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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sentimento de alívio*

 

 

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Na semana em que a selecção nacional garantiu o apuramento para o próximo campeonato do mundo de futebol, na Rússia. E em que o governo catalão declarou e suspendeu, segundos depois, a independência da Catalunha, a notícia é o despacho de acusação do Ministério Público na chamada Operação Marquês. Ou não seja este o maior e mais palpitante processo da nossa história judicial.

Finalmente! Dirá a grande maioria das pessoas, uns num sentimento de alívio, outros de enfastiamento.

Compreendo o primeiro, não aceito o segundo. Pela simples razão, que facilmente se percebe, da enorme complexidade da matéria investigada e da qualidade dos acusados, todos da elite política e empresarial do país. Tudo gente que, tendo ou não feito as coisas de que estão acusados, sabe como se fazem. E tem todos os meios para as fazer. Não são meros pilha galinhas, gente desprevenida, descuidada ou desprovida.

Aquilo que é conhecido, e que de alguma forma fomos conhecendo – nem sempre da forma mais edificante - ao longo destes últimos três anos, a ponto de hoje o despacho de acusação não nos apanhar de surpresa, é suficiente para percebermos o grau de sofisticação usado na prática dos crimes objecto de acusação: 31, só à conta de José Sócrates. E consequentemente das dificuldades da investigação.  

Daí que entenda este “finalmente” como um grande sentimento de alívio. De alívio por saber que a Justiça dispõe de recursos para desatar os nós mais complexos, labirínticos e apertados. Mas também de alívio – por muito politicamente incorrecto que possa ser - por ter chegado a uma acusação. A pior coisa que poderia ter acontecido à Justiça e à democracia portuguesa era o arquivamento deste processo por absoluta falta de provas

Segue-se agora a inevitável instrução, já requerida. E depois o julgamento dos crimes que permaneçam acusados, com todas as manobras dilatórias que já poderemos adivinhar, e que muito certamente arrastarão o julgamento muitos anos, no maior teste de sempre à Justiça portuguesa.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Estas televisões dão para tudo!

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Já não nos bastava que as televisões pagassem a uma catrefada de tipos para tratarem da vidinha. Uns a destilar veneno da bola, outros a lamber as feridas, outros a limparem as nódoas, ou outros a fazerem-se a Belém. Faltava ainda pagar a alguém para apresentar a sua própria candidatura à liderança do partido, com uma hora para arranque de campanha. Com partnaire e tudo!

Já não falta. Estas televisões dão para tudo. E não querem que lhes falte nada!

Deve haver muita coisa para explicar...

 

 

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Terminava ontem o prazo para a ERC se pronunciar sobre a compra da TVI pela Altice. Muito antes de terminar esse prazo, já se sabia que o Relatório técnico - isto é, a avaliação objectiva em função de parâmetros técnicos - entregue à administração deste regulador concluía pela reprovação da compra. 

O parecer da ERC (comunicação social) é vinculativo. O parecer do outro regulador a que o negócio também diz respeito - ANACOM (telecomunicações) - também é negativo. Mas não é vinculativo.

Terminado o prazo para se pronunciar e com sustentação técnica para a decisão, a ERC pediu mais uma semana. Não se percebe por quê.

Diz-se que dois dos três membros da administração estão do lado do parecer técnico.  A ser verdade, Carlos Magno deverá ter muita coisa para explicar...

Olá Rússia, aí vamos nós...

 

Não foi uma grande, grande exibição, mas foi uma grande, grande vitória!

No tal jogo em que não restava alternativa a ganhar, a selecção ganhou bem. E sabe-se que é frequente as coisas não correrem bem quando são postas nestes termos... 

Começaram a correr bem com um golo da Suíça na própria baliza, já muito perto do intervalo. Não se pode dizer que até aí a equipa nacional tivesse justificado a vantagem, as coisas nem estavam a sair lá muito bem, pese embora algumas boas exibições individuais, como Bernardo Silva, William Carvalho ou João Mário. O colectivo não estava brilhante, como brilhante não estava - nem esteve - Cristiano Ronaldo. E sabe-se como a equipa depende dele.

A equipa da Suíça mostrava-se sólida, sabendo bem o que tinha a fazer e, como sempre faz, à espreita de um erro do adversário. Nada de novo, havia assim sido bem sucedida no primeiro jogo, o tal que lhe dava a preciosa vantagem com que hoje se apresentava na Luz, Cheia ... e com Madona!

