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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O avião que não caiu e o "jurnalismo" do boato

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A notícia do avião que não caiu, numa crónica em que a única ficção é a presença do primo do Adérito perante o juíz. A crónica, é - não podia deixar de ser - do mestre, de Ferreira Fernandes. Intitula-se "Jurnalismo" e não pode deixar de ser lida: 

"Sô doutor juiz, eu deitar boatos da boca pra fora?! Seja, mas tenho atenuantes. O Adérito, um primo meu que abalou para Madrid, já faz um ror de anos, é que me telefonou a perguntar que coisa foi essa de a avioneta cair no quintal. A informação, portantos, eu não a inventei. Veio-me cá ter. Também é verdade que horas antes telefonei ao Nuno - é um irmão do Adérito, que também emigrou para Espanha - e eu disse ao Nuno que foi cá um estrondo o que tinha ouvido para as bandas do quintal, até parecia um avião a explodir, daqueles com piloto inglês como havia antigamente na Grande Guerra. Confirmo mas isso com o Nuno não tem nada a ver, são conversas entre primos. Agora, quando de Espanha me telefonam a perguntar do quintal e do Canadére e do inglês e tudo, eu digo: "Olá..." O que conta é que a coisa chegava-me do estrangeiro e com aqueles pormenores todos... Desculpe, meretíssimo, diz que...? Ah isso... Sim, sim, o Adérito também é primo, aliás, eu já o dissera, mas, esse, é atilado, nada a ver com o Nuno, um estroina. É para o senhor doutor perceber a diferença: se a notícia vem do Adérito fiquei alerta. Mas não me pus logo com atoardas. Fui averiguar. Deitei-me a caminho do posto da Guarda, e perguntei ao sargento: "Que é isso do avião?" Ele olhou-me e não desmentiu - juro pela minha mãezinha, não desmentiu. Desbobinei tudo, o avião, o quintal, o estrondo, a bigodaça loura do piloto... E o comandante da Guarda, népias. Mas eu bem vi que ele chamou um guarda, que se meteu num jipe e, veja a coincidência, foi para as bandas do meu quintal. Tava confirmado. Quanto a mim, fui para a taberna. Durante hora e meia do que é que eu havia de falar? Claro... Mas está aí outro mistério! Se não tinha caído nenhum avião, porque é que me permitiram falar durante hora e meia do avião, do meu quintal e isso tudo? E depois, eu é que sou o boateiro, sô doutor juiz?!"

Outras explosões

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Com o país de luto, e a agenda mediática esgotada na tragédia que o assolou, quase nem se deu pela detenção de Hermínio Loureiro, suspeito das coisas do costume: "corrupção passiva e activa, prevaricação, peculato e tráfico de influência". Falta lá a "participação económica em negócio", o que não deixa de ser estranho numa operação baptizada de "ajuste secreto".

O que não é segredo é que Hermínio Loureiro seja um dos últimos expoentes da arte de bem misturar o futebol e a política, bem representada neste "ajuste secreto". Lá estão o passado, o presente e o futuro da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. E ainda um antigo deputado, e também antigo presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte e do Conselho de Administração da Assembleia da República.

Isto anda bonito...

O país de luto. E o outro...

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Nem o estado de luto nacional, oficialmente decretado pelo governo que, como se sabe, se destina a fazer destes dias tempo de prioridade aos mortos, de reflexão e respeito pelas vidas perdidas em circunstâncias tão dramáticas, conseguiu instalar no país das televisões a reserva, a serenidade e o respeito próprios da morte.

Há sempre alguém a pôr-se á frente, com pressa em dizer qualquer coisa, quanto mais irrelevante melhor. Sempre assim foi, agora é ainda mais assim. Com as redes sociais, onde é fácil escrever a primeira coisa que vem à cabeça. E com jornalistas que trocam a relevância da informação e o interesse público pelo interesse particular de quem lhe paga, sempre para além de todos os limites da decência.

O país que, de luto, está a dar esta fantástica resposta solidária não merece que, ao lado, esteja o outro que nem os mortos sabe respeitar.

 

PS: Ontem, quando aqui escrevi, ainda não havia fotografia do abraço. Que, estranhamente, também incomodou muita gente..

Tragédia no Pinhal

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A tragédia de Pedrogão Grande - Figueiró dos Vinhos revelou-nos um Secretário de Estado de grande dignidade. E de enorme dimensão humana, bem patente naquele abraço comovido ao Presidente da República, na sua chegada ao teatro de operações.

Chama-se Jorge Gomes, e é Secretário de Estado da Administração Interna. Não atenua a dimensão da tragédia, nem minimiza o sofrimento dos que perderam haveres e familiares, mas é reconfortante que, das das chamas que nada poupam, tenha emergido um governante que só pode ser um homem bom.

