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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A novidade num jogo sem novidades

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Grande ambiente de novo na Luz, com perto de 60 mil nas bancadas, para defrontar o Boavista, uma espécie de "bête noir" nestes últimos dois anos. Na memória de todos ainda estava aquele jogo da época passada, que ao fim de meia hora já o Benfica perdia por três a zero. Na de Varela estaria certamente aquele golo no Bessa, na primeira volta, na única derrota benfiquista, até ao momento, nesta Liga.

Deve começar por dizer-se que este jogo teve muito pouco a ver com o tal da época passada. O que de mais parecido teve foi mesmo a arbitragem que, sem ter a influência directa no resultado que teve a daquele jogo, não foi menos desastrada. A arbitragem de Tiago Martins foi má de mais, sempre em prejuízo do Benfica. E nem o VAR, mais uma vez e como vem sendo costume, lhe valeu.

O jogo teve uma novidade - Jonas. Foi novidade a sua presença na equipa, depois da lesão em Portimão, na semana passada. E foi novidade que, jogando, não tenha marcado. Não é normal Jonas ficar em branco. E ficou em branco porque, e isso já começa a ser normal, voltou a falhar um penalti. Coisa que evidentemente o marcou, a ponto de não ter conseguido estar perto de ser o jogador que é. Também não foi feliz, também não teve aquela pontinha de sorte, a ponto de até aquele terceiro golo, que bem poderia ter sido seu, ter acabado em auto-golo.

De resto, não teve grandes novidades. O mesmo futebol envolvente do Benfica, e os mesmos protagonistas: Cervi, Zivkovic, Grimaldo, André Almeida, Feja - sempre - e os centrais, Rúben e Jardel, de novo a abrirem a caixa dos golos.

O Benfica voltou a entrar bem, decidido. Passados os primeiros três minutos, que o Boavista aproveitou para pressionar onde quer que estivesse a bola, começaram a surgir as oportunidades de golo. Quando, aos 14 minutos, Cervi foi derrubado na área, e Jonas falhou o penalti que o Rúben 4 minutos depois faria esquecer, já o festival de oportunidades ia avançado. E quando o Jardel, já perto do fim da primeira parte, fez o segundo, já tinham ficado para trás dezenas de jogadas de ataque, meia dúzia de oportunidades, e um penalti (corte e atraso com a mão para o guarda-redes) por assinalar. Do lado do Boavista, nada. Nem uma imitação de remate.

A segunda parte foi diferente. É verdade. O Boavista fez três ou quatro. Um à baliza. Fraco, para as mãos do Varela.

E o Benfica passou por um pequeno período de menor acerto, ali pelos segundos 10 minutos. O resto, foi mais do mesmo. Mais uma série de belas jogadas de futebol, mais protagonismo dos mesmos, mais umas tantas oportunidades, e mais dois golos. O tal que o defesa do Boavista "roubou" ao Jonas e, já perto do fim, o quarto, do Raúl. Que já estava a jogar no lugar de Jonas para aí há um quarto de hora...

E lá está o Benfica de novo no topo. À condição, outra vez. A lembrar a asa do cântaro...

Um resultado com duas caras

 

Não há como não começar pelo resultado deste Benfica-Rio Ave que abriu a jornada 21, hoje, na Luz. Bem composta, mas não cheia. Mesmo assim, num dia de chuva e frio, e no fim de uma semana não muito mobilizadora, 54 mil benfiquistas disseram "presente". Chegaram a assobiar, mas passou... Tem a ver com o resultado, por onde ia começar, e donde já estava a fugir.

O resultado, o 5-1 final, não espelha as dificuldades por que o Benfica passou no jogo. E no entanto é curto, muito curto mesmo, para o que se passou no jogo. O Benfica podia perfeitamente ter marcado o dobro dos golos. Pois é, o futebol tem destas coisas... E os resultados, às vezes, também têm duas caras.

