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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O regresso de Schäuble

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Os mercados - ei-los de novo - estão nervosos. E terão razão para isso: por todo o mundo as bolsas caem e os rumores de novas bolhas prontas a rebentar sucedem-se. Na Europa as coisas não estão melhor, antes pelo contrário. Em Espanha - sem governo, nem solução à vista - o IBEX (o índice bolsista da Bolsa de Madrid) já caiu, este ano, mais de cem milhões de euros. Em França, a Societé General, o maior banco francês, afunda-se. E, the last, not the least, nos mercados ninguém acredita na solvência do Deutsche Bank. Isto é, também a poderosa e irrepreensível Alemanha está a assistir ao colapso do seu maior banco.

Não são, pois, poucas as razões de susto para os mercados. Reparo, com surpresa, que nenhuma tem o que quer que seja a ver com Portugal. Alguma coisa me deve ter falhado, porque Herr Schäuble, o visionário ministro das finanças alemão, para gáudio dos seus admiradores em Portugal - na primeira linha dos quais está Passos Coelho, que até já aproveitou a maré - gritou bem alto, e com o habitual dedo (torto) em (pouco) riste, que "Portugal não pode continuar a perturbar os mercados".

É isto a Europa de Schäuble e da direita míope que a está a destruir. Não há qualquer problema económico numa economia que há anos está estagnada e que não encontra saída para o crescimento. Não há problema social que tire o sono a ninguém, quando o desemprego continua sem solução. Não há problemas políticos para resolver em lado nenhum, quando valores democráticos - fundamentos da integração e condição indispensável à adesão - estão postos em causa nalguns países membros. Não há nenhum problema no seu sistema financeiro, quando os seus maiores bancos começam a dar maus sinais. Não há qualquer problema com Schengen. Não há problemas com a Inglaterra. Não há problemas com os milhões de refugiados que estão a entrar pelas suas fronteiras dentro. Não há qualquer problema que regiões do globo estejam a ser destruídas, e a alimentar o infindável surto de refugiados que de lá são obrigados a fugir.

Problema, problema sério, é Portugal. Só porque a maioria dos eleitores disse que a receita do Sr Schäuble, aplicada durante quatro anos, e ao contrário do que ele continua cegamente a garantir, não funcionou. E que, por isso, tinha de ser abandonada!

 

 

 

 

 

A crise resiste... Cada vez há menos quem consiga resistir-lhe!

Por Eduardo Louro

                                                                     Jornal de NotíciasDiário de Notícias

 

Enquanto grande parte de nós anda entretida com o mundial do Brasil, hoje ainda mais, com a entrada em campo da selecção nacional; enquanto o PS arranjou maneira de andar entretido – e de entreter muita gente – da Primavera até ao Outono, há um país que sofre. Há portugueses que desistem porque é a crise que resiste. Porque essa não desiste… Não se cansa de desmentir um governo que, mesmo em choque diário com a realidade, vive dias tranquilos a caminho das férias. Em paz, mesmo que numa muito estranha paz… 

Paradigmático, as capas das jóias da coroa da Global Notícias. São mais 150 mil famílias lançadas ao desepero, na mesma capa, no mesmo contraste com a mesma fotografia...  Que, se calhar, quer dizer que bem pode mandar mais 160 jornalistas para a rua...

 

O silêncio da submissão

Por Eduardo Louro

 

Tornou-se ensurdecedor o silêncio do Presidente da República a propósito da intolerável escalada da afronta ao Tribunal Constitucional que o governo desencadeou. Assistir ao que se está a passar, sem sequer um ponto de ordem do Presidente, diz bem do ponto sem retorno a que Cavaco chegou.

É ele o principal responsável por o governo ter ultrapassado todas as linhas. Porque justamente lhe permitiu que as fosse sucessivamente pisando. Porque, ao romper com o seu juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição, não só se demitiu das suas mais altas responsabilidades, como abriu as cancelas a um governo verdadeiramente insaciável quando se trata de atacar as condições de vida dos portugueses. Foi Cavaco quem, promulgando os sucessivos orçamentos sem requerer a sua fiscalização preventiva, criou este estado de guerra aberta entre dois órgãos de soberania.

Não é de agora que Cavaco é refém de si próprio, das suas ambiguidades e dos seus jogos de interesse. Há muito que teceu as malhas em que se enredou, e por isso este é apenas mais um entre os silêncios, as omissões e as demissões que o deveriam envergonhar, e que fazem dele o mais impopular, e o menos respeitado, presidente da História da democracia portuguesa. 

