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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A selecção lá vai. E a Hungria lá está...

 

 

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A selecção nacional deu esta noite, na Luz, mais um passo a caminho da Rússia. Do Mundial na Rússia, no próximo ano, porque ainda lá estará este ano, em Junho, na condição de campeã europeia a disputar a Taça das Confederações. A Suíça é que também não desarma: com mais ou menos sorte - com mais, mesmo com muita, nos dois jogos mais complicados com que teve de se haver, com a nossa selecção, e com esta mesma Hungria - segue na frente só com vitórias.

Foi uma vitória clara, e de certa forma gorda - três a zero - com uma exibição agradável, aqui e ali com excelentes pedaços de futebol. A verdade é que na primeira meia hora as coisas não correram nada bem, e só o prmeiro golo - então contra a corrente do jogo - o jogo se alterou definitivamente. Aconteceu aos 32 minutos, numa bela jogada de ataque rápido. Quatro minutos depois chegou o segundo, e a partir daí só deu Portugal. Mesmo que só tivesse dado mais um golo!

Fernando Santos voltou a confirmar o seu conservadorismo. Não é novidade que è avesso a inovações, mas também se percebe: uma equipa de selecção não é a mesma coisa que uma equipa de clube, que trabalha junta todos os dias. E os resultados dão-lhe razão.

A selecção da Hungria apenas surpreendeu por apresentar um jogador de pele mais escurinha. Ficamos sem perceber que muro terá saltado para chegar ao país... e à selecção nacional de futebol que o representa. Ou será que quem souber jogar à bola não terá problemas em entrar na Hungria?

Só duas coisas *

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O tema para esta semana é incontornável: o desaparecimento de Mário Soares. Incontornável e inesgotável: nunca tudo terá sido dito sobre uma personalidade que tanto marcou a História contemporânea de Portugal.

Mesmo que nem tudo esteja, nem pudesse estar dito, até porque nunca se pode olhar para a História de perto – a distância é um instrumento indispensável para a análise histórica – não vou dizer nada de novo sobre Mário Soares, sobre a sua importância para aquilo que é hoje Portugal, sobre o seu legado. Porque não seria provavelmente capaz de dizer nada de novo, nada que não tivesse sido dito e redito, mas porque também não é nada disso que quero dizer.

O que quero dizer, a propósito não de Mário Soares, mas da sua morte, são apenas duas coisas: uma de congratulação, a outra, nas antípodas, de repúdio.

Na primeira para me congratular pela dignidade das cerimónias fúnebres, como foi honrada a sua memória, e como o povo saiu à rua para lhe prestar a sua última homenagem, que nem os habituais excessos televisivos ensombraram.

Na segunda para repudiar o ódio destilado pelas redes sociais por gente escondida atrás do anonimato, a que dificilmente poderemos deixar de chamar energúmenos. Não são apenas ignorantes. São intolerantes, que não odeiam apenas Mário Soares, odeiam a liberdade e a democracia. Não sabem nada de História, nem querem saber. Não distinguem a verdade da mentira, apenas lhes interessa o que lhes convém. Não sabem olhar para a frente, só para trás.

Lembro-me de um programa televisivo, em que a Clara Ferreira Alves ia falando com Mário Soares: “o caminho faz-se caminhando”, assim se chamava. É verdade: o caminho faz-se caminhando. Mas só caminha quem quer. E esses não querem. Nunca caminham. Não saem do mesmo sítio e nunca chegarão a lado nenhum!

 

* Da minha crónica de hoje na Rádio Cister

Portugal todo numa só fotografia

 

No dia em que nos despedimos de Mário Soares, o Pedro Santos Guerreiro deu-me a dica para esta fotografia do Rui Ochoa e do Expresso, onde cabe todo um país que é o nosso. Não por Mário Soares ser a última destas figuras maiores de Portugal a partir. Nem por, muito provavelmente, se vir a juntar-se-lhes no Panteão Nacional. 

