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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Deslumbramento e limitação de danos

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Os jornais e as televisões não se cansam de nos tentar surpreender com os louvores de Schauble a Portugal que, para que não restassem dúvidas acabou, perante as cãmaras, de se voltar a dirigir a Mário Centeno como o "Ronaldo das finanças".

O próprio Presidente Marcelo que, evidentemente, não podia deixar o assunto por comentar vai, sem surpresa, no mesmo sentido. E salienta, tal como o governo, que até os maiores adversários de país, aqueles que mais dificuldades lhe criaram, se converteram à sua doutrina por obra e graça do milagre das finanças portuguesas.

O deslumbramento não permite a ninguém dar conta do que Schauble realmente diz. Do que quer dizer, e do que lhe interessa dizer. E o que diz, com a expressão "Ronaldo das Finanças" pelo meio a lançar charme, é que o sucesso do governo português é a prova provada do sucesso do programa de ajustamento. Que impôs e que defendeu como mais ninguém. Nem o seu "Messi", o nosso Vítor Gaspar de má memória.

Shauble não está a fazer nada que o seu admirador Passos Coelho não tenha já feito. Ambos anunciaram e desejaram o diabo. Como o diabo não veio, que não vá tudo para o diabo... Foram-se os anéis, que fiquem os dedos, ou a teoria da limitação dos danos.

A única diferença é que Schauble ainda está no poder. E se calhar isso dá-lhe um ar bem menos ressabiado.

Roaming

 

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Hoje é um dia histórico: acaba o roaming na União Europeia!

O roaming, como se sabe, é uma espécie de sobretaxa que os utilizadores de comunicações móveis nacionais pagam fora do seu país. Numa União Europeia de livre circulação de pessoas e bens de qualquer espécie, as comunicações eram a excepção que o lobby das operadoras de telecomunicações tentou prolongar o mais possível.

Mantiveram-na até hoje, 25 anos depois de Maastricht, 20 depois Schengen, e 16 depois de concluído o actual edifício da União Europeia.

Por isso, mesmo que não fique associado a qualquer nome, a qualquer cidade, ou a qualquer Tratado, o dia de ontem vai ficar na História da Europa como o dia em que foi derrubada a última (?) fronteira entre os seus países membros.

Mas, como sempre tem acontecido, não há bela sem se não.

Portugal vende turismo e, para isso, importa turistas. Muito mais do que os que exporta. Quer isto dizer que as operadoras nacionais entendem que saem prejudicadas. E isso nunca pode acontecer. Nas telecomunicações, nas energias, nos bancos…

Por isso as operadoras nacionais já avisaram que são os portugueses a ter que pagar esse diferencial. A não ser que passemos todos a ir embora…

É sempre assim, e o que parece que é bom acaba sempre por não o ser. Também nisto do roaming

Fiscalidades

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Depois de Messi, Cristiano Ronaldo não podia ficar atrás, e lá tem também os seus "quês" com o fisco espanhol. Nem podia ser de outra forma...

O que vale é que não é a mesma coisa, dizem os entendidos. Messi "evadiu" mesmo. Cristiano fez o que é normal fazer-se nas circunstâncias, que é levar "o coiso" a dar uma volta por uma empresa, de preferência numa off-shore. É dar a volta "à coisa", e estaremos de acordo que não seja crime. 

Isso é uma coisa. Outra, é o Lobo Xavier dizer que Cristiano Ronaldo até pagou mais impostos que os exigidos pelo fisco espanhol. Não é preciso tanto. Bem sei que que a "cajadada" tem que ser grande para matar dois coelhos daqueles... Mas ... assim tanto?

Era uma vez...

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A eurodeputada Ana Gomes é uma desbocada. Mário Ferreira, o homem da Douro Azul, é um respeitável empresário. E de sucesso.

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo - outra obra-prima do governo anterior - construiram um navio por encomenda do governo regional dos Açores. Chamaram-lhe Atlântida, não se sabe bem quanto custou, mas teria  um valor de cerca de 50 milhões de euros. 

Certamente coberto de legitimidade, o governo regional dos Açores quebrou o contrato. Depois veio Hugo Chavez... Depois, os Estaleiros, ou o governo de Passos, ou Aguiar Branco, ou lá quem foi, venderam o Atlântida à Douro Azul, por 8,5 milhões de euros. Investir em barcos é, na actividade da  Douro Azul, especialmente centrada no turismo Douro acima e Douro abaixo, um acto de gestão normal. Comprar um equipamento muito abaixo do seu preço de mercado é aproveitar uma oportunidade. Vendê-lo oito meses depois pelo dobro do preço é aproveitar outra.

As investigações não deram em nada. Ana Gomes é uma desbocada. E Mário Ferreira pede ao Parlamento Europeu o levantamento da imunidade parlamentar da deputada... 

Moral da história: uns sabem aproveitar todas as oportunidades, outros nem a de ficar calado...

O furacão francês

 

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Já não há dúvidas: Macron é o furacão que destruiu o sistema partidário francês. 

Em apenas um ano formou um novo partido, tornou-se Presidente da República e passou a dominar por completo a cena política francesa, destroçando socialistas e republicanos, até aqui donos e senhores da política francesa. Nem a extrema-direita de Le Pen escapou.

A França já abanou. Espera-se que o abanão atinja a Europa...

