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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Escândalo anunciado

Benfica ou FC Porto vão festejar título

  

 

O escândalo estava anunciado. Mas não se imaginava que pudesse ter a dimensão que acabou por ter.

Disputava-se hoje a última jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, com o Benfica a defrontar o Sporting e a necessitar de ganhar o jogo para se sagrar campeão - tri-campeão. O Sporting marcou o jogo para um pavilhão em Alverca, impróprio para a prática da modalidade e com reduzida lotação, que os adeptos sportinguistas rápida e facilmente esgotaram.

A Federação, ao aceitar que um jogo decisivo se realizasse naquelas condições, disse de que lado estava. A equipa de arbitragem nomeada há muito que o tinha dito.

O clímax do escândalo estava reservado para o final do jogo, quando o Benfica, depois de dar a volta ao resultado, marcou o golo da vitória a 40 segundos do fim. Um golo limpo, sem qualquer irregularidade, como ficou provado nas imagens televisivas, que o árbitro confirmou e que, naturalmente, os jogadores do Benfica - não havia lá mais ninguém para festejar - festejaram o golo que valia o título.

Feitos os festejos, inexplicavelmente e sem que ninguém percebesse, o árbitro anulou o golo e entregou o campeonato ao Porto. 

Portugal campeão europeu. Outra vez!

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18 anos depois, Portugal conquistou o campeonato europeu de hóquei em patins, derrotando na final a Itália, a campeã em título. Por 6-2, depois de estar a perder por 0-2 ao intervalo, com os dois golos a serem sofridos logo no início do jogo, sem que os jogadores portugueses conseguissem perceber o que lhes estava a contecer.

Depois de bolas e bolas nos ferros, e defesas impossíveis do guarda-redes italiano, na segunda parte soltou-se o ketchup. Numa exibição soberba, e verdadeiramente espectacular.

Como soberba foi a prestação portuguesa, que goleou em todos os jogos. As goleadas menos expressivas acabarm por ser estes 6-2 aos italianos e os 6-1 aos espanhóis. Mas sempre goleadas, como nunca se tinha visto... 

Parece mentira, mas é verdade; foram 18 anos de jejum. Este Julho está a ser verdadeiramente épico. Não sei se o presidente Marcelo vai ter medalhas para tanto...

Começa bem...

Imagem relacionada

 

Começa bem, esta jornada benfiquista de domingo. Começa com o título europeu em hóquei em patins.
Depois de, ontem,  ter conseguido a proeza - muito provavelmente inédita - de, no mesmo dia, conquistar o título de bi-campeão nacional (sem jogar, apenas usufruindo do empate entre o Porto e o Valongo) e o apuramento para a final da Champions, o Benfica começou esta jornada que se espera de glória, com glória europeia numa das modalidades com mais tradições em Portugal.

Depois de, ontem, ter eliminado o Barcelona, o maior colosso europeu da modalidade, o Benfica participou hoje numa rara, se não mesmo inédita, final portuguesa. Com a Oliveirense, que ontem afastara os italianos do Forte dei Marmi. 

Pareceu que Benfica sentiu isso, da final portuguesa. Que seriam favas contadas... Não foram. Aquilo era uma final da Champions, e se era a Oliveirense que ali estava, era porque tinha mérito para tanto. Não era o terceiro classificado do campeonato, a 20 pontos do Benfica, era o finalista da Champions. Era, além disso, a equipa do Tó Neves... Raçuda, quezilenta, provocadora... 

Só na segunda parte o Benfica se apercebeu disso. Ainda a tempo de impôr a sua real superioridade, e virar o 2-3 do intervalo para o 5-3 final. Da festa da Champions, em dia que se espera de muita festa. Mas com uma lição: as vitórias não caem de lado nenhum. Conquistam-se. Até à última gota de suor, como diz o Rui Vitória.. 

Negro, como o preconceito!

