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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ainda há dúvidas?

 

Este jogo de entrada do Benfica na Champions tinha de ser ganho. Porque era em casa, perante um adversário directo, digamos assim, porque era o primeiro, e é sempre importante ganhar o primeiro jogo nestas fases curtas de apuramento, e porque o Benfica vinha de dois jogos que deixavam muitas dúvidas quanto à real capacidade da equipa.

A equipa tinha de ter assimilado todas estas condicionantes, e entrar afirmativa, sem dar grandes chances ao adversário. Não se pode dizer que o Benfica tenha feito uma má primeira parte, mas esteve longe de ser bem conseguida, e muito mais de ser convincente. E, oportunidades de golo, apenas naquele remate de Grimaldo - que regressou muito bem, a fazer com Zivkovic uma ala esquerda de grande categoria - ao poste. Porque os dois penaltis que o árbitro não quis assinalar foram só isso: penaltis por assinalar.  

A equipa entrou para a segunda parte com  vontade de resolver o jogo. Os primeiros minutos tiveram quase tudo o que era preciso para ganhar o jogo, com o CSKA de Moscovo encostado lá atrás. Até o golo, logo aos 5 minutos.

Só que pareceu que os jogadores pensaram que, feito o golo, estava tudo feito. A equipa perdeu intensidade e, de repente, duas carambolas dentro da área mostraram uma defesa do Benfica de manteiga. Nada que não se soubesse. O resto fê-lo o árbitro espanhol, que quis ser a figura do jogo. Não lhe bastando os penaltis que não assinalou, resolveu inacreditavelmente assinalar um contra o Benfica, que deu o empate à equipa russa sem nada ter feito por isso.

A equipa intranquilizou-se ainda mais e, na segunda vez que o adversário chegou à área, de novo com a defesa aos papéis, sofreu o golo que ditaria a derrota. A partir daí, e falltavam ainda mais de 20 munutos, deu para tudo. Para mais erros do árbitro, para entrar o Gabriel à espera de um milagre... Para tudo menos para oportunidades claras para ganhar o jogo: uma, e pronto!

Não há dúvidas que a equipa não está bem. Nem que aquele futebol sempre ali dentro da meia lua não é coisa que se apresente. Nem que Rui Vitória precisa de parar para pensar. E para se acalmar. Parece sem ideias e está claramente sem discurso. Já não dá para ouvir.

A pouca sorte do rigor

 

Benfica, FC Porto e Sporting já conhecem rivais na Champions

 

 

"Sorte diferente para as equipas portuguesas no sorteio da Champions" - lê-se e ouve-se na comunicação social desportiva, comparando os adversários de Benfica, Porto e Sporting, deixando no ar que o Sporting teve azar, e Benfica e Porto, sorte. Esquecem-se que se estão a esquecer do pequeno pormenor que, no sorteio, o Sporting estava pote 4, o último, o dos menos credenciados. E que o Benfica estava no primeiro e o Porto no segundo, os dois potes com as mais fortes equipas europeias. Esquecem-se sempre de alguma coisa. Normalmente daquilo que é fundamental.

No pote 4, o Sporting nunca poderia evitar duas das melhores equipas europeias, uma do pote 1 e outra do 2. No pote 4, a sorte ou o azar do Sporting apenas poderia ser comparada no que respeita ao adversário saído do pote 3, o único que continha potenciais adversários comuns às três equipas portuguesas. Pois bem, desse pote 3, saíram, para o Benfica, o Basileia, para o Porto, o Besiktas, e para o Sporting, o Olimpiakos. Será que foi o Sporting o mais azarado? NInguém o dirá.

Ao Benfica, do pote 2, calhou o Manchester United. Ao Sporting o Barcelona. Para o Porto, do pote 1, saiu o Mónaco, o melhor que lá havia. Se pudesse, não escolheria melhor. Para o Sporting saiu a Juventus.

No pote 4, das equipas mais fracas, a sorte não foi madrinha nem para o Benfica nem para o Porto: respectivamente CSKA, da longínqua e fria Moscovo, e Leipzig, a surpresa da Budesliga na época passada.

Diz-se que a sorte dá muito trabalho. O rigor também. Se calhar dá mais...

 

 

Desolador

O mais e o menos do Dortmund-Benfica (e um P.S.)

