo a taxa máxima para 24%. A notícia foi ganhando vida, e a decisão seria tomada no conselho de ministros extraordinário de hoje.

O CDS, sempre a querer fazer-se passar pelo governo bom, é contra. Mas também se sabe que para Portas já não há linhas vermelhas… Passos não se importa muito de ser a cara do governo mau, convencido que isso facilmente se converte na cara de mau do governo que, bem trabalhada, com muito fotoshop, até dá para ficar bem na fotografia. E lá vai dizendo que por agora não há nenhum aumento de impostos, mas que para o ano não pode prometer nada…

Saia o que sair, a culpa será sempre do Tribunal Constitucional. Que, já descontando a interrupção no corte de salários, a despesa continue a subir, como ontem se ficou a saber, não é da conta do governo. Nem do bom, nem do mau. E que isso decorra do descontrolo nos gastos de funcionamento dos ministérios é pormenor que não interessa para nada…

Por exemplo, os jornais ainda ontem davam conta da despesa de um milhão de euros na frota de automóveis para os chefes de gabinete ... do governo bom e do governo mau. Mas isso certamente que já tinha dotação orçamental!

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