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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Tudo na mesma. Cada vez mais na mesma...

Não há duas sem três: Benfica volta a 'escorregar'

 

Outra competição. Outros jogadores. Mas tudo confrangedoramente na mesma.

O mesmo início de jogo, de novo a deixar a ideia que a equipa queria mudar o destino. O mesmo golo cedo. Depois, o mesmo... O vazio. A mesma confrangedora falta de qualidade de jogo, a mesma incapacidade de tirar o que quer que seja do jogo. O mesmo terror, à medida que, depois do golo, os ponteiros do relógio avançam no jogo. A mesma fatalidade.

Não seria previsível que com outros jogadores, menos rodados e supostamente de menor valia, pelo lado da qualidade de jogo, as coisas corressem melhor. Mas seria de esperar que esses jogadores quisessem mais, que lutassem mais. E com mais querer, lutando e correndo mais, era de esperar que o Benfica pelo menos ganhasse o jogo.

Nada disso, Os jogadores do Braga quiseram mais, lutaram mais e foram, todos, melhores que os do Benfica. Não sei se houve um jogador do Benfica tenha sido melhor que o seu adversário da mesma posição. Na maior parte dos casos foi gritante a superioridade dos que vieram de Braga.

Não se percebeu qual seria a ideia de Rui Vitória ao colocar Samaris e Filipe Augusto. Talvez tenha sido para calar os adeptos que reclamam o grego em vez do brasileiro. Para lhes mostrar que, entre os dois, que escolha o diabo... Samaris é um poço de faltas. Filipe Augusto, outro. Os dois juntos.... a boca do inferno.

Rafa, é o desespero. É um caso sério de destruição de valor. Gabriel Barbosa, é mais um caso que não tem explicação. Salvou-se o Krovinovic!

Rui Vitória é que não. E começa a ficar difícil salvar-se... O discurso está ao nível da qualidade de jogo: insuportável!

Campeão à campeão

 

 

Estádio da Luz cheio que nem um ovo, como já é costume. Colo, colinho, muito colinho no arranque de mais um campeonato, que poderá ser o 37. O penta, que hoje começou a nascer no imaginário benfiquista.

Festa na Catedral, de novo. Uma festa que os benfiquistas não querem largar. A supertaça ainda nem pó apanhou, e a pré-época já lá vai. Já ninguém se lembra dela, nem das nuvens que pareciam ameaçadoras.

O adversário era de respeito, e tinha feito voz grossa, de ameaça, talvez para disfarçar o medo. O Braga, mesmo sem ganhar na Luz (para o campeonato) há largas dezenas de anos, é sempre um adversário complicado para o Benfica. E o primeiro jogo é sempre especial, tem sempre qualquer coisa de incerteza e, muitas vezes, alguns fantasmas.

Na primeira parte houve algumas semelhanças com o jogo da supertaça de sábado passado, com o Vitória de Guimarães. Também dois golos, também pela dupla Sferovic/Jonas, e também praticamente nas duas primeiras oportunidades. Desta vez mais espaçados, e mais tardios. O primeiro, pelo avançado suíço, ao findar o primeiro quarto de hora, e o segundo, por Jonas, que igualou Magnusson, com 87 golos, à meia hora de jogo. Para que as semelhanças não ficassem por aqui, o Braga reduziu para 2-1 mesmo em cima do intervalo, na segunda vez que chegou à baliza do Benfica.

O mesmo de sempre. Um golo naquelas condições, mesmo à saída para as cabinas, mais do que deixar o resultado em aberto, deixa sempre no ar a possibilidade de uma reviravolta no jogo. E essa ameaça até chegou por momentos a ganhar forma, quando o Braga introduziu a bola pela segunda vez na baliza de Varela. Mas em fora de jogo, não contou. Confirmou o vídeo-árbitro, que só não confirma os penaltis a favor do Benfica. Ficou mais um por marcar…

Mas o que se viu foi outra coisa. O que se viu foi um Benfica ainda melhor, com períodos de grande brilhantismo, com suculentos nacos de bom futebol entremeados numa fantástica dinâmica de controlo do jogo. O que se viu foi que o campeão voltou, mesmo sem nunca ter ido embora. O 3-1 – Salvio fez o terceiro a mais de meia hora do final - soube a pouco para tanto futebol.

Os jogadores do Braga correram muito, especialmente atrás da bola. E das canelas – canelas, calcanhares, pernas e até cabeças – dos jogadores do Benfica. Que o digam Cervi, Sferovic, Jonas ou Eliseu. A correr assim – e sabemos que assim não será – o Braga vai dificultar muito a vida aos adversários. Mas, a bater assim, contra outros adversários, corre sérios riscos de nunca acabar com 11 jogadores em campo. É que, o que lhes perdoam contra o Benfica, não lhe perdoam em nenhum outro jogo.

No fim fica a festa, que seria ainda maior se o miúdo Diogo Gonçalves, que entrara para substituir o Cervi a dez minutos do fim, tem feito aquele quarto golo que teve nos pés. E a certeza que o campeão está vivo!

O jogo chave e a chave do jogo

 

 Mitroglou

 

Este era um dos jogos chave deste campeonato. Não tanto por ser em Braga, nem por ser já um clássico de elevado grau de dificuldade para o Benfica, até porque este Braga está muito à imagem de Jorge Simão: é mais bazófia. Este era, para o Benfica, um dos mais decisivos jogos deste campeonato mais pelas circunstâncias externas do que pelo próprio jogo.

No estado em que as coisas estão, nesta altura do campeonato – aqui a expressão ganha todo o propósito –, as fichas caíam todas em cima deste jogo. O Porto, jogando na sexta-feira, tinha ganho e passaria para a frente desde que o Benfica não ganhasse. A actualidade da arbitragem, a fustigar sistematicamente o Benfica desde a última jornada da primeira volta e a beneficiar o Porto, muitas vezes de forma escandalosa, também faz das coisas o que elas são.

E vale a pena começar por aí. Esta XXII segunda jornada confirmou tudo o que tem vindo a acontecer desde o início do ano. Começou logo pelas nomeações, com o árbitro que abriu as hostilidades – Luís Ferreira, o tal dos três golos do Boavista – posto a dirigir o jogo do Porto, com o Tondela, e com o que expulsou e fez castigar Rui Vitória, Tiago Martins, mandado para Braga. E o que se viu no Porto foi por demais escandaloso, com o árbitro a desbloquear, nos últimos minutos da primeira parte, um jogo que não estava a correr de feição. Depois de lhes perdoar ao Porto um penalti claro, ofereceu-lhe um, inexistente. Depois de evitar a expulsão ao central portista, Filipe, expulsou um jogador do Tondela, numa jogada em que não só não cometeu nenhuma infracção como foi até agredido. Jogar contra dez já faz parte do guião do Porto. Já em Braga, nos primeiros vinte minutos do jogo, o árbitro não veria dois penaltis a favor do Benfica – carga sobre o Salvio dentro da área e, depois, um corte de um defesa bracarense com a mão – mas veria um fora de jogo inexistente para anular um golo limpo a Mitroglou.

Por todo este estado de coisas, que pelos vistos está para ficar, para o Benfica, até ao fim, todos são jogos chave.

O Benfica entrou bem, a fazer lembrar o jogo da época passada, que ficou resolvido nos primeiros vinte minutos, mesmo que sem a mesma exuberância. Foi, mesmo assim, o melhor período da equipa e não tivesse sido o já referido dedo do árbitro – não se ficou por aí, por duas vezes interrompeu ao Benfica lances prometedores, como agora se diz, para assinalar faltas ocorridas lá atrás, em benefício claro ao infractor – o jogo teria voltado a ficar resolvido bem cedo.

Mas como os penaltis não foram assinalados, o golo de Mitroglou não valeu e noutra ocasião o grego, só com o guarda-redes pela frente, na pequena área, rematou por cima, o jogo fechou-se. O Benfica, sempre com muito mais bola, não voltaria a ter grandes ocasiões para marcar. Nem o Braga, com uma única oportunidade em todo o jogo, no remate de Bataglia ao poste.

A segunda parte continuou intensa, com tudo – espaço e bola – muito disputado. O jogo, nem sempre bonito, manteve-se aberto. E emotivo. E sem que se vislumbrassem grandes desequilíbrios, nem mesmo quando o jogo começou a ficar mais partido, nem grande inspiração nos principais artistas, o nulo era uma ameaça séria.

Faltavam dez minutos para os noventa quando, de quem menos se esperaria, saiu o lance de génio que resolveu o jogo. Surpresa só pela forma com “despachou” quatro defesas contrários dentro da área, porque na verdade só Mitroglou tinha a chave do jogo. Só ele podia marcar: o Benfica jogou muito, mas rematou pouco. Bem mais rematou o Braga, que jogou muito menos!

"Não há campeões à quinta jornada"

 

Não foi fácil, como já se sabia, este jogo que levou o Benfica ao topo da classifcação. Foi antes de mais um grande jogo, entre duas excelentes equipas de futebol, com uma primeira parte ao nível do melhor que por cá se pode ver. 

