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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Olá Rússia, aí vamos nós...

 

Não foi uma grande, grande exibição, mas foi uma grande, grande vitória!

No tal jogo em que não restava alternativa a ganhar, a selecção ganhou bem. E sabe-se que é frequente as coisas não correrem bem quando são postas nestes termos... 

Começaram a correr bem com um golo da Suíça na própria baliza, já muito perto do intervalo. Não se pode dizer que até aí a equipa nacional tivesse justificado a vantagem, as coisas nem estavam a sair lá muito bem, pese embora algumas boas exibições individuais, como Bernardo Silva, William Carvalho ou João Mário. O colectivo não estava brilhante, como brilhante não estava - nem esteve - Cristiano Ronaldo. E sabe-se como a equipa depende dele.

A equipa da Suíça mostrava-se sólida, sabendo bem o que tinha a fazer e, como sempre faz, à espreita de um erro do adversário. Nada de novo, havia assim sido bem sucedida no primeiro jogo, o tal que lhe dava a preciosa vantagem com que hoje se apresentava na Luz, Cheia ... e com Madona!

Com o segundo golo a chegar cedo, na segunda parte, o jogo ficou resolvido, e a exibição da selecção nacional solidificou-se ainda mais. Sem nunca atingir o brihantismo, mas com muita segurança e, aqui e ali, com uma ou outra jogada bem conseguida, e com alguns pormenores de categoria de um ou outro jogador. Cristiano Ronaldo, sem nunca atingir o seu nível, quis chegar ao golo que lhe faltava para, pelo menos, igualar Lewandowski na tabela dos melhores marcadores da fase de apuramento. Sabe-se como dá importância a essas coisas, e isso poderá ter custado dois ou três golos à equipa.

No fim o que conta é o quinto apuramento consecutivo para um Campeonato do Mundo. E mais uma demonstração de que as coisas agora são bem feitas. Já nada é deixado ao acaso, como sempre acontecia. Claro que, ter (bons) jogadores, também ajuda! 

 

 

 

Agora é ganhar, ou ganhar!

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A selecção nacional de futebol vai discutir, com a da Suíça, o apuramento para o Mundial da Rússia do próximo ano, na próxima terça-feira, no Estádio da Luz. Porque hoje ganhou, em Andorra, a um adversário que, não sabendo jogar à bola, e num campo esquisito, se previa complicado.

E foi. Sabe-se que, a quem não sabe jogar à bola, tudo serve para dar pontapés. Nem precisa de duas balizas, basta-lhe uma - aquela em que não quer que a bola entre. Mas também a selecção portuguesa estava condicionada por circunstâncias que tornariam o jogo ainda mais complicado, especialmente pela sua constituição inicial, marcada por meia dúzia de jogadores, entre os quais Cristiano Ronaldo, no limite dos cartões amarelos, em risco de serem excluídos do próximo e decisivo jogo com a Suíça. 

Dir-se-á que, para ganhar à selecção de Andorra, qualquer que seja a equipa nacional dá. É verdade, mas os melhores resolvem senpre melhor os problemas que têm pela frente. Por isso Fernando Santos teve mesmo de lançar mão de Cristiano Ronaldo, no arranque da segunda parte. Nunca se poderá provar que, sem o melhor do mundo - não gosto nada de expressão, mas vá lá... -, Portugal ganharia o jogo. Mas a verdade é que foi ele a marcar o golo que desbloqueou a partida - e já lá iam 66 minutos - e que a qualidade do jogo da selecção subiu claramente depois da entrada de Cristiano Ronaldo. E que o André Silva, que até aí parecia que nem sabia jogar à bola, passou a ser outro jogador. Ao ponto de marcar o segundo, que a 10 minutos do apito final fechou o resultado.

E pronto. Agora é esperar pela Suíça, e esperar que só haja as duas hipóteses que Fernando Santos coloca: ganhar ou ganhar!

Porque os helvéticos até agora só ganharam: nove vitórias. A primeira no tal jogo inicial com a selecção nacional, recém campeã da Europa, e sem Ronaldo... Com mais golos marcados e menos sofridos que o adversário de terça-feira, a Portugal basta ganhar para assegurar o primeiro lugar no grupo de qualificação, e garantir desde já, sem os sobressaltos do play-off, a presença na Rússia.

