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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Disparates

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O presidente Marcelo tem sido praticamente unânime. Tenta agradar a toda a gente, e a verdade é que o tem conseguido. Mas a verdade é, também que, consegui-lo, vai contra a sua natureza irrequieta: "agradar a todos é bom; mas é uma grande chatice"!

Por isso de vez em quando resolve fazer uns disparates, para que isto não seja uma grande chatice. Esta semana tivemos notícia de dois, e ambos têm a ver com concedorações : um ocorreu há já três meses, e só agora teve destaque com o estrondo de um vídeo dos terroristas do daesh; o outro é do início da semana, e a sua notícia chegou de mansinho, quase sem se dar por ela.

A condecoração do rei de Marrocos, Mohamed VI, com o Grande-Colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada é um disparate, é uma autêntica gafe. Condecorar um chefe de estado islâmico com símbolos de uma religião adversa contraria as mais elementares regras de bom senso. Tanto pior que, como se sabe, a figura de Santiago foi sempre a mais invocada nas campanhas de expulsão dos mouros da península. a ponto de ter até ficado conhecido por mata-mouros. Que Mário Soares tenha feito exactamente o mesmo, em 1993, com Hassan II, o pai do actual monarca, não serve de atenuante. Pelo contrário!

Marcelo teria muitas razões para condecorar Cavaco Silva. A mais forte de todas seria certamente por Cavaco ter sido tão mau que lhe permite a ele próprio, agora, parecer tão bom. Mas... condecorá-lo pela sensiblidade social? "Agradecer-lhe ter sabido compreender o que se passava na sociedade portuguesa"?

Por amor de Deus... Ou de Santiago...

 

 

Alma negra

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Nunca um Presidente da República tinha posto os pés na Deserta. Onde há "almas negras", e não há "cagarras". Nem figuras tristes...

Não sei se a diferença entre a Deserta e as Selvagens é tão grande quanto a diferença entre os dois pássaros. Sei que é grande a diferença entre eles. Maior ainda é a diferença entre os seus nomes: onde, num, reconhecemos imponência, mistério e sedução, noutro apenas encontramos vulgaridade.

"Alma Negra" está para "cagarra" como ... Isso mesmo: como Marcelo para Cavaco!

Os amigos são para as ocasiões

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Foto daqui

 

Os amigos de Cavaco resolveram homenageá-lo, num almoço. No dia em que se comemoraram os 40 anos do primeiro governo constitucional. Com... Mário Soares...

Um simples almoço, pouca coisa para quem se tem em tanto. Mas a gente sabe por que foi... Os amigos, mesmo que poucos, são para as ocasiões.  E ficou o aviso, pela voz - uma das poucas do cavaquismo ainda em estado de uso - de Leonor Beleza: a coisa à séria, à grande, vem aí!

Já não digo nada: há gente capaz de tudo... 

Por hoje, o homem só disse que foi "presidente no tempo certo". E, com a presunção  que se lhe conhece, que não havia ninguém com melhores condições para isso. Presunção - diz o povo - é como a água benta... Ou será como o pão de ló?

Ficamos agora à espera que, na próxima, possa explicar aquela coisa das escutas. Porque as outras ele não vai explicar nunca...

Vamos ver se (n)os entendemos...

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...Tal como não há "almoços grátis", também não há sanções zero.

Até podem ser a cara do Presidente Marcelo, sempre pronto a quadrar o círculo. Até podem assentar tão bem a Centeno como o cachecol. Mas não há disso. Nem mesmo as sanções-incentivo, que lembraram ao Sr Schauble (todo um manual de filosofia política nesta ideia da odiosa personagem) antes de passarem pela cabeça de muito boa gente ...

Como da do presidente, por exemplo. Deste, porque o anterior fez prova de vida no Conselho de Estado precisamente com a defesa das sanções. A sério: nem zero, nem de incentivo. A penalizar mesmo. A doer a valer... Porque, esse, não conhece outra coisa!

 

 

 

Sinais

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De vez em quando ouvia-se e lia-se que a nossa Presidência da República custava mais ao país que, por exemplo, a coroa espanhola. O nosso presidente era o austero Cavaco, o rei de Espanha era o esbanjador Juan Carlos, das caçadas e amantes...

Na semana passada foi notícia que o director do Museu da Presidência da República fora detido pela Polícia Judiciária. Todos os dias novas notícias acrescentam novas acusações ao rol inicial, na impressionante escalada de burla e crime a que o comendador Diogo Gaspar - já não há dúvidas que as condecorações de Cavaco passam a ser objecto de registo criminal - foi dando corpo ao longo de 16 anos. 