Foi então um jogo aberto, intenso e muito bem jogado por ambas as equipas, com sucessivas jogadas de golo, que ambos os guarda-redes iam negando: Júlio César por três vezes, e Marafona por quatro ou cinco. O intervalo chegaria com a vantagem do Benfica, ditada pelo golo de Mitroglou - a importância de ter um ponta de lança de volta - ia essa primeira parte a meio.

Foi diferente, a segunda metade do jogo. O Braga passou a dividir ainda mais o jogo, aqui e ali um pouco mais arrastado, e sem que o Benfica o tivesse exactamente controlado. Estávamos nisto quando apareceu o segundo golo, convertido por Pizzi, em posição de fora de jogo. Mas só a posição lá estava, o impedimento não: a bola vinha de um adversário, condição que, como se sabe, coloca em jogo o jogador que a receba.

Com esse golo os jogadores do Braga perderam a concentração, fosse porque o tivessem sentido em demasia, fosse por não terem imediatamente percebido a sua legalidade. E então sim, o Benfica passou não só a dominar mas também a controlar o jogo em absoluto, chegando ao terceiro e deixando mais uns tantos por marcar, sempre por força da exibição de Marafona.

Estávamos nisto - um outro isto - com o jogo controlado, os minutos a passar, belas jogadas de futebol a sucederem-se no rectângulo, e todos à espera do golo do miúdo (José Gomes) quando, não se sabe como - ninguém percebeu como foi possível - o inevitável aconteceu. O inevitável não era o golo do Braga que, sejamos justos, até o merecia. Inevitável é o Benfica sofrer um golo. Pelo menos está a sê-lo, e é mau que seja assim. Vá lá rapazes: é tempo de fazer um intervalo. Agora que já lá estamos em cima, façam lá um esforçozinho para manter a baliza inviolável. Pelo menos num jogo!

Até porque, como bem diz o treinador, não há campeões à quinta jornada. Por enquanto é bom estar lá em cima. Óptimo seria de lá não sair mais...

 

 

Pela hora da morte...

 

Está pela hora da morte, o preço das vitórias do Benfica. A coisa está tão afinada que, com os outros ou com estes - o Benfica apresentou-se ao jogo de hoje com uma segunda equipa, mantendo apenas os três titulares que o regulamento obriga: o guarda-redes Ederson, e os miúdos Lindelof e Renato Sanches - nada se altera na equipa. Nem o fio de jogo, nem a dinâmica, nem o ritmo. Nem os golos de Jimenez e de Jonas, que lá teve de entrar. E, como não podia deixar de ser, nem o tal o preço alto a que andam por esta altura as vitórias do Benfica. Quase tão alto como, pelo que se vai percebendo, o preço do empate que corre aí pelo mercado...

E pronto, no dia em que o Leicester - no sofá - celebra a inédita e espectacular conquista do título inglês, e no dia do regresso do velho capitão (não; não é Mário Wilson, é mesmo o Luisão), o Benfica apurou-se para a sua sétima final da Taça da Liga, desta vez chamada CTT. Só faltou a duas!

 

Baile... Hoje foi noite de baile!

 

O Benfica não entrou bem no jogo. Bem, muito bem mesmo, entraram os adeptos, mais de 60 mil, que no minuto de silêncio de homenagem ao magriço e sportinguista Fernando Mendes acabaram por encontrar nas palmas a forma de abafar (o verbo está na moda, lá voltarei) a arruaça de uma meia dúzia. E bem, também muito bem, entrou o Braga, com 10 minutos extraordinários, a superiorizar-se claramente ao Benfica e a criar duas claras oportunidades de golo, uma das quais numa bola ao poste, no primeiro minuto.

A partir daí, e ainda antes de atingido o primeiro quarto de hora, o Benfica conseguiu libertar-se daquela teia, subiu no terreno e começou a pressionar o adversário logo à saída da sua área, invertendo por completo o que vinha sendo o jogo. Os erros, e os passes falhados na primeira fase de construção, que até ai tinham atingido o Benfica, passaram a acontecer no outro lado. Quando, aos 17 minutos, surgiu o primeiro golo, exactamente em consequência directa dessa pressão alta, já o Benfica tinha recuperado duas ou três bolas nas mesmas circunstâncias.