 

Taça das Confederações

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Tudo normal na Taça das Confederações. Para as meias-finais seguiram os campeões das regiões mais desenvolvidas no que a futebol diz respeito: a Europa, a América do Sul, e a Améra do Norte, Central e Caraíbas. E o campeão do mundo, naturalmente. 

Pelo caminho ficaram os campeões de Àfrica, da Oceania e da Ásia, que por acaso até é também lá das antípodas. E o convidado para a festa, na qualidade de organizador do próximo mundial. Para quem até tinham desenhado o calendário mais agradável para esta fase da prova. 

Mas como isto é para campeões, e não para convidados, foi a selecção nacional, que ganhou o grupo, a sentar-se à mesa que estava posta para a Rússia. E lá vai discutir a presença na final, com o Chile, na próxima quarta-feira. Para chegar à final, e ganhar - esperamos todos - a que será a ultima edição da prova. 

 

A selecção lá vai. E a Hungria lá está...

 

 

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A selecção nacional deu esta noite, na Luz, mais um passo a caminho da Rússia. Do Mundial na Rússia, no próximo ano, porque ainda lá estará este ano, em Junho, na condição de campeã europeia a disputar a Taça das Confederações. A Suíça é que também não desarma: com mais ou menos sorte - com mais, mesmo com muita, nos dois jogos mais complicados com que teve de se haver, com a nossa selecção, e com esta mesma Hungria - segue na frente só com vitórias.

Foi uma vitória clara, e de certa forma gorda - três a zero - com uma exibição agradável, aqui e ali com excelentes pedaços de futebol. A verdade é que na primeira meia hora as coisas não correram nada bem, e só o prmeiro golo - então contra a corrente do jogo - o jogo se alterou definitivamente. Aconteceu aos 32 minutos, numa bela jogada de ataque rápido. Quatro minutos depois chegou o segundo, e a partir daí só deu Portugal. Mesmo que só tivesse dado mais um golo!

Fernando Santos voltou a confirmar o seu conservadorismo. Não é novidade que è avesso a inovações, mas também se percebe: uma equipa de selecção não é a mesma coisa que uma equipa de clube, que trabalha junta todos os dias. E os resultados dão-lhe razão.

A selecção da Hungria apenas surpreendeu por apresentar um jogador de pele mais escurinha. Ficamos sem perceber que muro terá saltado para chegar ao país... e à selecção nacional de futebol que o representa. Ou será que quem souber jogar à bola não terá problemas em entrar na Hungria?

Do susto à goleada

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A jogar pouco, às vezes muito pouco, a selecção nacional chegou a ver-se aflita para ganhar à selecção da Letónia, que não jogou nada.

Sem intensidade, sem velocidade e sem imaginação, durante toda a primeira parte a selecção foi sempre demasiado repetitiva e previsível. Valeu um penalti - discutível - que o guarda-redes da Letónia quase defendia. porque a selecção nacional não criou verdadeiras ocasiões de golo.

Sem mexer na equipa, mantendo tudo na mesma, contra um adversário que defendia com dez, com as duas linhas muito juntas, a primeira metade da segunda parte foi apenas a continuação da primeira. Tudo igual; sem ocasiões de golo e também com um penalti. Que desta vez Cristiano Ronaldo falhou... Com bastante azar, diga-se. Se no primeiro o guarda-redes quase denfendera, neste foi completamente enganado. A bola foi ao poste, correu pela linha de golo, foi bater no guarda-redes, no chão, lá do outro lado, e acabou por sair...

Toda a gente então se lembrou que um azar nunca vem só, coisa que não demoraria nada a confirmar-se. Numa das poucas vezes que os jogadores da Letónia remataram à baliza de Patrício ... golo e ... empate.  Faltavam pouco mais de 20 minutos para jogar, e de repente ... o susto. Dos grandes!

Valeu que Quaresma já estava em campo, e no minuto seguinte já estava a cruzar com "conta, peso e medida" - como dantes se dizia - para o improvável Wiliam Carvalho desfazer o empate. Não sobrou tempo para sustos. Sobrou foi para Quaresma continuar a levar à equipa aquilo que ela não tinha. 

E então sim, surgiram oportunidades de golo em catadupla. E mais dois golos. E no fim um 4-1 mais que justificado, e aceitável face à diferença entre as duas equipas e à moral do jogo. 