 

 

 

Escândalo anunciado

Benfica ou FC Porto vão festejar título

  

 

O escândalo estava anunciado. Mas não se imaginava que pudesse ter a dimensão que acabou por ter.

Disputava-se hoje a última jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, com o Benfica a defrontar o Sporting e a necessitar de ganhar o jogo para se sagrar campeão - tri-campeão. O Sporting marcou o jogo para um pavilhão em Alverca, impróprio para a prática da modalidade e com reduzida lotação, que os adeptos sportinguistas rápida e facilmente esgotaram.

A Federação, ao aceitar que um jogo decisivo se realizasse naquelas condições, disse de que lado estava. A equipa de arbitragem nomeada há muito que o tinha dito.

O clímax do escândalo estava reservado para o final do jogo, quando o Benfica, depois de dar a volta ao resultado, marcou o golo da vitória a 40 segundos do fim. Um golo limpo, sem qualquer irregularidade, como ficou provado nas imagens televisivas, que o árbitro confirmou e que, naturalmente, os jogadores do Benfica - não havia lá mais ninguém para festejar - festejaram o golo que valia o título.

Feitos os festejos, inexplicavelmente e sem que ninguém percebesse, o árbitro anulou o golo e entregou o campeonato ao Porto. 

Deslumbramento e limitação de danos

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Os jornais e as televisões não se cansam de nos tentar surpreender com os louvores de Schauble a Portugal que, para que não restassem dúvidas acabou, perante as cãmaras, de se voltar a dirigir a Mário Centeno como o "Ronaldo das finanças".

O próprio Presidente Marcelo que, evidentemente, não podia deixar o assunto por comentar vai, sem surpresa, no mesmo sentido. E salienta, tal como o governo, que até os maiores adversários de país, aqueles que mais dificuldades lhe criaram, se converteram à sua doutrina por obra e graça do milagre das finanças portuguesas.

O deslumbramento não permite a ninguém dar conta do que Schauble realmente diz. Do que quer dizer, e do que lhe interessa dizer. E o que diz, com a expressão "Ronaldo das Finanças" pelo meio a lançar charme, é que o sucesso do governo português é a prova provada do sucesso do programa de ajustamento. Que impôs e que defendeu como mais ninguém. Nem o seu "Messi", o nosso Vítor Gaspar de má memória.

Shauble não está a fazer nada que o seu admirador Passos Coelho não tenha já feito. Ambos anunciaram e desejaram o diabo. Como o diabo não veio, que não vá tudo para o diabo... Foram-se os anéis, que fiquem os dedos, ou a teoria da limitação dos danos.

A única diferença é que Schauble ainda está no poder. E se calhar isso dá-lhe um ar bem menos ressabiado.

Roaming

 

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Hoje é um dia histórico: acaba o roaming na União Europeia!

O roaming, como se sabe, é uma espécie de sobretaxa que os utilizadores de comunicações móveis nacionais pagam fora do seu país. Numa União Europeia de livre circulação de pessoas e bens de qualquer espécie, as comunicações eram a excepção que o lobby das operadoras de telecomunicações tentou prolongar o mais possível.

Mantiveram-na até hoje, 25 anos depois de Maastricht, 20 depois Schengen, e 16 depois de concluído o actual edifício da União Europeia.

Por isso, mesmo que não fique associado a qualquer nome, a qualquer cidade, ou a qualquer Tratado, o dia de ontem vai ficar na História da Europa como o dia em que foi derrubada a última (?) fronteira entre os seus países membros.

Mas, como sempre tem acontecido, não há bela sem se não.

Portugal vende turismo e, para isso, importa turistas. Muito mais do que os que exporta. Quer isto dizer que as operadoras nacionais entendem que saem prejudicadas. E isso nunca pode acontecer. Nas telecomunicações, nas energias, nos bancos…

Por isso as operadoras nacionais já avisaram que são os portugueses a ter que pagar esse diferencial. A não ser que passemos todos a ir embora…

É sempre assim, e o que parece que é bom acaba sempre por não o ser. Também nisto do roaming

Fiscalidades

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Depois de Messi, Cristiano Ronaldo não podia ficar atrás, e lá tem também os seus "quês" com o fisco espanhol. Nem podia ser de outra forma...

O que vale é que não é a mesma coisa, dizem os entendidos. Messi "evadiu" mesmo. Cristiano fez o que é normal fazer-se nas circunstâncias, que é levar "o coiso" a dar uma volta por uma empresa, de preferência numa off-shore. É dar a volta "à coisa", e estaremos de acordo que não seja crime. 

Isso é uma coisa. Outra, é o Lobo Xavier dizer que Cristiano Ronaldo até pagou mais impostos que os exigidos pelo fisco espanhol. Não é preciso tanto. Bem sei que que a "cajadada" tem que ser grande para matar dois coelhos daqueles... Mas ... assim tanto?

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