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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Nunca nada se aprende...

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Num caminho cujo destino (in)certo, o Montepio está a copiar o BES/GES, vendendo aos seus balcões produtos para financiar a Associação Mutualista, como está a ser amplamente anunciado. O produto, anunciado como "capital certo", sugere a garantia integral do capital, depois desmentida nas letras pequeninas. O Banco de Portugal proíbe a sua venda, mas de nada vale. Porque, em Portugal, o cumprimento da lei é coisa a que apenas gente comum está obrigada.

Entretanto, o ministro Vieira da Silva vai hoje ao Parlamento explicar não se sabe bem o quê. Entretanto, a entrada da Santa Casa no capital do Banco continua no ar, de pedra e cal em cima de cada vez mais absurdos...

Em Portugal tudo se esquece muito depressa. E nunca nada se aprende...

 

 

A factura

Capa do Jornal Negócios

 

O Jornal de Negócios noticia hoje que o Fundo de Resolução tem um buraco de 4,8 mil milhões de euros, já reconhecido nas contas. Olhamos para trás e vemos que é o valor que, em Agosto de 2014, o Fundo injectou no então novo Novo Banco. Que não custava nada aos contribuintes, diziam-nos então.

Esta imparidade reconhecida no Fundo de Resolução é anterior à venda do Novo Banco, porque, como se vê na primeira página da mesma edição acima reproduzida, em entrevista, Vítor Bento, por sinal nas mãos de quem Carlos Costa fez rebentar a bomba da resolução, garante que a "brincadeira" que não tinha custos para o contribuinte vai custar 10 mil milhões de euros. Tanto quanto, só Mário Centeno, só este governo, assim meio pela calada, já meteu nos bancos. 

Os 10 mil milhões que já foram, mais os 10 mil milhões que estão a ir, somam 20 mil milhões. É esta a factura bancária que Passos Coelho e Maria Luís deixaram ao país!

Pioneirismo ou aventureirismo?

 

 

 

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Edmundo Martinho aproveitou a tomada de posse como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, faz amanhã uma semana, para praticamente confirmar a entrada da Instituição no capital do Montepio.

Estranhamente, não é notícia. Ninguém diz o que quer que seja sobre a entrada da Santa Casa no mundo da banca, obviamente fora do radar daquilo que é o objecto da sua intervenção.

Santana Lopes tinha-se declarado avesso a aventuras, o que poderá não querer dizer que, com ele, o Montepio por ali não se safava. Edmundo Martinho tratou logo de dizer que não se tratava de aventureirismo, mas de pioneirismo.Que é pioneiro, não há dúvida nenhuma. Que não seja aventureiro, há muitas!

O argumento do pioneirismo pode certamente ajudar a chutar para canto questões incómodas sobre a motivação para a entrada da Santa Casa no sistema financeiro, uma área completamente nova, para que nunca esteve vocacionada, e que é tudo menos um mar de águas calmas. Mas há muita dificuldade em disfarçar o aventureirismo de tomar 10% do capital de um banco em dificuldades, com os restantes 90% estão concentrados num único accionista. E muito mais dificuldade ainda em justificar os 200 milhões de euros desse investimento... É que, para que as contas batam certo, o Montepio terá que valer 2 mil milhões de euros. Isto é, pouco menos que o BCP, e mais que o BPI. E isto - toda a gente vê - não faz sentido. Nem numa grande aventura!

Visto, não arrumado...*

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O tema dos bancos - do sistema financeiro – voltou às primeiras páginas, curiosamente quando, olhando para a agenda política, o vemos assinalado com este símbolo de visto, que dá os assuntos como resolvidos.

Quer o Presidente da República quer o governo, dão como concluída e arrumada a questão. E com sucesso! O presidente ainda há um ou dois dias atrás salientava o notável trabalho feito em apenas oito meses…

Na verdade não está concluída. E muito menos arrumada…

Dificilmente se arruma um tema onde já enterramos 13 mil milhões de euros. E onde, só o Novo Banco, o banco bom do BES – recorde-se – lhe vai acrescentar mais 11 mil milhões de euros. Onde nem a péssima – mas, ao que dizem sem alternativa - solução que foi encontrada está, mesmo assim, dada por adquirida.

Onde está ainda a recapitalização da Caixa Geral e Depósitos, a passar pelo pagamento de juros de quase 11%. E onde, já não dá mais para esconder, continua o problema Montepio por resolver.

Um problema com cada vez mais semelhanças com o BES. Na altura o Banco estava bem, os problemas estavam apenas no grupo, dizia então toda a gente, do Presidente da República ao primeiro-ministro, dos ministros aos jornalistas da especialidade. Agora inverte-se a relação, mas não é muito diferente o que se ouve… Mesmo que Mário Centeno não tenha embarcado, respondendo que confiava no seu trabalho, quando questionado se confiava no Montepio.

Parece-me no entanto que a mais preocupante semelhança está na obsessão do Banco de Portugal pela marca. Não se percebe por que decidiu impedir o banco de utilizar a marca Montepio, e obrigando-o a procurar uma nova e retirando-lhe, sem que se perceba por quê, provavelmente o seu maior activo.

