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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O furacão francês

 

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Já não há dúvidas: Macron é o furacão que destruiu o sistema partidário francês. 

Em apenas um ano formou um novo partido, tornou-se Presidente da República e passou a dominar por completo a cena política francesa, destroçando socialistas e republicanos, até aqui donos e senhores da política francesa. Nem a extrema-direita de Le Pen escapou.

A França já abanou. Espera-se que o abanão atinja a Europa...

Um lamento: com tanta agitação, não se esperava que fossem tantos os franceses a virar as costas às urnas. Um voto: que emendem isso na segunda volta. O momento histórico por que a França está a passar merece mais, não deve ficar manchado por abstenções de mais de 50%.

Macron, pois claro!

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Não surpreende, a vitória de Macron. Era esperada, agora que, passado não se sabe bem o quê, voltamos a confiar nas sondagens. Os números, a expressão dessa vitória - mais de 66% - também não. 

Poderá não surpreender os 90% de Paris, mas é um resultado notável. É verdade, em Paris Le Pen não passou dos 10%. E isso é uma excelente notícia. 

Poderá também haver quem não se surpreenda com os 12% de bancos e nulos. Mas é um resultado eleitoral relevantíssimo, que dá conta da expressão do eleitorado que resiste ao voto útil. Que não vota pelo que não quer, mas apenas e tão só no que quer. Se calhar porque sabe que outros o farão por si. Quem sabe?

Desta vez, já passou...*

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Regresso hoje às eleições presidenciais francesas, a dois dias da decisão final. Na primeira volta tudo aconteceu como previsto… pelas sondagens. Já não era sem tempo…

E os franceses vão agora decidir entre Macron e Marine Le Pen.

Parecia uma escolha fácil, como já fora no passado. Saindo da primeira volta à frente da candidata da extrema-direita racista e xenófoba, Macron terá também pensado assim. Que seria fácil ir buscar os votos que lhe faltavam para chegar à maioria.Talvez por isso tenha negligenciado os primeiros dias que se seguiram à votação de há duas semanas. Primeiro festejou - inapropriadamente, no tempo e no espaço  - e, depois, meteu férias...

Le Pen, experiente e sabida, não perdeu um segundo. Não só não abandonou o terreno, como pegou em tudo o que mexesse, desmultiplicando-se em acções e em espectacularidade.

Manteve o discurso simples, populista e binário, sem se preocupar em articular uma só ideia. Sem substância e sem conseguir sequer sustentar os factores críticos das palavras-chave do seu discurso. Usou de plágio, para captar os votos de François Fillon. E dos piores truques e manhas da política, como se viu no único, mas longo, debate televisivo desta segunda fase da campanha, há dois dias atrás. Onde Macron, goste-se ou não das ideias que defende, fez toda a diferença: na seriedade, na capacidade intelectual, e na competência política.

Marine Le Pen, mesmo beneficiando do debate da primeira volta, quando - estranhamente - dando por assegurada a sua passagem à segunda volta, todos os candidatos fizeram de Macron o adversário principal, aumentado o grau de dificuldade das piruetas que agora se exigem para o apoio que obrigatoriamente lhe terão de dar, não será eleita.

Desta vez, já passou. Esperemos que não volte a estar lá tão perto!           

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Até "plágio" é eufemismo

 

 

 

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Marine Le Pen plagiou um discurso de Fillon, de há duas semanas apenas. Plágio é plágio. Não é copiar, é roubar. Copiar é "citar", é subscrever.

A candiata da extrema direita racista, para conquistar os votos da direita ali ao lado, os 20% de Fillon da primeira volta, tem todo o direito de repescar ideias do derrotado candidato da direita francesa (e da portuguesa, como por aqui se tem visto). Não pode é pegar no seu discurso e repeti-lo, palavra por palavra, como sendo seu. Quentinho, acabadinho de sair.

Plágio é isso, é roubar para enganar. É dois em um. Depois ... sorrir e dizer que é apenas um piscar de olho é ... não ter vergonha na cara.

Não é a primeira vez que a extrema direita é apanhada com a boca n(est)a botija. Ainda temos bem fresca na memória a imagem da Srª Trump, durante a campanha paras as últimas presidenciais americanas, a repetir um discurso de Michelle Obama, palavra por palavra.

A extrema direita é mesmo muito pobre: sem ideias e sem criatividade. E muito reles: sem vegonha!

Aqui, até "plágio" é eufemismo.

Normalidade e previsibilidade

 

 

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Os resultados de ontem em França, na primeira volta das determinantes presidenciais francesas, representam com que um regresso à normalidade, mesmo que eles representem uma enorme e profunda brecha na normalidade.

Parece um pardoxo, mas se calhar não é. Se substituirmos normalidade por previsibilidade, teremos a resposta. 

Os resultados de ontem confirmam a rotura do sistema partidário francês, tal qual o entendíamos nos últimos 50 anos, e mostram uma outra França, definitivamente afastada de França de Giscard d`Éstaing, de Miterrand e de Chirac. E mais ainda dos seus fracos e fracassados sucedâneos dos últimos anos. A normalidade está no facto deste corte com a nomalidade estar completamente assimilado, previsto nas sondagens dos últimos meses, e por isso dado por adquirido. E o regresso à normalidade é o regresso das sondagens ao seu papel, coisa que já se começava a dar por perdida. E só apreciamos a previsibilidade, e deixamos de a considerar uma chatice, quando sentimos o desconforto de a ver fugir... e de a perder!

 

Até quando?

 

Mais que o copo meio cheio - a Frente Nacional de Marine Le Pen não ganhou em nenhuma da 13 regiões -, ou o copo meio vazio - acabou com o bipartidarismo do sistema político em França, e tem já a expressão eleitoral do PS (28-29%) -, a segunda volta das eleições regionais francesas colocam-nos perante uma dramática interrogação: até quando?

Até quando,  continuará a ser possível mobilizar frentes comuns para barrar a extrema-direita?

Até quando resistirá o dique de protecção eleitoral criado para impedir expressões maioritárias fora do sistema?

Até quando a própria radicalização da direita francesa - bem evidente em Sarkozy por estes dias - resiste a não se confundir com o extremismo xenófobo, e a acabar integrada? 

Até quando será possível evitar que Marine Le Pen chegue à presidência da França?

 

 

COISAS INTRAGÁVEIS XIII

Por Eduardo Louro

                                                                      

No domingo não houve apenas eleições na Grécia. Também houve em França. Como há um mês e pouco atrás… Então, em França votou-se para as presidenciais, para eleger Hollande e, na Grécia, para nada!

Há alguma coisa em comum entre estas duas eleições de domingo? Há, ambas são marcadas por sistemas eleitorais bizarros!

Se na Grécia o sistema dá um bónus de 50 deputados ao partido vencedor – na circunstância o partido da Nova Democracia elegeu 79 deputados e recebeu 50 de bonificação, o que significa que apenas 60% dos seus deputados são eleitos – em França, um partido com 30% dos votos elege mais de 50% dos deputados e outro, com 13%, elege um ou dois. Em França um pequeno partido cresce, cresce e, por mais que cresça, nunca consegue eleger um deputado!

São sistemas eleitorais vocacionados para promover a estabilidade política?

Serão. Mas também para evitar a mudança!

Não é que a democracia esteja em causa. Desde se conheçam as regras, e elas sejam iguais para todos, a formalidade democrática estará assegurada. Mas que estas formas de representação minam a democracia representativa, minam!

É votar para que tudo sempre fique na mesma. Ou perto disso!

O VOTO QUE PENALIZA

Por Eduardo Louro

                                                                      

Tem-se dito a torto e a direito que François Hollande não tem carisma, que não é um líder forte, ou mesmo que nem é líder nem é forte. Que não entusiasmou os franceses, nem será capaz de os arrastar atrás de si para fora do buraco, que por lá também é fundo.

Agora, eleições passadas, salienta-se o resultado apertado - 51,63 versus 48,37 – e faz-se graça com alguns trocadilhos, que mais não são que mais do mesmo.

Entre muitos, trocadilhos ou não, escolhi esta frase que encontrei aqui: Les partisens de Hollande convergent vers la Bastille pour célébrer la défaite de Sarkozy.

Está aqui muito do que é o estado da política por esta Europa fora. Sarkozy, foi inclusivamente, o único presidente, para além de Giscard D´Estaing, que não garantiu a reeleição. Em pouco tempo conseguiu esgotar-se e esgotar a paciência dos franceses, que ficaram fartos dele. Em Portugal passou-se o mesmo no ano passado. Muitos dos que festejaram com Passos Coelho festejaram a derrota de Sócrates, que já ninguém podia ver à frente. E as coisas apontam para que daqui a três anos suceda o mesmo com Passos Coelho.

Daqui a cinco anos poderá ser Hollande o odiado. A crise, os tempos que correm e as (não) respostas da União Europeia, também fazem destas coisas.

Vota-se para penalizar, não se vota para premiar soluções novas e mobilizadoras. Porque disso já não há!

CHANGEMENT

Por Eduardo Louro

                                                                      

Quelque chose changera, acredito!

Não sei o quê, nem como. Sei que não será exactamente nos termos que François Hollande anunciou na campanha eleitoral. Mas alguma coisa vai mudar, ninguém é o mesmo sem mordomo!

Na Grécia também muita coisa mudou. Mas aí é uma mudança que deixa tudo na mesma: sem solução!

ELEIÇÕES FRANCESAS

Por Eduardo Louro

 

Tudo em conformidade com as sondagens, nas eleições presidenciais francesas: Hollande à frente de Sarkozi e a extrema-direita de Marine Le Pen a continuar a engordar, com mais de 18% dos votos. Se assim continuar na segunda volta, o mordomo da Senhora Merkel falhará a reeleição e François Hollande - com 54% nas sondagens - será le nouveau President!

O que irá mudar?

Pela forma como, na campanha eleitoral, Hollande passou ao lado dos problemas – grandes, bem grandes – e pelas promessas irrealistas, mesmo demagógicas, que apresentou, diria que as expectativas não podem estar muito altas. Mas acredito que a Senhora Merkel tenha que pôr um anúncio à procura de novo mordomo…

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