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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Futebol gourmet

 

 

Jogo fantástico na Luz, com mais de 60 mil, sempre em festa. Mais um grande jogo do Benfica!

Poderia dizer-se que com os cinco golos macados, e todos fantásticos, mais quatro bolas nos postes (Jonas - deveria ser crime, aquela bola não acabar bem anichadinha nas redes -, Luisão, Cervi e Jimenez)  mais três ou quatro grandes defesas do guarda-redes do Belenenses, e ainda mais outros tantos lances de golo em que a bola não quis entrar, estava tudo dito. Mas não está. Longe disso!

Há muito mais para dizer deste jogo fantástico a que hoje assistimos na Luz. Porque o futebol apresentado pelo Benfica foi de alto requinte. Se há futebol gourmet, é este. Juntar uma grande exibição colectiva  a 11 extraordinárias exibições individuais, não é coisa a que estejamos habituados. E só pode ser gourmet

E hoje tem que se falar de exibições individuais. Não para falar de Jonas ou de Pizzi, porque esses já não são capazes de nos surpreender. Deles esperamos sempre o melhor, e eles nunca nos desiludem: dão-nos sempre o melhor. Nem de Salvio, em grande. Não é justo que a lesão de hoje venha interromper este grande momento que atravessa. Nem de Cervi. Nem de Luisão, o capitão que está sempre lá. Que não envelhece, apenas amadurece. E que apresenta hoje uma qualidade nunca antes vista. É para falar de Jardel, que já não deixa dúvidas que regressou ao que era há dois anos. De Varela, que fez muito bem o pouco que teve para fazer, e que faz de Ederson cada vez melhor. E sabe-se como isso é importante. E de Filipe Augusto, que hoje se estreou como titular, em substituição do insubstituível Fejsa, e fez simplesmente um jogão.

Poderá sempre dizer-se que o Benfica marcou no primeiro minuto, e que fez o segundo golo na segunda oportunidade. Claro que dá mais tranquilidade à equipa marcar primeiro e desperdiçar depois, como foi hoje o caso. Aconteceu o contrário no último jogo, em Chaves, onde foi de desperdício em desperdício até marcar, já no fim. E no entanto também já aí a qualidade da exibição foi bem alta. 

É isso. A qualidade do futebol que o Benfica apresenta vai muito para além desses circunstancialismos. O futebol gourmet, o futebol perfumado - como se dizia antigamente - faz parte do genes deste Benfica.

 

 

 

 

Resultado pequeno em vitória grande

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Curta, mas grande, esta vitória do Benfica em Chaves. E limpa e justíssima, em mais uma boa exibição. Muito boa, mesmo!

Na primeira parte foi um grande jogo, intenso e bem jogado, com o Chaves a dar a sua contribuição para um espectáculo de grande nível. A equipa agora orientada por Luís Castro soube sempre responder à boia exibição do campeão, com uma boa organização defensiva e sempre pronta a sair para o contra-ataque com grande velocidade e excelente movimentação, com rápidas e bem trabalhadas trocas de bola. Foi bonito de ver.

O Benfica fez o que lhe competia fazer – tomar conta do jogo, mandar nele, impondo um ritmo elevado e apresentando o seu futebol, sempre muito variado na procura de soluções. Criou três boas oportunidades para marcar, mas o golo nunca apareceu. Numa, a bola ficou-se pelo poste, noutra foi o Nuno André Coelho – grande exibição na primeira parte – a sacudi-la em carrinho quando ia mesmo a entrar, e noutra foi o guarda-redes Ricardo, regressado ao activo e a confirmar a sua especial apetência para brilhar nos jogos com o Benfica, a negar o golo.

A segunda parte foi bem diferente. O Chaves abdicou de jogar à bola, e optou declaradamente pelo anti-jogo, apenas preocupado em quebrar o ritmo do jogo, com a complacência – mais do que isso, com o momento que escolheu para voltar a interromper o jogo para que os jogadores se refrescassem – do árbitro Jorge de Sousa. Os jogadores do Chaves, que tão bem tinham mostrado que sabiam jogar à bola, preocupavam-se apenas com chutão para o ar. A relva só lhes servia para se deitarem.

O Benfica procurava o golo de todas as maneiras, mas havia sempre mais uma perna a pôr-se á frente da bola. E quando conseguia desenvencilhar-se das vinte pernas que estavam ali à frente da baliza, lá estava o Ricardo. E assim se foram passando os minutos perante o desespero dos adeptos, que nunca passou para os jogadores. Esgotados os noventa, Jorge de Sousa deu 6 minutos de compensação. Coisa pouca para cinco substituições, para a tal paragem para refrescamento e para as assistências médicas aos jogadores do Chaves, mas suficiente para o Benfica chegar finalmente ao golo, numa jogada que é a prova provada que a equipa não estava desesperada. Em vez de bombear bolas para a área adversária o Benfica continuava a desenvolver o seu futebol de variação de soluções. E foi assim que, aos 92 minutos, Rafa foi à linha pegar a bola para a cruzar, de primeira, rasteiro, para Sferovic fazer o golo com um desvio subtil, em antecipação ao guarda-redes, vinte e tal remates e para aí uma dezena de oportunidades depois.