 

 O Benfica saltou fora da Champions. Não conseguiu, desta vez, chegar aos quartos de final, que é mesmo o máximo que o futebol actual permite às melhores equipas que não sejam espanholas ou alemãs. Ou inglesas, vá lá... 

Era esperado. Em boa verdade, se o resultado da primeira mão, na Luz, podia legitimar algumas esperanças, a exibição, não. E mais esperado se tornou quando, logo na abertura do jogo, o Borússia marcou, e anulou a única vantagem que o Benfica trazia.  

Desolador é o resultado, 4-0 é uma derrota pesada. Sem atenuantes, mesmo que o jogo não tenha tido nada a ver com o da primeira mão. Mesmo com aquele golo logo de entrada, o Benfica não foi trocidado, como então tinha sido, dividiu o jogo com o Borússia, e equilibrou até as diferentes variáveis estatísticas do jogo, em particular a posse de bola e os remates. Chegou até a superiorizar-se à equipa alemã em grande parte do jogo, durante os três quartos de hora que mediaram entre o primeiro e o quarto. Aí, à entrada do segundo quarto de hora da segunda parte, em dois minutos o Borússia fez dois golos. De rajada, sem dó nem piedade, como que a apresentar a factura da Luz!

O Benfica acabou por pagar, com juros, a ineficácia de Aubameyang na Luz. Hoje fez três, não perdoou nenhuma. Até em fora de jogo valeu...

Mais desolador que a goleada, é ficarmos com a ideia que, maior que a diferença entre as individualidades, é a diferença para o colectivo. E essa diferença resulta de trabalho táctico, de mentalidade, e de dinâmica de jogo. E isso não custa tantos milhões como os jogadores!

Uma nota para a sensacional remontada do Barça: virou em Barcelona, com 6-1, a derrota de 0-4 de Paris. Nunca tinha acontecido. Mas aconteceu. O impossível aconteceu com três golos aos 88, aos 91 e aos 95 minutos. Mas também com a mão do árbitro, com inequívoca participação no milagre.

Em Dortmund, também se deu pelo árbitro, que poupou a expulsão a Dembèlé, e deixou um penalti por marcar a favor do Benfica. Mas nada que se parecesse com o passou em Barcelona... 

 

Sangue, suor e lágrimas

Imagem relacionada 

Grande ambiente na Luz, à Champions. Grande jogo, intenso até mais não. Sofrido até não poder ser mais, neste regresso da Champions, no 500º jogo oficial de Luisão com o manto sagrado colado ao corpo.

O Borussia Dortmund é uma grande equipa, e tem um grande futebol, com uma dinâmica praticamente imparável. Ao Benfica restou resistir, sofrer e, tanto quanto possível, contrariar aquele futebol demolidor.

O Benfica sabia ao que vinha. Sabia que logo que a equipa alemã impusesse o seu futebol ficaria difícil contrariá-lo. E sabia que só tomando conta do jogo, e impondo o seu futebol próprio futebol, poderia retardar a entrada em funcionamento da máquina alemã.

Conseguiu-o durante os primeiros dez minutos, chegando a deixar pensar que conseguiria verdadeiramente discutir o jogo em todas as sua vertentes. E em todo o campo.

A verdade é que os restantes 35 minutos da primeira parte mostraram que não. O Dortmund encostou a equipa benfiquista à sua área, como no pugilismo se encosta o adversário às cordas. O Benfica não conseguia secar a fonte do futebol alemão, que alimentava as torrentes de ataque que apanhavam a equipa lá atrás, com as sucessivas vagas a rebentarem-lhe em cima.

Na segunda parte Rui Vitória deu a volta a este estado de coisas. Com a saída de Carrillo - não por ser Carrillo, nem porque estivesse pior que os outros - e a entrada de Filipe Augusto (o Samaris a perder espaço) permitiu que Pizzi subisse no terreno e, mesmo sem a secar, condicionar a nascente do futebol do Borussia, ali pelos lados do central Bartra. E assim o Benfica voltou a entrar melhor, voltou a discutir o jogo e, com a sorte que nestas coisas faz sempre falta, chega ao golo.