Um lamento: com tanta agitação, não se esperava que fossem tantos os franceses a virar as costas às urnas. Um voto: que emendem isso na segunda volta. O momento histórico por que a França está a passar merece mais, não deve ficar manchado por abstenções de mais de 50%.

Sete anos!

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Já lá vão sete anos. Sete anos de estórias e opiniões, umas vezes simples palpites, outras, meras curiosidades e uma ou outra brincadeira. Sempre no legítimo direito de não ficar calado.

Pois é: o Quinta Emenda faz hoje sete anos.

Começou assim, Começou com a imagem do Speaker`s Corner, do Hyde Park, entretanto desaparecida, engolida pela dinâmica de refrescamento que o tempo naturalmente impõe, mesmo que tenha resistido ao primeiro lifeting.

Não se sabe como vai acabar. Nem quando...

Dama de lata?

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As coisas não correram bem a Theresa May. Tendo herdado o poder há um ano, já por também não terem corrido bem as coisas a Cameron - que, por querer "sol na eira e chuva no nabal", quis brincar aos referendos e saiu-lhe a fava do brexit - quis aproveitar os ventos de feição (as sondagens davam-lhe então vinte pontos de avanço sobre os trabalhistas) não só para se legitimar, como para se reforçar no poder.

Saiu-lhe o tiro pela culatra. Saiu-lhe tudo ao contrário, e nem se pode dizer que tenha sido um azar dos diabos, com aqueles atentados terroristas praticamente sucessivos. É certo que lhe foram assacadas responsabilidades pelo desinvestimento na segurança interna, responsável que foi, na qualidade de ministra do interior, pela significativa quebra no efectivo policial. Foi mesmo apontada a dedo pelo "mayor" de Londres, clara e frontalmente. Mas isso foi só uma parte do seu percurso ziguezagueante, onde disse tudo e o seu contrário. Sendo que tudo era sempre mau de mais, sem que o seu contrário conseguisse ser diferente.

Chegou até - imagine-se - a avançar com a ideia de pôr os mortos a pagar os custos da sua assistência social ... Não era fácil fazer pior. Nem ser pior! 

No meio disto tudo, mesmo assim, o melhor que lhe aconteceu foi mesmo o resultado eleitoral. Que, sendo mau - os resultados, a esta hora, não estão fechados mas não há dúvidas que o Partido Conservador foi o mais votado - foi bem melhor do que o que merecia. 

Parece que a dama de ferro é, afinal, de lata. Dêm os resultados as voltas que (ainda) derem! 

 

O resto é conversa...

   

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Do debate anual de ontem, na SIC, entre o primeiro-ministro em exercício e o auto-proclamado primeiro-ministro sombra, fica o que fica. E o que fica é:

- "Eu não lhe quero estragar o amor que tem aqueles 4 anos"';

- "Parece que só fica contente quando Schäuble critica Portugal";

- “Diga lá um país onde gostasse de viver. Mesmo comigo como primeiro-ministro, diga lá se prefere ir para outro país!”

O resto é conversa...

Nem ética nem vergonha

 

 

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Há em Portugal um naipe de gestores de élite que começou a cair como um castelo de cartas.  Habituámo-nos a confundi-los com as próprias empresas que dirigem, sempre monopolistas, onde acabaram por ir parar sem que se lhes reconhecesse particular especialidade ou especial experiência. E a vê-los condecorados com as maiores comendas que Cavaco tinha à mão.

Estes "super gestores" são gente súper bem paga, que enche a boca com a "defesa do accionista" quando, na verdade, estão apenas preocupados com a sua própria defesa, que cuidam como mais nada e como ninguém. Fazem da gestão um exercício de administração da influência de poder, que lhes flui pela proximidade ao poder político, que cultivam nesse quintal maravilha chamado centrão.

Depois de Jardim Gonçalves, Zeinal Bava, Granadeiro, e tantos outros, António Mexia é uma das últimas cartas desse castelo, e provavelmente a mais flagrante de todas. Concentra tudo: é o mais bem pago, dirige a mais monopolista desses monopólios, dirigiu a empresa sob capital público e continuou a dirigi-la depois de "privatizada" (entre aspas, foi uma privatização que a entregou a um Estado), saiu para o governo, onde contratou com a empresa, para depois regressar e usufruir dos proveitos desses contratos, e cultiva uma imagem de exposição pública - ainda há poucos dias dizia que em Portugal a electricidade não era cara, os portugueses é que tinham casas mal construídas.

Estes "super gestores" são a imagem do país, e de um regime de captura do interesse público. Um regime que permite que o "interesse do accionista" se sobreponha ao da sociedade, e que o do "súper gestor" se sobreponha a todos os outros. 

Já sabíamos que, ao contrário do que, em falinhas mansas e voz bem colocada, sempre pretendem fazer crer, não é a ética que os guia. Não são éticos nos seus salários, não é ético negociar pelas duas partes, não é ética a transumância entre as empresas e os governos que as tutelam...

Ontem, António Mexia voltou a fazer da ética um capacho. Quando um arguido, isto é, uma pessoa sob investigação criminal, surge numa conferência de imprensa com o propósito de prestar esclarecimento público sobre o caso, e apenas fala da empresa e dos incontornáveis, blindados e sempre legais contratos, já não lhe falta apenas ética. Falta-lhe também um mínimo de vergonha!

 

 

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