Claro que, daqui a uns tempos, alguém se encarregará de fazer de mais um deplorável momento do seu mandato um marco de serenidade, bom senso e sentido de Estado. Já estamos habituados a isso, e não iremos ficar nada surpreendidos quando ouvirmos explicar que Cavaco agora não reage porque, se o fizesse, daria argumentos ao governo para abrir uma crise política que iria levar à sua demissão, numa altura em que o país nada ganharia com isso.

Mas então ninguém acrescentará que Cavaco, para além de refém de si próprio, há muito que é também refém deste governo autoritário e obcecado na missão de empobrecer e destruir o país!

 

 

Tudo está bem quando acaba em bem

Por Eduardo Louro

 

Dei hoje com uma notícia curiosa. Jim O´Neil, o economista britânico que foi até há pouco presidente da Goldman Sachs, anuncia hoje numa publicação económica espanhola que Portugal, Espanha, Itália e Grécia são agora os melhores países para investir na Europa. Ao ver isto lembrei-me da imperdível rábula que por aí apareceu há uns tempos a explicar a origem de tudo isto - a crise do subprime - que acaba justamente com o especulador a dizer que tudo está bem, e tudo acaba em bem, logo que lhes devolvam o dinheiro que eles perderam, para que possam voltar ao mesmo.

Quando o governo festeja por todo o país a saída limpa do programa da troika, com uma enorme legião de analistas, comentadores e jornalistas a apanhar as canas, não deixa de ser interessante constatar como este Jim O´Neil, o banqueiro da Goldman Sachs, encarna o George Parr, o banqueiro da rábula!

Requiem pelos Vivos

Convidado: Luís Fialho de Almeida

 

O “Requiem pelos Vivos” de Johannes Brahms, ou “Requiem Alemão op. 45”, foi o concerto escolhido para abertura da 10ª Edição do Festival “Terras Sem Sombra”, com o maestro Giovanni Andreoli, que dirigiu o Coro do Teatro Nacional de S. Carlos. O Festival teve início no passado dia 29, em Almodôvar e vai decorrer até dia 5 de Julho, em mais seis localidades do Alentejo, sob a direcção artística de Paolo Pinamonti, que se despede de 40 anos de carreira nos palcos de todo o mundo. 

Passando dos factos às ideias, e à associação destas, destaco esta obra musical que, entre nós, não tem a divulgação do Requiem de Verdi ou do Requiem de Mozart, mas, para mim, tem a expressão artística do moribundo contexto político e social que nos foi deixado pela mediocridade dos sucessivos governos ao longo destes 40 anos de democracia.

Brahms, como protestante que era, direciona o seu Requiem aos vivos, pelo que podemos dedicá-lo à decadência dos vivos que perdem o emprego e o pão, que trocam a esperança pelo desespero, o sorriso pela tristeza, a paz pela violência, o lar pela rua. Os indicadores da desagregação social têm a interpretação mais diversa em função do espírito do intérprete. Paulo Portas, que antes do famoso “irrevogável” era crítico de algumas medidas de austeridade, agora, com o penacho de vice-primeiro ministro, passou a militante optimista, para o qual os indicadores de crise são promissores relativamente ao futuro, mascarando, com patética convicção, tudo o que seja indicador recessivo. Para Passos Coelho o país está melhor, naturalmente porque se aproximam eleições. Dados do INE e relatórios comunitários indicam que em 2012 o risco pobreza atingiu quase 2 milhões de pessoas (18.7 % da população), e cerca de 1.1 milhões estarão em pobreza severa. Mais de metade dos jovens até aos 30 anos não consegue ser independente. O número de pessoas a viver nas ruas terá duplicado ou triplicado nos últimos dois anos, segundo a percepção da União das Misericórdias Portuguesas. Portugal é o terceiro país da Europa onde o suicídio mais cresceu nos últimos 15 anos, mais de cinco pessoas por dia (relatório europeu).

O Requiem pelos Vivos, também chamado de Requiem Alemão, pode ainda ser uma alegoria à centralidade politica e económica da Alemanha, onde Passos Coelho passou a ir a despacho, para validar orientações e estratégias, trocando Bruxelas por Berlim. A Alemanha, isolada na liderança europeia, sem a parceria franco-alemã do tempo de Sarkozy, e que teve más experiências expansionistas nas guerras de 1914-1918 e 1939-1945, tem agora a oportunidade, pela via diplomática e económica, sem recorrer a baionetas, balas ou câmaras de gás, de impor a sua tutela, começando pelos desgovernados e marginalizados do poder decisório. Nesta guerra não há sangue e os Tribunais Internacionais não julgam estes crimes. As pessoas desistem de si, emigram, excluem-se, suicidam-se e as estatísticas não as registam com rigor, apenas tem a percepção da sua existência. 