Este período voltou a não durar mais que dez minutos. Mas a torrente do futebol alemão nunca mais foi a mesma. E depois surgiu Ederson em todo o seu explendor, defendendo tudo. Até um penalti. E garantindo um resultado que é tão obviamente bom quanto provavelmente insuficiente para repetir os quartos de final da época passada.   

No fim ficou uma alegria imensa. Como a chama. E as lágrimas do capitão, do senhor 500, a juntar ao suor de todos, e ao sangue de Lindelof e Ederson...

 

Sem brilho

 Benfica - Nápoles - Liga dos Campeões

 

O Benfica apurou-se para os oitavos de final da Champions. Sem brilho, não há outra forma de o dizer.

Sem brilho porque o fez com apenas 8 pontos. E isso nunca é brilhante. E sem brilho porque perdeu o jogo, na Luz, com o Nápoles, repetindo o 1-2 da Madeira. E desta vez, ao contrário da última, perdeu bem: sem espinhas. A equipa italiana foi melhor. Na segunda parte foi mesmo muito melhor. E sem brilho porque fê-lo à custa de terceiros: o surpreendente Dínamo de Kiev, que despachou o Besiktas com um resultado improvável na Champions: 6-0!

O apuramento é importante. Muito importante, mesmo, mas o jogo não deixa razões para festejar. Deixa é preocupações. Porque é a segunda derrota consecutiva, porque o rendimento da equipa baixou assustadoramente, e porque há jogadores - e não são poucos - que, de repente, deixaram fugir a grande forma que exibiam. E porque deixa vir ao de cima aquela ideia terrível que, nos grandes jogos, nos mais exigentes, a equipa encolhe-se. Não se consegue impôr.

Vai agora ter de desmentir tudo isso, já no domingo, onde a liderança do campeonato ficou subitamente em jogo. Não é normal o Benfica perder dois jogos consecutivos. Três é impensável! 

 

Quando uma hora de recital não basta

Besiktas-Benfica, 3-3 (crónica) 

 

Não bastou uma hora de recital, com autêntico futebol de Champions, para o Benfica selar já hoje, na Turquia, a passagem aos oitavos de final da maior competição de futebol de clubes do mundo.

Na primeira parte foi o explendor, com o Benfica a mandar completamente no jogo, a jogar um futebol que só está ao alcance dos melhores. Ao fim dos primeiros 30 minutos já ganhava por 3-0, com os jogadores da equipa turca de cabeça perdida, mais não fazendo que castigar os do Benfica com sucessivas entradas duras, que o árbitro ia deixando passar sem penalização disciplinar.

A segunda parte arrancou dentro do mesmo cenário, com o Benfica a desperdiçar oportunidades flagrantes de marcar o quarto. Que não de matar o jogo, como se diz e como disse o próprio Rui Vitória, porque um jogo com 3-0 tem que estar morto, não pode ser de outra forma.

Esperava-se o 4-0, não se pressentia o 3-1 em lado nenhum. E os jogadores do Benfica sentiram isso... E deslumbraram-se. Não há outra explicação!

À entradada última meia hora, no primeiro remate do Besiktas à baliza de Ederson - um remate espectacular, sem dúvida, mas com o marcador em posição de fora de jogo, ilegal, portanto - aconteceu mesmo o inesperado golo.

E o jogo mudou, logo aí. Não mudou radicalmente, o Benfica construiu ainda mais uma ou duas oportunidades de chegar finalmente ao quarto, mas mudou. Naquele ambiente não podia ser de outra forma. Mas mudou radicalmente quando, aos 83 minutos, sem nunhuma necessidade nem nemhuma pressão, Lindelof jogou a bola com a mão, ainda dentro da área, quando saía para o contra-ataque. Adivinhava-se já nova oportunidade golo para o Benfica quando o árbitro, provavelmente alertado pelo seu auxiliar, apitou para a marca de penalti. Que Quaresma - bem pode dizer que gosta de jogar contra o Benfica, o que ele gosta é de bater em tudo o que seja jogador encarnado, como hoje se voltou a ver, sempre com a complacência do árbitro - converteu no 3-2.

Percebeu-se que dificilmente o Benfica conseguiria evitar o empate. Que chegou em cima dos 90, como já sucedera na Luz...

Uma exibição de luxo, como aquela que o Benfica fizera ao longo de uma hora, não merecia tão inglório desfecho. Melhor dito: uma hora daquelas não merecia aquela meia hora. Quem faz o que os jogadores do Benfica fizeram em dois terços do jogo só pode estar envergonhado pelo que (não) fez no último terço!

