Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Saia mais uma comissão de inquérito

Imagem relacionada

 

É tal o sucesso deste governo que disparou por toda a Europa o interesse nesta solução governativa. De todo o lado chega gente para observar a geringonça, in loco, e já perguntam se não dá para exportar.

Mérito dos portugueses - sem dúvida - mas há muito que agradecer à Europa, em especial à Comissão Europeia e ... ao Sr Schauble. A publicidade do Sr Moscovici foi importante para este sucesso mas, decisiva... decisiva foi a boca calada do Sr Schauble. Que bem merece uma comissão de inquérito... Força,  senhores!

Mais um capítulo ou um capítulo a mais?

Imagem relacionada

 

Quando julgávamos que o último capítulo da novela da contratação de António Domingues para a administração da Caixa Geral de Depósitos se intitulava "mentiu/não mentiu", ou "há documentos escritos/ não há documentos escritos", eis que, para segurar audiências e aprofundar o suspense, o argumentista acaba de lhe acrescentar mais um: "O Governo manipulou a data de publicação do decreto-lei".

A forma como tem dirigido a telenovela revela o dedo apurado argumentista. Um verdadeiro mestre: quem é que acredita que só agora, no ponto mais alto do capítulo ainda em cena, Marques Mendes tivesse reparado que o D.L nº 39/2016 fora aprovado em Conselho de MInistros em 8 de Junho, promulgado pelo Presidente em 21 de Junho, e apenas publicado no Diáro da República em 28 de Julho?

É certo que o guião ajuda. E ajuda especialmente na parte em que Antóno Costa, a quem se exigia muito mais dedo para a ética política do que para a habilidade politiqueira, perdendo todas as oportunidades para a introdução de um ponto de ordem na mesa deste descalabro, abriu caminho à bola de neve, cada vez mais difícil de parar.

Já ninguém consegue dizer que este seja o último capítulo da telenovela. Não me parece, e admito até que nas cenas dos próximos capítulos surja uma personagem com mais protagonismo. Basta que lhe apresentem uma assinatura num papel...

Os erros pagam-se. E este só não sairá muito mais caro porque, mesmo com o seu exército espalhado pelas televisões e  jornais, a oposição se resume àqueles vinte minutos dominicais de Marques Mendes. E aos seus interesses políticos pessoais...

Trocar de pneus

 Imagem relacionada

 

Vem aí o Programa de Estabilidade a apresentar em Bruxelas. E com más notícias, que o governo está já a dar aos parceiros que o vão segurando.

Não se percebeu muito bem o que foi António Costa fazer a Atenas logo no início da semana. Nada do por lá se ouviu fazia muito sentido, e quanto a eficácia ... menos ainda. Percebe-se agora que foi perguntar a Tsipras como é que se anda tanto para trás sem cair. Como é que se recua tanto sem trocar os pés...

Tsipras tem um capital de experiência nessa matéria que António Costa acha que não pode desperdiçar. Recuou, recuou, recuou e não caiu. Conseguiu ir-se aguentando...

Já ninguém se irá admirar muito que dentro de pouco tempo a geringonça troque de pneus. Ou de rodas...

Há um país...

Por Eduardo Louro

 

 

Toda a gente está procupadíssima com o fim da linha da Grécia. O mundo inquieta-se, de lés a lés. Sobressaltado e consciente do que aí vem...

Toda a gente?

Não é bem assim. Há um país onde não é de todo assim. Há um país que tem um primeiro ministro que não está preocupado, que diz que o país que governa tem condições para passar despreocupadamente ao lado de tudo isso. E que tem uma ministra das finanças que, da mesma forma, garante que não há crise. Que tem os cofres cheios... E que tem um presidente que não tem dúvida nenhuma que  o seu país "e a zona euro têm capacidade para conter efeitos de um acidente com um país do euro"...

Um presidente que é conhecido por nunca ter dúvidas, e que raramente se engana. Como ainda há menos de um ano provava, garantindo que um dos principais bancos do seu país não tinha problemas, tinha almofadas.

Falta-me dizer que temos a sorte de sermos cidadãos desse país. Esse país é que tem o azar de estar nas mãos dessa gente... 

Se a estupidez pagasse imposto...

Por Eduardo Louro

 

Quando - até porque as eleições estão à porta e já não há quem queira que se lixem - se pensava que o governo iria gerir com mais cuidado o seu cardápio de imbecilidades, eis que  Aguiar Branco, o ministro da defesa à exacta medida do governo a que pertence, resolve brindar-nos com mais uma preciosidade. Só faltava esta: Silva Lopes teve a rara felicidade de partilhar o dia da morte com Manoel de Oliveira.