O Requiem pelos Vivos é o Requiem pelos que morrem lentamente. Que morrem de si mesmo!

Mudanças de hábitos...alimentares

Por Eduardo Louro

 

Foi hoje conhecido um Relatório sobre a alimentação dos portugueses - Balança Alimentar Portuguesa (BAP) 2008-2012, um estudo que o INE desenvolve de cinco em cinco anos – que conclui que comemos mais hidratos de carbono e menos proteínas. Nas menos proteínas, mais carne e menos peixe. Na mais carne, mais frango, menos porco e menos vaca. No menos peixe, mais bacalhau...

Já ouvi dizer que os portugueses estão a mudar de hábitos. Deve ser isso, estão a mudar de hábitos...

Ah! Este trabalho do INE mostra que, no período, os hábitos dos portugueses mudaram duas vezes, e de forma distinta. Que até 2010, se habutuaram a "elevadas disponibilidades alimentares e calóricas"; e que a partir de 2010, se habituaram a "reduções acentuadas” nessas disponibilidades!

PRC - Processo de Regeneração em Curso

Por Eduardo Louro

 

A ideia não é nova. Já há umas semanas atrás Vítor Bento a tinha lançado e começa a perceber-se que a estratégia é a do costume. Já passou pelas cirúrgicas fugas de informação, e agora passa por umas bocas cirurgicamente repetidas por figuras gradas do regime tidas por independentes e conceituadas.

Ontem foi a vez de Teodora Cardoso e sabe-se lá quem se seguirá. A coisa fica no ar, quanto mais nebulosa melhor. Quanto mais estúpida parecer, melhor. O governo lá a haverá de agarrar, lá a sacará das nuvens e tratará de lhe dar forma…

Quando Vítor Bento abriu o caminho - então como medida de combate à fuga e vasão fiscal - ninguém deu muito por isso. Ninguém ligou nada. Só quando - agora como medida de incentivo à poupança - chegou a vez de Teodora Cardoso pegar no testemunho se começou a perceber que a ideia está aí, já a correr em velocidade de cruzeiro, e em estafeta. Não há aqui nada de grande novidade!

Nem adianta muito puxar pelo absurdo. Um imposto sobre o levantamento de dinheiro das contas bancárias para onde foram transferidos os salários ou as pensões, apresentado como incentivo à poupança, não é apenas absurdo. É o cúmulo da hipocrisia!

Ninguém se lembra de tributar nenhum outro movimento financeiro. Ninguém se lembra de tributar transferências para off-shores, nem outras operações financeiras mais ou menos especulativas. Mas lembram-se de voltar a tributar aquilo que já foi cortado e tributado com a hipócrita justificação que esse seria um imposto que teria a vantagem de não incidir sobre salários e pensões…

As pessoas recebem os cada vez mais curtos salários ou pensões por transferência para as contas bancárias que, em boa parte dos casos, foram obrigadas a abrir. Chega-lhes cada vez para menos. Pagam as contas mensais, muitas vezes já atrasadas, o supermercado – cada vez com menos carne e peixe –, o passe, a escola dos filhos… Pagam o que mais for, até onde chegar o vencimento que sobrou dos impostos.

E por isso esta gente acha que os portugueses são uns depravados gastadores, gastam até mais não ter, obstinados em viver acima das possibilidades. Há evidentemente que castigá-los. E se o castigo os obriga a poupar, tanto melhor…

A regeneração passa por aí, pelo regresso aos bons costumes: pobrezinhos, mas poupadinhos!

A onda

Convidado: Luís Fialho de Almeida

 

Há muito que somos arrastados, dia após dia, numa onda de decadência que nos leva as expectativas e a confiança na governação do país. Levámos mais de quatro décadas de ditadura a fortalecer a esperança que um dia o estado tirano seria substituído por um estado garante da uma cidadania activa, com livre iniciativa económica e cultural, integrante de uma sociedade mais justa e próspera. Mas também já levamos quase quatro décadas a destruir a esperança, pela corrosão do tecido social e do aparelho produtivo, destruindo a classe média e agravando assimetrias entre estratos económicos e sociais.

É reconhecido que o sistema político e da justiça está refém do sistema financeiro. Alguns, de forma mais dura e contundente, lamentam ver a democracia a ser inquinada pela cleptocracia. Igualmente, lamenta-se ver que muitos dos arautos da liberdade e defensores dos valores democratas, são os mesmos que manipulam a sociedade e a destroem.