Por muito mais do que tudo isso. É toda uma simbologia que retrata Portugal. No melhor, porque são do melhor que Portugal teve. E porque, enquanto mostra a gigantesca ponte com que Mário Soares uniu o país, esconde tudo o que de pior o país é capaz de fazer aos seus melhores... 

Portugal campeão europeu. Outra vez!

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18 anos depois, Portugal conquistou o campeonato europeu de hóquei em patins, derrotando na final a Itália, a campeã em título. Por 6-2, depois de estar a perder por 0-2 ao intervalo, com os dois golos a serem sofridos logo no início do jogo, sem que os jogadores portugueses conseguissem perceber o que lhes estava a contecer.

Depois de bolas e bolas nos ferros, e defesas impossíveis do guarda-redes italiano, na segunda parte soltou-se o ketchup. Numa exibição soberba, e verdadeiramente espectacular.

Como soberba foi a prestação portuguesa, que goleou em todos os jogos. As goleadas menos expressivas acabarm por ser estes 6-2 aos italianos e os 6-1 aos espanhóis. Mas sempre goleadas, como nunca se tinha visto... 

Parece mentira, mas é verdade; foram 18 anos de jejum. Este Julho está a ser verdadeiramente épico. Não sei se o presidente Marcelo vai ter medalhas para tanto...

No euro até ao fim*

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Não podia deixar acabar o euro – o do futebol, se bem que o outro também se acabe, e acaba-se cada vez mais cedo para muitos de nós – não podia deixar acabar o euro, dizia eu, sem aqui o trazer.

Quem me conhece sabe como eu gosto desse jogo…

Nem sempre gostei do jogo português, muitas vezes aquém  da qualidade que se desejaria. Mas gostei de tantas outras coisas que nem me lembro dos jogos menos conseguidos, se bem que sempre bem resolvidos.

Gostei da ambição, que como se sabe não é bem coisa portuguesa. Da ambição que as primeiras palavras do seleccionador carregaram para despejar por completo em cima dos jogadores. Começou bem cedo por dizer que íamos a França para ganhar e, quando aos primeiros empates as dúvidas se abateram sobre a equipa que nem espessas e carregadas nuvens negras, fez logo questão de informar que tinha acabado de avisar a família que só regressaria a casa a 11 de Julho: o dia seguinte à final. E para ser recebido em festa!

Muita gente, entre os quais me incluo – mea culpa, mea culpa… minha tão grande culpa – achou que o homem não estava bom da cabeça. Mesmo sabendo-se que Fernando Santos não é dado à fanfarronice…

Gostei da fibra do Pepe, de antes quebrar que torcer, a lembrar mais um transmontano de gema que um gingão da terra do samba. Gostei do Renato Sanches, a deixar o mundo de boca aberta, mesmo que nem sempre tenha entrado mosca. Gostei do Nani. Gostei do Quaresma. Do Rui Patrício. Do Cedric. Do Adrien. Do André Gomes. De todos… Que todos jogaram, menos os guarda-redes: Eduardo e Anthony Lopes. Sim, o Rafa também jogou. Muito pouco, menos certamente do que muitas vezes se justificaria, mas jogou…   

Mas gostei acima de tudo do capitão. Que para além do enormíssimo jogador que é, que não precisa nada dessa piroseira do melhor do mundo, mostrou ser um grande capitão. Não mostrou: mostraram-nos os espanhóis. Isso, foi preciso serem os espanhóis a mostrar-nos o grande capitão da selecção nacional que é Cristiano Ronaldo.

E agora lá vem o jargão: as finais não são para ser jogadas; são para ser ganhas!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM. Só assim se percebe... É que para lá só levo o futebol quando ele é muito mais que "isso mesmo".

Estamos na final. Bora lá ganhá-la!

 

Na final! Portugal está na final do euro!

É certo que depois do apuramento, meio envergonhado mas a deixar perspectivas de um caminho a rasgar-se até Paris, começamos a achar não era sem tino que Fernando Santos dizia que o obejctivo era esse mesmo. Sabíamos que não era por fanfarronice que o seleccionador nacional falava desse objectivo, porque se há coisa que Fernando Santos não é, é fanfarrão. Era por crença, a crença que conseguiu transmitir aos jogadores e que os levou até ao fim.

Aconteça o que acontecer na final do próximo domingo, já ninguém pode roubar à selecção nacional o mérito de lá estar. Porque é com todo o mérito que lá chegou. Foi sempre superior aos adversários que lhe coube enfrentar. Mesmo quando jogou abaixo do que todos desejaríamos, jogou acima do que jogou o adversário.

Hoje não foi excepção. A excepção foi o resultado, uma vitória clara e apenas a primeira no fim dos 90 minutos. A selecção de Gales não teve condições de apresentar o seu futebol, um dos mais realizadores da competição, não conseguindo criar uma única oportunidade clara para fazer golo. É isto esta equipa portuguesa: rigor táctico, equilíbrio entre os sectores, espírito de equipa, anulação do adversário. E uma crença enorme.

Falta-lhe um grande futebol? Falta, mas o que é aquele golo de Cristiano Ronaldo se não um momento do melhor que o futebol tem?

Ainda não vimos o jogo da outra meia final, mas bastou o Alemanha - Itália para percebermos que não estamos em tempo daquele futebol de encher o olho. O tempo é de rigor e concentração, e isso, por muito que não sejam habitualmente atributos lusos, não falta a esta selecção. Que pode muito bem ser finalmente campeã europeia, mesmo que não parta como favorita para esta final. Nem de perto nem de longe.

Mas se Fernando Santos diz que as finais são para ser ganhas, depois de tudo o que disse e fez até aqui, quem é tem a coragem de duvidar? 

 

Problemas. Muitos problemas!

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Claro que há azar.  Mas, se nunca o azar explicou tudo, não é desta vez que o fará. Na selecção nacional há quase tanto azar como incompetência. Esta noite, no Parque dos Príncipes desta vez bem português, o azar não foi tanto quanto a incompetência, mas já esteve mais perto.

Globalmente a selecção esteve melhor neste jogo com a Áustria do que estivera no primeiro, com a Islândia. Por duas vezes a bola bateu no poste, e não entrou. Por outras tantas por pouco não quis entrar,  e ainda por outras tantas o guarda-redes austríaco impediu-a de entrar sem saber bem como, para além das vezes em que o conseguiu com grande competência. E isto tem evidentemente muito a ver com azar. Mas bastante a ver com incompetência.

Jogou com um trio na frente - Nani, Ronaldo e Quaresma - sem que nunca tenha preparado essa opção táctica. E isso é incompetência. Mais uma vez rematou que se fartou, confirmando-se como a equipa mais rematadora da competição. Rematar tanto e não marcar sequer um golo, nem mesmo de penalti, é incompetência. Desenhou no relvado a mais bonita jogada de futebol que este europeu teve para mostrar, mas só o conseguiu fazer por uma vez. Como só o conseguira uma única vez no jogo anterior, que então deu o único golo que a selecção marcou na prova. Saber como se faz, mas só o fazer uma vez por jogo, é incompetência.

A selecção tem pois um problema de competência, tem azar - e basta ver como a França, por duas vezes, e a Espanha, a Inglaterra, a Itália, a Rússia, e ainda hoje a Hungria - resolveram jogos com golos marcados nos últimos momentos do jogo - e começa a ter um problema muito maior, chamado Ronaldo.

Aquele que tem sido a solução para todos os problemas ameaça agora transformar-se no maior de todos os problemas. Nada lhe sai bem. Quanto mais esbraceja para sair do buraco onde está metido mais fundo o cava. E mais difícil se torna sair de lá, ao mesmo tempo que, do outro lado do Atlântico, Messi vai enchendo os relvados americanos e somando golos na Copa América. 

A selecção nacional pode ainda apurar-se, como é óbvio. Empurrou todas as decisões para o último jogo, na próxima quarta-feira, com a Hungria, mas depende de si própria. Pode até, ainda, ganhar o grupo que, como se viu, nem é sequer a coisa mais interessante. Poderá também ainda apurar-se no segundo lugar, que até seria o melhor que lhe poderia acontecer.

