Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Cegueira política

Milhares rodearam instalação autonómica tentando impedir saída de agentes

 

Como tudo indicava, a Espanha de Rajoy está irremediavelmente a precipitar-se para o caos e para a desagregação. Pretender transformar um problema político numa questão jurídica foi o erro de que Rajoy não se livrará mais. 

A Constituição espanhola não é diferente da Constituição de qualquer outro país do mundo. É, primeiro e antes de tudo, um manual político. No século XXI, na Europa, não é possível resolver problemas políticos com repressão, rusgas e prisões. Só Rajoy, e uns tantos que por aí andam com a mesma cegueira política, não percebe isso!

 

 

 

Entretanto, aqui ao lado...

Imagem relacionada

 

Sem que demos muita conta disso, aqui ao lado, a Espanha está a arder. Não no sentido literal, como tem acontecido em Portugal, mas num fogo ainda mais destrutivo.

Quando em Portugal estivermos a caminho das urnas para eleger os nossos representantes autárquicos, na Catalunha, 8 milhões de catalães estarão a fazer o mesmo caminho, mas para dizerem que não querem ser espanhóis. Ninguém tem dúvidas que não querem, e que o resultado do referendo será, três ou quatro dias depois, a declaração da independência daquela que é a mais rica região da Península Ibérica.

Conhece-se a História. Sabemos o que a Catalunha sempre fez pela independência, sabemos até que muito da nossa própria independência se deve a isso. Sabemos que têm uma língua própria, de que nunca abdicaram, e que reservam ao castelhano o mesmo papel que ao francês e ao inglês. E sabemos, por muito que possamos estranhar, que são os jovens que estão na primeira linha pela independência.

E talvez seja isso que traduza o mais profundo sentimento de independência dos catalães. Que explique que as aspirações independentistas de séculos se mantenham vivas, mesmo numa União Europeia naturalmente vocacionada para esbater nacionalismos, e numa Espanha moderna, bem sucedida e europeia. 

Mas, neste referendo, e no terramoto político que se seguirá, há muito da incapcidade política de Mariano Rajoy. Porque nunca na História houve tantas condições politicas para tratar dessa velha aspiração catalã, ou do velho problema da Catalunha, como se preferir.

Na impossibilidade de, como no passado, responder com bombardeamentos (houve até um general - Espartero - que dizia que a forma de resolver o problema era bombardear a Catalunha de 50 em 50 anos) e execuções em massa, Rajoy recorre aos mecanismos jurídicos. Pretender que o problema não existe porque a Constituição não o permite, é o limite da cegueira política. Um erro que vai sair muito caro!

É curioso que esteja a escrever estas linhas quando, em Estrasburgo, Juncker fala do estado da União...

 

 

Um dia quente!

Imagem relacionada

 

Acaba Agosto, o mais mítico e romanceado dos meses do ano. Acabam as férias e praticamente acaba o Verão. Mais que mudar o calendário muda uma forma de vida.

É sempre assim, todos os anos. Hoje no entanto é muito mais que isso. Muitas páginas se viram hoje com a do calendário.

Mesmo que o mercado de transferências no futebol feche sempre nesta data, nunca fechou como hoje, com a porta a ir lentamente fechando com inusitado suspense. Nunca a coisa por cá fervilhou tanto, com tanto negócio de última hora, tanta volta e reviravolta, tanta lágrima, tanto amúo e, inevitavelmente, tanto dinheiro.

Chega ao fim o processo de impeachement de Dilma Roussef no Brasil. Depois de mais um longo e insuportável desfile de senadores, cada um a tentar ser ainda mais deprimente que o anterior. Depois da advogada anónima que virou gente - figura central em todo este processo, Janaína Paschoal de seu nome - garantir, em choro por ventura comovido mas nada comovente, que o impeachment era um ato divino, e de, não menos absurdo, pedir desculpas aos netos de Dilma. E depois do advogado de defesa chorar, porque a outra já chorara, o golpe de Estado está consumado. Na América Latina, agora, os golpes de Estado são assim. Os generais já passaram de moda!

Em Espanha, Rajoy tenta ser de novo empossado à frente de um governo que já tarda vai quase para um ano. Não vai dar em nada. Mesmo com o acordo com o Ciudadanos, faltam-lhe seis deputados que, diga-se, não fez muito por encontrar. É agora claro que a alternativa a novas eleições - as terceiras consecutivas, e provavelmente também inconclusivas - é a geringonça portuguesa. Com molho á espanhola.