Com o segundo golo a chegar cedo, na segunda parte, o jogo ficou resolvido, e a exibição da selecção nacional solidificou-se ainda mais. Sem nunca atingir o brihantismo, mas com muita segurança e, aqui e ali, com uma ou outra jogada bem conseguida, e com alguns pormenores de categoria de um ou outro jogador. Cristiano Ronaldo, sem nunca atingir o seu nível, quis chegar ao golo que lhe faltava para, pelo menos, igualar Lewandowski na tabela dos melhores marcadores da fase de apuramento. Sabe-se como dá importância a essas coisas, e isso poderá ter custado dois ou três golos à equipa.

No fim o que conta é o quinto apuramento consecutivo para um Campeonato do Mundo. E mais uma demonstração de que as coisas agora são bem feitas. Já nada é deixado ao acaso, como sempre acontecia. Claro que, ter (bons) jogadores, também ajuda! 

 

 

 

Sete vidas? Só os gatos...

 

 

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A candidatura de Santana Lopes à liderança do PSD é a maior demonstração da lástima em que Passos Coelho deixou o partido.

Santana Lopes não tem, como os gatos, sete vidas. Julga que as tem, tenta convencer toda a gente que as tem, mas não tem. O apoio do aparelho partidário, depois de tão rapidamente se terem esgotado as poucas reservas de que dispunha, o inexplicável conforto da mão do presidente Marcelo, e um certo histerismo mediático, poderão até chegar para convencer os militantes a entregar-lhe de novo o partido. Mas não lhe dão uma nova vida. Nem a ele, nem ao partido!

O Presidente e os partidos. Perdão: O Presidente e o sistema financeiro!

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Marcelo almoçou com Santana Lopes. Quis falar sobre o sistema financeiro. Estava ansioso por falar com Santana Lopes sobre bancos, é bom de ver. Nem podia ser outra coisa...

Marcelo é sempre Marcelo. Nunca conseguirá deixar de o ser, por muito que jure que o Presidente da República não pode, nem deve, interferir nos partidos. O Presidente não deve, mas Marcelo pode!

Clarificação política

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Não há fim de semana sem grandes entrevistas, sempre comungadas por uma estação de rádio e um jornal, que as televisões, depois, amplificam até à exaustão.

Neste fim de semana chegou a vez de Campos e Cunha (Antena 1/Jornal de Negócios) e de Assunção Cristas (TSF/Diário de Notícias). 

Claro que - ladies first - a senhora continua em euforia eleitoral, que provavelmente manterá enquanto não lhe disserem que o resultado eleitoral do seu partido foi um verdadeiro desastre. Mas fez uma revelação importante para a clarificação da situação política em Portugal, quando disse que no CDS não há qualquer espaço para acordos com o PS.

Pode parecer que não tem nada de novo, ou que nem sequer seria de esperar outra coisa, mas não é bem assim. O CDS de Paulo Portas era um partido pouco fiável, à imagem do líder, sempre a correr de um lado para o outro, à procura da melhor oportunidade para reservar um lugar à mesa do poder. Tão pouco fiável que vestiu muitas vezes a pele da traição: Marcelo que o diga.

Com a oficialização desta posição de princípio, Cristas disse claramente ao PS que não tem mais espaço para alianças fora do dos seus actuais parceiros, e clarificou de vez o espectro político. O que é sem dúvida bom: em política não há nada melhor que a clarificação!

Ao contrário, não há nada pior que o ziguezague oportunista, que se percebe na entrevista de Campos e Cunha. Dizer, referindo-se à política económica do anterior governo, que "o Tribunal Constitucional salvou a economia", sem se importar que a toda a gente se lembre que sempre esteve na primeira linha de defesa do modelo de Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, é apenas mais do mesmo.

Mais do pior que os piores têm para dar ao debate político!

 

Agora é ganhar, ou ganhar!

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A selecção nacional de futebol vai discutir, com a da Suíça, o apuramento para o Mundial da Rússia do próximo ano, na próxima terça-feira, no Estádio da Luz. Porque hoje ganhou, em Andorra, a um adversário que, não sabendo jogar à bola, e num campo esquisito, se previa complicado.

E foi. Sabe-se que, a quem não sabe jogar à bola, tudo serve para dar pontapés. Nem precisa de duas balizas, basta-lhe uma - aquela em que não quer que a bola entre. Mas também a selecção portuguesa estava condicionada por circunstâncias que tornariam o jogo ainda mais complicado, especialmente pela sua constituição inicial, marcada por meia dúzia de jogadores, entre os quais Cristiano Ronaldo, no limite dos cartões amarelos, em risco de serem excluídos do próximo e decisivo jogo com a Suíça. 