Por Eduardo Louro

 

Está a decorrer em Angola o campeonato do mundo de hóquei em patins. Os jogos da selecção nacional, que procura recuperar o título há muito perdido, estão a ser transmitidos no canal 2 da RTP.

Há muito que, também para mim, esta modalidade perdeu o encanto e o interesse. E digo também para mim porque a verdade é que é cada vez menor o interesse que desperta, mesmo nas poucas regiões do mundo onde ainda tem expressão. As pessoas e as instituições que têm por dever preocupar-se com isso vão lhe introduzindo regras novas, com o objectivo, de melhorar o espectáculo e a competição e, assim, reverter o clima de perda em que o hóquei em patins há muito entrou. E novas configurações que tornem a modalidade telegénica, capaz de captar os interesses das televisões, que hoje sustentam todas as grandes competições desportivas.

Estes têm sido objectivos sucessivamente falhados, deve dizer-se. Não há muito a fazer quando uma modalidade não tem expressão global, e o hóquei em patins passou ao lado da globalização. Perdeu a beleza estética que os portugueses lhe emprestaram, em particular nas décadas de 60 e 70 do século passado e, com isso, a dimensão de espectáculo capaz de agradar aos olhos do espectador. E perdeu dimensão competitiva, se é que se possa falar de competitividade numa modalidade que em toda a sua história tem cinco campeões do mundo, três dos quais, pode dizer-se, contingenciais: a Inglaterra, que apenas ganhou os dois primeiros, nos longínquos anos de 1936 e 39, e a Itália (1953,86,88 e 97) e a Argentina (1978,84,95 e 97) por quatro vezes cada. Espanha e Portugal - que já não ganha há 10 anos e que neste século apenas ganhou por uma vez (2003, em Oliveira de Azeméis) – com 15 campeonatos do mundo cada, somam 30: praticamente 80% dos títulos!

Também por isso não é modalidade olímpica, embora já lá tivesse passado como modalidade de exibição, em 1992 – Barcelona, como não podia deixar de ser, e onde Portugal ficou fora das medalhas (Argentina, Espanha e Itália). E por isso um campeonato do mundo de hóquei em patins não tem, nem de perto nem de longe, nada que ver com uma qualquer grande competição mundial. E que, evidentemente, está a nos luz do futebol onde um Campeonato do Mundo, como do Brasil do próximo ano, é um acontecimento mundial que mobiliza milhões de pessoas por toda a parte.

Mas não foi para falar de hoquei em patins, nem de campeonatos do mundo, que iniciei este texto. Isso acabou por vir a talho de foice, porque, dizia eu, os jogos da selecção nacional estão a ser transmitidos na RTP2. Que ontem jogava precisamente com a selecção anftriã, num jogo que prometia  - em causa estava justamente o apuramento da selecção angolana para os quartos de final - e que me obrigou a uma irresistível espreitadela. O relato estava a cargo do Paulo Catarro, agora correspondente em Angola da estação pública de televisão, que, como se a transmissão não fosse a cores, entendeu dar-nos os pormenores dos equipamentos das duas selecções: "a selecção nacional apresenta-se com o seu equipamento alternativo, de meias e calções azuis e camisola branca" (cores recuperadas das décadas douradas de 60 e 70) e "a selecção angolana com o seu equipamento habitual de camisola vermelha e calção negro".

Nunca na minha vida, tratando-se de equipamentos, tinha ouvido falar de calções negros. Sempre ouvi falar de calções pretos e, para mim, os calções se são pretos, são pretos, não são negros. As calças, se são pretas, são pretas. Não são negras.

Fiquei a saber que, para este correspondente da RTP em Angola, os calções são negros. Como o preconceito...

Ah! A selecção nacional ganhou por 5-1 e a de Angola ficou fora do seu mundial!

CAMPEÃO EUROPEU

Por Eduardo Louro

 

Preciamente uma semana depois de um grande choque, uma grande alegria: o Benfica sagrou-se hoje, pela primeira vez, campeão europeu de hóquei em patins. Em pleno Dragão, contra o Porto, numa inédita final portuguesa. 