Já assim tinha acontecido com o BES quando, na resolução, o Banco de Portugal destruiu e deitou fora uma marca avaliada em centenas de milhões de euros, que substituiu por uma marca transitória, uma ideia que choca de frente e com violência contra os mais elementares princípios do marketing e da comunicação.

Parece que não aprendeu nada, este governador do Banco de Portugal... E, esse, é outro problema!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Mais uns trocos

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Começa hoje, com a entrada de metade dos 5,2 mil milhões de euros que nos vão tirar dos nossos bolsos, o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. Que não tem presidente, como se sabe... Porque se sabe que houve uma troca de sms entre Domingues - que hoje poderá explicar qualquer coisa no Parlamento - e Centeno...

Enfim... a Caixa não precisa de presidente. Nem de ministro das finanças, precisa é de dinheiro. E para isso cá estamos nós. Sem cheta, completamente depenados, mas sempre e ainda com uns trocos para os bancos. 

Não olhemos muito para trás. Nem é preciso recuar dois anos:

  • 2015 Novo Banco - 4,9 mil milhões;
  • 2016 Banif - 3,3 mil milhões;
  • 2017 CGD - 5,2 mil milhões.

Tudo pelo cano. Como já se viu no Banif, e se está a ver com o Novo Banco. Que, sem que ninguém lhe pegue, ainda aí está para lavar e durar. Quer dizer: de mão estendida apontada aos nossos bolsos.

 

Com os Papéis do Panamá em cima da mesa, pior era difícil ...

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Com os Papéis do Panamá em cima da mesa, gostaria de ter ouvido do primeiro-ministro de Portugal qualquer coisa do género: Vamos criar um mecanismo para que os bancos tornem públicas as listas do seus devedores de todo o mal parado que têm em carteira, e as entreguem ao Ministério Público. E vamos criar mecanismos para que o Ministério Público actue sobre esses devedores, confiscando-lhes todos os bens e valores que detenham, directa ou indirectamente, ou de que, por qualquer forma, ususfruam.

Com os Papéis do Panamá em cima da mesa ouvi do primeiro-ministro de Portugal qualquer coisa como: Vamos criar um mecanismo para, à custa dos contribuintes, limpar todo o crédito mal parado do sistema financeiro.

 Com os Papéis do Panamá em cima da mesa, pior era difícil ...

Condenado à irrelevância

 

A ideia que fica é que o presidente Marcelo, ao contrário do seu antecessor e sem grande surpresa, não fará nada para evitar expor a irrelevância política de Passos Coelho. Ao subscrever a intervenção do primeiro-ministro com vista a garantir alguns equilíbrios no capital estrangeiro do sistema financeiro nacional, Marcelo disse ao país que Passos não sabe do que fala. Ao acrescentar que o desejável seria mesmo que essa intervenção fosse consensual, o presidente não está apenas a puxar as orelhas ao primeiro-ministro no exílio. Está a condená-lo à irrelevância!

Ainda ninguém percebeu que é preciso deitar mão a isto?

 

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O Novo Banco apresentou ontem os resultados de 2015, o primeiro ano completo de actividade: quase mil milhões de euros de prejuízos. No ano anterior, com apenas quatro meses de actividade, os prejuízos tinham atingido quase 500 milhões: 1,5 mil milhões de prejuízos acumulados em menos de ano e meio. A que acescem 2 mil milhões de euros de dívida senior que de lá sairam para o BES, o banco mau. 

Já vai em 3,5 mil milhões de euros. No banco bom, imagine-se o mau... 

A CGD, que continua a acumular prejuízos, não só não devolveu o empréstimo do Estado, como vai ainda precisar e mais capital: 1,5 mil milhões, pelo menos. O BCP lá regressou aos lucros, mas ainda não teve condições para devolver o dinheiro do Estado. E o BPI, em vias de perder o seu braço de Angola, o BFA donde lhe vem 80% dos resultados, tem a sua estrutura accionista em processo de "banificação".

Salva-se o Santander. Mas, esse, quanto mais se "salva", menos se salva o país... Ou perto disso!

 

Podem estar descansados... Ai podem, podem!

Por Eduardo Louro

 

Já se sabia que o próximo seria o Montepio, como também já toda a gente reparou que a informação solta que vai caindo aqui e ali, não passa de preparação da opinião pública para mais um escândalo. Começou com os 150 milhões enterrados no GES, e logo a seguir com a auditoria forense...

Também já se sabia que eles são todos iguais, repetem todos as mesmas coisas. Mas já deviam saber que, se há hoje frases proibidas, a dos clientes podem estar descansados é a mais proibida de todas. Já toda a gente sabe o que vem a seguir... 

Por exemplo, logo a seguir começa a dizer-se que o banco tem 2 mil milhões de crédito concedido sem garantias. Que até pode nem ser bem assim, mas quando é o mesmo Tomás Correia, logo a seguir, a dizer que é normal e totalmente seguro ter crédito sem garantias, descansados é que os clientes não ficam...

Nem os outros!

 

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