Apenas coisas bonitas

Seleção Nacional (Lusa)

 

O Éder é todo ele uma história bonita. A gratidão é um sentimento também bonito. A estrelinha de Fernando Santos pode não se ter apagado, mas não brilhou. Se calhar isto até ajuda a explicar a primeira derrota do seleccionador nacional. 

A equipa nacional até entrou bem, e durante a primeira metade da primeira parte até mostrou que era a campeã europeia que ali estava. E foi justamente nesse período que se notou que uma história bonita, e um sentimento bonito, são apenas coisas bonitas.

Depois, os jogadores, provavelmente deslumbrados com a superioridade exibida, esqueceram-se daquilo que deles tinha feito campeões da Europa. E lá voltou a habitual e fatal desconcentração. E de repente a Suiça apanhou-se a ganhar por dois a zero...

E já não houve volta a dar. Nem ao resultado nem ao jogo. Os remates - vinte e sete (contra oito) - eram só para a estatística. Como os cantos: 11 contra 1. Mas a estatística nunca ganha jogos.

Não é o fim do mundo. Nem sequer do apuramento para o mundial da Rússia. Mas podia e devia ter sido melhor, até porque a Suiça é o principal adversário neste percurso que vai levar a selecção ao Campeonato do Mundo de 2018. Para já, está em vantagem. E com uma boa vantagem!

Já podemos ir de férias?

 

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Acabadas as emoções, arrumado o futebol, os cachecóis e as bandeiras, e com o ECOFIN, por fim, não a pôr fim, mas a pôr zero nas sanções, poderemos agora ir de férias?

Não vamos descansados, que as coisas não estão para tanto, mas ... vá lá, deixem-nos ir de férias... Mesmo que em  sobressalto permanente, sem saber bem como vamos acordar de cada sesta... Mas vamos com este sabor a campeão, com os éteres da bebedeira ainda a baralharem-nos a cabeça. E sempre são mais uns dias em que não pensamos como os alemães, coitados, se preocupam connosco. Nem quanto é que nos vai calhar dos 150 mil milhões de euros que o maior banco deles precisa.

O quê? Ah!

Estão aqui a dizer-me que não é o Deutsche Bank que precisa desse dinheiro para evitar a falência. Diz que os outros todos é que precisam... Claro que, depois... também é gente. Banco. Pois... Bem me parecia!

Fernando Santos: o revolucionário!

 

A selecção nacional de futebol conquistou finalmente, pela primeira vez, uma grande competição internacional. Depois de algumas tentativas de chegar à final, que por isto ou por aquilo, e pela França e pela Espanha, sempre falhara. E depois do grande caldeirão de água gelada que foi aquela derrota na final do Euro 2004, em pleno Estádio da Luz.

Depois de muitas gerações de grandes jogadores de futebol, que fizeram boas selecções. Que jogavam benzinho, aquele futebol bonito, bem português: o "Brasil da Europa", mesmo quando lhe faltavam os tais trinta metros de que já Pedroto falava há quarenta anos. Que ganhava sempre, sem que nunca ganhasse nada. Era o tempo das vitórias morais. Era o nosso fado, o destino. Com a sorte sempre a voltar-nos as costas. Que dá sempre muito trabalho, coisa a que nem sempre nos dedicamos da forma mais competente...

Foi apenas há duas ou três semanas que percebemos que isto mudou tudo. Que o fado, hoje, continuando fado, é já outro. Como os fadistas... Que, se tem destino, também diz que o podemos mudar. Que não há fatalidades absolutas, e que se o "destino marca a hora", podemos sempre trocar-lhe as voltas. Ou mudar a hora.

Percebemos tudo isto quando, na fase de grupos, logo no início do campeonato, a equipa rematava como mais nenhuma, mas não marcava. Quando os postes e as traves das balizas se atravessavam à frente das bolas, impedindo-as de entrar. Quando o Cristiano Ronaldo falhava o penalti, e até os remates. E quando, de repente, tudo o que parecia adversidade se transformou em motivação, na crença absoluta que o destino estava ali para ser agarrado.

Percebemos que em vez do futebol bonitinho, mas fatalista, havia agora um futebol rigoroso, feito de concentração e de espírito colectivo. Aquio de que se fazem as grandes equipas, um misto do rigor táctico italiano com a força mental alemã. 