A partir daí o Benfica abafou - lá está o verbo de volta - o Braga por completo, fazendo desaparecer do jogo aquela que, na opinião de muito boa (ou talvez não) gente, era a equipa que melhor futebol pratica em Portugal. E fazer isso, fazer eclipsar a excelente equipa do Braga, é coisa que ainda se não tinha visto por cá.

No regresso para a segunda parte o Benfica refinou ainda mais o jogo, chegando a atingir aquilo que vulgarmente se designa por baile. Foi isso - o Benfica deu baile!

Foram cinco, mais cinco golos da máquina de os fazer, bem poderiam ter sido mais. E um sofrido, de penalti, no último lance do jogo. O penalti que os adversários tanto têm reclamado chegou finalmente. Não foi a pedido, foi mesmo penalti. Desnecessário, evitável, mas penalti. Quando houve razões para um árbitro o assinalar, o penalti aconteceu. Nada de mais. É isso que se pretende, seja um ano ou um jogo depois. O resto, é o resto é conversa de quem vem atrás!

 

A sorte de resolver antes que outros o pudessem fazer

 Sp. Braga-Benfica, 0-2 (destaques)

 

 

Saiu-se bem, o Benfica, desta visita a Braga, onde se começava a construir uma História preocupante, que se acentuara justamente nos seis anos da última dinastia.

O jogo foi interessante, e foi acima de tudo muito competitivo. Com muita intensidade, duro, mesmo. É certo que, ao contrário do que tem sido habitual nestes últimos anos que construiram um novo clássico, desta vez o Benfica teve a sorte que sempre lhe fugiu. Teve acima de tudo a sorte de resolver o jogo antes que o árbitro - o velho conhecido, Hugo Miguel, que já só não é o último moicano porque já  começam a surgir mais novos moicanos - o conseguisse fazer.

Depois, num jogo que teve momentos em que o Braga pressionou o Benfica como nunca tinha acontecido, há espaço para algumas notas. A primeira é que se confirma que o Rui Vitória gosta de jogar  apenas com um ponta de lança, numa linha de 3. Não se sabe é se é Jonas - entenda-se a qualidade extra do jogador, daqueles que têm de jogar sempre - ou alguém de fora que o impede de colcar a equipa a jogar no seu sistema. A segunda é que o miúdo, o Renato Sanches, já mexe com a equipa: ao vê-lo correr como corre, os outros começaram também a correr. Traz outra dinâmica à equipa, é impossível não o perceber. Quem mais foi contagiado - e é esta a terceira nota - foi Pizzi, que hoje até já pareceu que pode muito bem jogar no Benfica.

Mais uma vez não foi assinalado um penalti a favor do Benfica. Já se lhe perde a conta. Mas não admira, o Sporting tem o monopólio desse produto. Em casa ou fora, sempre que não haja outra forma...

Às três é de vez!

Por Eduardo Louro

 

 

Mais do que marcado pelas incidências do pré-match, e em particular pelas encenações de Sérgio Conceição e António Salvador, este Benfica-Braga que encheu a Catedral e assinalou a marca dos 40 mil minutos do capitão Luisão, estava marcado pelos resultados nos dois jogos anteriores. Entre o “não há duas sem três” e o “às três é de vez”!

De tal forma que quando surgiu o primeiro golo, numa bela triangulação concluída com o remate espectacular de Jonas – mais um grande jogo –, ao contrário do que é corrente perante equipas muito fechadas, como voltou a ser o Braga, ninguém teve a sensação que o mais difícil estava feito.

Não houve grande alívio. Afinal o primeiro golo era quase que um mal necessário. Fosse possível chegar a dois ou três a zero sem passar pelo primeiro e todos os benfiquistas dispensariam aquele primeiro golo. Lá estava o não há duas sem três, e toda a gente se lembra bem das sucessivas oportunidades de golo desperdiçadas nos dois jogos anteriores que deixaram único o primogénito.

À medida que o tempo ia passando, sem que o desejado segundo aparecesse, ia-se no entanto percebendo que dificilmente a história se repetiria. O Benfica tinha aprendido a lição, e não deu nunca qualquer hipótese ao Braga. Não marcava – o guarda-redes repetia a sua própria exibição da primeira volta, e a do seu colega russo, na Luz, no fatídico jogo para a Taça de Portugal – é certo, mas o jogo era muito mais maduro.

Na primeira parte os jogadores do Braga, levaram para o jogo a réplica das encenações da semana com Ruben Micael, como sempre, e Salvador Agra no banco, à cabeça. Não há nada a fazer. É assim … Mas só isso – provocações – e defender à frente da sua baliza, que isso o Braga sabe fazer bem.

