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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Lata e loucura

 

Resultado de imagem para entrevista de sócrates

 

Não tive condições de assistir, ontem, à entrevista de José Sócrates à televisão pública. O que acompanhei pelo que os jornais hoje transcreveram confirma-me a ideia que não é preciso apenas lata para dizer que o ministério público não encontrou qualquer conta em seu nome. Que o quadro de Júlio Pomar que tem em casa, facturado a Carlos Santos Silva, resulta de uma troca que fez com a mulher do amigo. Que as expressões usadas nas conversas telefónicas com o amigo, que o ministério público toma por comunicação codificada, não passam de coisas de amigos. Que era o amigo que preferia entregar-lhe em dinheiro vivo os montantes que lhe emprestava. Ou que uns milhões depositados numa conta na Suíça em nome do amigo, com a condição de 80% desse valor, em caso de morte do titular da conta, ser destinado ao seu primo - já com nacionalidade barsileira - se destinavam a um negócio em curso entre o amigo e o seu tio, para a venda de umas salinas em Benguela. É também preciso uma enorme dose de loucura!

Que não me admiraria nada que ainda viesse a ser invocada...

A ironia de um ciclo

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É sempre assim. Há sempre alguém que faz um esforço enorme para atingir um objectivo e ... corre mal. Logo a seguir, sem o menor esforço, traquilamente, outro qualquer estica a mão e agarra-o.

Todos nos lembramos do esforço de Sócrates para que a PT abarbatasse a TVI. O que o homem fez, pelo que teve de passar... Agora, sem qualquer sinal de esforço, na maior das tranquilidades, aí está a TVI - mais que a TVI, a Media Capital toda, embora já sem as acções da União de Leiria - nas mãos da PT. Que já não se chama PT, e tem agora o afrancesado nome de Altice.

Pelo qual a ex-PT já paga royalties. Sim, porque, tal como nos almoços, também não há nomes grátis. E para duplicar a receita, e ajudar a compor a carteira para ir às compras, vai passará a pagá-las também pela utilização da marca, logo que a mesma Altice substitua a marca MEO. Mas aqui não há nada a dizer, toda a gente percebe uma estratégia de marketing que entra pelos olhos dentro: substituir uma marca desconhecida e sem qualquer notoriedade, como é o caso da MEO, por outra com a força e a imagem avassaladora que a Altice tem no mercado!

Os ciclos abrem-se e fecham-se. Não deixa de ser irónico que o ciclo da destruição da PT se tenha iniciado com a tentação da TVI, e se esteja a fechar com a sua aquisição.

Já não há paciência!

FOTO: LUIS FORRA/LUSA

 

Sócrates foi visitar os amigos que deixou na prisão, em Évora. E os guardas, que tão bem o trataram quando por lá esteve: uma obrigação moral, disse ele. Nada de jogadas...

Suponhamos que sim, que Sócrates não resiste a obrigações morais, que é movido por um inabalável apelo interior ao cumprimento do dever e por uma conduta moral acima de qualquer suspeita. Eu sei que é difícil, mas façamos esse esforço.

Já está?

Então por que é que tem de haver sempre jornais e televisões à volta? Por que raio não consegue reservar-se no cumprimento das suas obrigações morais? Por  que diabo não consegue manter estes seus tão nobres sentimentos na restrita esfera da sua privacidade?

É simples, a resposta: para que esta fotografia pudesse existir e correr mundo. A imagem que faltava - a sair da prisão, pelo seu próprio pé, altivo, a deixar aqueles portões para trás - que nada tem a ver com a sua saída verdadeira saída, num carro celular a caminho da prisão domiciliária. A imagem que, para Sócrates, não tem preço. Pela qual estaria disposto a pagar o que fosse... Conseguiu-a de borla!  

Não sei se Sócrates está convencido que somos todos parvos. Se calhar, está... E lá terá as suas razões... Mas já não há paciência para estes jogos!

 

 

Não vai correr bem

Por Eduardo Louro

 

 

Seria desejável que a alteração do estatuto presidiário de José Sócrates fosse só isso, e não mais que isso. Mas não vai ser só isso, porque Sócrates dispõe agora de muitos mais instrumentos, que não vai deixar de usar para ter interferência directa na campanha eleitoral. 

NInguém o vai conseguir manter calado - os próprios advogados já anunciaram que ninguém o calará -, e não haverá ninguém que não o queira ouvir. E o ruído que vai introduzir será tal que António Costa, a falar por cima, terá grande dificuldade em fazer-se ouvir. Não vai haver media que não dê preferência a Sócrates (veja-se a inenarrável cena do rapaz da pizza). Nem vai haver ninguém que, depois, queira de Costa outra coisa que não a reacção ao político preso (parece que há quem não tenha dado conta que continua preso).

