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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O resto é conversa...

   

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Do debate anual de ontem, na SIC, entre o primeiro-ministro em exercício e o auto-proclamado primeiro-ministro sombra, fica o que fica. E o que fica é:

- "Eu não lhe quero estragar o amor que tem aqueles 4 anos"';

- "Parece que só fica contente quando Schäuble critica Portugal";

- “Diga lá um país onde gostasse de viver. Mesmo comigo como primeiro-ministro, diga lá se prefere ir para outro país!”

O resto é conversa...

Último capítulo?

 

Resultado de imagem para pierre moscovici e mário centeno a rir

 

Como era bom de ver, e ontem aqui previra, o presidente Marcelo ganhou protagonismo no folhetim que há semanas domina os tops mediáticos. Não esperava que fosse tão cedo, ainda no mesmo dia, mas não havia volta a dar: depois de "picado" daquela  forma pelo verdadeiro argumentista da coisa, o presidente teria de sair a terreiro. Não podia ser de outra maneira, e lá teve Mário Centeno de se prestar àquela figura.

O diabo - que afinal existe, mesmo que não esteja de muito boas relações com Passos Coelho - é que de Bruxelas vem música, da melhor, para os ouvidos de António Costa e Centeno. O diabo parte mesmo de Bruxelas, mas vai na direcção errada: ninguém imaginaria que em tão pouco tempo as coisas ficassem viradas do avesso.

Bem podem berrar os vazios e estridentes rapazolas do CDS e do PSD. Bem podem colunistas e comentadores não falar de outra coisa. Bem pode até o presidente, "picado", fazer agora umas ameaçazitas. Enquanto Bruxelas mantiver este sentido de oportunidade Centeno pode dormir descansado. E até finalmente sonhar com o último episódio do folhetim que tanto tem excitado as élites da opinião publicada...

Mais um capítulo ou um capítulo a mais?

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Quando julgávamos que o último capítulo da novela da contratação de António Domingues para a administração da Caixa Geral de Depósitos se intitulava "mentiu/não mentiu", ou "há documentos escritos/ não há documentos escritos", eis que, para segurar audiências e aprofundar o suspense, o argumentista acaba de lhe acrescentar mais um: "O Governo manipulou a data de publicação do decreto-lei".

A forma como tem dirigido a telenovela revela o dedo apurado argumentista. Um verdadeiro mestre: quem é que acredita que só agora, no ponto mais alto do capítulo ainda em cena, Marques Mendes tivesse reparado que o D.L nº 39/2016 fora aprovado em Conselho de MInistros em 8 de Junho, promulgado pelo Presidente em 21 de Junho, e apenas publicado no Diáro da República em 28 de Julho?

É certo que o guião ajuda. E ajuda especialmente na parte em que Antóno Costa, a quem se exigia muito mais dedo para a ética política do que para a habilidade politiqueira, perdendo todas as oportunidades para a introdução de um ponto de ordem na mesa deste descalabro, abriu caminho à bola de neve, cada vez mais difícil de parar.

Já ninguém consegue dizer que este seja o último capítulo da telenovela. Não me parece, e admito até que nas cenas dos próximos capítulos surja uma personagem com mais protagonismo. Basta que lhe apresentem uma assinatura num papel...

Os erros pagam-se. E este só não sairá muito mais caro porque, mesmo com o seu exército espalhado pelas televisões e  jornais, a oposição se resume àqueles vinte minutos dominicais de Marques Mendes. E aos seus interesses políticos pessoais...

As costas de Costa

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António Costa não quis comentar a demissão de António Domingues. Não devia. Estava  mesmo obrigado a fazê-lo. Fosse onde fosse. Fosse em que circunstâncias fosse. 

Já tinha conhecimento da demissão desde a passada sexta-feira, e tinha obrigatoriamente de estar preparado para ser questionado onde quer que fosse. Este não é um fait divers, é o mais importante problema do país neste momento!

Há momentos em que um primeiro-ministro não pode virar costas.

A vergonha que faz de nós liliputianos

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A integração da Guiné Equatorial, do ditador Obiang, na CPLP não é apenas a maior vergonha de sempre da política externa portuguesa. É, em cada cimeira, o descrédito total dos nossos orgãos de soberania, seja quem for que em cada momento os esteja a ocupar... Nem Marcelo, nem António Costa -  dois dos políticos com maior capacidade para lidar com  o incómodo político -  consequem esconder o desconforto e evitar o constragimento que os encolhe.

A viagem de Obiang até Fátima, em 2017, confirme-se ou não, já provou isso mesmo. Que até Marcelo e Costa perdem todo o jeito que incontestavelmente têm para a política... E ficam pequeninos. Liliputianos!