Na segunda ainda entraram com alguma genica – só isso, nada mais que isso – e os primeiros cinco minutos ainda podiam deixar a ideia que o Braga queria finalmente discutir o jogo. Sol de pouca dura. Voltou tudo ao mesmo, o Benfica ia jogando o seu futebol, atingindo frequentemente o brilhantismo e desperdiçando oportunidades, umas atrás das outras, muitas vezes na mesma jogada. Como sucedeu na sequência do livre a cobrar a falta que deu mais uma expulsão (Tiago Gomes). Que, ao contrário do que pretende muita gente, ainda não é ilegal. Mas pelo que voltou hoje a ver não tarda aí uma lei a proibir a expulsão de adversários do Benfica. Os penaltis já estão!

Para provar que era dia de “às três é de vez”, à entrada do último quarto de hora, chegou o segundo golo Ao terceiro remate para golo, Eliseu foi finalmente feliz. Nos outros dois tinha brilhado o guarda-redes bracarense. Ás três foi mesmo de vez!

Se, fazendo deste o jogo de uma vida, o Braga só joga isto, é muito pouco. Defende bem, sem dúvida, mas é curto… Há gente que quando se põe em bicos de pés desequilibra-se logo!

Coisas estranhas (IV)

Por Eduardo Louro

 

Não admira que observadores do fenómeno do futebol tenham reparado na forma macia, há quem diga subserviente, como o Braga defrontou o Porto, há uma semana. Não admira que a muita gente tenha ficado convencida que o Braga jogou em poupança. Poupando jogadores para o jogo seguinte, muito mais importante. Poupando-os fisicamente e popupando a improváveis cartões amarelos muitos jogadores que estavam em risco de ficar de fora. E sabe-se como a intensidade posta no jogo desgasta fisicamente. E como faz aumentar o risco de entradas mais próximas da penalização disciplinar...

Não admira que o Sérgio Conceição se revolte contra essa gente, e grite nas conferências de imprensa que não admite isso a ninguém, como já gritara há uns meses atrás, por ninguém lhe dar o mérito que ele acha que tem. Não admira que o Sérgio, um rapaz com escola, ignore que este comportamento bracarense nos jogos com os do Porto não é novidade nenhuma. Que tem história...  São muitos anos... E que, com recurso aos velhos métodos da escola, aproveite a circunstância para mobilizar as suas tropas. O que, prova-o também a história, não é tarefa difícil. Até porque - diz-se por aí - o presidente Salvador, á última da hora, triplicou o valor do prémio de vitória!

Não admira que o Braga - o presidente, o treinador, os jogadores e os adeptos - queiram ganhar ao Benfica. E que tudo faça para que não haja duas sem três. Isso é que é competir!

O que admira é que tenha sido o próprio presidente Salvador a dizer em frente às câmaras, logo que terminou o jogo com o Porto, que os jogadores iriam fazer tudo, mas tudo, para ganhar o próximo jogo. Ora isto quer simplesmente dizer que, naquele, não o tinham feito... E isso, Sérgio Conceição não admite a ninguém!

A prioridade é o campeonato...

Por Eduardo Louro

 

... Mas também não era preciso tanto!

Depois de perder em Braga, num jogo que acabou com o mesmo desfecho e na única derrota no campeonato, o Benfica saltou fora da Taça. Desta vez na Luz, onde o Braga só uma vez tinha ganho, já lá vão 60 anos... Este também é um recorde de Jesus, que uma vez, então treinador do Braga, numa visita à Luz e após mais uma derrota disse que, ganhar na Luz, só na playstation.

O jogo não foi muito diferente do do campeonato, em Braga. O Benfica jogou bem, marcou primeiro e foi imensamente superior. Do outro lado um guarda redes, que nem sequer foi o mesmo, que defendeu tudo. E três remates... dois golos, em duas inacreditáveis ofertas. Primeiro de André Almeida, depois do Ola John, que ainda não conseguiu perceber o objectivo do jogo!

Por isso, porque o Braga não foi nenhuma surpresa, Jorge Jesus também tem culpas no cartório. Especialmente quando, ao intervalo, tirou Enzo Perez. Porque perdeu o mais influente e decisivo jogador da equipa - e que, por castigo, nem sequer pode jogar o próximo jogo do campeonato - e porque Pizzi nunca se encontrou. Porque facilitou, e pior que facilitar, transmitiu uma ideia de facilitismo!

É futebol? Se calhar é... E no ano que aí vem já só há campeonato. E Taça da Liga... É pouco, muito pouco para tanto jogador... Estão a perceber?

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