Os campeões nacionais entraram bem no jogo. Entraram forte, pressionantes, com o seu futebol dinãmico e envolvente. Normalmente entradas destas dão em golo. Hoje não deu, e na primeira vez que o Rio Ave chegou à area encarnada, à beira dos 10 minutos de jogo, marcou. Jardel cedeu um canto desnecessariamente. Do canto resultou um ressalto, aproveitado com classe pelo Geraldes, que entrou pela atordoada defesa benfiquista e centrou bem para a cabeça de Guedes  pôr a bola dentro da baliza do Varela, que não pareceu nada que tivesse feito tudo para o evitar.

Logo a seguir o João Novais rematou ao poste direito de Varela, e o Benfica desapareceu do jogo, e só regressou à entrada para o último quarto de hora. Pelo meio, o Rio Ave controlou o jogo, com os jogadores do Benfica a teimarem em dar espaço aos dois jogadores-maravilha da equipa adversária, os já referidos Geraldes e João Novais. E o árbitro - miserável arbitragem de um árbitro (Manuel Oliveira) que normalmente aparece por "encomenda" nos jogos do Benfica -  e o VAR (que, como se sabe, tem servido apenas para deixar cair a sílaba do meio da "verdade" desportiva) deixaram de marcar um penalti a favor do Benfica.

Não foi feliz, o "regresso" do Benfica ao jogo. Coincidiu com a lesão de Salvio, mais uma. E foi então já com Rafa que a equipa partiu para cima da baliza do regressado Cássio que, como se sabe, tem história feita nos jogos com o Benfica. E com Zivkovic que, tendo entrado de início - a segunda experiência, depois do João Carvalho, para as funções que Krovinovic desempenhava com sucesso até se ter lesionanado, há duas semanas -, ainda se não tinha visto. 

Foi um sufoco, e as oportunidades de golo sucediam-se, sempre em vão. Mas nem assim o Rio Ave era um adversário submetido. Sempre a pressionar a primeira zona de construção do Benfica e, sempre que podia, lá trocava a bola com propósito e classe, pelo menos sempre que ela passava pelos pés daqueles dois.

A segunda parte arrancou no mesmo ritmo. Mas também com o esperado golo do Benfica, por Jardel. Mas de forma inesperada, num canto. O oitavo, depois dos anteriores terem sido desperantes... Depois... Bem, depois, e especialmente depois do segundo (Pizzi) foi um festival de futebol benfiquista. Deu em mais três golos (Jonas, como não podia deixar de ser, depois Rúben Dias, o seu primeiro, e de novo num canto, e finalmente Raul, que já substituira Jonas), mas podia ter dado mais quatro ou cinco. 

As oportunidades criadas e a qualidade de jogo exibido justificavam-nos. Mas o futebol do Rio Ave não os merecia!

 

 

Rombos e fitas

 

No primeiro jogo sem Krovinovic o Benfica regressou a tempos bem recentes, que se julgavam ultrapassados. Ao tempo de uma equipa sem sorte, mas também sem muito fazer por ela. De jogadores sem chama, e de um treinador sem rasgo e sem capacidade de revolta.

Desde cedo se percebeu que iria ser assim. E durante todo o jogo se foi percebendo que as coisas iriam correr como acabaram por correr. Foi, nesse aspecto, um jogo previsível. Mesmo que com muita história. E com muito vento, como é frequente no Restelo.

Era um dérbi, e os dérbis têm sempre alguma coisa de especial, mesmo este, que o Benfica ganhava consecutivamente há 10 anos. Logo de início o Belenenses mostrou ao que vinha, e que as palavras do seu novo treinador antes do jogo não eram só basófia. Muita agressividade, muita pressão sobre a bola, quando não a tinha, e jogadores muito juntos para a poder trocar quando a recuperava. Com isto, ganhava todos os ressaltos e todas as segundas bolas, e colocava o jogo a seu jeito. 

Na primeira parte, só depois dos 10 minutos, e durante perto de um quarto de hora, o Benfica pareceu capaz de impôr o seu futebol, aquele que tem vindo a mostrar. Depois, voltou ao eclipse.

Na segunda parte foi diferente. Mesmo sem nunca atingir - nem perto disso - a qualidade e o caudal ofensivo dos últimos jogos, o Benfica criou oportunidades mais que suficientes para ganhar. Mas as coisas não correram bem. Um ou dois penaltis por marcar e quando, ao terceiro, foi finalmente assinalado, Jonas desperdiçou. É certo que o "fiteiro" guarda-redes de Belém saiu da linha de baliza muito antes de a bola partir, e que o penalti deveria ter sido repetido. Mas também é certo que, pela forma como Jonas partiu para a bola, se percebeu logo que a coisa não ia correr bem.

Seguiram-se ainda mais três oportunidades flagrantes (é curioso, e revelador, que as estatísticas da Sport TV tenham dado duas oportunidades e um golo para cada lado). Todas falhadas, a apelar àquela velha máxima do futebol: "quem não marca, sofre". E assim foi, mas vale a pena contar como foi.

Quando o Benfica saía em mais uma vaga de ataque, o - mais uma vez - fiteiro guarda-redes do Belenenses deitou-se no chão. Quando a bola já ia a caminho da sua baliza, o árbitro parou o jogo. Claro que o jogo não pode continuar com o giuarda-redes no chão, mas não é comum ver, do nada e sem nada, como se confirmou, um guarda-redes deitar-se no chão quando o adversário vai para a sua baliza. Depois de largos minutos de "fita" o jogo recomeçou, com bola ao solo, naturalmente. Que os rapazes de azul, com todo o fair play, e ao contrário do que os do Benfica sempre tinham feito (entregaram a bola ao guarda-redes, ao "fiteiro") mandaram-na pela a linha lateral, lá muito à frente, ali bem à beirinha da grande área do Varela. E pronto - lançamento, defesa encarnada a dormir, e golo. Ao minuto 86!

No último minuto e no último lance, numa notável cobrança de um livre, Jonas marcou o golo do empate. Qua salvou a equipa da derrota, mas que não deve ter dado para muito mais. Aquilo que era a forte convição benfiquista no penta levou hoje um forte rombo.

Pelo resultado e por tudo. Até pela falta de resposta à ausência de Krovinovic!

 

 

Força Krovi!

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Duas semanas depois o Benfica regressou à Luz para, nesta segunda jornada da segunda volta, defrontar o Chaves, mais um adversário disposto a facilitar-lhe a vida, que lhe estendeu a passadeira para que pudesse continuar a perseguir os seus dois adversários no topo da classificação. De tal forma que cedo ofereceu ao Benfica o golo que lhe daria a vitória, quando um dos seus centrais entregou a bola a Jonas, ali ao lado, sozinho, só com o guarda-redes pela frente.

Agora a sério, até porque Luís Castro, um excelente treinador e um homem sério, não se escondeu atrás de nada, nem avocou aos seus jogadores erros provocados e não provocados, menos concentração ou falta de agressividade e disse apenas a verdade que toda a gente viu: "um Benfica demasiado forte para as possibilidades do Desportivo de Chaves". Porque, ao contrário de outros, não se quer meter onde não tem que se meter. Se quisesse, poderia ter dito que é um Benfica demasiado forte para as possibilidades de qualquer adversário, como ficara demonstrado na última vez que se jogara na Luz.

O Benfica regressou a casa, de novo cheia que nem um ovo, duas semanas depois da memorável exibição com o Sporting, durante as quais espalhou pelo Minho a magia do futebol que vem praticando nos último jogos, claramente o que de melhor se pode ver nos relvados portugueses. Regressou no seu melhor porque, não haja dúvidas, só uma grande equipa, com um grande futebol, consegue fazer gato-sapato de uma boa equipa, como é esta de Luís Castro.

A primeira parte foi verdadeiramente espectacular, com o carrossel do Benfica a funcionar em pleno, impulsionado pelo fantástico Fejsa, como que o dínamo da equipa, e alimentado por Grimaldo, Cervi, Krovinovic, Salvio e Jonas, qual deles o mais brilhante. Cheirava a golo, sentia-se na bancada um forte cheiro a golo quando, aos 13 minutos, Jonas fez o primeiro. E que golo!

Seis minutos depois, Jonas, que no seu cardápio de golos tinha a página do Chaves em branco, bisou. Ainda a primeira parte não ia a meio. O resto foi um prazer para a vista, mesmo sem mais golos.

A segunda parte começou no mesmo tom, e logo a abrir Pizzi fez o terceiro. O jogo não acabou, até porque havia ainda muita coisa para mostrar. Por exemplo, que, com a equipa a jogar este futebol, até o Douglas - que jogou no lugar do castigado André Almeida - joga à bola. Quem julgaria possível ver o que se viu Douglas fazer naquela segunda parte?

Independentemente dos erros cometidos na preparação da época, e dos que se lhe acumularam na maior parte da primeira metade da temorada, o Benfica não tem sido uma equipa com sorte. Mesmo nos pontos já perdidos, há muito dessa coisa da (de falta de) sorte. Que a equipa nem sempre fez por merecer, como aqui muitas vezes se disse. As coisas estavam agora a correr bem. Demasiado bem para assim poderem continuar. A três minutos do fim, num movimento para evitar que a bola saísse pela linha lateral, Krovinovic fez uma rotura de ligamentos e vai falhar o resto da competição. E o próprio campeonato do mundo, na Rússia! 

Quando atravessa uma fase de grande brilhantismo, com os adverários a sentirem-lhe o bafo, o Benfica perde o mais influente jogador da equipa. Aquele que personifica a viragem da equipa, na sua nova dimensão táctica. Dificilmente podia ser pior! 

Agora é a sério!

 

O Benfica arrancou para a segunda metade do campeonato da mesma forma afirmativa que com que concluíra a primeira volta, numa espécie de dobradinha minhota.

Hoje, em Braga, o Benfica passou por cima das dificuldades com grande à vontade, alardeando uma enormíssima superioridade técnica e táctica sobre o Braga. Tão flagrante quanto inesperada, deve dizer-se.

O Benfica simplesmente não deixou o adversário jogar, e dispôs do jogo como entendeu. Pressão alta, sempre a impedir o Braga de construir jogo, e sempre a recuperar a bola já muito perto da baliza adversária. A primeira parte foi assim, o golo chegou cedo, aos 11 minutos, e a equipa apresentava um futebol vistoso e de grande qualidade, a que só faltavam golos.

O Braga só não existiu porque logrou duas boas oportunidades para concluir, falhando os seus avançados o encontro com a bola. Só que ambas em fora de jogo, o que quer dizer que, se tivessem sido concretizadas, seriam anuladas pelo VAR. E daí nunca se sabe... 

O início da segunda parte nem deu tempo aos jogadores da casa para arrumarem as ideias que eventualmente o seu treinador lhes tenha metido na cabeça. Bola ao centro, canto, bola de Jardel no poste, e penalti sobre Jonas. Que, lá está, o VAR não viu e Soares Dias não quis ver. Já não há dúvidas que o VAR dexiou cair a sílaba do meio da verdade. É uma verdade desportiva de duas sílabas apenas.

Nada no entanto que rompesse com o que estava a ser o jogo. E o segundo golo surgiu com naturalidade, de Jonas. Naturalmente, e na sequência de mais uma bela jogada de futebol, pouco depois de o segundo quarto de hora ter chegado à segunda parte do jogo. 

Até que surgiu o momento que Bruno Varela não merecia, 10 minutos depois. Errou numa bola fácil - ficou a meio caminho na saída a um cruzamento - e o Braga reduziu. Com a força do golo, e com o público braguista a acreditar, a equipa da casa cresceu, e o Benfica já não tinha Jonas em campo - Jonas é insubstituível neste jogo do Benfica, mas também não é humano pedir-lhe que dure os 90 minutos a fazer tudo aquilo que faz, como mais ninguém - e tinha Pizzi, que já lá não devia ter. 

Na verdade, os último 20 minutos - o último quarto de  hora, mais os 5 minutos de tempo extra - foram outro jogo. Mas até nesse, o Benfica, noutro registo, foi muito superior. Marcou mais um golo - e que golo (por Raul, que minutos antes falhara escandalosamente, isolado na cara do guarda-redes) e que jogada! - e criou mais uma ou duas oportunidades para dar outra expressão ao resultado. Nesse período o Braga limitou-se a permitir que Varela se redimisse, com uma boa intervenção. Nada mais, e isso fazia falta!

O Benfica está transfigurado. E agora já todos acreditamos que é a sério|

Responsabilidade sem pressão

 Festejos

 

O Benfica passou com distinção a primeira das duas provas consecutivas no Minho, confirmando o rendimento dos últimos jogos nesta Liga. Como se sabe o calendário determinava que o Benfica fechasse a primeira volta no campo do Moreirense e abrisse a segunda em Braga, numa dupla dupla jornada minhota de enorme importância para o futuro da equipa na única competição em que, agora, está envolvida.

Sabe-se que nas actuais circunstâncias a equipa do Benfica está sob enorme pressão. Não pode falhar, a mínima falha é a morte do artista. A ponte para o sucesso passa por transformar essa pressão em responsabilidade. Pode parecer treta, mas não é. A responsabilidade de ganhar é diferente da pressão de ter de ganhar, é mentalmente bastante diferente.

A equipa entrou em campo com a responsabildiade de ganhar, sem nunca dar a ideia de uma equipa pressionada para ganhar. Nunca jogou sobre brasas!

Tomou conta do jogo, e nunca deu grandes hipóteses ao adversário. E nem com um grande problema de eficácia, com o desperdício de sucessivas ocasiões de golo, a equipa mostrou ansiedade. O mesmo não se poderá dizer dos adeptos, escaldados que estão com situações destas, em que a factura do desperdício tem acabado sempre por aparecer.

O 1-0 ao intervalo (golo de Pizzi, a meio da primeira parte, na conclusão de mais uma grande jogada de futebol, com uma assistência fabulosa de Jonas) era muito curto para o que o Benfica tinha jogado. E deixava no ar fantasmas antigos, mesmo que a aquela estranha e insondável quebra da equipa a seguir à marcação de cada golo já faça parte do passado.

A segunda parte começou com o desperdício de mais uma flagrante oprtunidade de golo para, pouco depois, se começar a ver a transfiguração da estratégia do Moreirense, para passar a apostar num futebol directo, no pontapé longo à procura de ganhar as segundas bolas já mais perto da área do Benfica. A estratégia vingou durante perto de 10 minutos, um pouco menos, e chegou a assustar. Pizzi e Salvio foram ao fundo, e Rui Vitória, que ao intervalo tinha sido obrigado a substituir o massacrado (muita porrada deram os jogadores do Moreirense) Samaris (por Keaton)  tardou a reagir. 

Só à entrada do último quarto de hora, já o pior tinha passado e já o Benfica voltara a criar e desperdiçar flagrantíssimas oportunidades de golo, tirou Salvio, para entrar João Carvalho. Uma substituição que há muito se impunha e que viria acabar de resolver o jogo. Logo depois de ter entrado, depois de pressionar a saída do adversário, o miúdo ganhou a bola e assistiu Jonas, que daquela vez não falhou, e fechou o resultado. De um jogo bem ganho e que, tirando aqueles tais 10 minutos de alguma instabilidade, o Benfica dominou por completo, com mais meia dúzia de oportunidades flagrantes de golo desperdiçadas. 

Falando de oportunidades de golo, tem de se falar de Jonas, hoje exasperante. Mas também de Varela que, com duas defesas enormes, anulou as únicas duas oportunidades que o Moreirense criou. Ambas defesas daquelas que dão pontos. E muita confiança à defesa, também agora com o seu eixo central establizado, com Jardel e Rúben Dias. 

E pronto, a primeira volta já ficou para trás. Não deixa saudades, e a segunda tem de ser melhor. Sem pressão, mas com sentido de responsabilidade!

Grande derbi. Grande Benfica!

Jonas empatou dérbi electrizante na Luz, em cima dos 90

 

Foi um grande jogo, o derbi de hoje. Com um grande Benfica, e com um Sporting com muita sorte e ... muito VAR!

Só isso, a sorte e a verdade desportiva do VAR, evitaram que o Benfica ganhasse um jogo que quis ganhar, e em que fez tudo para ganhar. 

Mesmo sem que se possa dizer que tenha entrado muito bem, o primeiro quarto de hora do jogo foi do Benfica. Estávamos nisto quando o Sporting fez o golo, na primeira vez que chegou à baliza do Benfica, num ressalto que sobrou para a cabeça do Gelson, numa jogada iniciada em fora de jogo. Que... lá está - a verdade desportiva é inquivocamente verde!

A partir daí, e faltava pouco menos de meia hora para o intervalo, e toda a segunda parte, o Benfica não fez mais nada que procurar o golo, imprimindo à partida, especialmente na segunda parte, um ritmo fortíssimo e uma intensidade pouco vista por cá.

Criou nove oportunidades de golo, teve mais do triplo dos ataques e dos remates do Sporting e teve muito mais bola. Mas a bola não entrava. Batia na barra e batia nas pernas e nas mãos dos jogadores do Sporting, sempre metidos dentro da sua área. 

À medida que o tempo se ia esgotando, Rui Vitória arrisacava cada vez mais. Tirou Pizzi, para entrar Raúl. Logo depois, retirou Fejsa, para entrar Rafa, e a seguir tirou mesmo o central Rúben Dias, para entrar o miúdo João Carvalho. E foram todos protagonistas!

Rafa mexeu com o jogo, e esteve finalmente à altura da sua qualidade. Raúl nem tanto, não esteve bem no remate. Mas podia ter marcado o golo da vitória, numa espectacular bicicleta que saiu a razar a trave, sem defesa. Tal como o João Carvalho, num espectacular chapéu, de fora da área.

O empate acabou por chegar já ao minuto 88. Num penalti. Finalmente, depois de tantos outros. Que Jonas transformou, com classe, marcando pela primeira vez no dérbi. Ainda sobrou tempo para mais duas claras oportunidades de golo, uma delas na tal bicicleta do Raúl.

No fim fica um empate altamente penalizador. Mas fica também aquela mensagem de crença no 37 que saiu das esgotadas bancadas da Luz. Os adeptos são assim... E fica o VAR, sempre bem pintado de verde!

Estonteante

 

Verdadeiramente estonteante, este Benfica.

A deslocação a Tondela não se previa fácil. O adversário é aguerrido e está moralizado por uma campanha que lhe está a correr bem, longe dos últimos lugares que sempre ocupou ao logo das suas épocas no primeiro escalão do futebol nacional. E o Benfica vinha de onde vem, de uma época terrível. 

O anúncio da constituição da equipa mais não fez que agravar as previsíveis dificuldades. Porque, à excepção do lesionado Luisão, era a mesma da última quarta-feira. O que queria dizer que Rui Vitória apostava nos mesmos jogadores que tinham sido sujeitos a um grande desgaste físico e emocional, numa derrota que afastara a equipa de mais uma competição, num jogo de enorme intensidade, com um prolongamento jogado com 10 unidades. Mas também que mantinha na equipa os jogadores que vêm sendo mais constestados, como Pizzi, Salvio ou Cervi.

O início do jogo não desmentiu os receios dos adeptos. O Tondela entrou bem, e à medida que a bola ia correndo começou a ver-se aquilo que é habitual ver nos adversários do Benfica: duas linhas bem recuadas e muito juntas, a impedir qualquer tipo de penetração. Depois, grande pressão sobre a bola.

Cedo se começou no entanto a perceber que, ao contrário de tantas outras vezes, o Benfica tinha solução para o problema. Dos pés de Krovinovic começaram a sair passes a rasgar para as costas da defesa tondelense, que rapidamente percebeu que a lição que trazia estudada já não servia para coisa nenhuma.

O Benfica passou a mostrar um futebol de grande qualidade e com alto poder de sedução. E já não era só Kroovinovic a brilhar, eram todos. Pizzi incluído, com dois golos.

A equipa já tinha mostrado este grande futebol na primeira parte do jogo da passada quarta-feira, em Vila do Conde. Só que não teve, nem de perto nem de longe, a mesma eficácia de hoje. E aí esteve a diferença para este Benfica estonteante. É que, com 3-0 ao intervalo, não havia por onde passar qualquer tipo de dúvida na cabeça dos jogadores. Não havia por onde tremer, nem por onde abanar.

É verdade que voltou a acontecer um erro. E não há  volta a dar, os astros não perdoam um erro ao Benfica. No único erro, com o resultado já em 4-0, o Tondela marcou. Na única ocasião de que desfrutou, no único erro cometido. Para agravar a injustiça da penalização, num erro do melhor jogador em campo. Krovinovic não merecia que aquele passe para Jardel fosse parar a um jogador do Tondela, que ficou isolado à frente do Varela. Que também não merceia que, depois de defender o remate do jogador isolado, a bola fosse direitinha aos pés do outro.

Foi um incidente do jogo, nada mais que isso. E a equipa tratou-o como uma qualquer mosca incomodativa, enxutou-a para longe e continuou a jogar o seu futebol estonteante. Só deu mais um golo, só deu para fechar o resultado em 5-1.

Poderá não ser ainda desta que o Benfica arranque definitivamente para os patamares exibicionais que se lhe exigem. Mas, depois daquela primeria parte com o Rio Ave, e deste jogo de hoje, não há  razão nenhuma para que não seja desta que se dê a volta a isto. Por muito que os problemas da preparação desta época lá continuem. Estonteantes, como este futebol!

E assim continuamos...

 

Não há muito a dizer sobre o jogo desta noite, na Luz, que opôs o Benfica ao último classificado, o Estoril. Foi muito igual a tantos outros que o antecederam nestes quatro meses que a época já leva, o que quer dizer que o Benfica continua sem atingir os mínimos aceitáveis.

Basta dizer que hoje, contra o último, em casa, o melhor jogador do Benfica voltou a ser o guarda-redes Varela. 

Quer isto dizer que o Benfica não "jogou porra nenhuma", e que não mereceu ganhar o jogo?

Não! Quer dizer apenas que o Benfica continua sem saber o que tem a fazer, e que continua com muitos jogadores bem longe do que fizeram no passado recente.

Pouco passava do primeiro quarto de hora e já o Benfica ganhava por dois a zero. Quer dizer, já o Benfica tinha atingido um resultado confortável, daqueles que desinibem as equipas e as projectam para exibições sólidas. Com dois golos nascidos das próprias condições do jogo, nem sequer de mero acaso, ou simplesmente circunstanciais. Com o Estoril subido, a saber encurtar o campo, o Benfica só tinha que saber aproveitar as costas dos defesas adversários, e isso faz-se lançando para lá, primeiro, a bola e, logo a seguir, os jogadores para a captar.

O Benfica fez isso bem por quatro ou cnco vezes, e não se percebe por que não o fez, ou não o procurou fazer, de forma sistemática ao longo de todo o jogo. Como não o fez, permitiu que o Estoril permanecesse confortável na lição que trazia estudada. E que fosse equilibrando o jogo.

No último quarto de hora da primeira parte já o Estoril discutia o jogo sem grandes dificuldades. Varela ainda evitou, com a sua primeira grande defesa, o golo do Estoril. Que chegaria mesmo no último suspiro da primeira parte, com o Luisão a virar as costas à  bola e o Jardel desparecido em parte incerta.

Com  os jogadores do Estoril a recolherem aos balneários ainda a festejar o golo, que voltava a deixar o resultado em aberto, aumentava a expectativa para a segunda metade do jogo. Com uma grande oportunidade logo de entrada, e mais uma grande defesa de Varela, ficou tudo esclarecido.

Por não mais que duas ou três vezes, o  Benfica voltaria a conseguir tirar do jogo o que dele sabia que poderia tirar. Fez com isso mais um golo, que acabou por dar uma expressão ao resultado que não condiz com o que ele foi.

E assim continuamos. Sem grandes esperanças, sem ver Rafa aproveitar mais uma oportunidade, sem ver Pizzi justificar a presença que tem na equipa e sem perceber como é que alguém se safa com uma defesa destas...

Um clássico com várias caras

 

O Benfica entrou no clássico, no Dragão, personalizado, tranquílo e confiante. De tal forma que os primeiros cinco minutos foram praticamente jogados na grande área portista. Veio de resto daí a única oportunidade de golo da primeira parte, num remate de cabeça de Jonas, desviado atabalhoadamente pelo guarda-redes do Porto.

O Porto lançou mão do seu plano B, também conhecido por plano Champions, recolhendo-se lá atrás, para depois sair em contra-ataque, lançando os seus dois panzers - Marega e Aboubakar. Quando se vê o Sérgio Oliveira na equipa percebe-se logo que é esse o programa. A primeira meia hora foi assim, com o Benfica a dominar o jogo e o Porto a tentar sair, mas sem sucesso.

Nos últimos dez minutos o Porto passou a disputar o jogo no campo todo, e ganhou algum ascendente com isso, mesmo que não tivesse tirado daí grande coisa. O melhor que teve foi um remate de Herrera, muito bem defendido pelo Varela, mas já depois do lance estar invalidado, por um fora de jogo anterior.

Na segunda parte a história do jogo é outra. O Benfica até voltou a entrar melhor, mas foi sol de pouca dura. O Porto consolidou a alteração do plano de jogo - curiosamente é a substituição do Sérgio Oliveira pelo Octávio que dá expressão a essa alteração - e passou a disputar a bola sempre com grande pressão e intensidade. Foi meia hora de claro domínio portista, com o Benfica a ceder fisicamente e a perder quase todos os duelos.

As substituições de Pizzi, por Samaris, e de Cervi - também poderia ter sido Salvio - por Zivkovic foram eficazes, vieram foi tarde de mais. À entrada do último quarto de hora parecia que o Benfica tinha virado o jogo. Houve ali um período, logo a seguir à entrada de Zivkovic, em que voltou a ter bola, a dividir o jogo e a incomodar a defesa portista. Só que pouco depois, a 10 minutos dos 90, o árbitro Jorge de Sousa expulsou o sérvio, cinco mkinutos depois de ter entrado, e acabou com a reacção do Benfica. 

A expulsão, com dois amarelos em dois ou três minutos - o primeiro por se colocar à frente da bola na cobrança de um livre, e o segundo por agarrar um adversário, o quesilento Octávio -, pode até aceitar-se, o que não se aceita é a dualidade de critérios. Felipe, o central do Porto que deve estar abrangido por um protocolo qualquer que o torna impune, aos 10 minutos já não deveria estar em campo. Primeiro, uma entrada violenta por trás sobre Jonas ... e nada. Logo a seguir agarrou o mesmo Jonas, que lhe fugia para o ataque. E nada, de novo!

Com 10 (mais 4 de compensação) minutos pela frente, e a jogar com dez, o Benfica foi encostado lá atrás. Foi então tempo de sofrer, e de ter alguma sorte nas duas perdidas flagrantes do Marega. É claro que um jogador de outra não falharia aquelas duas bolas, mas não se pode ter tudo. Se tivesse a capacidade técnica para marcar aquelas bolas, com a força e a velocidade que tem, era um jogador de nível mundial. E toda a gente vê que não é.

Para além da dualidade de critérios em matéria disciplinar, a arbitragem de Jorge de Sousa teve outra falha: assinalou, mal, um fora de jogo ao Porto. Daí resultou uma grande defesa do Varela - que fantástica exibição! - já com o jogo parado. E depois dessa defesa, uma recarga que levou a bola para a baliza. O Porto fala em golo anulado. E em penaltis. Mas isso não é novidade, é o costume ... 

 

 

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