Curiosamente, nesta segunda jornada, o Benfica repetiu o resultado dos outros dois candidatos. Só que sem peripécias, para não lhes chamar outras coisas.

Campeão à campeão

 

 

Estádio da Luz cheio que nem um ovo, como já é costume. Colo, colinho, muito colinho no arranque de mais um campeonato, que poderá ser o 37. O penta, que hoje começou a nascer no imaginário benfiquista.

Festa na Catedral, de novo. Uma festa que os benfiquistas não querem largar. A supertaça ainda nem pó apanhou, e a pré-época já lá vai. Já ninguém se lembra dela, nem das nuvens que pareciam ameaçadoras.

O adversário era de respeito, e tinha feito voz grossa, de ameaça, talvez para disfarçar o medo. O Braga, mesmo sem ganhar na Luz (para o campeonato) há largas dezenas de anos, é sempre um adversário complicado para o Benfica. E o primeiro jogo é sempre especial, tem sempre qualquer coisa de incerteza e, muitas vezes, alguns fantasmas.

Na primeira parte houve algumas semelhanças com o jogo da supertaça de sábado passado, com o Vitória de Guimarães. Também dois golos, também pela dupla Sferovic/Jonas, e também praticamente nas duas primeiras oportunidades. Desta vez mais espaçados, e mais tardios. O primeiro, pelo avançado suíço, ao findar o primeiro quarto de hora, e o segundo, por Jonas, que igualou Magnusson, com 87 golos, à meia hora de jogo. Para que as semelhanças não ficassem por aqui, o Braga reduziu para 2-1 mesmo em cima do intervalo, na segunda vez que chegou à baliza do Benfica.

O mesmo de sempre. Um golo naquelas condições, mesmo à saída para as cabinas, mais do que deixar o resultado em aberto, deixa sempre no ar a possibilidade de uma reviravolta no jogo. E essa ameaça até chegou por momentos a ganhar forma, quando o Braga introduziu a bola pela segunda vez na baliza de Varela. Mas em fora de jogo, não contou. Confirmou o vídeo-árbitro, que só não confirma os penaltis a favor do Benfica. Ficou mais um por marcar…

Mas o que se viu foi outra coisa. O que se viu foi um Benfica ainda melhor, com períodos de grande brilhantismo, com suculentos nacos de bom futebol entremeados numa fantástica dinâmica de controlo do jogo. O que se viu foi que o campeão voltou, mesmo sem nunca ter ido embora. O 3-1 – Salvio fez o terceiro a mais de meia hora do final - soube a pouco para tanto futebol.

Os jogadores do Braga correram muito, especialmente atrás da bola. E das canelas – canelas, calcanhares, pernas e até cabeças – dos jogadores do Benfica. Que o digam Cervi, Sferovic, Jonas ou Eliseu. A correr assim – e sabemos que assim não será – o Braga vai dificultar muito a vida aos adversários. Mas, a bater assim, contra outros adversários, corre sérios riscos de nunca acabar com 11 jogadores em campo. É que, o que lhes perdoam contra o Benfica, não lhe perdoam em nenhum outro jogo.

No fim fica a festa, que seria ainda maior se o miúdo Diogo Gonçalves, que entrara para substituir o Cervi a dez minutos do fim, tem feito aquele quarto golo que teve nos pés. E a certeza que o campeão está vivo!

Supertaça: o XX do capitão

 

Aí está de volta o futebol de competição. E aí está o Benfica de volta às conquistas, parece que agora de pazes feitas com a Supertaça.

A primeira resposta que se esperava deste jogo em Aveiro tinha exactamente a ver com a imagem que o Benfica trazia da pré-época que, como se sabe, deixava algumas preocupações. Começando por aí, deve dizer-se que a resposta não foi categórica e inequívoca. O jogo não disse que o Benfica da pré-época não passou de uma núvem passageira, mas também não disse, nem ninguém esperaria que o dissesse, que a equipa tem todos os problemas resolvidos.

Na primeira parte até chegou a parecer que sim. Aos dez minutos o já Benfica tinha marcado por duas vezes - Jonas e Sferovic, nas duas únicas oportunidades, é certo - e tinha o adversário completamente subjugado. O Vitória estava no tapete, e toda a gente se lembrava daquele jogo do título, daqueles 5-0 da Luz.

Já quase ninguém se lembrava de Nelson Semedo nem de LIndelof. E até o Varela fazia questão de jogar à Ederson, quase sempre bem sucedido. Só que as oportunidades de golo, tão soberbamente aproveitadas nos primeiros dez minutos, passaram a ser esbanjadas, algumas por excesso de arte, e lá vem aquela velha máxima do futebol: "quem não marca, sofre". E à beira do intervalo, num lance esquisito, caído do céu mas em que estiveram bem presentes os tais problemas na defesa, o Vitória fez o golo. E saiu para o intervalo com um resultado notoriamente lisongeiro.

