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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Delacção premiada

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Ontem à noite, num zapping pelas televisões à procura de alguma coisa que me captasse a atenção, parei no Prós e Contras, que raramente me faz parar por mais de cinco minutos.

Discutia-se a delacção premiada e, ontem, parei um pouco mais. O suficiente para perceber as partes em confronto, e que a doença maniqueísta do programa da Dª Fátima não tem cura. Aquilo é - era – simples: advogados contra, e procuradores a favor.

Os interesses corporativos dos advogados estariam em oposição a tudo o que rompa com as ortodoxias das formalidades processuais, e em particular com os rituais de recurso. É disso que vivem.

Então nada mais fácil que colocar procuradores do ministério público do outro, interessados em encontrar mecanismos que lhe facilitem a vida. Exactamente assim, com os interesses corporativos, a vida de cada uma das partes, no centro da questão.

 O que está em causa é muito mais que uma questão corporativa. Não são as questões corporativas que nos preocupam, não é isso que nos interssa. O problema é que facilitar a investigação a acusação é tornar a justiça mais célere. E que é esse justamente o seu maior problema nos tempos que correm. E sendo esse o maior problema da nossa Justiça, é esse um dos mais importantes problemas de um Estado de Direito como o nosso.

É que, tal como a liberdade – outro dos direitos sagrados – de uns acaba onde começa a dos outros, também os direitos e as garantias individuais confrontam os colectivos. Uma sociedade democrática não resiste ao persistente atropelamento colectivo por indivíduos que, na CGD, no BES, no Banif, no BPN, no BPP, na PT, nos partidos e nos governos, tomam para si os benefícios de tudo para, depois, não prestarem contas a ninguém e limitarem-se a apresentar a factura para pagamento.

Não dá para ficar mais preso a princípios e escolas se são sempre os mesmos e únicos interesses a ser defendidos. Não dá para catalogar estes instrumentos de terceiro-mundistas quando não há nada mais terceiro-mundista que a corrupção!

      

 

 

"And the winner is"...

 

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O guião dos óscares fazia desta uma noite demolidora para Trump. Nada se sobreporia ao tiro ao boneco. Afinal, e no final, as voltas foram trocadas. E a noite dos òscares de 2017 será lembrada por aquela em que a última e mais importante das estatuetas foi apanhada em contra-mão.

Tudo, ao que consta, por culpa da PrieceWaterhouseCoopers, a quem já não bastavam os imbróglios do dever do ofício... Alguém terá rido no fim. E o último a rir foi.... " and the winner is"...

 

Deixem-se lá de coisas obsoletas

 

Benfica 3-1 Chaves

 

Grande jogo na Luz, nesta noite de sexta-feira, já de Carnaval, de novo com mais de 50 mil nas bancadas. Que sofreram a bom sofrer, desta vez.

Foi um jogo intenso, bem jogado e com muita, muita emoção. O Benfica sofreu, e fez sofrer os adeptos, por culpa própria, mas também muito por culpa de um excelente Chaves, que joga á bola como gente grande.

Que começou o jogo justamente a explicar isso, que sabe jogar à bola, e foi durante todo o primeiro quarto de hora bem melhor que o Benfica, que falhava no meio campo e falhava nos centrais, que não atinavam na linha do fora de jogo. O Benfica chegaria no entanto ao golo pouco depois de esgotado esse período, na segunda vez – a primeira tinha sido logo na saída de bola – que rematou à baliza da equipa flaviense, e passaria então a mandar no jogo.

Teve então vinte minutos de boa qualidade, com o seu futebol habitual, mas deixando sempre a ideia de muita parra para pouca uva. Por isto ou por aquilo – quase sempre velocidade a menos e hesitações a mais – as sucessivas vagas de futebol atacante do Benfica ficavam bem longe de atingir os objectivos. Nem grandes oportunidades, quanto mais golos.

Depois percebeu-se que o Benfica tinha voltado a trazer o interruptor para o jogo. E que o utilizava com alguma frequência, ligando-se e desligando-se do jogo com total despropósito. O Chaves chegaria ao empate mesmo à saída para o intervalo, e deixaria claro que este era um jogo com tudo para ficar muito perigoso.   

Com o segundo golo, em mais uma grande jogada de futebol concluída pelo Rafa, logo no início da segunda parte, o Benfica voltou ao grande futebol. Voltaram a suceder-se as vagas de ataque, com os jogadores do Chaves a terem de correr atrás da bola, agora a circular com mais velocidade entre os jogadores do Benfica, já com Jonas em campo. A equipa era agora mais consequente, e as oportunidades de golo sucediam-se. Os golos é que não, porque os remates invariavelmente não acertavam com a baliza.

Com o passar dos minutos, e a bola sem entrar, os jogadores da equipa transmontana começaram a acreditar cada vez mais. E como sabem jogar à bola, e o Benfica ainda lá tinha o interruptor, nos últimos dez minutos as coisas complicaram-se. Mas pelo meio pairou sempre a ideia que este era um jogo bem mais complicado do que, a cada momento, parecia. Só deixou de ser assim no minuto 89, quando o Mitroglou – em grande forma, com mais uma bela exibição – bisou e fez finalmente o terceiro.

E lá continuamos na frente. Mas é bom que esqueçam os interuptores. Estão obsoletos, agora usam-se sensores. 

Viva o Zeca!

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Marcou como ninguém a música portuguesa. Sem ele, o panorama musical português seria outra coisa que não o que é. E seria certamente bem menos interessante.

Influenciou gerações. E continua, 30 anos depois, a influenciar gerações. É um dos maiores nomes cultura portuguesa, e uma figura incontornável do Portugal do século XX.

O escritor, o compositor, o músico, o intérprete, o criador, o cidadão de corpo inteiro e exemplo de intervenção cívica partiu há 30 anos. O Zeca morreu há 30 anos. Viva o Zeca!

Mais um buraco negro

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Ficamos ontem a saber que, enquanto éramos espremidos até não mais termos para dar, em colossais aumentos de impostos que "ai aguentamos, aguentamos", e a troika por cá andava para tudo encobrir, 10 mil milhões de euros voavam para offshores com a complacência da máquina fiscal de Paulo Núncio, a mesma que nos penhorava até as cuecas.

E ficamos a saber que ficamos a saber isto porque passaram a ser publicadas umas estatísticas que no governo dos senhores Passos e Portas, no ministério das finanças do senhor Vítor Gaspar e da Senhora Maria Luís, o senhor secretário de estado Paulo Núncio, muito dado a tratamentos VIP, tinha deixado de publicar. E entre as últimas publicadas e as primeiras vindas a público, pela mão do actual ministério das finanças do senhor Mário Centeno, que os comparsas da senhora Maria Luís e do senhor Palulo Núncio querem demitir por causa de uns sms, havia um hiato de 10 mil milhões. Um buraco bem negro de 10 mil milhões!

Um buraco negro que mais negra faz a história daqueles quatro negros anos...

Saia mais uma comissão de inquérito

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É tal o sucesso deste governo que disparou por toda a Europa o interesse nesta solução governativa. De todo o lado chega gente para observar a geringonça, in loco, e já perguntam se não dá para exportar.

Mérito dos portugueses - sem dúvida - mas há muito que agradecer à Europa, em especial à Comissão Europeia e ... ao Sr Schauble. A publicidade do Sr Moscovici foi importante para este sucesso mas, decisiva... decisiva foi a boca calada do Sr Schauble. Que bem merece uma comissão de inquérito... Força,  senhores!

Logo eu, que nem sou de palavrões...

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É notável como, tão pouco tempo depois, tantos "mijam" em cima das "convicções"  de Passos, Portas e companhia limitada. Tão pouco tempo depois está demonstrado que destruir o país foi uma opção. Que havia alternativas, e que a TINA era apenas a puta de serviço.

Ou como, em tão pouco tempo, reestruturar a dívida é mesmo a grande prioridade do país... Dá vontade de começar para aqui a soltar palavrões e de não parar mais.

O jogo chave e a chave do jogo

 

 Mitroglou

 

Este era um dos jogos chave deste campeonato. Não tanto por ser em Braga, nem por ser já um clássico de elevado grau de dificuldade para o Benfica, até porque este Braga está muito à imagem de Jorge Simão: é mais bazófia. Este era, para o Benfica, um dos mais decisivos jogos deste campeonato mais pelas circunstâncias externas do que pelo próprio jogo.

No estado em que as coisas estão, nesta altura do campeonato – aqui a expressão ganha todo o propósito –, as fichas caíam todas em cima deste jogo. O Porto, jogando na sexta-feira, tinha ganho e passaria para a frente desde que o Benfica não ganhasse. A actualidade da arbitragem, a fustigar sistematicamente o Benfica desde a última jornada da primeira volta e a beneficiar o Porto, muitas vezes de forma escandalosa, também faz das coisas o que elas são.

E vale a pena começar por aí. Esta XXII segunda jornada confirmou tudo o que tem vindo a acontecer desde o início do ano. Começou logo pelas nomeações, com o árbitro que abriu as hostilidades – Luís Ferreira, o tal dos três golos do Boavista – posto a dirigir o jogo do Porto, com o Tondela, e com o que expulsou e fez castigar Rui Vitória, Tiago Martins, mandado para Braga. E o que se viu no Porto foi por demais escandaloso, com o árbitro a desbloquear, nos últimos minutos da primeira parte, um jogo que não estava a correr de feição. Depois de lhes perdoar ao Porto um penalti claro, ofereceu-lhe um, inexistente. Depois de evitar a expulsão ao central portista, Filipe, expulsou um jogador do Tondela, numa jogada em que não só não cometeu nenhuma infracção como foi até agredido. Jogar contra dez já faz parte do guião do Porto. Já em Braga, nos primeiros vinte minutos do jogo, o árbitro não veria dois penaltis a favor do Benfica – carga sobre o Salvio dentro da área e, depois, um corte de um defesa bracarense com a mão – mas veria um fora de jogo inexistente para anular um golo limpo a Mitroglou.

Por todo este estado de coisas, que pelos vistos está para ficar, para o Benfica, até ao fim, todos são jogos chave.

O Benfica entrou bem, a fazer lembrar o jogo da época passada, que ficou resolvido nos primeiros vinte minutos, mesmo que sem a mesma exuberância. Foi, mesmo assim, o melhor período da equipa e não tivesse sido o já referido dedo do árbitro – não se ficou por aí, por duas vezes interrompeu ao Benfica lances prometedores, como agora se diz, para assinalar faltas ocorridas lá atrás, em benefício claro ao infractor – o jogo teria voltado a ficar resolvido bem cedo.

Mas como os penaltis não foram assinalados, o golo de Mitroglou não valeu e noutra ocasião o grego, só com o guarda-redes pela frente, na pequena área, rematou por cima, o jogo fechou-se. O Benfica, sempre com muito mais bola, não voltaria a ter grandes ocasiões para marcar. Nem o Braga, com uma única oportunidade em todo o jogo, no remate de Bataglia ao poste.

A segunda parte continuou intensa, com tudo – espaço e bola – muito disputado. O jogo, nem sempre bonito, manteve-se aberto. E emotivo. E sem que se vislumbrassem grandes desequilíbrios, nem mesmo quando o jogo começou a ficar mais partido, nem grande inspiração nos principais artistas, o nulo era uma ameaça séria.

Faltavam dez minutos para os noventa quando, de quem menos se esperaria, saiu o lance de génio que resolveu o jogo. Surpresa só pela forma com “despachou” quatro defesas contrários dentro da área, porque na verdade só Mitroglou tinha a chave do jogo. Só ele podia marcar: o Benfica jogou muito, mas rematou pouco. Bem mais rematou o Braga, que jogou muito menos!

Manual de política*

 

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 O folhetim da breve passagem de António Domingues pela Caixa Geral de Depósitos é todo ele um manual da forma de fazer política em Portugal.

Pela primeira vez um governo quis nomear uma administração profissional para a Caixa, à margem do comissariado político. Para aceitar o convite, o gestor escolhido impôs condições que chocavam com o quadro legal vigente. O governo fez tudo para satisfazer essas exigências, incluindo uma lei à medida, preparada pelos próprios advogados do dito gestor.

A lei, face aos objectivos que perseguia, foi mal feita e não resultou. Não conseguiu, nem podia, isentar os gestores da apresentação ao Tribunal Constitucional das declarações de património e rendimentos.

O gestor não gostou, e o governo não clarificou. O gestor demitiu-se e o governo nomeou novo gestor, por acaso, mas certamente que não, um ex-ministro do governo anterior. O assunto devia ter ficado aqui resolvido.

Não ficou. O gestor demissionário não se calou e disse que lhe tinha sido prometida a dispensa das tais declarações. O primeiro-ministro, e o líder parlamentar do partido do governo, apressaram-se a negá-lo. O ministro das finanças, com pouco jeito para a política, ficou entalado, e não teve outra alternativa que secundá-los.

A Caixa tem finalmente uma administração a funcionar. E o país boas notícias: o mais baixo défice de sempre em democracia, desemprego a cair, crescimento económico acima de todas as previsões, e até fortes aplausos de Bruxelas. E um Presidente da República em lua de mel com o governo.

Demasiado para uma oposição à espera do diabo, apostada no quanto pior, melhor. Vai daí e atira-se ao ministro das finanças, como gato a bofes.

É verdade: mentiu. Ou omitiu, que vai dar ao mesmo.

Mas, não mentem todos os políticos - por causa dos eleitores -, como disse o deputado do CDS que agora quer processar criminalmente Mário Centeno? Não mentiu Pedro Passos Coelho a torto e a direito? Não mentiu Maria Luís Albuquerque nos Swaps? Não mentiu Paulo Portas na demissão irrevogável? Não mentiram todos na saída limpa?

Os actos medem-se, acima de tudo, pelas suas consequências. Quais as consequências de Mário Centeno ter mentido?

Zero. Nada. Nem mesmo a perda do belíssimo emprego de António Domingues…

Quais as consequências dos swaps? Quanto custam? Quais as consequências da irrevogável demissão de Portas? Quanto se pagou pelo imediato aumento dos juros? Quantos milhares de milhões foram com Banif, na saída limpa? E no atraso na própria recapitalização da Caixa, agora em curso?

Pois… Estamos entendidos. É assim a política em Portugal…

 

* Da minha crónica de hoje na Rádio Cister

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