E é também hoje que toma finalmente posse a nova administração da Ciaxa Geral de Depósitos, naquele que se espera seja o último capítulo de uma novela lastimável, toda ela cheia de tesourinhos deprimentes. Mas caros, todos muito caros.

É verdade. Não me lembro de um 31 de Agosto tão quente! 

À portuguesa

 

Imagem relacionada

 

O líder do PSOE, Pedro Sanchez, esteve ontem em Lisboa para - diz-se - aprender com António Costa como se faz esta coisa que os espenhóis já chamam de Pacto à portuguesa. Sabemos como nuestros hermanos, por muito que o escondam, nos invejam em muitas coisas: agora é com esta!

Mas, da mesma forma que desprezam a corrida de toiros á portuguesa, que se lhe não conhece especial apetência pelo cozido à portuguesa, o melhor mesmo é esquecerem esta poção política à portuguesa. Nunca lá conseguirão chegar...

E não é por isto nem por aquilo. É apenas por uma coisa que tem mais de 800 anos, que se chama Nação, e que tem um valor incálculável. Tão alto e tão difícil de calcular que é preciso este tipo de visitas para nos apercebermos dele!

O comboio dos duros

Por Eduardo Louro

 

Portugal forma hoje com a Espanha e a Alemanha um autêntico comboio dos duros. O núcleo duro da União Europeia que defende a ortodoxia austeritária na Europa, e que sustenta a inflexibilidade e o radicalismo perante as posições da Grécia.

Quem diria? A Alemanha acompanhada precisamente por dois dos PIGS... Metade dos países do Sul aliados á Alemanha contra os países do Sul... 

Há aqui qualquer coisa que não bate certo!

A posição da Alemanha percebe-se: é mentor dessa política, e autor dos programas para a sua implementação, e tem por isso mais dificuldade em assumir o erro. Acresce que ganhou muito com o actual estado de coisas, e tem interesses de curto prazo no status quo!

As posições de Portugal e da Espanha só podem ser percebidas à luz dos interesses eleitorais dos partidos no poder. Não há, nem pode haver outros interesses. Têm ambos eleiçoes este ano e, em Portugal, Passos Coelho e Portas sabem que só podem aspirar a ganhá-las mantendo-se firmes na defesa de todo o mal que fizeram.  Para defender os seus interesses particulares não podem agora negar tudo o que fizeram durante estes quatro anos, e colocar-se ao lado do que são hoje os interesses do país e da Europa. Em Espanha a situação é ligeiramente diferente, se bem que resulte exactamente no mesmo. Em Espanha é a afinidade do Podemos - já á frente nas sondagens - com o Syriza que leva Rajoy a tudo fazer para empurrar a Grécia para fora do euro. Derrotando o governo grego, derrotando o Syriza, Rajoy acredita que derrota o Podemos e que mantém o poder!

Hoje, umas dezenas de personalidades, de todos  os quadrantes políticos, subscrevem uma carta aberta onde apelam a Passos Coelho que mude de posição. Cairá em saco roto, Passos não ouve nem vê para além do seu umbigo. A sua posição já mudou o que tinha a mudar: mudou da inicial história para crianças para o cinismo do recente queremos tudo o que for dado à Grécia. Não que pretenda seguir as posições do governo grego, mas apenas porque acredita que essa é a melhor forma de as inviabilizar, e de também ajudar a expulsar a Grécia da Europa.

Juntando-lhe as lamentáveis - para não dizer nojentas - declarações de ontem de Cavaco Silva. é caso para dizer que nunca tivemos tantas razões para ter vergonha de quem elegemos. Se este velho sonho da direita (uma maioria, um governo e um presidente) era para chegar a isto, bem podem limpar as mãos à parede!

Brasil 2014 VIII

Por Eduardo Louro

 Mundial 2014: Espanha - Chile

 

Holanda e Chile são as duas primeiras selecções apuradas para os oitavos de final do Campeonato do Mundo.

A Holanda voltou a apresentar a sua nova cara táctica, o tão bem articulado 3-5-2 com que enfrentou a Espanha, dando assim a ideia que esta é uma opção estrutural de Van Gaal, resulte ela da avaliação que faz dos seus recursos ou de uma nova paixão, afinal não tão nova como isso…

Começou por parecer estranha aquela atitude táctica de entregar a bola aos jogadores australianos e esperar por eles cá atrás, para depois saltarem que nem flechas Roben e Van Persie. Parecia estranho porque a bota não jogava com a perdigota.

À Austrália não assentava bem esse papel, mas a verdade é que o desempenhou e fez de grande, de favorita. Mas fez mesmo, chegou a estar a ganhar e foi superior durante a maior parte do tempo à Holanda. Que apenas quando chegou ao terceiro, ao golo da vitória – num frango do guarda-redes australiano, não tão grande como o do russo, que será difícil de bater – equilibrou as contas.

Hoje a selecção holandesa ganhou, mas porque teve de trocar de papel, não confirmou a excelência do primeiro jogo. Mas nem isso impediu que já esteja nos oitavos, e a um empate do conforto do primeiro lugar do grupo!

Mais brilho teve o apuramento do Chile que, no dia em que a coroa trocava de Rei, retirou também à Espanha a coroa de campeão. Só não se sabe a quem a irá entregar…

Utilizou o mesmo sistema táctico da Holanda, mas isso é apenas uma curiosidade. Porque se confirma que esta Espanha é, como aqui havia dito, o fim de uma história. Que foi muito bonita, mas acabou. Outras virão!

Del Bosque voltou a fazer quase tudo igual. Se já tinha corrido mal, não se percebe como, fazendo tudo igual, se poderia esperar resultado diferente. Apresentou praticamente a mesma equipa e fez praticamente as mesmas substituições. O resultado só não foi praticamente igual porque ao Pepe deles se perdoa quase tudo. Penaltis e vermelhos incluídos!

Sete golos sofridos e apenas um marcado – e mesmo esse falso, através de um penalti oferecido, no tempo em que os galões de campeão ainda brilhavam – é o que fica deste triste adios espanhol!     

Brasil 2014 II

Por Eduardo Louro

 

 

No primeiro jogo do dia o México ganhou aos Camarões, mas teve que marcar três vezes para que o árbitro lhe aceitasse um golo.

No segundo tivemos a reedição da final de 2010, na África do Sul. Mas acima de tudo tivemos um grande jogo de futebol, daqueles que, para além de dar gosto ver, dá gosto conversar. E um acontecimento histórico – pela primeira vez um campeão é goleado logo no primeiro jogo em que se apresenta para defender o título!

A primeira parte foi equilibrada, se bem que a roja, vestida de branco, deixasse perceber que estava por cima no domínio e no controlo do jogo. Chegou primeiro ao golo, mesmo que através de mais um penalti nascido da imaginação do árbitro, mais do que da matreirice do Diego Costa, a não querer ficar atrás do seu compatriota da canarinha, que joga no lugar que ele recusou. Que tantos assobios lhe valeu e continuará certamente a valer…

Mesmo em cima do intervalo a selecção laranja, a jogar de azul, chega inesperadamente ao empate com um golo fantástico de Van Persie, e como que anunciou a hecatombe que haveria de se abater sobre os campeões do mundo. Um verdadeiro desastre que teve como primeiros responsáveis duas verdadeiras instituições do futebol espanhol: Dom Vincente e Dom Iker!

O seleccionador quando, de uma assentada, desfez o duplo pivot de meio campo, com a substituição do Alonso pelo Fabregas, e trocou de pontas de lança, substituindo o brasileiro – que até pode parecer um corpo estranho naquela equipa, mas dá-lhe profundidade e agressividade como ninguém mais – pelo anémico Fernando Torres, hoje um jogador que nada acrescenta. E o tão lendário quanto contestado guarda-redes quando falhou, da forma clamorosa que falhou, nos momentos decisivos do jogo, tornando-se na imagem da derrota e no mais visível dos destroços do campeão do mundo.

Até aí a selecção holandesa tinha posto alguns problemas aos espanhóis, trocando-lhe as voltas e impedindo-lhe o famoso pressing. A partir daí transformou o jogo num autêntico pesadelo para Casillas, Xavi, Iniesta, Sérgio Ramos, Piqué… Foram cinco, mas poderiam ter sido mais, ao ponto de nem sequer sobrar espaço para lembrar mais uma deplorável arbitragem, desta vez de um dos principais árbitros europeus, o italiano Nicola Rizzoli, com influência decisiva quer no resultado quer na sua marcha.

É o fim de uma história de seis anos de sucesso máximo, com dois títulos europeus, um mundial e um futebol de encantar?

É certamente o fim de algumas dessas coisas. Mas poderá não ser o fim de todas elas… O que não impede ninguém de riscar o nome da Espanha da lista de candidatos a chegar á final, no Maracanã!

