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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Dama de lata?

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As coisas não correram bem a Theresa May. Tendo herdado o poder há um ano, já por também não terem corrido bem as coisas a Cameron - que, por querer "sol na eira e chuva no nabal", quis brincar aos referendos e saiu-lhe a fava do brexit - quis aproveitar os ventos de feição (as sondagens davam-lhe então vinte pontos de avanço sobre os trabalhistas) não só para se legitimar, como para se reforçar no poder.

Saiu-lhe o tiro pela culatra. Saiu-lhe tudo ao contrário, e nem se pode dizer que tenha sido um azar dos diabos, com aqueles atentados terroristas praticamente sucessivos. É certo que lhe foram assacadas responsabilidades pelo desinvestimento na segurança interna, responsável que foi, na qualidade de ministra do interior, pela significativa quebra no efectivo policial. Foi mesmo apontada a dedo pelo "mayor" de Londres, clara e frontalmente. Mas isso foi só uma parte do seu percurso ziguezagueante, onde disse tudo e o seu contrário. Sendo que tudo era sempre mau de mais, sem que o seu contrário conseguisse ser diferente.

Chegou até - imagine-se - a avançar com a ideia de pôr os mortos a pagar os custos da sua assistência social ... Não era fácil fazer pior. Nem ser pior! 

No meio disto tudo, mesmo assim, o melhor que lhe aconteceu foi mesmo o resultado eleitoral. Que, sendo mau - os resultados, a esta hora, não estão fechados mas não há dúvidas que o Partido Conservador foi o mais votado - foi bem melhor do que o que merecia. 

Parece que a dama de ferro é, afinal, de lata. Dêm os resultados as voltas que (ainda) derem! 

 

Brexit day

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Depois de 9 meses de gestação o Brexit ganha hoje vida em forma de carta. A carta, assinada por Theresa May, segue com data de hoje, e é hoje mesmo entregue ao Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Invoca pela primeira vez o artigo 50º do Tratado de Lisboa e traduz-se no primeiro abandono da União Europeia.

A nós - em particular os da minha geração -. habituados ao logo da  vida a só ver gente a querer entrar, soa-nos a estranho ver gente a querer sair. Tão estranho que tivemos muitas dúvidas que os britânicos quisessem mesmo sair - pareceu-nos sempre que depois do referendo ainda haveria espaço para uma reviravolta qualquer.

Não houve, e hoje resta-nos a ideia que, se o referendo se repetisse, o resultado seria o contrário. E a certeza que os danos só a partir de agora começam a ser avaliados... E a quase certeza que muito mais coisas vão mudar no Reino Unido nos 18 meses de negociações que se seguem, antes do abandono definitivo, daqui a dois anos. Muito provavelmente até a sua própria configuração!

Por que é que estão aqui?*

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Cada vez se percebe melhor que o referendo britânico à sua permanência na União Europeia nunca foi mais que um instrumento de luta política palaciana.

Começou com Cameron, que sempre que estava mais atrapalhado se lembrava dele. Até, se calhar enganado pelas sondagens, fazer dele promessa eleitoral.

Não se sabe que efeito terá tido na esmagadora vitória de Cameron nas eleições de há pouco mais de um ano. Mas, a avaliar pelos resultados do referendo, não custa muito a admitir que não terá sido pouco.

Recolhida a vantagem que pretendia, alcançada a expressiva vitória eleitoral que lhe permitia manter o poder no reino e abafar os opositores internos, Cameron escondeu a mão com que efectuara o arremesso, e passou a porta-estandarte do fica. Do bremain.

No fim, não ganhou nada com isso. Tornou-se mesmo no maior perdedor do referendo, acabando a perder tudo: o partido e o país. A pedra caiu-lhe em cima, e aleijou bem.

Não foi no entanto o único a instrumentalizar o referendo. A maioria dos que deram a cara em favor do abandono, fê-lo também a contar com os dividendos que dai retiraria para o futuro. Provavelmente não o teriam feito se estivessem verdadeiramente convencidos que o resultado seria o que foi.

Hoje, uma semana depois, isso está mais ou menos dissipado. Foi no entanto demasiado evidente nos momentos que se seguiram ao encerramento das urnas, e mesmo depois de divulgados os surpreendentes resultados. Ao ponto de, praticamente de imediato, se começar a falar de um segundo referendo que corrigisse os então inesperados resultados deste.

Irónico, quando no que toca a consultas populares, a história da União Europeia é a de fazer tantas quantas as necessárias para atingir os resultados desejados.

Não menos irónica, e mais irresponsável ainda, é a reacção institucional da União Europeia. A começar na reunião imediata dos seis países fundadores, em Berlim, como se fossem os guardiães do templo. Como se, seis décadas depois, gozassem de prorrogativas especiais… Como que a puxar dos galões, sem repararem que estão ferrugentos, que já não há brilho que de lá saia…

Depois, a lamentável prestação do presidente da comissão europeia no Parlamento Europeu, quando disse aos euro deputados britânicos que era a última vez que aplaudiam, antes de lhes perguntar: “por que é que estão aqui?

