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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Diferenças evidentes

Por Eduardo Louro

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Paulo Rangel consegui neste fim de semana sair daquela zona cinzenta, onde tão bem se mexe, para entrar decidida e espalhafatosamente no circo da demogogia e do cinismo político montado por Passos Coelho e Paulo Portas.

Travestido de actor - não poderei dizer de professor porque, como dizia o Joaquim Vieira, na sua vasta experiência universitária, quer a receber quer a dar aulas, nunca viu professores serem aplaudidos no fim da aula, quanto mais no fim de cada frase, acrescentaria eu - Paulo Rangel foi ao tempo de antena do PSD, a que pomposamente chamaram Universidade de Verão, dizer o que Passos Coelho não quer dizer mas quer que seja dito.

Imagem relacionadaNão sei se este Rangel, de Passos, é tão diferente do Rangel de Ferreira Leite quanto são, ou estão, eles um do outro. Sei é que entre o Rangel que discutiu a liderança com Passos e o Rangel às ordens de Passos há diferenças bem evidentes ...

Não sei por quê, mas o outro tinha aspecto mais saudável!

O senhor governador é que sabe...

Por Eduardo Louro

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Ora aí está! Já se sabia que perante o descalabro que vai ser a venda a qualquer preço do Novo Banco, o governo iria passar a culpa toda para o governador do Banco de Portugal. Como a desgraça está aí, e só faltam dois dias para ser conhecida, Passos Coelho não perdeu tempo a lavar as mãos. Não tem nada a ver com isso. Isso é tudo com o senhor governador...

Nada que o senhor governador não mereça. Mas também nada que deixe ninguém surpreendido!

Têm que trabalhar mais... E falar melhor!

Por Eduardo Louro

 

"Temos que trabalhar mais nos treinos" - disse Samaris no final do jogo. Não sei se há neste expressão alguma traição da língua onde o grego dá os primeiros passos, com excelente desenvoltura, diga-se de passagem, porque não estamos nada habituados a que os jogadores de futebol cheguem a Portugal e se esforcem para falar a nossa língua. Também não sei se o tal sms - "mister, desde que foi embora que isto é um descanso" - existiu, e se, tendo existido, tenha sido enviado pelo Samaris.

Mas sei que precisam mesmo de trabalhar mais nos treinos. E melhor. Porque continua sem se ver fio de jogo, continua sem se ver intensidade, continuam sem se ver automatismos... Não se percebe a estratégia, e nem sequer nas bolas paradas se percebe que haja trabalho. E se a equipa não sabe defender - e não sabe - e se é por aí que, dizem os entendidos, se começa o trabalho, então não há mesmo dúvida que é preciso trabalhar mais nos treinos. Mas muito mais!

Mas também precisam de trabalhar mais nos jogos. Têm que correr pelo menos tanto como os adversários, têm de chegar a cada bola pelo menos ao mesmo tempo que o adversário e, fazendo pelo menos isso, têm de meter o pé com, pelo menos, a mesma intensidade do adversário.

E já que começamos com uma declaração, falta também trabalhar isso: a comunicação. O discurso numa equipa como o Benfica não pode ser o mesmo que numa equipa como o Guimarães. Pela simples razão que treinar o Benfica não tem nada a ver com treinar o Guimarães... Porque é o diabo quando se começa a perceber que há ali uma ligação qualquer entre a moleza do discurso e a moleza da atitude da equipa...

E não adianta dizer-se que "sou assim" e "não mudo"... Isso era a cantiga da Gabriela, não sei se se lembram. Essa não é música para os nossos ouvidos. Quando a equipa é prejudicada pelas arbitragens, como foi em Aveiro na semana passada, com um penalti e um golo anulado que dariam os três pontos, e como voltou a ser hoje, com um golo em fora de jogo, que só não levou dois pontos porque não calhou, tem de haver alguma coisa a dizer. Pela simples razão que são essas as regras instaladas no jogo em Portugal, como de resto se vê todos os dias... E, muito provavelmente, agora mais do que nunca...

 

 

 

Preocupante

Por Eduardo Louro

 

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Não acho piada nenhuma que chamem porta 18 a uma operação policial. Pior ainda quando essa é a porta da minha Catedral... Por onde, dizem, entrariam diariamente bandos de colombianos para fazer negócio... 

Não acho grande piada a que funcionários do meu clube andem envolvidos em negócios com colombianos. Até achava, se não tivessemos a experiência de os ver fugir todos lá mais para cima...

