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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Faz de conta que já há governo

 

 

 

Faz de conta que já há governo. Mesmo que seja um governo a fazer de conta. Que faz de conta que é governo e faz de conta que é novo, a mostrar bem que o campo de recrutamento da coligação que ganhou as eleições se esgota nas paredes do próprio governo. Nem sequer nas dos dois partidos!

Os ministros continuam ministros, mesmo os que antes faziam de conta que o eram. E até os secretários de Estado fazem agora de conta que são ministros... Para fazer de secretário de Estado é que parece que está mais difícil. Até porque dessa rapaziada já está tudo empregado. E bem, ao que se diz...

 

A pantominice também é como o azeite...

Por Eduardo Louro

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A coligação PàF, com Paulo Portas, como sempre, a não poupar nas palavras, espalhou aos sete ventos durante a campanha não só a saúde de ferro da nossa economia, mas que os empresários estavam todos carregados de decisões de investimento prontas a avançar. Só estavam à espera dos resultados das eleições, a confiança no país era tanta que, apurados os resultados e confirmada a sua vitória eleitoral, era só carregar no botão para que investimentos brotassem que nem cogumelos.

Também aqui a realidade é bem diferente. Afinal, pelo contrário, os empresários estavam à espera das eleições para anunciar despedimentos e encerramentos. Era - e foi - só carregar no botão. Só que em vez de investimentos começaram a sair mais encerramentos. E em vez de novos postos de trabalho, mais despedimentos.

Não se sabe se há empresas que não quiseram perturbar o bom andamento da campanha, ou se foram mesmo Portas e Pires de Lima a pedir-lhes que não a (os) perturbassem. Mas também não importa muito... A pantominice seria apenas um poucochinho maior!

A pantominice também é como o azeite: também vem ao de cima. Não costuma é ser tão depressa!

 

Bluff, predador e caça

Por Eduardo Louro

 

Ninguém terá grandes dúvidas que estamos a atravessar uma das mais fervilhantes fases do jogo político. Estamos perante uma certa pokerização da política, onde o bluff é rei. Imagine-se a excitação de Marcelo, se  fosse já o Presidente da República... 

Ninguém sabe, mas toda a gente admite, que o PS apenas está a manifestar toda a abertura à esquerda para que a coligação de direita suba a parada. Ninguém sabe, mas muita gente admite, que o PCP apenas demonstrou toda a abertura ao PS, roçando a própria emulação, para o encostar ainda mais á parede. E para dar o golpe de mesericórdia em Cavaco. Ninguém sabe, mas já se admite, que o Bloco adiou o seu encontro com o PS apenas para primeiro saber como tinham corrido as coisas com a coligação.

Provavelmente, nem o PCP está tão disposto a entregar um cheque em branco a António Costa, nem este está assim tão interessado nele. E muito provavelmente o Bloco está a perceber que tem pela frente a sua grande oportunidade histórica, e que para não a desperdiçar só tem agora que fazer bluff. Só tem que se mostrar completamente empenhado numa solução de governo com o PS, mesmo que não esteja nada interessado nisso.

Provavelmente é tudo isso. Mas, se o PS não agarrar esta oportunidade que a História lhe depositou nas mãos de formar governo com a esquerda - que não se esgota na obrigação de o formar, mas que não lhe permite quaisquer ambiguidades -  mais provável que tudo isso, é a sua pasokização. No jogo político actual, com tudo o que está em cima da mesa, não há lugar para meias tintas: o PS ou é predador ou é caça. E sendo caça, depois, nem os ossos se lhe aproveitam!

 

 

Coisas do diabo

Por Eduardo Louro

 

De repente, de um dia para o outro, o país desgraçou-se. Aquilo que era crescimento económico, diminuição do desemprego, florescimento e confiança a rodos, inverteu-se num só dia, numa só noite.

O pobre coitado do próximo governo, que como já se percebeu não tem nada a ver com isto, é que vai pagar as favas. Herdando, não o país viçoso da campanha eleitoral, a rebentar de vida por todas as costuras, mas o país desaurido e moribundo que depois do fecho das urnas se arrasta à nossa frente.

O novo governo vai receber "uma economia mais pequena, com menos pessoas, mas mais endividado do que em 2011"? A sério? Por onde é que têm andado?

Coisas do diabo. É o que é!

 

 

Não pode? Manda!

Por Eduardo Louro

 

A Constituição já não permite governos de iniciativa presidencial. Ontem, Cavaco começou por dizer exactamente isso, que não podia escolher o governo. Que isso pertence aos partidos, às forças políticas eleitas.