 

Cumprir a obrigação sem obrigação de fazer contas

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O Benfica cumpriu com a sua obrigação de ganhar ao Dínamo de Kiev, na Luz, e já divide a liderança no grupo com o Nápoles.

Começar assim poderia até sugerir que não há grande mérito nisso. Mas não é isso. Cumprir com uma obrigação é sempre meritório, não é fácil, e nem todos o conseguem. Como tantas e tantas vezes se vê no futebol. 

E hoje viu-se que não foi fácil para o Benfica cumprir com a sua obrigação. O campeão ucraniano apresentou-se na Luz com uma excelente organização e tacticamente muito bem, com a lição bem estudada. A explicar o que os resultados deixavam perceber: que é bem melhor fora que em casa.

Na primeira parte o projecto funcionou, com a equipa muito subida, a encurtar o campo, e uma pressão muito forte sobre o portador da bola, com os jogadores a desdobrarem-se, sempre com mais que um jogador sobre o adversário que tinha a bola, de forma a evitar o um contra um, onde a superior qualidade dos jogadores do Benfica desequilibraria as coisas.

Sabe-se que isto tem um problema: provoca um forte desgaste físico, que mais tarde ou mais cedo haverá de aparecer na factura. O problema complicar-se-ia ainda mais quando o Benfica chegou ao golo no último minuto da primeira parte. Antes de esgotado o prazo de validade daquela estratégia.

Daí que não admire nada que a segunda parte tenha sido bem diferente. O jogo já exigia ao Dinamo de Kiev outra postura em campo, e a factura do esforço dispendido aparecia a pagamento. O Benfica foi então dominador e criou sucessivas oportunidades de golo.

Só que... desperdiçou-as todas. E esse desperdício voltou a mudar o jogo, e trouxe de novo a equipa da capital ucraniana para a discussão do jogo. Especialmente depois de Ederson ter defendido o penalti que infantilmente permitiu, ao não evitar o truque do Derlis Gonzalez – o paraguaio formado no Benfica revelou-se um especialista na arte de enganar o árbitro, e deve ter ficado com muitos amigos na Luz... –, percebeu-se que Rui Vitória ficou sem saber muito bem se deveria continuar a insistir na procura do segundo golo, correndo o risco de, mantendo-se a onda de desperdício, vir a ser surpreendido pelas saídas rápidas, sempre para o flanco contrário, que o adversário usava - e abusava - ou se, pelo contrário, deveria começar a fechar a porta. Acabou por se decidir pela segunda.

Agora é fácil dizer-se que decidiu bem. Porque correu bem. Tudo teria de resto corrido bem não fosse a lesão, que parece grave, de Fejsa, a trave mestra da equipa, numa entrada inaceitável de um jogador ucraniano, que só poderia ser sancionada com cartão vermelho. O árbitro – que estranhamente, e ao contrário do que é corrente, assinalou faltas dentro da área que não assinalava noutras zonas do campo – nem falta assinalou. O que não o impediu de, depois, mostrar o amarelo.

Foi grande a superioridade do Benfica, que mais uma vez ficou por reflectir no marcador. O jogo ficou bem longe de se resumir ao aproveitar ou desperdiçar um penalti. Isso foi um incidente, um pormenor no jogo, que não no resultado. A centésima vitória do Benfica em jogos da maior cometição de futebol do mundo, que assegura desde já a continuidade nas competições da Europa!

Falta agora garantir os oitavos da Champions. E nem é preciso fazer contas para o primeiro lugar no grupo. Nem sequer ganhar os dois jogos que falta disputar!     

 

 

Benfica bem vivo

 

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Veio do frio, como o espião, a primeira vitória do Benfica nesta edição da Champions. Não foi com uma exibição fulgurante - nem poderia ter sido - mas foi com uma exibição segura e personalizada que o Benfica ganhou, hoje em Kiev, um jogo que não poderia deixar de ganhar.

Não ganhar, hoje, e mais a mais com a inesperada vitória dos turcos do Besiktas em Nápoles, signiificaria já o adeus à mais bonita e importante competição do futebol mundial. Ganhar, como ganhou, conjugado com o surpreendente - ou talvez não, a equipa italiana tem vindo a cair a pique desde o jogo com o Benfica - resultado de Nápoles, deixa tudo em aberto para a segunda volta desta fase de grupos. Onde o Nápoles entra com mais pontos, mas com poucas mais vantagens. Em teoria, claro.

Também na Champions o Benfica acaba por sair vivo desta fase negra de lesões, mesmo que as coisas não tivessem corrido bem nos dois primeiros jogos, que teve que abordar com demasiadas e óbvias fragilidades. A partir de agora só há que esperar mais. E melhor!   

 

    

Correu mal. Mal de mais!

 Marek Hamsík abriu o marcador frente ao Benfica

 Foto: EPA/CIRO FUSCO

Que dizer?

Que há dias - noites - assim? Que o futebol tem destas coisas?

É verdade que há noites assim, como esta de Nápoles, em que (quase) tudo corre mal. E também é verdade que o futebol tem destas coisas, uma equipa entra personalizada, está por cima, cria oportunidades, mas não marca. E de repente sofre um golo. De bola parada, mais uma vez, daqueles que deixam toda a gente a perguntar: como é possível? Depois, quando reentra, volta a mostrar-se confiante, troca a bola com à vontade e com segurança. E de novo de repente, em pouco mais de 5 minutos sofre três golos: um desastre!

Mas é capaz de ser curto. É bem capaz de haver outras coisas para dizer. 

Rui Vitória não operou uma revolução, mas fez alterações para este jogo do S. Paolo, que não correram bem. À parte a rotação dos guarda-redes, com a alteração, aqui já prevista, do critério de alternância, introduziu Carrillo e André Almeida, retirando Salvio e Gonçalo Guedes. E com essa alteração deixou Mitroglou sozinho na frente, que não correu bem. Como Carrillo não correu bem. E começa a ser preocupante... Como as coisas não correram bem a Júlio César, nem a alternância correu bem.

Valha que correram bem as substituições. Sálvio e Gonçalo Guedes marcaram e o resultado acabou por ser  um bocadinho amenizado, e não acabou tão desastroso quanto ameaçou. Pelo menos não deixará sequelas tão pesadas quanto se chegou a temer. 

Com tudo a correr mal, acabou por ser o resultado do outro jogo a única coisa a correr bem. O empate entre o Besiktas e o Dínamo Kiev foi a única boa notícia para o Benfica nesta quarta feira europeia. A noite da primeira derrota da época... 

 

A coisa e tal(isca)...

Imagem relacionada

 

Desta vez não houve como iludir a hecatombe de  lesões que se abateu sobre o Benfica. Champions é outra coisa, e não se compadece com ondas como esta que a equipa está a tentar surfar.

Na primeira parte o Benfica conseguiu imitar o que fizera em Arouca, e superiorizou-se claramente ao Besiktas, mesmo sem ter atingido o nível de há quatro dias. Até porque perdera também por lesão o seu maior protagonista de então: Rafa, pois claro.

Na segunda não foi nada assim. Com a entrada de Talisca a equipa turca melhorou muito, e o Benfica passou a encontrar as dificuldades que não conhecera. Chegou a conseguir inverter a tendência desfavorável do jogo, e podia até ter resolvido definitivamente as coisas quando, a dez minutos do fim, Gonçalo Guedes, sozinho à frente do guarda redes adversário e com tempo e espaço para tudo, permitiu a defesa ao antagonista.

Não resolveu, e quando parecia que seria Ederson - em boa hora regressado à baliza - a resolver tudo, e já no último minuto, Celis - que em má hora, a cinco minutos do fim, substituira Fejsa (lesionado?) - mete os pés pelas mãos e acaba a tocar na bola com o que não devia, ali mesmo à entrada da área. E o Talisca fez aquilo que tantas vezes fizera no lado certo da camisola.

Claro que um golo no último minuto é sempre sorte para quem marca e azar para quem sofre. Mas o Benfica na segunda parte pôs-se a jeito para isso do azar...

Rui Vitória não esteve no banco, por castigo que vinha do jogo com o Bayern, da época passada. Não sei - nem ninguém sabe - se alguma coisa teria sido diferente. O que se sabe é que não foi só a coisa e tal do Guedes e do Celis a ditar um resultado comprometedor. 

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