Mas também - confesso - não seria a coisa que mais me preocupasse. Afinal ninguém nunca poderá dizer que está livre de ter um empregado qualquer que se possa dedicar a negócios com colombianos. Também - se calhar, digo eu - ninguém poderá dizer que consegue controlar todas as portas de todas as instalações, mais a mais  quando se trata de uma catedral aberta a tantos fiéis. E infiéis...

Não me choca que só tenhamos tido conta da notícia um mês depois, mesmo que não tenha achado piada nenhuma às primeiras reacções. Um pecado desses, numa catedral destas, deveria chegar de imediato ao conhecimento dos fiéis, mas concedo que até se possam levantar valores mais altos.

O que me choca é que, um mês depois, quando se soube, o presidente do meu clube se venha dizer chocado. Deve ter sido um choque daqueles: um mês depois ainda está em choque... Não admira, conforme ele próprio explica, conhecia o José Carriço - assim se chama o sujeito do negócio colombiano - há muito. Era pessoa de sua confiança, foi o seu motorista durante muito tempo!

E o que verdadeiramente me preocupa é que, no meu clube, um tipo qualquer passe directamente de motorista do presidente a diretor. Aprecio e defendo a mobilidade social, tanto na sociedade como nas organizações. Acho fantásticas aquelas histórias do antigamente, de gente que chegava paquete aos 14 anos e saía presidente da empresa, aos 70.  

Mas, francamente: de motorista do presidente a director do Departamento de Apoio aos Jogadores, faz-me alguma impressão. Preocupa-me mesmo! 

Não insistam mais: não sou candidato!

Por Eduardo Louro

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Santana Lopes anunciou que não é candidato à Presidência da República. E eu a pensar que só se anunciavam candidaturas...

Pensava mal, já percebi. Tanto que - acredito agora - não será o único a fazê-lo. Seguir-se-ão outros... Espero é que sejam mais sensatos na justificação, para não deixarem a ideia que primeiro respondem a um arrebatador chamamento interior, e só depois caem na real dos seus deveres e das suas responsabilidades... Pelos vistos só agora, depois de um arrebatamento de vários meses, Santana Lopes deu conta dos seus "deveres enquanto Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa" e das suas "responsabilidades profissionais"...

Há pessoas que para se manterem vivas precisam que se fale delas todos os dias... Pedro Santana Lopes é uma delas, pouco se importando que seja para dizer bem ou para dizer mal. É preciso é falem dele. É uma questão de sobrevivência... 

E em sobrevivência é ele especialista. Um dia destes ainda será o presidente nacional da protecção civil, se é que isso existe.

Sorteio pouco simpático

Por Eduardo Louro

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Tenho visto por aí muita gente a dizer que o sorteio da "Champions" foi simpático para o Benfica. Ainda há pouco o José Peseiro afinava por esse diapasão...

Acho que quem está a ir por aí ou sabe pouco de futebol ou anda muito distraído. O Atlético de Madrid é hoje uma equipa de top mundial: tem a capacidade financeira dos maiores da Europa e tem, se não o melhor, um dos três melhores treinadores mundiais da actualidade. Não tem - é certo que não - nenhum dos melhores plantéis, mas sabe-se  que Simeoni não precisa disso para contruir uma das cinco ou seis melhores equipas da Europa.

O Galatasaray é uma parada de estrelas. Às vezes isso não faz uma grande equipa, mas os grandes jogadores são indispensáveis para uma grande equipa. E grandes jogadores é coisa que não falta à equipa turca.

E por último o Astana, com o nome da capital do Casaquistão que, depois do investir no ciclismo - onde há muito que é uma equipa de top, na alta roda do ciclismo mundial - se virou agora para o futebol. Não é que seja já um adversário de topo europeu, mas para o Benfica será a maior deslocação da história da Champions, em fins de Novembro, no pico das dificuldades climatéricas naquela região do mundo a que ainda chamam Europa.

Chamar a isto facilidades...

Mais sorte teve o Porto. Mas também já é habitual... Mesmo assim houve quem achasse que ao Porto saiu a fava... Devia ter saído o PSV, não era?

 

Também os objectivos da caça à multa estão a correr bem

Por Eduardo Louro

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Também aqui sou contribuinte. Também aqui sou vítima da atitude saqueadora de um Estado que não existe para servir os cidadãos, mas para se servir dos cidadãos. Que não actua para prevenir, para corrigir comportamentos, mas para atingir objectivos. Que não age às claras, à vista de toda a gente para que toda a gente saiba ao que vem, mas sempre escondido nos mais secretos esconderijos e disfarçado nos mais improváveis disfarces... À espera do incauto, do desprevenido, do distraído... 

É a caça à multa, atrás dos objectivos. Não admira que os objectivos anuais estejam praticamente atingidos. É também disto que se faz a prepotência deste Estado que, porque não respeita, não merece respeito. Sempre forte com os fracos, e fraco com os fortes...

Será que os directórios continuam a ajudar as empresas a ser encontradas?

Muitas empresas ainda procuram os directórios para colocar o seu site na grande lista de empresas que cada um tem. A verdade é que há muito poucos directórios que o Google conta para o ranking de posições nas listagens de resultados.

Um dos grandes motivos para que o Google deixasse de contar com os directórios é que muitas empresas os usavam como fonte de links, usando e abusando deles com o mesmo título e descrição, gerando com isso muitas páginas de conteúdo duplicado. O que não acrescentava nada de relevante ao índice do Google.

O tráfego dos directórios caiu drasticamente quando esta actualização foi feita pelo Google e muitos deixaram simplesmente de existir. Exemplo disso foi o Directório do Sapo, um dos melhores de Portugal que encerrou a sua actividade.

Mas há resistentes, e esses são sem dúvida os melhores, pois só os melhores resistem. Um bom exemplo é o Dmoz, um diretório internacional, que é um dos mais antigos do mundo (nascido em 1998, quase antes de o próprio Google) e é controlado por voluntários que gerem os links.

Em Portugal temos o Infoisinfo Portugal uma comunidade de empresas e profissionais, que é um directório gratuito e que ainda ajuda muito as empresas a ter mais representatividade nos resultados do Google. Mas há regras, como ao colocar a sua empresa faze-lo de modo a que o título e descrição sejam únicos.

Em resumo: os directórios continuam a ser importantes para as empresas, mas agora tem de ser com mais informação. Ao registar a sua empresa num directório acrescente algo de novo, se não o fizer corre o risco de ser mais penalizado que beneficiado. E, claro, registe a sua empresa só nos melhores directórios de Portugal.

A traição do tempo

Por Eduardo Louro

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Lembro-me do deslumbramento com que, em criança, ouvia os mais velhos narrarem episódios e histórias de vida de há (havia) vinte, trinta anos. O tempo é das coisas mais objectivas, mais facilmente medíveis e por isso das mais absolutas, mas a noção que dele temos é a coisa mais relativa que a vida tem.

Em criança sentimo-nos esmagados pelo tempo. Se temos seis ou sete anos, ouvir falar de vinte remete-nos para uma dimensão avassaladora do tempo. Depois, os anos vão passando e só começamos a dar conta disso quando as nossas próprias recordações começam a comportar essa dimensão do tempo. E quando percebemos que as décadas começam a encurtar de forma quase assustadora: se da primeira pouco damos conta, bem sabemos como a segunda nunca mais passa, parece ela que tem os esmagadores trinta ou quarenta anos do tempo das histórias que ouvíamos. Os vinte anos  nunca mais vêm, mesmo com os dezoito a darem uma boa ajuda. A terceira já é bem mais curta, mas ainda dá - dava, já não sei se dá - para muita e muita coisa, e a terceira talvez esteja na medida. A quarta já tem bem menos de dez anos, e a partir daí os anos passam a meses...

Tudo isto me vem à cabeça neste dia em que me lembro que há cinquenta anos, em convalescença de uma intervenção cirúrgica à garganta, perdi o meu tio mais novo num estúpido - como todos - acidente de viação. Era o meu tio mais novo, e por isso o mais próximo de mim. Mas também o meu ídolo, o meu confidente, o meu amigo. 

Fazia 26 anos nesse 26 de Agosto de 1965. Estava a meio da primeira década a sério, ainda sem tempo para perceber como é traiçoeiro o tempo.

Há cinquenta anos... Há cinquenta anos, ainda a meio das férias grandes, a mais de um mês de entrar para o mundo novo do liceu, morreu o meu tio Manel. Nem sequer fui ao seu funeral... Não que fosse criança - nesse tempo a morte não era escondida às crianças, mas também eu já não queria ser criança. Foi a garganta que não aguentou a dor que vinha do coração!

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