Também a história nos ensina que os períodos de enorme perturbação social: com fome, desemprego, injustiças sociais, desilusão política, são propícios ao renascimento de movimentos redentores, capazes de motivar descontentes e indignados, mas que os poderão levar para caminhos indesejáveis. 

A nossa habitual passividade e a emigração - outrora de esfomeados e pouco instruídos, mas agora de jovens com elevado nível de instrução - ajudam a reduzir o potencial detonador de rebeldias, mas o agravar do descontentamento não afasta, de todo, a conflitualidade capaz de libertar os gritos violentos que andam abafados.  

Tal como o surfista não resiste à onda porque o apelo supera a vontade, os oprimidos, sem acesso aos bens essenciais e à dignidade, não resistirão ao apelo de ordem superior que lhes dê autoestima e um sentido para a vida. Se alguém vier com um discurso político impregnado de um ideal, de uma causa maior que resgate os oprimidos de tiranias, oferecendo-lhes o pão e um sentido de vida que se perdeu ou nunca se teve, poderá agigantar uma onda de mobilizados por um ideal de superioridade, mesmo que a razão se aniquile, e os pensadores da razão deixem de pensar, como fez Heidegger ao pactuar com o nazismo.

Hitler encontrou no seu mentor, Dietrich Eckart, a base ideológica capaz de arrebatar milhões de alemães para um movimento purificador e construtor de uma sociedade nova, à custa dos maiores crimes contra a humanidade.

Sabemos, também, o poder das marcas que ficam no crescimento e na formação do ser humano. Os órfãos de guerra, que crescem com as feridas dolorosas de assistirem ao genocídio que lhes levou os pais ou irmãos, poderão ser potenciais terroristas. Os órfãos de pátria, sem valores de referência, sem emprego, sem objectivos, são facilmente manipuláveis se alguém lhes oferece uma causa, uma ideologia, um sentido de utilidade, mas também a unidade e o colectivo como força.

Numa sociedade em desagregação, aqui e na Europa: os ricos crescem em número e riqueza e poderão ter armas para sua defesa; os pobres cada vez mais pobres e em maior número terão cada vez mais ódio. “Nunca se sabe o que uma multidão com fome pode fazer” – Nuno Júdice, in “A Implosão”, edição D. Quixote.

A Onda” é um filme que relata um caso verídico passado numa escola com um professor que durante uma semana dirige, na sua turma, um exercício de autocracia, experimentando, ele próprio, a transformação num líder e deste num ditador, enquanto os seus alunos são facilmente manipulados numa onda de cariz fascista da qual ele perde o controlo. É um filme para ver e reflectir à luz dos problemas actuais de deterioração dos ideais democráticos e do fortalecimento de movimentos radicais de direita, por vezes com incursões no racismo e na violência, num contexto de falência dos estados provocada pela globalização.

 

Nota: O filme “A Onda” passou em Lisboa há anos, encontra-se agora nos clubes de vídeo, mas também é possível ver pesquisando sem sair de casa. 

Volto já!

Por Eduardo Louro

 

Contrariada, a rabujar e achando-se mesmo injustiçada – afinal 0,2% não é nada –, a recessão vai-se embora. Mas promete voltar, quem conviveu com esta extraordinária gente que somos todos nós durante tanto tempo - nunca nenhuma outra tinha desfrutado tanto do país - não consegue viver muito tempo longe de nós. É o que faz sermos hospitaleiros...

Não é um adeus. Na maçaneta da porta deixou um Volto Já

É uma mera pausa para o Inverno. Lá para o início da Primavera voltará a dar notícias. Parece-me mesmo que é capaz de dar notícias já no final do ano, só que os dois trimestres consecutivos, que fazem parte do seu ADN, impedem-na de aparecer de corpo inteiro e rosto destapado antes da Primavera.

Como eu gostaria de estar enganado, e poder dizer a esta velha rabugenta que estamos fartos dela, que vá para bem longe e não nos volte a aparecer por perto…

 

O desemprego está a cair. O resto também...

Por Eduardo Louro

 

 

O INE dá hoje conta que o desemprego baixou. Mas que o emprego também. O INE diz que há menos gente desempregada e menos gente empregada, e a conclusão só pode ser uma: há menos gente!

É disso que o INE dá ainda conta, de um recuo inédito da população activa: no final de Setembro, havia 5.392,2 mil de activos, menos 135 mil do que no mesmo período de 2012… Gente que desistiu e foi embora!

Mas andam para aí uns rapazolas, entre eles o próprio ministro Mota Soares, que querem que se tirem outras conclusões. Que isto é o sinal que todos esperávamos. O milagre. A prova de que estavam certos e que os resultados estão à vista…

E ninguém os manda calar!

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