Brilhante! Só mesmo a mente brilhante digna de um ministro deste governo conseguiria tão oportuna, sensata e inteligente ideia... 

Se a estupidez pagasse imposto este governo, pela sua própria mão e sem dar cabo da vida a mais ninguém, teria mesmo tirado o país da crise. A sério!

Um eixo de lata

Por Eduardo Louro

 

 

O líder do Syriza, em reunião interna do partido – saliente-se: em contexto eminentemente interno de um partido – disse o que todos os jornais noticiaram, que por isso foi público e notório, e que toda a gente percebeu. Que tinha havido um eixo formado pelos governos de Portugal e Espanha que “por motivos políticos óbvios, tentara levar a Grécia para o lado, para o abismo durante todas as negociações”.

Quais virgens ofendidas, os dois governos ibéricos juntaram-se para, em carta conjunta, se queixarem às instituições europeias. Tão ofendidos, tão ofendidos mais não fizeram que confirmar que o eixo existe. Os motivos e os fins da sua existência, esses, nem precisam de confirmação…  

Mas lá que têm lata, têm!

Já só restam figuras menores...

Por Eduardo Louro

 

Foto "roubada" daqui

 

Isolado, e barricado no fanatismo austeritário com que espera a salvação eleitoral, o governo de Passos e Portas vê-se obrigado a entregar a defesa do indefensável a gente menor, com isso menorizando ainda mais os portugueses. Já sem gente de dimensão á sua volta, o governo entrega a sua defesa a figuras menores, bem próximas da indigência. É também uma questão de dignidade…

Ontem, no Prós & Contras da RTP – o formato até poderá responder aos quesitos de um bom programa de informação/espectáculo, mas uma apresentadora/moderadora cada vez mais incapaz de tratar qualquer tema que vá um bocadinho para além do mais básico dos básicos, deixa-o ao nível do lixo televisivo – foi mais uma vez evidente o nível a que baixou a defesa das posições com que a maioria conta para a campanha eleitoral em que se encontra. Foi entregue a uma figura dada a conhecer por Pedro Sampaio Nunes, empresário e residente em Bruxelas – circunstância que não se cansou de repetidamente referir – que foi simplesmente deprimente. Lugares comuns, frases feitas, ausência de qualquer raciocínio estruturado, ignorância e muitos tesourinhos deprimentes. Um deles é que a electricidade não é um bem transaccionável, não se pode exportar… A ponto de José Manuel Fernandes, o seu colega de pró, que não é exactamente homem de grande vergonha (lembramo-nos, por exemplo, das escutas de Belém), ruborizar levemente ali por cima da barba.

Foi certamente por isso que a sua apresentação se ficou pelo empresário residente em Bruxelas, escondendo que, afinal, tem ocupado inúmeros cargos (alguns ligados á energia) na esfera do poder laranja, entre os quais o de Secretário de Estado da Ciência e Inovação do governo de Pedro Santana Lopes!

 

Miopia, tacanhez e provincianismo

Por Eduardo Louro

 Resultado de imagem para expo 2015

 

Soube-se hoje que Portugal não estará presente na Exposição Universal de Milão, na Expo 2015, sob o tema "Alimentar o Planeta, Energia para a Vida". Diz-se que para não gastar 8 milhões de euros!

O governo que gasta milhares de milhões nos BPN´s, nos BES e tuti quanti seja banca. O governo dos perdões fiscais dos milhões na Suíça. O governo que engorda o aparelho de Estado com boys e mais boys que custam aos milhões. E que anuncia que vai poupar centenas de milhões em juros, não tem 8 milhões de euros para participar num evento mundial, aqui ao lado, que contará com 20 milhões de visitantes e com a presença de 145 países.

Que no próximo dia 1 de Maio abre portas… Portas. Portas que tem a responsabilidade pela diplomacia económica. Portas que é responsável pela nomeação da ministra da agricultura, e das outras coisas todas, com os pelouros da temática da Expo, que ignorou. Portas demasiado ocupado com as eleições e com a propaganda, para se lembrar destas minudências, onde o mundo terá os olhos…

Também isto atenta contra a dignidade do país. Dificilmente encontraremos um governo onde tantos façam tanto mal ao país... Tão míope, tacanho e provinciano!