Mas para isso terá sempre de ganhar à Hungria. E isso é um problema. O problema não é ganhar à Hungria, o problema é mesmo ganhar. Tão só ganhar. Seja lá a quem for. Mas como é a última oportunidade...   

Mais que um jogo

 ÁLVARO ISIDORO / GLOBAL IMAGENS

 

O futebol é isto mesmo - diz-se em futebolês. E a selecção nacional é ainda mais isso mesmo. Depois de uma derrota que envergonha, com a sexagésima não sei quantos selecção do ranking da FIFA, uma vitória clara e prestigiante frente à primeira desse mesmo ranking. Não é fácil perceber por quê - o que não põe em causa imensa qualidade desta geração de ouro do futebol belga, o que está em causa são os critérios, que  inguém conhece - mas é a selecção da Bélgica que ocupa esse lugar...

O que é fácil de perceber é que a Bélgica tem muitos jogadores de muito bom nível, mas não dispôs hoje da maioria deles. Foi uma selecção belga muito desfalcada, esta a que a selecção nacional hoje ganhou e vulgarizou durante boa parte da primeira metade do jogo. Mas disso ninguém se vai lembrar, como ninguém se irá lembrar das oportunidades de golo falhadas no jogo com a Bulgária.

Para a História o que sempre fica são os resultados. Mesmo que a História deste jogo se faça de muito mais que do resultado. Mas isso é porque também este jogo de hoje, que se deveria ter disputado em Bruxelas mas acabou por se realizar em Leiria, foi mais que um jogo. Como sabemos!

  

Bulgaridades

 

Não. Não é o guarda redes búlgaro o responsável por tanta bulgaridade. Nem sequer é daqueles jogos que se possa dizer que a bola não quis entrar... Que Ronaldo e Cª bem poderiam lá passar o resto da noite que nunca conseguiriam meter a bola dentro da baliza. Com aquela incompetência, é que não. 

Nem o guarda-redes búlgaro fez uma exibição como se diz, nem nas dezenas de remates da equipa portuguesa terá havido mais que dois ou três com qualidade suficiente para resultarem em golo. Nem de penalti! O que se passou foi simples de entender: nos primeiros dez minutos, com um remate a cada minuto e quatro oportunidades de golo, os jogadores convenceram-se que aquilo seria fácil. Mas não era. Como nunca nada é fácil para uma selecção desiquilibrada e sempre dependente de Cristiano Ronaldo. E, francamente, muito vulgar. Cheia de bulgaridades...

Mangas de alpaca

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António Costa - e quase todos nós, afinal - estava convencido que, com tantos e tão graves problemas para resolver - refugiados, Schengen, crescimento económico, terrorismo, sei lá ... - a Europa não nos iria chatear muito. E era bem capaz de deixar passar uma incongruência aqui, um bicada num conceito ali, uma alínea do Tratado Orçamental acolá... Ou até mesmo um errozito qualquer numa ou outra conta de um orçamento cheio de contas difíceis. A tal quadratura do círculo, de que aqui se tem falado...

Afinal, não. Nada disso: a Europa não tem nenhum problema para resolver. O problema único é mesmo umas décimas no défice de um pequeno país que não conta para nada, que tem um quarto dos custos do trabalho da Dinamarca, Suécia ou Bélgica. E menos de metade dos da média europeia.

Poderia pensar-se que a Europa, esta Europa, se preocupa com pintelhos, como diria Catroga, uma autoridade na matéria. Até parece, mas se calhar não é bem assim: os burocratas e mangas de alpaca que, para mal dos nossos pecados, tomaram conta da Europa, estão lá para evitar que aos governos nacionais cheguem ideias que saem fora da cartilha que lhe entregaram para impôr. Nada os preocupa o que se passa na Hungria, e na Polónia, mas... alto lá: Um governo apoiado pela esquerda? Quem autorizou uma coisa dessas? Já não se lembram da Grécia?

É a cartilha a sua razão de ser, nada é mais importante. Nem que à sua volta tudo arda e tudo desapareça na destruição das chamas...

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