Ganhou por 6-5, com o golo de ouro, depois de 5-5 no tempo regulamentar. Um golo de Diogo Rafael, ainda na primeira parte do prolongamento.

Ontem, no arranque da final four, o Benfica eliminara o Barcelona, altura em que adeptos portistas desencadearam alguns incidentes que obrigaram as poucas dezenas de adeptos benfiquistas a abandonar as bancadas. Por isso, alegando falta de condições de segurança, e porque  reclamava mais bilhetes que os que lhe foram distribuídos para afinal, o Benfica ameaçou não disputar o jogo. 

Ainda bem que a ameaça não passou disso mesmo! 

O DESTINO... SEMPRE ELE!

Por Eduardo Louro

 Espanha estraga a festa a Portugal

Quando o país mostrava ao país que é possível enfrentar a fatalidade e mudar o destino, quando provavelmente alguns dos que durante a tarde tinham cantado a Portuguesa por essa rua fora, a cantavam dentro de um pavilhão, em Paredes, onde se discutia o título europeu de hóquei em patins, alguma coisa de sobrenatural se encarrega de nos trazer de volta ao nosso fado.

Ontem, Portugal não repetiu o que se repete há catorze anos. Ontem, não viu a Espanha tornar-se mais uma vez campeã da Europa – a sétima consecutiva. Ontem Portugal perdeu o campeonato da Europa. Ontem Portugal não perdeu o campeonato para a Espanha: perdeu-o para o destino!

Perdeu mais que mais um campeonato da Europa de hóquei em patins, que até há vinte anos atrás dominava de forma esmagadora. Perdeu alma e foi esmagado pela fatalidade traiçoeira!

A selecção nacional tinha e teve sempre todas as vantagens. Chegara ao jogo final e decisivo com o rival de sempre em vantagem no coeficiente de golos, situação que tornava um empate suficiente para recuperar, catorze anos depois – então também em Portugal, e também nesta região capital do móvel (Paços de Ferreira) -, um título por que todos esperavam.

Durante o jogo esteve sempre em vantagem. Ao intervalo ganhava por 2-1. No início da segunda parte os espanhóis empataram mas, logo de imediato, na saída de bola, a selecção nacional voltou para a frente do marcador, onde se manteve por largos minutos.

Os espanhóis atingiram a décima falta quando o registo da equipa nacional se ficava ainda pela sexta. Ao desperdiçar o respectivo livre directo, desperdiçou essa vantagem, deixando-os a quatro faltas e ficando a cinco de nova oportunidade. Estas coisas fazem o destino, e os espanhóis empataram: nada de grave, o empate serve-nos…

A equipa espanhola atinge a décima quinta falta ainda antes de a nossa chegar à décima: vantagem reforçada! Voltamos a falhar o livre directo, como havíamos falhado o primeiro e como havíamos entretanto já falhado outro, noutra situação de jogo. Logo a seguir a equipa atinge a décima falta: os espanhóis não desperdiçam e, pela primeira vez, passam para a frente do marcador. Faltam pouco mais de dois minutos, o pavilhão gelou, as gargantas, secas, calaram-se. As caras dos jogadores são rostos de quem acaba de se encontrar com o diabo, ou mesmo algo ainda mais aterrador …

O medo é capaz do impossível, e o impossível aconteceu com um penalti - de novo na bola de saída – convertido no 4-4 da nossa felicidade. Faltavam ainda cerca de dois minutos – uma eternidade em hóquei – mas já ninguém nos roubaria a festa que tão bem enfeitava este sábado de mudança…

A equipa ia segurando a bola, escondendo-a dos espanhóis, que a perseguiam (à bola e aos jogadores portugueses) que nem loucos. E o tempo a passar… Dez… nove… oito… sete – contava-se e cantava-se no pavilhão – seis… Portugal tem a bola junto à baliza espanhola. Perde-a… O destino, outra vez!

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