Assistimos incrédulos a esta reviravolta, e tivemos até muita dificuldade em aceitá-la. Irónico é que, da mesma forma que o jogo de ontem foi decidido pelo mais improvável dos jogadores, esta revolução tenha sido feita pelo mais improvável dos treinadores.

Dir-se-ia que no panorama do futebol português só haveria um nome capaz de tanto. Mas não. Não foi Mourinho. O revolucionário está-lhe nas antípodas. É low profile, dizem até que pé frio, e tido por perdedor pela maior parte dos adeptos portugueses dos três maiores clubes que, caso que creio único, já treinou. Um conservador, a quem facilmente poderiam chamar bota de elástico. Um homem de fé, de culto ao sobrenatural, fora de moda, a quem ninguém entregaria tamanha encomenda.

É por isso que a primeira grande conquista da selecção nacional de futebol tem que ter um nome: Fernando Santos!

CAMPEÕES...CAMPEÕES!!!

 

Sentia-se. Sentia-se que desta é que era... Cheirava a campeão. Percebia.se que aquela era a fórmula do sucesso. Que aquela crença enorme que Fernando Santos injectou na equipa acabaria desta forma.

Chegara a vez de fazer história. Com tudo para ser mais uma epopeia lusa, digna da História desta nação velha de quase um milénio. Uma história de encantar, que começa com o drama de Cristiano Ronaldo e no seu estoicismo, na sua vontade indómita de voltar ao campo, de resistir à dor e ao sofrimento, de fintar a incapacidade. Que Rui Patrício prolonga, defendendo tudo o que havia para defender, tornando possível o impossível. E que atinge a dimensão mágica com Éder, o patinho feio que se transforma no mais explendoroso cisne. O herói impossível desta história que nos encanta e não nos deixa ir dormir nesta noite longa. Que não se sabe quando vai acabar! 

No euro até ao fim*

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Não podia deixar acabar o euro – o do futebol, se bem que o outro também se acabe, e acaba-se cada vez mais cedo para muitos de nós – não podia deixar acabar o euro, dizia eu, sem aqui o trazer.

Quem me conhece sabe como eu gosto desse jogo…

Nem sempre gostei do jogo português, muitas vezes aquém  da qualidade que se desejaria. Mas gostei de tantas outras coisas que nem me lembro dos jogos menos conseguidos, se bem que sempre bem resolvidos.

Gostei da ambição, que como se sabe não é bem coisa portuguesa. Da ambição que as primeiras palavras do seleccionador carregaram para despejar por completo em cima dos jogadores. Começou bem cedo por dizer que íamos a França para ganhar e, quando aos primeiros empates as dúvidas se abateram sobre a equipa que nem espessas e carregadas nuvens negras, fez logo questão de informar que tinha acabado de avisar a família que só regressaria a casa a 11 de Julho: o dia seguinte à final. E para ser recebido em festa!

Muita gente, entre os quais me incluo – mea culpa, mea culpa… minha tão grande culpa – achou que o homem não estava bom da cabeça. Mesmo sabendo-se que Fernando Santos não é dado à fanfarronice…

Gostei da fibra do Pepe, de antes quebrar que torcer, a lembrar mais um transmontano de gema que um gingão da terra do samba. Gostei do Renato Sanches, a deixar o mundo de boca aberta, mesmo que nem sempre tenha entrado mosca. Gostei do Nani. Gostei do Quaresma. Do Rui Patrício. Do Cedric. Do Adrien. Do André Gomes. De todos… Que todos jogaram, menos os guarda-redes: Eduardo e Anthony Lopes. Sim, o Rafa também jogou. Muito pouco, menos certamente do que muitas vezes se justificaria, mas jogou…   

Mas gostei acima de tudo do capitão. Que para além do enormíssimo jogador que é, que não precisa nada dessa piroseira do melhor do mundo, mostrou ser um grande capitão. Não mostrou: mostraram-nos os espanhóis. Isso, foi preciso serem os espanhóis a mostrar-nos o grande capitão da selecção nacional que é Cristiano Ronaldo.

E agora lá vem o jargão: as finais não são para ser jogadas; são para ser ganhas!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM. Só assim se percebe... É que para lá só levo o futebol quando ele é muito mais que "isso mesmo".

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