Com tanta história neste jogo sobraria pouca para o outro jogo do grupo, entre o Chile e a Austrália, que fecharia o dia. Chegou a parecer que era uma história de golos, quando ainda dentro do primeiro quarto de hora, e apenas num minuto, a equipa sul-americana fez dois. Afinal, o que parecia uma história de golos acabou por não passar duma história banal do futebol - ganha a equipa que tem os melhores jogadores.  

Ganhou o Chile, por 3-1, com o terceiro golo já nos descontos, mas podia não ter ganho, e a diferença até foi feita pelos guarda-redes!

E foi, ao quarto jogo, a primeira arbitragem limpa, sem influência no resultado… 

O rei abdica

Por Eduardo Louro

 

O Rei Juan Carlos abdicou da coroa espanhola em favor do seu filho, Felipe. É a vantagem da monarquia. Noutro regime, dois anos depois daquela caçada aos elefantes em que acabou caçado, tinha-se simplesmente demitido!

Por cá, como não temos rei, ninguém abdica. Nem se demite. Está tudo Seguro...

O Atlântico pode estar a desaparecer

Por Eduardo Louro

 

Vi esta notícia e achei que era a natureza finalmente ao nosso lado, solidária com este povo que sofre aqui neste cantinho da Europa, que já foi jardim à beira mar plantado.

Acabar com o Atlântico é tirar a Portugal aquilo a que deixou de dar uso. Não prejudica o país, que há muito lhe voltou costas. Ainda nos servia de praia mas, sem subsídio de férias e sem feriados e pontes, já nem para isso nos serve.

Mas, mais do que livrarmo-nos de uma coisa que já não usamos, acabar com o Atlântico é fazer-nos americanos. E isso não é só o cumprimento do desejo máximo do governo de acabar com os portugueses. De os mandar embora, já sem que tenham que emigrar. É também o cumprimento do maior sentimento de vingança dos portugueses, deixando a Europa a falar sozinha. É deixar o centro e o norte da Europa sem sol, sem praias e sem uns tipos para chatear… É deixar a Alemanha com o seu clube de amigos e satélites, cheia de gente chata, loura, de olhos azuis e muito produtiva…

E ainda dávamos boleia aos espanhóis, que finalmente nos ficariam a admirar. E eternamente gratos…

Mas nada de ficar já a esfregar as mãos. Isto não é coisa de atar e pôr ao fumeiro, demora o seu tempo. Tudo para cima de uns 200 milhões de anos…    

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (II)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Ainda na fase inicial dos jogos é o futebol – cuja competição até começou mais cedo – a concentrar as primeiras atenções. Uma modalidade em que as surpresas por vezes acontecem, mas que nos Jogos Olímpicos acontecem mais vezes.

Enquanto Neymar confirma os seus créditos de menino-prodígio da bola e Hulk parece não ter nada para confirmar, a selecção espanhola, que dividia todo o favoritismo com a brasileira, acaba de ser eliminada dos jogos, logo ao segundo jogo. Depois de ter perdido com o Japão na ronda inaugural (0-1), a Espanha repetiu o resultado e a derrota com as Honduras. Num grupo que conta ainda com Marrocos, era inimaginável que a selecção espanhola – que integra três dos recentes campeões europeus – ficasse de fora do apuramento.

No jogo com as Honduras, que ditou a eliminação, a Espanha foi infeliz, é certo. Teve três bolas nos ferros (só a sua conta Rodrigo acertou duas vezes na barra), mais uns muitos remates a centímetros do poste e outros a bater em tudo o que eram pernas plantadas na área hondurenha. E encontrou pela frente um guarda-redes (Mendoza, de seu nome) que defendeu tudo o que lhe sobrou para defender, com elasticidade e reflexos fora do comum. E ainda uma arbitragem bem mazinha – má é má, não é a mesma coisa que tendenciosa – que lhe escamoteou um penalti - sobre o Rodrigo, o jogador do Benfica.

É futebol, como se diz em futeblês. Mas a verdade é que a Espanha deu a primeira parte de avanço. A selecção da América Central agradeceu, marcou logo aos 7 minutos o golo que lhe garantiu a vitória. Que ao intervalo justificava mas, no final, de forma alguma…

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

JORNAIS

AFINIDADES

BENFICA

OUTROS QUE NÃO SE CALAM

FUTEBOLÊS

TROIKAS

FUNCIONALIDADES

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics