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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Uma notícia

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Passando os olhos - com os dois bem abertos, não mais - pelas notícias dos jornais, parei. Não consegui passar ao lado e seguir em frente. Dizia: "menina de 11 anos deu á luz, e o pai do bebé é o irmão de 14 anos".

Não podia ter sido em Portugal. Isso teria dado capa nos jornais todos e teria sido abertura em todos os telejornais. Onde terá acontecido, interroguei-me, sem grande vontade de procurar pormenores. No profundo terceiro mundo. Talvez na Índia, donde já nos habituamos às maiores aberrações neste domínio...

Percebi que me estava a entregar a estes pensamentos para, por repugnância, evitar entregar-me à notícia. Mas tinha de saber onde uma coisa destas poderia ter acontecido. Fui ver.

Aconteceu em Espanha. Em Múrcia. Estava tudo dito. Não precisava de saber mais. A partir daí, dizer que tinha acontecido numa família de imigrantes, era redundante.

É impressionante a faciidade de certos países desenvolvidos em recriar dentro de portas modelos infra-humanos dos mais desgraçados países do terceiro mundo. Espanha, e a região de Múrcia em particular, são disso o maior exemplo. Sabem como poucos replicar a mais indigna miséria humana, como se museus vivos do horror estivessem a criar. 

Notícias da Justiça*

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As últimas notícias que nos chegam da Justiça, incluindo a “Operação Lex” que tomou conta do espaço mediático desta semana, dizem-nos que os ricos e poderosos já não lhe escapam pelo simples facto de o serem. Entre eles – não sei se ricos, mas sei que poderosos - os seus próprios agentes, os seus pares. A Polícia prende polícias, e o Ministério Público investiga e acusa governantes e ex-governantes, líderes empresariais e da alta finança, do país e do estrangeiro, altos dirigentes desportivos, magistrados e procuradores…

No caso que domina a semana estão envolvidos, para além um procurador, um oficial de justiça e advogados, dois juízes desembargadores, por acaso com recente relação conjugal. Ela, em vésperas de ser promovida da Relação para o Supremo Tribunal de Justiça e ele, na mesma calha, figura mediática de primeiro plano.

A presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Manuela Paupério, entrevistada no DN, defendia a classe, como lhe compete, dizendo com absoluta naturalidade que se trata de casos muito pontuais, que não podem permitir qualquer tipo de generalização, rematando com a afirmação que estava há 30 anos na magistratura e era a primeira vez que via uma coisa destas.

Poderia lá estar há muitos mais anos e afirmar a mesma coisa. Porque a questão é se estas coisas sempre aconteceram, mas só agora é que a Justiça as vê; ou se estas coisas não aconteciam de todo no passado, e se são as actuais personagens do poder que, de tanto o exacerbarem, se expõem agora mais, e às mais variadas tentações.

Não sabemos a resposta. Como também não sabemos por que é que, agora, as câmaras de uma televisão, e os jornalistas de um jornal, chegam sempre primeiro às residências e demais locais de busca, que os agentes e portadores do respectivo mandato judicial.

Evidentemente que precisamos de estar informados sobre os resultados da actuação da Justiça. Mas assistir em directo à execução de um mandato judicial, ou acedermos aos processos pelas televisões e pelas primeiras páginas dos jornais, não é isso. É outra coisa qualquer… Que nem é aceitável, nem nos deve dar maior tranquilidade.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

Burlas boas e más, ou exemplos que o não são...

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A "estória" do "The Shed at Dulwich", o restaurante londrino que nunca existiu e chegou ao topo da lista do TripAdvisor, tende a ser apresentada como o mais flagrante exemplo da facilidade em manipular a informação nas plataformas digitais e em particular nas redes sociais.

Mal, erradamente, do meu ponto de vista. Por duas razões fundamentais: a primeira é porque se trata de uma burla. e as burlas existiram no passado, continuam a existir na actualidade, e seguramente que continuarão a existir no futuro. Existem na rua, nos mais sofisticados escritórios, ou nos melhores hotéis. Mas uma burla bem feita, mesmo que não tenha tido por fim  lesar objectivamente ninguém para obter qualquer vantagem. Uma burla boa, e ainda por cima bem feita. O que leva à segunda: não é fácil. Não é nada fácil fazer isso bem. Exige muito e múltiplo talento, como uma boa burla sempre exigiu. 

Diferente, mas também burla, e burla a sério para prejudicar uns e beneficiar outros, são as "fake news", que nem sequer são um exclusivo - nem de perto, nem de longe - das paltaformas digitais e das redes sociais. Outra ainda, e essa sim toda a débito das redes sociais, são as notícias que não são notícia. Mas essas são normalmente tão mal feitas que não têm grande futuro, mesmo quando transformadas em bola de neve, que tudo leva à frente.

 

Notícia e não notícia

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Na sequência da fantochada eleitoral de domingo na Venezuela, foi notícia que a administração americana congelou todos os bens de Maduro nos Estados Unidos. 

Não me parece que seja notícia. Notícia é Maduro ter bens e contas na América. Porque, para a esconder, Maduro fazer que "no pasa nada", fazendo-se de parvo e de ainda mais ignorante do que é, também já não é notícia.

Notícia

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Dado que, do rival Trump, a única notícia que agora se aguarda é a do impeachement, Bruno de Carvalho volta hoje ao topo da notícia. Anunciou no facebook - e isso, como se sabe, é notícia -  que vai abandonar ... o facebook. Não que se tenha transferido para o tweeter de Trump - nem isso nunca poderia ser, o Bruno não é gajo que se satisfaça com 150 caracteres - mas porque, concluiu, aquela é uma casa mal frequentada. Insuportável para uma pessoa de bem, como ele!

E agora? Onde é que a criatura vai poder despejar, todos os dias, os disparates que produz como mais ninguém (o Trump continua no tweeter)?

Não sei. Mas desconfio que alguma coisa vai entupir...

 

 

Notícias... Das boas!

Capa do Jornal Negócios

 

Quando, na semana passada, surgiram boas notícias sobre o desemprego, António Costa rejubilou mas adiantou logo que estariam a chegar, na próxima semana - que é esta -, mais boas notícias. E melhores!

Toda a gente se pôs a advinhar, mas ninguém acertou. Os analistas achavam que a queda do desemprego não fazia sentido (agora já não cai por via administrativa, já lá vai esse tempo, o efeito já se perdeu) sem que ninguém se lembrasse que poderia fazer sentido se a economia estivesse a crescer mais do que se dizia. E foi por isso com grande surpresa que ontem foram recebidos os dados do INE sobre o crescimento económico no terceiro trimestre: 1,6%!

Mais que o número - 1,6 é naturalmente curto para as necessidades, mas inquestionavelmente grande e significativo para a História deste século - o que impressiona é que, de repente, a economia portuguesa passou a ser a que mais cresceu na União Europeia.

Sabendo-se que o crescimento económico era a maior dificuldade do país, a maior dor de cabeça do governo e a pedra mais à mão da direita na oposição, estes dados, para além de constituírem uma grande notícia para o país, são obviamente uma excelente notícia para o governo. 

Boa notícia é também que não se viu o governo embandeirar em arco. Não me parece que, passe embora o aproveitamento que disso fez para alargar a corda a Centeno (se fosse no futebol seria certo que Mário Centeno estaria despedido: quando o presidente apresenta publicamente votos de confiança no treinador, é invariavelmente sinal que estará na rua em pouco tempo), António Costa tenha exagerado nos festejos.

Que não seja notícia de primeira página de qualquer jornal é que já não é sequer notícia. É assim. De todos, apenas o Jornal de Negócios traz o tema para capa. Mas apenas o tema, que não a notícia: "Economia acelera com exportações e turismo". Nada de confusões!

Se a notícia fosse exactamente ao contrário era ver as capas dos jornais: "Portugal é quem menos cresce na Europa"; ou "Economia não descola"; ou tantos outros títulos do género...

"Levanta-te e anda"...*

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Apanhei a notícia de raspão, e fiquei por isso com a ideia de que tenha sido dada mesmo assim: de raspão, como se a notícia fugisse da notícia. Fui ver.

E vi que a notícia de um homem preso a uma cadeira de rodas há 43 anos, que de repente se levantou e começou a andar, era isso mesmo: uma notícia.

Mais: uma notícia bem dada. Rufino Borrego, um alentejano do Alandroal, de 61 anos, estivera durante a maior parte da sua vida agarrado a uma cadeira de rodas por um erro de diagnóstico médico há umas décadas atrás. Em 2010 alguém levantou dúvidas sobre o diagnóstico velho de quatro décadas. Prescreveu exames, um estudo genético e … voilá: o novo diagnóstico iria dar a uma doença com sintomas muito parecidos com os da anteriormente diagnosticada mas, ao contrário dessa, curável. Facilmente curável, com um medicamento corriqueiro para quem tem asma ou outros problemas respiratórios: o Ventilan.

Há uns anos, se calhar nem tantos quantos o Sr Rufino passou na cadeira de rodas, a notícia bem poderia ter sido diferente. Há uns anos, quiçá numa outra zona do país, em vez de ouvirmos falar em Ventilan bem poderíamos ouvir falar de uma voz, eventualmente distante, a sussurrar: “levanta-te e anda”…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Actualidade

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Ouvido há pouco, na Antena 1: " ... Em destaque na  actualidade desportiva a saída da prisão de Vale e Azevedo, em liberdade condicional."

Ainda estou às voltas com a cabeça para perceber o é que isto tem a ver com desporto, mas... se na Rádio dizem... É porque tem mesmo.

 

Notícias de cá. E de lá!

(Foto Rui Ochoa)

 

Hoje, piratas do ar ainda por identificar apossaram-se de um avião da Egyptair, desviando-o dos céus egípcios para terra cipriota. Ao que consta estão a libertar os passageiros, o que é uma boa notícia.

Ontem, a Justiça do regime angolano condenou Luaty Beirão (cinco anos e meio) e os seus restantes (16) colegas a penas entre os dois e os oito anos de prisão, esta para Domingos Cruz. Por escrever o livro que, em último recurso, acabou por justificar todas as condenações: a um porque o escreveu, e aos outros porque o leram. Todos porque, juntos, formam um bando de malfeitores. Coisa que nem sequer constava acusação. E ainda há quem não se envergonhe desta Justiça...

Vergonha tem o BCP, da cotação das suas acções (4 cêntimos, pouco mais), e por isso propõe-se a fundi-las, a juntar 193 acções numa só. Já dá nalguma coisa de mais respeitável para contrapor a outras talvez menos respeitáveis. Porque isto anda tudo ligado, como alguém diz. 

Ontem, também ontem, o presidente Marcelo promolgou o Orçamento, como já se sabia. E falou ao país, como antes falava com o país. Sem tirar nem pôr: não fosse a presença da bandeira nacional a compôr o cenário e podería parecer Marcelo de regresso ao comentário político. Disse de sua justiça - não tem nada a ver com a angolana - e explicou porque só tinha que promulgar. Com uma bicada: não havia nada de inconstitucional no Orçamento. E mais outra, ao chamar a atenção para a sua execução, para que não fossem necessários orçamentos rectificativos, como sempre aconteceu nos últimos anos...

Um Presidente em claro desvio da rota anterior. Mas sem piratas do ar... As notícias são, por hoje, bem melhores por cá que lá por fora!

Como eles se seguem...

Por Eduardo Louro

 

Capa do Correio da Manhã

Pois... Por causa de Relvas 151 perderam a licenciatura. Mas o próprio, lui même, himself, não. Nem vai perder, garante: já prescreveu!

Na altura a Lusófona recusou cumprir a ordem do Ministério de lhe anular o diploma, e o processo seguiu para tribunal. Quando, agora, a Universidade que Crato não fecha porque há eleições por aí, lhe pediu o diploma de volta, foi Relvas quem o recusou: há que esperar pela decisão do Tribunal, argumentou.  Há que esperar ainda mais... Em três anos o processo simplesmente não se mexeu no tribunal: parece que está exactamente no mesmo sítio onde foi deixado!

Já não vão a tempo... É assim: safam-se sempre. O crime compensa, mas só e sempre aos mesmos. Os outros ainda têm vergonha, e no limite são apanhados por aí. 

 

História desconhecida de Marco António CostaEstes, os mesmos de sempre, como não têm vergonha, nem por aí os agarram. 

E como eles se sucedem... Ou se seguem... Não sei se vem a propósito, mas parece que finalmente alguém se interessou pela "estória" do alpinista político!

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