Àquela hora da manhã não era plausível que o Sr Juncker estivesse já com os copos… As ususal

E, por fim, a renovação das ameaças de sanções a Portugal e à Espanha. Por fim, não. Porque ainda sobrou tempo ao Sr Schaubler para ter o descaramento de, para voltar a ameaçar Portugal, lançar pela boca fora que está à ser preparado um novo programa de resgate ao país.

Se é desta maneira que o radicalismo cego que se apoderou dos destinos da União Europeia reage à saída de um dos seus maiores membros, a sua segunda maior economia e a quinta maior do mundo, não é preciso muito tempo para que sejam muitos mais os europeus, e não o Sr Juncker, a perguntar-se por que é que estão aqui…  

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Mister Cameron - há coisas com que não se pode brincar!

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Decididamente as sondagens não falam inglês. Milhões de europeus, mesmo os mais notívagos, como eu, foram dormir descansados, convencidos que a coisa tremera mas não caíra. Quando acordaram, nem queriam acreditar: afinal caíra mesmo. Depois de termos ouvido o senhor Nigel Farage dizer que perdera, mas que tinha ganho à mesma, ninguém imaginaria que o resultado pudesse ser outro que não a vitória do Bremain.  

Mas foi, e o Reino (des)Unido está definitivamente fora de uma União Europeia, onde nunca esteve com grande convicção. As consequências serão muitas. A maior parte delas não as conseguimos ainda vislumbrar.

Para já, os mercados financeiros estão em pânico. As bolsas caem por todo o mundo e a libra recua para aí uns 30 anos, o que não quer dizer que fique mais nova. A Escócia, claramente pró-europeia, e que há pouco - e por pouco - decidiu não abandonar o Reino, pode agora fazê-lo para não abandonar a União, que lhe consome o scotch. A Irlanda do Norte, do mesmo lado, pode seguir-lhe o exemplo. Mas também a Finlândia e a Dinamarca, e até a França, podem seguir o exemplo dado por britânico, mas que é inglês e galês.

Não é um novo muro de Berlim que está a cair. Pode bem ser mais do que isso. Agora com uma capacidade devastadora potenciada por uma crise económica e financeira com janela aberta para uma grande recessão.

Há coisas com que se não pode brincar. Essa é que é essa!

Remain, or leave?

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Hoje decide-se o futuro de Portugal no Euro. Que até pode cruzar-se já com o de Inglatera... No futebol, claro, onde, em tudo o que depende dos outros, as coisas até estão a correr bem. A ponto de nos faltar um único ponto para seguir em frente, mesmo que não seja na melhor das direcções. Um empate, pois... Mais um. No resto, no que depende deles mesmos, é que nem por isso: o rapaz anda numa pilha de nervos, bem sabemos. Os jornalistas - será que ainda há disso? - não são tipos lá muito sensatos, também sabemos. Mas - caramba - roubar um microfone e mandá-lo para as profundezas de um lago? Não havia necessidade, como diria um saudoso diácono.

Mas - e esquecendo mais este incidente - nem é só por isso que, naquilo que nem do optimismo crónico e ligeiramente irritante do selecionador nacional depende, as coisas estão a correr bem. É que, se a selecção conseguir finalmente marcar golos e ganhar, a partir do primeiro lugar do grupo, irá sempre passar bem ao largo dos três súper favoritos. E como, de repente, lá está o oitenta outra vez... Só que, aí, é a Bélgica que fica já com encontro marcado. 

E não a Inglaterra que, com o resto do Reino Unido - so lá falta a Escócia, que não veio mas que também não quer ir embora - já decidiu continuar: remain. All together. Nesta Europa, reunida em França. Na outra, amanhã se verá. 

Separar as águas

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A escassos dois pares de dias do referendo britânico à permanência na União Europeia, as sondagens começaram a inverter o sentido do resultado, e agora, se bem que ainda fora da maioria clara que em qualquer dos casos nunca existiu, os britânicos inclinam-se para o "IN", pelo "stay", parecendo afastar de vez o "brexit".

Não é possível dissociar a morte da jovem deputada Jo Cox deste volte face, mas é trágico que assim seja. É trágico que se mate por extremismo fanático, por mais nobre que seja morrer por causas. Mas, tragédia mesmo, é que na Europa  se tenha chegado ao ponto de precisar destas situações limite para ver por onde separar as águas.

Ora aí está!

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Percebeu-se que algum travão foi posto nas intenções mais agressivas que os mangas de alpaca de Bruxelas apontavam ao Orçamento de Estado, que hoje lhes será entregue. Diz quem sabe que António Costa fez uma espécie de trade off, com um ligeiro e bem burilado fundo de ameaça. Em bom português seria mais ou menos assim: se chateiam muito lixo-vos esse negócio com os ingleses. E siga para Brexit. Não exactamente neste bom e escorreito português, mas na mais arrevesada e conveniente linguagem diplomática.

Entre quem sabe - e quem o diz - está Wolfgang Münchau, o influente jornalista de negócios alemão, que aplaude a forma discreta e eficaz como António Costa soube diplomaticamente mostrar a força que, em determinadas conjunturas, se tem. E acrescenta mesmo que estranho é que os países da Europa do Sul tenham demorado tanto em "defender os seus próprios interesses." 

Ora aí está!

 

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