Como aqui tenho dito em várias ocasiões, António Costa não é - pelo menos não está a ser - um tipo com sorte. Como também lhe estão a faltar muitos de outros imprescindíveis e menos voláteis atributos, é muito difícil que as coisas lhe corram bem! 

Desafio à lei de Murphy

Por Eduardo Louro

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Há dias dizia aqui que provavelmente António Costa seria um tipo com azar. Hoje já poderei deixar o provável de lado. Definitivamente: Costa é um tipo com azar!

No dia em que decide marcar esta agenda morna de um Agosto também pouco mais que isso, eis que Sócrates regressa com mais uma carta a abafar-lhe  "o quanto, o quando e o como". E não é apenas mais uma carta, é uma carta na mouche, a recentrar o seu caso na política, voltando a reclamar a condição de preso político.

O político preso volta a atacar. Como diz a Ana Sá Lopes, no facebook: "António Costa é capaz de aguentar 200 seguristas, a candidatura de Maria de Belém, etc. É mais complicado para o sucesso eleitoral enfrentar as "cartas amigas" da prisão de Évora. Esqueçam Seguro e os seguristas: a campanha de vingança contra o PS está a ser feita por Sócrates".

E ainda vem aí o dia 9 de Setembro... Se não é a tempestade perfeita é um sério desafio à lei de Murphy.

Cada um é para o que nasce

Por Eduardo Louro

 

O Ministério Público está a investigar o(s) negócio(s) da PT que a levaram à ruína. Tudo começou com a venda da VIVO à Telefonica, se bem se lembram. E depois veio a OI, e o descalabro. Pelo meio, tudo o que serviu para a classe política se prostituir nos negócios... Nesses e noutros, ainda sem investigação...

Mas nesses sabe-se que houve envolvimento pessoal de Sócrates - e nos outros também, Sócrates estava em todas - e de Lula da Silva. Por cá, Sócrates está preso. Por lá , sabe-se que Lula da Silva não está nos seus melhores dias, e que está presa gente que lhe é muito próxima, como  José Dirceu e Octávio Azevedo, já detidos  no âmbito do escândalo “Lava Jato”.

Quem está fora disto é Passos Coelho, que garante que Lula nunca lhe meteu cunha nenhuma. E que, da sua parte, se limitou a manifestar-lhe a estranheza por nenhuma empresa brasileira surgir interessada nas privatizações em Portugal.

Está visto que cada um é para o que nasce. E Passos nasceu para isto: o seu negócio é privatizações!

 

 

Tanta coisa estranha

Por Eduardo Louro

 

 

Hoje fala-se do Acordo Ortográfico, que já entrou em vigor. Obrigatoriamente, diz-se. Sem se perceber porquê… Na realidade não há nele nada que se perceba. Basta que se chame Acordo quando é só desacordo. Não há acordo nenhum… a não ser que não há acordo.

Fala-se de um vídeo que por aí circula há dois dias, com um miúdo de 16 anos a ser agredido e humilhado… Na Figueira da Foz. Por não sei quantas miúdas... Não sei porque não vi, e não vi porque não quis ver… Não tenho nada contra quem viu, mas eu não quero ver. E acho mal que tenha sido replicado da forma que foi... Não que o assunto não seja sério… Demasiado sério para se não dever brincar. Como tanta gente brincou, muitos deles dos que se têm por gente de bem. Uns para puxarem de um certo marialvismo que lhes tolda as ideais, outros para exibir falsos pudores que lhes norteiam os princípios. Todos para achincalhar.

E fala-se da ex-mulher de Sócrates, que se atirou à Provedora Geral da República numa peixeirada – que me desculpem as peixeiras – que poderá não passar impune. Diz-se que até pode dar prisão, e ficamos a pensar que talvez aquilo tenha apenas sido solidariedade exacerbada.

Ou simplesmente mais uma coisa estranha em cima de tanta coisa estranha!

Que descaramento!

Por Eduardo Louro

 

Deplorável e deprimente a prestação dos advogados de Sócrates na conferência de imprensa que convocaram para hoje. Dizer que Sócrates recebia dinheiro vivo em envelopes porque não confiava nos bancos é de uma lata inimaginável. Mas quase chamar estúpidos aos jornalistas por não acharem esse comportamento razoável, até normal e perfeitamente justificado à luz da instabilidade do sistema bancário, não lembraria ao diabo!

Pode até ser que a defesa formal se faça de coisas destas. Mas não há como não enterrar ainda mais quem se pretende defender com coisas deste descaramento! 

Por este andar, um dia destes ainda nos vêm dizer que o António Figueiredo - de quem também hoje houve notícias - andava a fazer de Aristides de Sousa Mendes...  

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