Depois de explicar isso mesmo, disse claramente que por isso, porque a Constituição não lho permite e entregou essa faculdade às forças eleitas, encarregou uma delas de o fazer por si. Cavaco é isto, e não há forma de ser outra coisa: se ele não pode fazer, pode mandar fazer. Não é autor, é sempre mandante!

No início da sua comunicação fiquei com a ideia que quem aqui tivesse acabado de aterrar e estivesse a ouvir aquelas palavras, pensaria que tinha acontecido em Portugal um golpe de Estado. No fim, fui eu que fiquei com a ideia que o golpe de Estado estava a acontecer!

O que eles dizem que o eleitorado faz

Por Eduardo Louro

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Outro dos disparates desta gente que se acha de mente brilhante, espalhada pelas televisões a fazer política disfarçada de comentário - e estou a dar sequência directa ao texto anterior - é que António Costa perdeu as eleições por ter virado à esquerda. Que - na mesma linha - as eleições se ganham ao centro.

Dizem isto há tanto tempo, e tanta vez, que já nem se pode dizer que é errado. Tem que se dizer que a realidade teima em não aderir à sua - deles - verdade.

Vamos lá a ver: não há mais eleitores, e ao contrário do que as televisões quiseram fazer crer - numa noite cheia de embustes televisivos, o folclore á volta da maior queda da abstenção de sempre foi apenas a maior das aldrabices, de que ninguém, depois, pede desculpa - a abstenção subiu, e foi a maior de sempre.

A coligação - mais o PSD nas duas regiões autónomas - ganhou as eleições com 2.060.186 votos, perdendo 740 mil eleitores (de notar que o PSD sozinho, em 2011, obteve mais 86 mil votos que agora, sozinho e com a coligação). O PS, com António Costa virado á esquerda a perder o eleitorado do centro, como pretendem, obteve ontem 1.740.300 votos, mais 182.050 que há quatro anos. O Bloco duplicou a votação, com mais 261 mil votos, e mesmo a CDU acrescentou 3.400 votos - que lhe renderam mais um deputado - ao resultado das anteriores legislativas. Nesta soma de ganhos e perdas perderam-se 300 mil votos para a abstenção, número que não é certamente alheio ao meio milhão de portugueses que tiveram de sair do país nestes quatro anos. 

Como é que, olhando para estes resultados, alguém poderá dizer que o PS perdeu as eleições porque Costa virou á esquerda. Ou, pior ainda, como dizem estes especialistas, que perante o perigo de um governo de António António Costa com Catarina Martins e Jerónimo de Sousa como vice-primeiro ministros - onde chega o delírio!!!- o eleitorado correu a votar na coligação.

Aritmeticamente, o PS perdeu as eleições à esquerda. Como é demasidado evidente para se poder dizer o contrário, que as perdeu ao centro. Politicamente é outra história... Mas, essa, não me tenho cansado de aqui trazer.

A tradição já não é o que era

Por Eduardo Louro

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A tradição já não é o que era, e António Costa não se demite. Contrariamente a tudo o que seria previsível: obviamente não se demite!

O que não quer dizer que não possa vir a ser obrigado a rever essa decisão. Que não é irrevogável ... Falta saber se no PS há coragem para o obrigarem a isso. Vontade há, coragem é que talvez não. 

Há quem acredite que, com a lição aprendida, daqui a pouco tempo chegue de novo a hora. Pode não ser assim, mas o pior mesmo é se a lição não ficou aprendida. É cedo para perceber isso, mas a ideia que fica é que a lição está longe de estar aprendida. O problema é que o problema do PS não se fica por uma lição. Nem por duas ou três lições, o problema é todo um programa. E quando assim é há muito mais voltas a dar...

O PS não precisa apenas de renovação. Não precisa apenas de gente nova, nem só de ideias novas. Precisa de um espaço novo!

Nasceu um novo cluster exportador!

Por Eduardo Louro

 

Em nenhum outro país o governo da austeridade ganhou as eleições. Portugal é diferente...Tão diferente que, onde quase tudo funciona mal, as empresas de sondagens funcionam bem. Em nenhum outro país tem sido assim!

Mais um contributo para o sucesso das exportações portuguesas, que têm segurado as pontas da nossa economia. Um novo cluster exportador: sondagens políticas. Só há que cuidar um pouco das emissões tóxicas, que isso agora anda debaixo de olho...

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