 

O roto

Por Eduardo Louro

 

Quando aqui comentei pela primeira vez a vitória eleitoral do Syriza na Grécia, a propósito dos assustados, referi que Rajoy já tinha dado conta do seu pânico, mas que por cá ainda se não tinha visto qualquer reacção. Não tinha, na altura... Mas chegou, tarde como é costume, mas chegou pouco depois a reacção do governo. É certo que não revelou o pânico de Rajoy, porque por cá não há Podemos. Nem juntos, nem separados. Simplesmente não há...

Mas não foi menos gravosa, antes pelo contrário. Rajoy revelou medo, e foi acintoso e inapropriado na reacção. Indelicado. Foi uma reacção a um resultado eleitoral, onde se não deveria meter, é certo, mas foi isso. Foi indelicado para com um partido que acabara de ganhar as eleições no seu país. Passos Coelho, com toda a sua inépcia e a arrogância dos impreparados, reagiu mais tarde e quando o fez atingiu um governo democraticamente eleito num país afim. Não foi apenas inapropriado e acintoso, entrou na esfera do conflito diplomático!

Passos Coelho, e este governo - das formiguinhas - não é apenas incompetente e inapto. Não é apenas o último suporte do radicalismo alemão, cujos interesses sobrepõe aos nacionais. É também ridículo, o roto que aponta ao nu! 

 

Equívocos (ou contradições insanáveis?) nas reformas estruturais

Por Eduardo Louro

 

 

Não sei se, para a Europa e para o discurso político em geral, as reformas estruturais são uma panaceia se uma obsessão.

Pouco mais de seis meses depois da saída da troika de Portugal, a Comissão Europeia manifestou a sua desilusão com a capacidade reformista do governo. E no entanto tinha dado o programa português por concluído!

Ainda agora, na Grécia, quando se esperava que na sequência da vitória do Syriza – em consonância aliás com toda a pressão, e até chantagem, a que a União Europeia recorreu antes das eleições – a Europa desatasse a levantar reservas e obstáculos, apenas se ouviu falar de reformas estruturais. Não há problema nenhum desde que o novo governo grego avance com as reformas estruturais, foi o que de Bruxelas se ouviu.

Por cá, o governo afirma-se como campeão das reformas… Mesmo que na principal, na mãe de todas as reformas, a reforma do Estado, se tenha ficado por aquelas inacreditáveis e inconsequentes duas páginas que Portas, depois de mais de um ano de incumbência na tarefa, apresentou e chamou Guião.

Toda a gente fala de reformas estruturais, mas nem todos querem dizer o mesmo. Para uns são uma coisa, para outros são outra. Coisas completamente diferentes, e muitas vezes opostas!

Para a União Europeia germanizada, e para aplicar nos países do Sul, reformas estruturais são cortes. Cortes de salários e cortes de despesa social. Para o governo de Passos Coelho, sempre afinado pelo diapasão germânico, é exactamente o mesmo, e por isso não há nada a reformar – no Estado, na Justiça, na Educação, na Economia… – que não seja cortar salários e recursos. O governo cortou salários aos funcionários públicos e fez a reforma da função pública. Cortou salários a médicos e enfermeiros e cortou nos quadros de pessoal, e fez a reforma da saúde. E o mesmo na Educação e na Justiça… Com isto destroçou o mercado interno, fecharam milhares de empresas e foram para o desemprego centenas de milhares de pessoas. Resistiram as exportadoras e, sem consumo nem investimento, equilibram-se as contas externas pela quebra nas importações. E aí está a maior reforma de sempre na economia portuguesa, complementada depois com a sucessiva, imparável e insaciável reforma da legislação laboral...

Isto não é reforma estrutural nenhuma. Isto é austeridade!

Vem isto a propósito do que está para acontecer na Grécia. O Syriza declarou de imediato o fim da austeridade, e a União Europeia respondeu logo que não havia problema nenhum desde que se fizessem as reformas estruturais. Que podem acabar com a austeridade desde que continuem com a austeridade!

Entretanto hoje, na primeira reunião do conselho de ministros, o novo governo grego parou com todas as privatizações que estavam em curso. Isto é, tocou justamente na outra face da moeda das reformas estruturais que a União Europeia tem para o Sul. Nem mais, reformas estruturais são austeridade e privatizações!

O sucesso do Syriza passa fundamentalmente pela resolução destes equívocos. Ou destas contradições, numa linguagem mais própria... É tarefa para Hércules. Ou para Herácles, com mais propriedade!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

JORNAIS

AFINIDADES

BENFICA

OUTROS QUE NÃO SE CALAM

FUTEBOLÊS

TROIKAS

FUNCIONALIDADES

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics