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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Já estamos nas meias. Mais uma vez!

 

Foi nos penaltis, e isso vai dar para continuar a alimentar uma imagem pouco simpática da selecção nacional. É verdade, uma selecção que habitualmente suscita simpatias generalizadas, arrisca-se a tornar-se na menos cativante da competição. O patinho feio deste Europeu.

Foi nos penaltis, abusando mais uma vez da saúde cardíaca dos portugueses. Mas podia não ter sido. Devia não ter sido, o que não quer exactamente dizer que a equipa nacional tenha merecido outro resultado. Quer dizer que Portugal teve tudo para partir para outro resultado.

Entrou mal, sofrendo um golo logo no primeiro minuto. Prolongou essa má entrada por quase meia hora, mas depois, e em particular depois de chegar ao empate pelo tal miúdo que não podia jogar de início, teve o adversário aos seus pés. Durante todo um outro jogo, nos 90 minutos que se seguiram.

 Pela posição que historicamente ocupa no ranking mundial. Pela condição - rara - de semi-finalista em quatro dos últimos cinco europeus, com o adversário a aceitar a subalternidade, a selecção portuguesa, mesmo sem futebol para isso, teria que puxar desses galões e teria de tudo fazer para ganhar este jogo.

A verdade é que não fez, e foi pelo caminho da Polónia. Que esperou pelos penaltis, enquanto os portugueses pareciam esperar pelo minuto 117. Ambos à espera que a história se repetisse!

Não se repetiu. Fez-se uma história nova!

A continuar assim, se a história se não voltar a repetir, para chegar à final Portugal terá de ganhar o jogo das mais finais. Já não há como empatar!

Indignação

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Nem sei o que mais me choca: se as declarações terroristas de Schauble se a "centena" resposta que mereceu do ministério das finanças. Mas sou bem capaz de ficar mais indignado com a resposta que, de cócoras, o ministério de Centeno deu: "não está em consideração qualquer pedido de ajuda a Portugal".

Já os fundamentalistas do costume, as tropas de Shauble e os orfãos de Vítor Gaspar, não merecem sequer indignação. Talvez desprezo, não muito mais que isso...

Os tropeções do Barroso

 

 

O José Manuel é mesmo assim. Não faz por mal. Tropeça na vaidade e, enquanto fica ali à procura de equlíbrio, deixa cair algumas palavras. As mais pequenas, só as mais pequenas... Escapalham-lhe das mãos...

- "O único país que tem valorizado a Europa é a Alemanha". Deixou cair um pequenino "se", um pronome reflexivo que nem se dá por ele. E o "n" daquela contração da preposição "em" com o artigo definido "a" também se lhe escapou entre os dedos enquanto se tentava amparar. 

Não fosse mais um desses tropeções na importância desmesurada em que se tem em conta e a frase teria saído escorreita, sem deturpar a conclusão a que, brilhantemente como sempre, chegou: o único país que se tem valorizado na Europa é a Alemanha!

Já tem sido pior. Muito pior!

Que coisa estúpida...

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Chegam de taxi. Aos três. Sacam das armas e atiram a matar. Indiscriminadamente. Conseguem ainda fazer-se explodir, antes de ser abatidos. E mutilar mais, e mais... E destruir ainda mais...

As primeiras notícias apontam invariavelmente para meia dúzia de mortos. Depois uma dezena, depois duas, depois ... É sempre mais... Os números sobem, sobem sempre como se fossem apenas números. Não são. São vidas humanas, inocentes... 

É sempre assim. Tão tristemente repetitivo. Que coisa estúpida, que não há forma de parar...

Vista para os quartos

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Dominaram a actualidade dos últimos dias. Uns porque surpreenderam - e ameaçam - o mundo ao bater com a porta na cara da Europa. Outros porque ameaçavam mudá-la, com as eleições que afinal não mudaram nada - deixaram tudo cada vez menos na mesma. Hoje fizeram jus ao protagonismo destes dias, e foram ambas porta fora ...  

A Espanha, juntando ao adeus a França o adeus ao ciclo de sucesso que iniciara há oito anos, e de que começou a despedir-se já há dois, no Brasil. Foi bom - dois campeonatos da Europa e um do mundo - mas acabou-se. Acabou-se - ironia do destino - às mãos da Itália, que clilndrara na final do último europeu, que atingiu - lembramo-nos bem - afastando a selecção portuguesa, nos penaltis (o deles bateu no poste e entrou, o nosso bateu na barra e saiu). Ficou demosntrado que já não justificava a condição de súper favorita de que gozava, na companhia da Alemanha e da França.

Não foi hoje cilindrada pelo adversário que há quatro anos esmagou. Mas não faltou muito, se calhar só faltaram os números. De resto esteve lá tudo, na imensa superoridade italiana que pôs a nu que esta Espanha, para além de um grande guarda-redes, vive já apenas de dois jogadores. De Iniesta - que já não se livra da tremenda injustiça que vai ser arrumar as botas sem uma bola de ouro (assim mesmo, o título é esse, sem a parolice dessa coisa do "melhor do mundo") - já órfão de Xavi, e vítima de uma condição física que Del Bosque não se preocupou em preservar; e David Silva, que hoje cedo desistiu de remar sozinho contra a maré italiana.

E a Inglaterra, mais uma vez cheia de excelentes jogadores mas sempre sem futebol, mais vítima de si própria que da sensacional Islândia, a reescrever, pouco mais de uma semana depois, a história da selecção portuguesa neste Euro 2016. Sem dúvida nenhuma que esta prestação inglesa ajuda de alguma forma a limpar a imagem que Portugal estava a deixar nesta competição. Não há mesmo comparação entre o que a selecção portuguesa   - que empatou, mas mereceu ganhar - e a inglesa - que perdeu, e mereceu perder - fizeram perante este mesmo adversário.

Sem honra nem glória, mais esta passagem inglesa por mais uma fase final de grande competição. A que chegara com o soberbo e raro registo de um apuramento totalmente vitorioso. 

Não deixa de ser curioso que o grupo de Portugal, tido unanimente pelo mais fraco de todos, tenha dois representantes nos quartos de final. Idêntico só o da Alemanha, com a Polónia, o nosso adversario, e o da Itália, com a Bélgica. Do grupo A resta apenas a súper protegida França. Do B, Gales, e do D (Espanha e Croácia), já não sobra ninguém! 

Reduzidos à sua verdadeira expressão

 

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Com a maior goleada da competição, a Bélgica - com Hazard de regresso às grandes exibições de que este ano andou arredado - reduziu a Hungria à sua verdadeira expressão, falando do Europeu de França, evidentemente. Despachando os vencedores do grupo de Portugal por quatro a zero, os belgas são, para já, com a Alemanha, uma das equipas mais impressionantes das já apuradas para os quartos de final.

E, no entanto - veja-se como é o futebol - os húngaros lograram o do dobro das oportunidades de golo que haviam conseguido no jogo anterior, com Portugal. O fabuloso guarda-redes que é Courtois, tirou - literalmente - três bolas de golo, tantos quantos a Hungria marcara a Rui Patrício.

E no entanto, até à entrada dos dez minutos finais, a Bélgica só tinha a render o golo que marcara à saída dos dez iniciais. Foi com dois golos em dois minutos que acabou por construir o maior resultado deste europeu. Se não tem faltado à fraca selecção húngara a sorte que lhe sobrara no jogo com a selecção das quinas, as coisas podiam ter sido bem diferentes. Porque - lá está: o futebol é isto mesmo...

Se a probabilidade não for a batata que ditou a eliminação da Croácia, nas meias finais lá encontraremos estes belgas... Do outro lado as coisas estão bem menos previsíveis.

 

Missão cumprida. Sem brilho, mas cumprida!

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Fez-se o reset sobre tudo o que foi a fase de qualificação. Os jogos a eliminar são outra coisa e os adversários são também outros. De outro campeonato. Este jogo dos oitavos de final, com a Croácia, não teve nada a ver com o que foi a história dos três jogos anteriores, que a selecção não ganhou. Mas que também não perdeu.

Nesses jogos, nessa fase, a selecção nacional foi a equipa que mais rematou - perto de 30 remates por jogo. Que mais bola sempre teve e, como sempre aqui foi reconhecido, sem sentir o bafo da sorte. Por ligeiro que fosse.

Hoje, com aquela que foi unanimemente a melhor equipa da fase anterior, cheia de estrelas - a Croácia tem mais jogadores de puro talento que a selecção portuguesa - , com mais tempo de recuperação em relação ao último jogo (não há igualdade de condições quando uma equipa - a da casa, por exemplo - tem oito dias de intervalo para o jogo dos oitavos de final, e outra - a portuguesa - tem apenas três), fez apenas cinco remates, teve muito menos bola que o adversário, teve sorte - teve a sorte do jogo - e ganhou. Na única verdadeira oportunidade de golo que criou, já no mesmo no fim do prolongamento. Mas também terá de se dizer que poderia ter sido mais cedo, se o árbitro tivesse assinalado um penalti do tamanho da Torre Eiffel sobre o Nani.

Mas não foi só a sorte, a mesma que nos trouxera para este quadro da competição que, ultrapassada a Croácia, abre uma avenida para a final, que hoje se mudou para dentro do relvado. Nunca explica tudo, nem nada que se pareça. Mas houve sorte quando por três ou quatro vezes a bola não entrou na baliza de Rui Patrício, e uma delas acabou até no golo de Quaresma. Houve sorte quando Fernando Santos, com os penaltis à vista, retira do campo o melhor especialista que lá tinha. E depois escapa, mesmo por um fio, a essa forma de desempate.

Não. A selecção ganhou à Croácia porque foi concentrada e rigorosa. Porque foi humilde. Porque, no fim e como sempre, quando não olha para o adversário de cima, quando o respeita, encara os jogos com mais probabilidade de sucesso.

Claro que pôr a jogar os melhores - os que estão melhor - também ajuda. E hoje Fernando Santos esteve mais perto disso. Na defesa, do último jogo só ficou Pepe. Um dos piores no último jogo, e o melhor em campo hoje. Mas o que ajudava mesmo, e continua arredado da equipa, era umas ideias para o futebol da selecção. 

Mas essas já não vêm. E mesmo que se ponham a caminho já não chegam a tempo. Se não vamos lá com um futebol que se recomende, que ao menos não larguemos o rigor e a concentração. Talvez dê para arrumar com a Polónia, na quinta-feira, e seguir para as meias... Mesmo que nunca tivesse sido legítimo exigir mais a esta selecção que justamente estes quartos de final!

Ah... E o Renato Sanches foi o man of the match. Não precisa de ser titular...

 

Mister Cameron - há coisas com que não se pode brincar!

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Decididamente as sondagens não falam inglês. Milhões de europeus, mesmo os mais notívagos, como eu, foram dormir descansados, convencidos que a coisa tremera mas não caíra. Quando acordaram, nem queriam acreditar: afinal caíra mesmo. Depois de termos ouvido o senhor Nigel Farage dizer que perdera, mas que tinha ganho à mesma, ninguém imaginaria que o resultado pudesse ser outro que não a vitória do Bremain.  

Mas foi, e o Reino (des)Unido está definitivamente fora de uma União Europeia, onde nunca esteve com grande convicção. As consequências serão muitas. A maior parte delas não as conseguimos ainda vislumbrar.

Para já, os mercados financeiros estão em pânico. As bolsas caem por todo o mundo e a libra recua para aí uns 30 anos, o que não quer dizer que fique mais nova. A Escócia, claramente pró-europeia, e que há pouco - e por pouco - decidiu não abandonar o Reino, pode agora fazê-lo para não abandonar a União, que lhe consome o scotch. A Irlanda do Norte, do mesmo lado, pode seguir-lhe o exemplo. Mas também a Finlândia e a Dinamarca, e até a França, podem seguir o exemplo dado por britânico, mas que é inglês e galês.

Não é um novo muro de Berlim que está a cair. Pode bem ser mais do que isso. Agora com uma capacidade devastadora potenciada por uma crise económica e financeira com janela aberta para uma grande recessão.

Há coisas com que se não pode brincar. Essa é que é essa!

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