É outra atitude...

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Isto pode até vir a correr mal. É bem provável que venha a correr mal. Mas ... Caramba,  é bem mais nobre levantar a voz que baixar as calças!

Nem que os resultados sejam os mesmos - e já vimos onde nos deixaram os que baixaram as calças, também chamados de bons alunos - este ar é bem mais respirável. Mesmo que não nos deixem respirá-lo!

É outra atitude... Por mim, saúdo-a.

 

Esconder as palavras

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Ninguém poderia esperar que os representantes máximos do Estado condenassem a escandalosa contratação de Durão Barroso pelo Goldman Sachs. Tinham razões para o fazer, mas sabíamos que não o fariam.

Podiam ter dito que não ajuda nada a União Europeia - nunca ajudaria mas, nas actuais circunstâncias, pior ainda - esta porta directa para a alta finança mundial que põe e dispõe deste planeta. Que é o expoente máximo da promiscuidade entre poder financeiro e o poder político. Ou, numa dimensão mais doméstica, lembrarem que há um contencioso de muitos milhões entre Portugal (através do Banco de Portugal, no quadro da resolução do BES) e o Goldman Sachs, que tinha já motivado a contratação de José Luís Arnaut, por sinal o mais indefectível dos barrosistas.

Podiam ter dito isto e muito mais. Mas não disseram!

É certo que o lacónico o voto de felicidades de António Costa não escondeu o que a sua expressão facial dizia, mas nem sempre o gesto é tudo. Faltaram as palavras. Faltaram palavras que certamente o primeiro-ministro teria encontrado, se as tivesse procurado.

Palavras que o Presidente Marcelo encontrou, o que não surpreende - esse nem precisa de as procurar, parece que são elas que o procuram a si. Que também não esconderam, elas próprias, o evidente incómodo do Presidente da República.

Ambos têm consciência da gravidade do acto de Durão Barroso. Ambos, na realidade, o condenam. Mas ambos fugiram à responsabilidade de o dizer. António Costa atrás da expressão facial, e Marcelo Rebelo de Sousa atrás das palavras que encontrou: "Isso já não compete ao Presidente da República avaliar."

Compete. Compete, sim. Mais do que de "gostar de ver portugueses reconhecidos em lugar cimeiros" - todos gostamos, não somos invejosos. O que não gostamos é de ver  este português reconhecido naquele lugar cimeiro. E não gostamos que o Presidente da República compare este topo com os da ciência, da cultura e das artes. Porque este é um topo envenenado!

 

Trocar de pneus

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Vem aí o Programa de Estabilidade a apresentar em Bruxelas. E com más notícias, que o governo está já a dar aos parceiros que o vão segurando.

Não se percebeu muito bem o que foi António Costa fazer a Atenas logo no início da semana. Nada do por lá se ouviu fazia muito sentido, e quanto a eficácia ... menos ainda. Percebe-se agora que foi perguntar a Tsipras como é que se anda tanto para trás sem cair. Como é que se recua tanto sem trocar os pés...

Tsipras tem um capital de experiência nessa matéria que António Costa acha que não pode desperdiçar. Recuou, recuou, recuou e não caiu. Conseguiu ir-se aguentando...

Já ninguém se irá admirar muito que dentro de pouco tempo a geringonça troque de pneus. Ou de rodas...

Trapalhadas

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Começaram as trapalhadas. Já não há dúvida nenhuma que o dossier Diogo Lacerda Machado é uma grande trapalhada.

É amigo, o maior amigo, do primeiro-ministro, e essa é, na óptica de António Costa, a mais insuspeita das suas qualificações. Afasta-o de qualquer limitação. Estranho!

Não integra o governo, nem é assessor. Nem foi recrutado para o gabinete do primeiro ministro. Estranho!

Já negociou em nome do governo em pelo menos três temas importantes: na reversão do negócio de privatização da TAP, nas negociações com os chamados lesados do ex-BES, e na intermediação para resolver a questão accionista no BPI. Mas sem qualquer competência formal para isso, sem poderes para o(s) acto(s), na gíria do notariado. Estranho!

Parece que também já estivera na negociação da ruinosa operação de manutenção que a TAP adquiriu no Brasil. Menos estranho...

E depois de toda a polémica, António Costa diz que, e apenas para que o seu trabalho não seja desvalorizado, é contratado por dois mil euros mensais... Até ao final do ano.

Se não é estranho, é trapalhada a mais. E que bem dispensavamos agora coisas estranhas... Melhor, muito melhor ainda, dispensavamos tanta trapalhada. 

 

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