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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há que puxar pelas coisas que correm bem

 

 Às vezes está tudo a correr bem, mas lá vem uma vez em que as coisas correm mal. As coisas não estão bem, longe disso. Mas nem sempre correm mal. Foi hoje o caso: as coisas não estão bem, mas hoje correram bem. Nem tudo, é certo. Mas o essencial!

Veja-se: Talisca lá esteve os 90 minutos - as coisas não estão bem. Mas não correu mal: não jogou mas não fez falta. Carcela jogou mais um bocadinho, e bem, como tem sido norma: correu bem. Mas não está bem: para além de jogar bem fez um excelente golo, que quase não festejou. Um jogador que joga poucas vezes, que joga bem e que marca um golo daqueles tem de festejar. Nem que seja de raiva!

As coisas não estão bem, mas continuam a aparecer uns rapazes novos que nos deixam água na boca. Hoje foi o Clésio, que é avançado e jogou num dos mais halloweenizados lugares da equipa: isso... defesa lateral. E logo a titular. E mostrou, até durar, que é jogador, que tem ambição e personalidade. Durou 65 minutos e ninguém podia exigir-lhe que durasse mais... E foi o Renato Sanches, que no Porto teria entrado de início, para que se estabelecesse um recorde. Mas ainda está a tempo de se tornar no mais jovem titular do Benfica... Encheu-nos os olhos e os corações, mesmo que - dizem - não seja assim que se ganham campeonatos. E, claro, o grande golo - são três grandes golos, poder-se-ia até dizer que são quatro grandes golos, porque o segundo, o autogolo, é também ele de uma execução notável - do Gonçalo Guedes é a cereja. 

Claro que já perceberam: é da vitória gorda do Benfica sobre o Tondela, hoje em Aveiro, que se tem estado a falar. Na ressaca do desastre de domingo e na antecâmara da esperada confirmação do sucesso na campanha europeia, sintomaticamente interrompida na desgraçada semana passada.

Banco de Portugal "rouba" vendedor ao governo

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A poucos dias das eleições, o governo renovou o fracassado mandato do governador do Banco de Portugal. Fracasso acentuado na missão falhada de vender o Novo Banco. Fracasso pessoal, agora confirmado pelo próprio, ao endossar a missão a um terceiro, confessando e assumindo a sua incapacidade.

Nas vésperas da tomada de posse de um novo governo, de um governo que - sabe-se - não durará mais que uma semana, duas no máximo, é escolhido para a missão um secretário de Estado do governo em funções. Polémico, metido em trapalhadas até ao pescoço, ele próprio responsável por decisões teimosas de última hora da governação, muitas delas já anunciadas por revertíveis pelo eventual próximo futuro governo.  

Podia perceber-se a ideia de Carlos Costa (ou de um último favor ao governo - tudo se paga): Sérgio Monteiro (ven)deu tudo o que havia para vender. Percebe-se a admiração de alguém que não conseguiu vender a única coisa que tinha para vender. Não se percebe é que nem o tenha deixado sair do governo.

Não, não é um ex-secretário de Estado. Mas é mais uma pouca vergonha!

Ao que isto chegou...

 

 

"Bancos aceitam governo de esquerda desde que não seja hostil à banca privada"?

Bancos aceitam... desde que? Mas o que é isto? Onde é que chegamos?

E se os bancos não aceitarem? Como é que vai ser?

As coisas chegaram a um ponto que já ninguém tem vergonha. Já nem se preocupam em disfarçar... Já não lhes basta serem resgatados com o dinheiro dos contribuintes, já não lhes chega serem os únicos agentes económicos com o direito - eventualmente divino - a serem salvos pelos cidadãos, já não se satisafazem com o estatuto único de negócio onde só ganham, quando dá para o torto perdem os outros, como está por demais provado... Não, não lhes basta tudo isso. Eles têm ainda, por direito certamente divino, o poder de aceitar ou rejeitar governos eleitos democraticamente por todos nós! 

 

Como sabem...

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Alvo de críticas de todo o lado, interna e externamente - especialmente aí, arrasado pela imprensa internacional, que chega até a recuperar a imagem da Península Ibérica das ditaduras de Salazer e Franco -, isolado e renegado até pelos mais fiéis seguidores, Cavaco vem dizer que não se arrepende "de uma única linha do que disse". 

Não deixa ninguém surpreendido. Toda a gente sabe que não se arrepende de coisa nenhuma, que nunca se engana e raramente tem dúvidas, como é próprio dos homens providenciais que sempre quis fazer crer que era.

Mas quando diz que "Como sabem nunca tive nem tenho qualquer interesse pessoal, desde o primeiro dia do meu mandato, até ao último dia do meu mandato guiar-me-ei sempre, sempre, sempre pelo superior interesse nacional", fica imperdoável.

Não que a narrativa tenha alguma novidade, é velha de mais e é a cara do sujeito. Estamos todos carecas de saber que, sempre escondido atrás do interesse nacional, não dá um único passo sem saber se é bom ou mau para o seu umbigo. Estamos todos fartinhos de saber que o político no activo que mais tempo de vida política leva, que há trinta e tal anos não faz outra coisa que não carreira política, não é político. Mas está acima deles, e abomina-os. Sabemos todos muito bem que ainda está para nascer alguém mais sério, mesmo que do seu lastro tenham saído muitos dos intérpretes dos maiores crimes de colarinho branco que o país conheceu. Todos - repito, todos - impunes!

Apenas porque quer fazer de nós testemunhas forçadas da sua narrativa. Já não se limita a repeti-la até á exaustão, vai mais longe. Já passou a fase da mentira que por tão repetida passa a verdade. Depois de tão repetida, a sua narrativa já não é apenas verdadeira, é indesmentível, sobejamente confirmada, e amplamente testemunhada.  "Como sabem". Como sabemos...

 

Faz de conta que já há governo

 

 

 

Faz de conta que já há governo. Mesmo que seja um governo a fazer de conta. Que faz de conta que é governo e faz de conta que é novo, a mostrar bem que o campo de recrutamento da coligação que ganhou as eleições se esgota nas paredes do próprio governo. Nem sequer nas dos dois partidos!

Os ministros continuam ministros, mesmo os que antes faziam de conta que o eram. E até os secretários de Estado fazem agora de conta que são ministros... Para fazer de secretário de Estado é que parece que está mais difícil. Até porque dessa rapaziada já está tudo empregado. E bem, ao que se diz...

 

Nova imagem, o mesmo Quinta Emenda de sempre...

 

O Quinta Emenda tem nova cara. Mudou de aspecto, pela quarta vez. Nas outras vezes aproveitou sempre um aniversário para ganhar outro ar. Desta não foi preciso fazer fazer anos, bastou a iniciativa da equipa do Sapo.

Limitamo-nos a aceitar a sugestão. E a agradecer: aqui ficam os agradecimentos da gerência, em particular ao Pedro Neves. O Quinta Emenda está agora mais leve, mais funcional e mais adapatado á realidade das novas vias de comunicação exploradas pelas tecnologias mais actuais.

Uma solução win-win: todos ganham, ninguém sai a perder. Esperamos que gostem!

"A vitória já aconteceu"

Por Eduardo Louro

 

 

"A vitória já aconteceu"!

Sem dúvida, Luaty. Nada será o mesmo daqui para a frente... A vitória aconteceu também na tua decisão: os heróis mortos servem de exemplo, pela memória; os heróis vivos são o exemplo. Os heróis vivos, mais que exemplo, são líderes naturais das causas. Que não se perdem. E tu és um herói, por mais anti-herói que sejas!

"A vitória já aconteceu"... Como escreve na carta onde anuncia o fim da greve de fome, dirigida aos companheiros de prisão: " Tive a oportunidade de me aperceber do que nos espera lá fora e queria partilhar convosco o que vi: Vi pessoas da nossa sociedade, que lutaram pelo nosso país e viveram o que estamos a viver, a saírem da sombra e a comprometerem-se em nossa defesa, para que a História não se repita. Vi pessoas de várias partes do mundo, organizações de cariz civil, personalidades, desconhecidos com experiências de luta na primeira pessoa que, sozinhos ou em grupo, se aglomeram no pedido da nossa libertação. Já o sentíamos antes, mas não com esta dimensão”.

Nada vai continuar como dantes!

 

 

O golpe de estado que correu mundo

Por Eduardo Louro

Link permanente da imagem incorporada

 

O "golpe de estado" que ontem (o)correu no país do Twitter, a lembrar a mítica transmissão radiofónica de Orson Wells da "Guerra dos Mundos", é bem capaz de, pelo excesso próprio deste tempo mediático e das redes sociais, ter acabado no efeito contrário, eventualmente diamentralmente oposto, ao pretendido.

É que provavelmente cirunscreve o "golpe de estado" de Cavaco a um simples fait divers e remete-o para o caixote dos likes e dos lol.

Provavelmente fica muito do espectáculo e muito pouco do que lhe deu origem. Da substância. Do que no Daily Telegraph se ecreveu: “pela primeira vez, desde a criação da união monetária europeia, um Estado-membro tomou a iniciativa explícita de proibir os partidos eurocépticos”. Que um italiano qualquer aproveitou para linkar, ironizando que a União Europeia declarara a suspensão da democracia em Portugal, obrigando os portugueses a continuar a votar até que o resultado fosse o pretendido.

É que é de um golpe de estado que se trata - sem aspas -, como escreve Ferreira Fernandes na sua crónica de hoje.

 

 

Desilusão e orgulho

Por Eduardo Louro

(Foto: Pedro Rocha/ Global Imagens)

 

São precisas poucas palavras para falar deste jogo. Desilusão e orgulho, bastam!

Desilusão pela exibição do Benfica, pela forma como os jogadores - e treinador, pareceu-me - se deixaram afundar pelo infortúnio do primeiro golo, logo aos 9 minutos. E orgulho no benfiquismo, pela extraordinária atitude dos adeptos do meu clube que encheram a Luz no seu12º aniversário.

Não precisaria de dizer mais nada, que teria dito tudo o que vai na alma...

Mas sempre direi que o Benfica até entrou bem no jogo - como se diz em futebolês - transmitindo uma imagem de confiança. Sem medo, e com ambição, mesmo que nem tudo estivesse a sair bem. Foi por pouco tempo, porque a sorte do jogo sorriu ao Sporting, com três golos em outras tantas aproximações à baliza de Júlio César, sempre na sequência de erros dos jogadores do Benfica, mas sempre - é bom dizer-se - erros provocados pela estratégia do Sporting.

O Benfica desapareceu, e se, pelo peso dos golos, isso se poderia compreender na primeira parte, já deixou de ser compreensível na segunda. Mesmo sem ter voltado a marcar - e o mais próximo que esteve disso até foi naquela tentativa de Luisão - a superioridade do Sporting foi mais flagrante ainda na segunda parte.

Num jogo destes, depois das exibições de cada uma das equipas, não me ficaria bem falar do árbitro. Mas que há muito para dizer da arbitragem do sportinguista Carlos Xistra, lá isso há. O problema não é ser sportinguista, nem o seu histórico nos jogos com o Benfica. O problema é que não tem categoria para arbitrar seja lá o que for... Que teve influência no decorrer do jogo, teve. E muita. Tanta que o jogo poderia ter sido outro. Mas não foi. E no jogo que acabou por acontecer o Sporting foi muito, mas muito melhor!

 

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