Dir-se-á que, para ganhar à selecção de Andorra, qualquer que seja a equipa nacional dá. É verdade, mas os melhores resolvem senpre melhor os problemas que têm pela frente. Por isso Fernando Santos teve mesmo de lançar mão de Cristiano Ronaldo, no arranque da segunda parte. Nunca se poderá provar que, sem o melhor do mundo - não gosto nada de expressão, mas vá lá... -, Portugal ganharia o jogo. Mas a verdade é que foi ele a marcar o golo que desbloqueou a partida - e já lá iam 66 minutos - e que a qualidade do jogo da selecção subiu claramente depois da entrada de Cristiano Ronaldo. E que o André Silva, que até aí parecia que nem sabia jogar à bola, passou a ser outro jogador. Ao ponto de marcar o segundo, que a 10 minutos do apito final fechou o resultado.

E pronto. Agora é esperar pela Suíça, e esperar que só haja as duas hipóteses que Fernando Santos coloca: ganhar ou ganhar!

Porque os helvéticos até agora só ganharam: nove vitórias. A primeira no tal jogo inicial com a selecção nacional, recém campeã da Europa, e sem Ronaldo... Com mais golos marcados e menos sofridos que o adversário de terça-feira, a Portugal basta ganhar para assegurar o primeiro lugar no grupo de qualificação, e garantir desde já, sem os sobressaltos do play-off, a presença na Rússia.

 

Fantasmas eleitorais*

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No domingo passado fomos a votos, e decidimos a quem entregar os destinos das nossas terras para os próximos quatro anos.

Para trás ficaram vitórias e derrotas, egos inchados e egos mingados, muitas campanhas sujas e negras, e poucas elevadas, limpas e dignas. E ficaram os cartazes. Todos, dos mais mal-amanhados aos mais bem conseguidos. Muitos, deprimentes. Outros – poucos – norteados pela criatividade e bafejados por algum bom gosto. Ficaram e por aí continuam. Por muito tempo, como mais um subproduto dos fantasmas eleitorais.

E muitos foram os fantasmas destas autárquicas. Uns derrubaram lideranças partidárias. Outros ficaram-se pelo seu papel natural, e limitaram-se a assustá-las. Outros ainda, reforçaram-nas.

Que o digam Pedro Passos Coelho, Jerónimo de Sousa ou Assunção Cristas…

Para quem esperava e anunciava o diabo, ser apeado por um simples fantasma, será certamente frustrante. Quem duvidava do caminho, assustado pelo fantasma, vai querer voltar para trás. Mas quem encontra um fantasma protector, que lhe tapa a miséria e lhe realça a graça, não o quer perder de vista e só quer que a festa dure.

Mas sempre e só fantasmas. Como em Loures, onde o fantasma não passou disso, ou em Oeiras, onde ganhou vida.

E, com tantos fantasmas, bem dispensávamos a fantasmagórica pegada ambiental que os cartazes deixam nas ruas e praças deste país, a apodrecer ao sol e ao vento. Como não vamos lá pelo civismo, teremos que lá chegar pela força da lei: para quando uma lei a obrigar a limpar o lixo eleitoral em tempo higiénico?

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Sem surpresa

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Os bancos e as grandes empresas sedeadas na Catalunha estão a anunciar (ameaçar?) deslocar as suas sedes para outras regiões de Espanha. O pontapé de saída foi dados pelos bancos, com o Sabadel na frente, logo seguido do CaixaBank, o dono do BPI e, com o Santander e o BBVA, um dos maiores bancos espanhóis. Seguem-se-lhes muitas multinacionais: a primeira foi a farmacêutica Oryzon Genomics, mas também  a Nestlé, a Airbnb e a Volkswagen - com três fábricas na Catalunha - já anunciaram as suas intenções. E até algumas das maiores empresas nacionais, como a Gas Natural SDG.

A surpresa é inversamente proporcional à competência de Rajoy. Se não se pode dizer que estas notícias sejam uma grande surpresa, terá de dizer-se que são um enorme atestado da incompetência de Mariano Rajoy. Mais um, se preciso fosse!

O próprio FC Barcelona, o maior símbolo da identidade catalã, e que já se ofereceu para mediar um diálogo que reclama, não poderá deixar de passar por um dramático processo de "deslocalização".

Com estes trunfos, com a provável quebra de 25 a 30% no PIB da Catalunha e a estimada duplicação da taxa de desemprego, de resto até já anunciadas pelo próprio ministro da economia, se outras razões não houvesse - e até havia, e bem fortes, como a corrupção na generalitat que se esconde por trás do referendo - numa campanha normal, democrática e sem incidentes, o triunfo do independentismo seria muito pouco provável.

Ao não perceber isto, e partir para um confronto onde só tinha a perder, Rajoy confirmou-se um político incompente, radical e politicamente cego. Também sem surpresa!

 

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