Admitia-se que aquele golo, ressuscitando a equipa vimaranense, e trazendo-a de novo para a discussão do resultado, fosseum tónico para a segunda parte. Se os primeiros dez minutos - outra vez os  os primeiros dez minutos - pareciam desmentir essa tese, com o Benfica a voltar a desperdiçar duas claras oportundades de golo, a partir daí confirmou-se em absoluto. Os últimos 5 minutos do primeiro quarto de hora, e todo o segundo, foram de clara supremacia vitoriana. O Benfica quebrou fisicamente, e os jogadores de Guimarães ganhavam todas as bolas divididas, todos os ressaltos e chegavam sempre primeiro. E o empate esteve à vista, em uma ou duas ocasiões.

No último quarto de hora o Benfica voltou a ficar por cima e fechou o jogo com o terceiro golo, agora por Jimenz, acabado de entrar para render o tantástico, mas já esgotado, Jonas. Antes, tinham entrado Filipe Augusto, que continua a não convencer, mas que permitiu outra liberdade a Pizzi, o melhor da época passada e, para não deixar dúvidas, o melhor da Supertaça. E Eliseu, para substituir Grimaldo, de novo lesionado.

Merecem ainda referência os adeptos, e os de Guimarães voltaram a ser fantásticos, e o velho Luisão. A partir de hoje o jogador do Benfica com mais troféus. À capitão. À grande capitão!

 

 

Boa de contas

Resultado de imagem para maria luis albuquerque à beira de perder o mandato

 

Parece que a deputada Maria Luís Albuquerque falta que se farta. Não admira, tem mais que fazer... Tem mais coisas para fazer, e mais importantes.

Ficou a uma falta de perder o mandato. O que, ao contrário do que muitos por aí diziam, prova que a anterior ministra das finanças sabe fazer contas. Bem certinhas, e com grande rigor: nem mais uma. Nem menos!

Notícia e não notícia

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Na sequência da fantochada eleitoral de domingo na Venezuela, foi notícia que a administração americana congelou todos os bens de Maduro nos Estados Unidos. 

Não me parece que seja notícia. Notícia é Maduro ter bens e contas na América. Porque, para a esconder, Maduro fazer que "no pasa nada", fazendo-se de parvo e de ainda mais ignorante do que é, também já não é notícia.

Cristiano Ronaldo não merecia passar por isto

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Cristiano Ronaldo foi ao Tribunal, na qualidade de investigado, para ser ouvido - diz-se que mais para ser espremido que propriamente ouvido - sobre os crimes fiscais que as autoridades fiscais espanholas lhe tentam imputar.

Percebe-se que a coisa não terá corrido lá muito bem. Sabe-se que terá dito à juíza que só ali estava por se chamar Cristiano Ronaldo, o que, evidentemente, não podia agradar à senhora magistrada. Que não se terá ficado pelo simples e resignado: "olhe que não, olhe que não Sr Cristiano..." Foi certamente por isso, por as coisas não terem corrido muito bem, que deixou pendurados 200 jornalistas de todo mundo, entregando o palanque especialmente montado para o efeito à saída do Tribunal a um personagem meio descomposto que, sem jeito, se limitou a comunicar que o Sr Cristiano estava a caminho de casa.

Esta é a espuma que corre, lado a lado com quadro da moldura penal.

Dentro da complexidade natural destas coisas, acrescida da complexidade que, por razões óbvias, sempre se lhes quer acrescentar, não será muito difícil explicar que Cristiano Ronaldo, sobre os tais rendimentos de direitos de imagem, não pagou impostos entre 2010 e 2013, pagando-os todos em 2014, como rendimentos de capital, através de uma sociedade que o fisco espanhol diz ter sido constituída para o enganar. 

E que, nisto tudo, a única coisa que haverá para discutir é a natureza dos rendimentos: se são de capital, como foi o objecto de liquidação, ou de trabalho. Se o sujeito passivo fosse o atleta, não haveria dúvidas. Sendo uma sociedade, até em função do enquadramento da sua actividade, já as poderá haver. Tudo o resto são factos susceptíveis de prova. É, evidentemente, possível provar se os rendimentos apenas foram "postos à disposição" em 2014, como argumenta a defesa de Cristiano Ronaldo. Ou se, pelo contrário, foram pagos (ou "postos à disposição") ao longo dos anos anteriores. Mais fácil será provar a data de constituição e a actividade declarativa da sociedade que o fisco espanhol diz ter sido constituída para o burlar, e que a defesa garante utilizar desde Manchester, e portanto antes de se ter tornado contribuinte espanhol.

À parte de tudo isto, sobra a certeza que Cristiano Ronaldo não merecia estar a passar por uma situação destas. E a dúvida se terá o melhor retorno dos milhões que certamente paga para estar bem assessorado.

 

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