Percebe-se como é que um austero e provinicano presidente de um pequeno país gastava bem mais que um cosmopolita monarca do seu vizinho do lado. Bem maior, por sinal. E talvez se perceba por que seja a Presidência da República o mais opaco organismo público em matéria de contratação. Ainda hoje. à Correio da Manhã é certo, é dada mais uma notícia de uma adjudicação directa do mesmo Diogo Gaspar, no passado 10 de Junho.

Ficou bem a Marcelo recusar o Mercedes que Cavaco lhe comprou. É simbólico, não encurtou gastos nenhuns, mas fica sempre bem. Não lhe fica menos bem pôr agora o Palácio de Belém na rota da decência na utilização dos dinheiros públicos. A começar pelo cumprimento da lei na contratação de bens e serviços.

Novas revelações... e de novo a amostra

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As novidades dos Panama Papers deste sábado continuam à volta do GES/BES, passam por Sócrates e pela Operação Marquês, pelo também falido BPP de João Rendeiro e por mansões na Quinta do Patino, e revelam mais três nomes: Helder Bataglia - está em todas: BES/GES, Vale do Lobo, Operação Marquês - Manuel Tarré Fernandes e José António Silva e Sousa. Todos feitos comendadores por Cavaco Silva que, como bem se sabe, tem verdadeiro olho para a coisa. Já aqui se falou de amostra não ser significativa. 

Condecorações era com ele. Um mãos largas para gente acima de toda a suspeita. Como se veio vendo, e como não podia deixar de se ver neste escândalo das offshores... Já aqui se falou de amostra não ser significativa. Continua, à segunda vaga de divulgação, a não o ser. Se o fosse, poderia dizer-se que 85% dos condecorados por Cavaco não é gente muito recomendável. Cá estaremos para ver se à medida que a amostra ganha signnificado não ganham mais significado (ainda) os resultados.  

Passe bem. Vá pela sombra...

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Chegou a hora, Sr Professor Cavaco Silva. Fora de horas, mas chegou. Chegou muitas vezes a pensar-se que nunca mais chegaria, mas chegou. Porque, por muito que se atrase, acaba sempre por chegar.

Passe bem. Não se preocupe connosco... Nós ficamos bem... Certamente muito melhor sem o senhor por perto... Vá gozar a sua reforma, se para tanto derem as suas pensões... E desfrute do seu estatuto de pior Presidente da democracia portuguesa.

Cavaquices

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Cavaco voltou a fazer das suas. Provavelmente para assinalar a eleição do seu sucessor e associar-se, também ele, ao fim da longa noite cavaquista, com mais uma desnecessária afronta institucional e, mais uma vez, em flagrante violação da Constituição.

Pode simplesmente ter sido porque sim. Porque lhe está na massa do sangue. Mas, ao vetar as alterações à lei da interrupção voluntária da gravidez e a lei da adopção por casais do mesmo sexo, depois de esgotado o prazo que a Constituição lhe concede para o efeito, no dia seguinte às eleições, não ficam muitas dúvidas que, não querendo deixar de afrontar a actual maioria parlamentar, não quis que isso atrapalhasse a campanha de ninguém.

Mais uma cavaquice. Não terá sido certamente a última...  Mas antes ainda vai ter que promulgar o que agora vetou!

Coisas que nunca saberemos. E as que sabemos...

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É hoje notícia, no dia em que será aprovado o orçamento rectificativo que vai acomodar a factura, que o Ministério Público está a analisar a situação do Banif. Que não recebeu qualquer participação, mas que está a analisar "os elementos que têm vindo a público relacionados com a situação do Banif".

Gostaríamos que sim. E que chegasse a conclusões. E que tivesse mão pesada...

Mas sabemos que, mesmo com pessoas como Horta Osório chocadas a clamar por responsabilização, não será assim. E que nem sequer nunca saberemos quem ficou com o dinheiro, quem da gestão aprovou o quê, quem da supervisão negligenciou... Nunca saberemos quem, um a um, aproveitou daquilo que nos é agora exigido que paguemos.

Sabemos é que aquele senhor que se está a despedir de Belém, e a distribuir comendas à pressa, aproveitou justamente esta altura para, depois de Rocha Vieira, condecorar Alberto João Jardim.

O que é que tem a ver? Tem tudo! 

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