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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Supertaça: o XX do capitão

 

Aí está de volta o futebol de competição. E aí está o Benfica de volta às conquistas, parece que agora de pazes feitas com a Supertaça.

A primeira resposta que se esperava deste jogo em Aveiro tinha exactamente a ver com a imagem que o Benfica trazia da pré-época que, como se sabe, deixava algumas preocupações. Começando por aí, deve dizer-se que a resposta não foi categórica e inequívoca. O jogo não disse que o Benfica da pré-época não passou de uma núvem passageira, mas também não disse, nem ninguém esperaria que o dissesse, que a equipa tem todos os problemas resolvidos.

Na primeira parte até chegou a parecer que sim. Aos dez minutos o já Benfica tinha marcado por duas vezes - Jonas e Sferovic, nas duas únicas oportunidades, é certo - e tinha o adversário completamente subjugado. O Vitória estava no tapete, e toda a gente se lembrava daquele jogo do título, daqueles 5-0 da Luz.

Já quase ninguém se lembrava de Nelson Semedo nem de LIndelof. E até o Varela fazia questão de jogar à Ederson, quase sempre bem sucedido. Só que as oportunidades de golo, tão soberbamente aproveitadas nos primeiros dez minutos, passaram a ser esbanjadas, algumas por excesso de arte, e lá vem aquela velha máxima do futebol: "quem não marca, sofre". E à beira do intervalo, num lance esquisito, caído do céu mas em que estiveram bem presentes os tais problemas na defesa, o Vitória fez o golo. E saiu para o intervalo com um resultado notoriamente lisongeiro.

Admitia-se que aquele golo, ressuscitando a equipa vimaranense, e trazendo-a de novo para a discussão do resultado, fosseum tónico para a segunda parte. Se os primeiros dez minutos - outra vez os  os primeiros dez minutos - pareciam desmentir essa tese, com o Benfica a voltar a desperdiçar duas claras oportundades de golo, a partir daí confirmou-se em absoluto. Os últimos 5 minutos do primeiro quarto de hora, e todo o segundo, foram de clara supremacia vitoriana. O Benfica quebrou fisicamente, e os jogadores de Guimarães ganhavam todas as bolas divididas, todos os ressaltos e chegavam sempre primeiro. E o empate esteve à vista, em uma ou duas ocasiões.

No último quarto de hora o Benfica voltou a ficar por cima e fechou o jogo com o terceiro golo, agora por Jimenz, acabado de entrar para render o tantástico, mas já esgotado, Jonas. Antes, tinham entrado Filipe Augusto, que continua a não convencer, mas que permitiu outra liberdade a Pizzi, o melhor da época passada e, para não deixar dúvidas, o melhor da Supertaça. E Eliseu, para substituir Grimaldo, de novo lesionado.

Merecem ainda referência os adeptos, e os de Guimarães voltaram a ser fantásticos, e o velho Luisão. A partir de hoje o jogador do Benfica com mais troféus. À capitão. À grande capitão!

 

 

A supertaça? Partiu-se logo...

Por Eduardo Louro

 Artur Moraes dá a quinta Supertaça ao Benfica

 

Foi um jogo de sentimentos contraditórios, um jogo de sinais contrários, como que um jogo de espelhos.

O Benfica jogou bem e criou muitas oportunidades de golo. Mas falhou-as sucessivamente, umas atrás das outras, e sabe-se que haverá poucos jogos com metade das oportunidades hoje criadas. O que quer dizer que, com esta taxa de eficácia, não se ganham jogos. E viu-se que não é com Talisca que se marcam golos. E esperar que sejam os defesas adversários a fazê-lo… Bom, foi até Jardel quem mais perto esteve disso…

Jogou bem, e Enzo e Gaitan fizeram a diferença. Mas sabe-se que qualquer deles, ou mesmo ambos, poderão sair até ao fim do mês. 

Jogou bem, a equipa mostrou rotinas. Mas também só no prolongamento teve mais que dois jogadores chegados esta época. E lá vem o copo: meio cheio ou meio vazio. Meio vazio porque o Enzo já disse adeus, e o copo fica logo vazio. Meio vazio porque já não houve banco…

Meio cheio para os militantes do optimismo, porque só falta a finalização... E como vem aí o tal avançado...

Mas também o próprio jogo foi todo ele feito de uma coisa e do seu contrário. O Benfica só atacou, mas não conseguia marcar, e o Rio Ave, que só defendeu, não podia. O inevitável prolongamento parecia ser mais penalizante para a equipa de Vila do Conde, que jogara a pré-eliminatória para a Liga Europa na passada quinta-feira, quando o Benfica tinha feito o último jogo há uma semana. Mas também poderia ser ao contrário: o Rio Ave está muito mais adiantado na preparação, e no Benfica três jogadores chave – a dupla de centrais e Enzo – jogaram pela primeira vez nesta época. E foram mesmo os jogadores do Benfica que mais acusaram o esforço do prolongamento. Sem golos, evidentemente. Porque o Benfica continuou a falhar e porque o Jardel falhou o auto-golo.

Chegaram os penaltis, e aí o favoritismo ia todo direitinho para o Rio Ave. De um lado estava um guarda-redes moralizado, que tinha defendido tudo, e ainda sem sofrer um único golo nos três jogos oficiais. Do outro estava o super causticado Artur, um dos réus da pré-época e inclusivamente posto de fora por toda a imprensa da especialidade.

E foi precisamente o Artur a resolver, defendendo não um, não dois, mas três penaltis…

No meio disto tudo, se calhar o menos importante é que a supertaça tenha voltado às vitrinas do museu do Benfica. Sempre me pareceu que a supertaça não tinha grande importância. O que importa é o que ela diz, o que em cada momento simboliza… Se calhar é por isso que logo se fez em cacos!

SUPERTAÇA

Por Eduardo Louro

                                                                      

Há muito que desconfiava que a Supertaça era uma grande prova do calendário nacional de futebol. Quando via a contabilidade dos títulos ela lá aparecia, lado a lado com os campeonatos nacionais e as taças de Portugal. Contava tanto como qualquer um daqueles dois. Cheguei a pensar que era assim porque dava jeito, mas estava certamente enganado!

O que eu estava longe de imaginar era que a Supertaça fosse mesmo o principal troféu das competições nacionais de futebol, o título por que, afinal, as equipas competem ao longo de todo ano. Ninguém está interessado em ganhar o campeonato ou a taça, o que todas as equipas procuram é garantir o apuramento para a final da supertaça. O campeonato nacional e a taça de Portugal não são mais que simples fases de apuramento para a grande final que se disputa em Agosto!

É preciso ter lata!

Futebolês #39 Jogar sem bola

Por Eduardo Louro

   

Jogar sem bola é uma das maiores preciosidades do futebolês. Como é que de um jogo em que a bola é a figura central, como já aqui vimos a propósito de beijos, de bolas paradas ou mesmo de segundas bolas, pode nascer a sua mais absurda negação?

Como é que é possível jogar sem bola um jogo que só se joga com bola?

Em futebolês tudo é possível. E tudo se explica, como temos visto!

Naturalmente que, num jogo com uma única bola para 22 tipos, falta bola e sobram jogadores. No final de um jogo, ao cabo dos 90 minutos, que em Portugal, falando de tempo útil de jogo, se transformam em cerca de metade, teríamos uma média de 2 minutos de bola para cada jogador. Pois é, um jogador quando entre em campo leva uma perspectiva de passar pouco mais de 2 minutos com a bola e os restantes 88 a vê-la passar.

Já começamos todos a perceber a importância de jogar sem bola. É que se não soubessem ocupar todo esse tempo imenso os jogadores seriam os tipos mais frustrados do mundo. E não consta que assim seja!

É à forma de ocupar todo esse tempo que se entregam as maiores especulações filosóficas dos mais variados gurus da bola. É delas que nascem as mais impressionantes teorias de ocupação de espaços e os mais arrojados desenhos de pressing.

Mas, para além deste eminente conceito de futebolês, há muito jogo sem bola à volta do futebol. Sem bola, sem balizas e mesmo sem campo! Chamam-lhe, ainda em futebolês, o jogo fora das quatro linhas! Que nada tem a ver com o jogo jogado

É o jogo de bastidores, o jogo de influências, o jogo psicológico… São os mind games que aqui trouxemos há duas semanas! Que, umas vezes legítima outras ilegitimamente, influenciam desempenhos e determinam resultados.

Não é por acaso que os dois grandes rivais do futebol indígena – Benfica e Porto, à revelia da teimosia dos sportinguistas (que aproveito para saudar pela fantástica “remontada” de ontem, a beneficiar de um frango mas com um terceiro golo de imenso mérito) que insistem em ver no Benfica o seu principal rival – têm desempenhos em perfeita simetria. Dificilmente estarão ambos bem, ao ponto de raramente serem primeiro e segundo.

Aí estão os resultados da última liga: a um Benfica demolidor e campeão opôs-se um Porto em queda livre que não passou do terceiro lugar, fora da Champions, onde, com todo o mérito e brilhantismo, está agora o Braga. E aí está a nova liga, acabada de começar: a um Porto dominador e já na liderança contrapõe-se um Benfica com duas derrotas nos dois jogos, tantas quantas averbara em toda a época passada, às voltas com os seus fantasmas renascidos de um Roberto sem asas para voos de águia.

Mais influente que qualquer jogo de bastidores – jogo onde o Porto por norma, e de há muito a esta parte, se superioriza – é a posição relativa de cada um. A posição dominante de um fragiliza, ela própria, o outro (e aqui há um certo paralelismo com a vivência da rivalidade no Sporting: na paz dos anjos se está atrás do Porto, mas no maior dos dramas se o fosso é para o Benfica)! Daí que, como aqui tenho feito notar, Jorge Jesus tenha cometido o maior dos erros ao desvalorizar a supertaça. A vantagem pendia toda para o lado do Benfica: pela embalagem trazida da época anterior, porque mantinha a estrutura e o treinador, porque era o campeão. E porque do outro lado estava um Porto titubeante, com um novo treinador que era ainda um treinador novo. E inexperiente. Um Porto com a máquina entorpecida, se não já enferrujada.

Porto e Benfica dispõem de dois suplementos decisivos, mobilizados em absoluta sintonia com o desempenho das suas equipas: no Benfica é a mola imparável da sua massa adepta, que faz acordar o gigante e tremer de medo os rivais; no Porto é a máquina de ganhar, a mesma que manobra como ninguém as incidências, as contingências e os bastidores do jogo, e que quando arranca, livre e desimpedida, é extraordinariamente difícil de parar.

Com aquele erro decisivo Jorge Jesus permitiu que se desse à chave da máquina de ganhar do Porto. E que fosse posta em funcionamento!

Ao invés, no Benfica transformou oportunidades em ameaças, com fantasmas a surgirem de todos os lados: Ramires, Di Maria e, claro, Roberto. Pior, começa a surgir o mais perigoso de todos os fantasmas: o da autoridade do próprio Jesus! Mais que pela responsabilidade na contratação do guarda-redes – facilmente perdoável e esquecida no meio da enorme margem de crédito forjada nas conquistas da época passada –, pela insistência, contra todas as evidências de incompetência e de um pânico generalizado e espalhado por toda a equipa, em mantê-lo na baliza. Um erro de consequências imprevisíveis, a começar pelas dificuldades criadas ao seu substituto. E ao substituto do seu substituto, se a lei de Murphy, que aqui trago tantas vezes, insistir em confirmar-se!

E claro, no meio de tudo isto, em vez de da tal mola humana que leva a equipa ao colo (ou no andor, como os rivais gostam de provocar), a nação benfiquista está perdida e dividida entre os que defendem que benfiquistas são os que, em nome da tranquilidade da equipa, calam a sua voz crítica e os que, pelo contrário, acham que, ficando calados, como fizeram em tempos não muito longínquos, estão a ser cúmplices de uma tragédia.

É assim que, enquanto a uns até fica mal chorar os penalties que vão ficando por marcar, outros vão vendo penalties e livres caídos do céu resultarem em golos e vitórias incontestados. Ou a máquina de ganhar a funcionar a todo o vapor…

Futebolês#37 Mind games

Por Eduardo Louro

   

 

O futebolês não se fica apenas pelo português e afins. Também, como não poderia deixar de ser nos tempos que correm, se aventura pelos anglicismos. Não tanto como o seu parente economês – verdadeiramente imbatível – mas não deixa os seus créditos por mãos alheias!

O que são então os mind games?

Para os mais familiarizados com a língua de Shakespeare são isso mesmo: os jogos mentais, as jogadas psicológicas. Para os outros são aquelas tiradas provocatórias, atiradas com a precisão de um míssil, com o objectivo de destabilizar o adversário.

Temos uma Universidade em Portugal – fundada por José Maria Pedroto no Porto – e um catedrático apontado como o maior especialista mundial – José Mourinho, of course – mas não temos muita gente especialmente dotada. Não faz mind games quem quer. Não é para todos!

Alguns bem se esforçam mas, o melhor que conseguem são umas tiradas infelizes. Outros, no entanto, fazem mind games mesmo sem querer: qualquer palavra é um míssil de longo alcance.

É à medida que a competição aquece que os mind games começam a ganhar vida.

Com a primeira competição da época – a supertaça, disputada no passado sábado, ganha (e bem) pelo FCP, e que, também numa espécie de mind game, alguns tentam misturar na contabilidade dos títulos, somando alhos (campeonatos) com bugalhos (supertaças), não fosse o Porto a capital dos mind games – não se viu grande coisa.

Ou melhor, viu-se a confirmação de que não faz game minds quem quer. Apenas quem pode! E viu-se que Jorge Jesus não pode. Se aquela do “é muito difícil alguma equipa ganhar ao actual Benfica” foi o seu mind game, foi muito fraquinho. Pior, é daquelas em que o tiro sai facilmente pela culatra.

“Um treinador pode saber muito de futebol, mas se souber só de futebol pouco sabe de futebol” – este é um princípio enunciado pelo Prof. Manuel Sérgio, o nosso académico e filósofo do futebol. Este é o grande drama de Jesus: esquecer-se que o futebol não se limita à recepção, ao passe, à desmarcação, à ocupação de espaços… Há ainda muito mais, há alma, há determinação, há espírito de conquista. Há a atitude … Como se viu naquele jogo da supertaça!

Quem tem em mãos a mais cara equipa do futebol nacional, quem, mesmo assim, continua a pedir mais e mais jogadores, e quem tem que assumir responsabilidades adequadas ao esforço que a SAD está a desenvolver para devolver ao Benfica o prestígio do passado, não pode estabelecer prioridades que subvertam esse objectivo. Não pode dizer que a supertaça não é prioridade, que a prioridade é o campeonato. Não! Para o Benfica e para os benfiquistas ganhar ao FCP é sempre prioritário. Tal e qual como do outro lado: para o FCP é sempre prioritário ganhar ao Benfica, e essa é uma prioridade que toda a gente percebe!

Ganhar esta supertaça era absolutamente prioritário para o Benfica. Jorge Jesus tinha de perceber isto, tinha de mostrar que o percebera e de mostrar inequívoca competência para o fazer. Não tanto pelo título em si, mas por ser uma prova onde o domínio do adversário é avassalador e, fundamentalmente, para deixar clara uma marca de superioridade, numa altura em que o adversário passava por grandes necessidades de afirmação: treinador novo, pré-época instável, desequilíbrios defensivos, uma certa orfandade de liderança em campo …

Jorge Jesus falhou e assim perdeu o Benfica a oportunidade de romper com o status quo. E tudo ficou como dantes: um Porto à Porto, um Benfica … à Benfica das últimas décadas (subalterno, tolhido, sem chama nem alma, que corre menos, que luta menos, que acredita menos, que provoca menos e que é menos esperto que o Porto) e até um árbitro à árbitro (com dois penáltis por assinalar a favor do Benfica e, depois, uma compensação deplorável no aspecto disciplinar).

O campeonato começa já este fim-de-semana. A Jesus coloca-se, agora sim, um grande desafio: o difícil não é chegar ao topo, é manter-se lá! Soube lidar com as circunstâncias que lhe moldavam o lado pessoal: revisão do contrato numa mistura de rentabilização de méritos próprios com outros mind games. Falta ver se saberá lidar com as que lhe moldam a aptidão para o sucesso.

É simples: este é um campeonato decisivo, aquele que poderá inverter um ciclo. O bicampeonato é fundamental para o Benfica – transformará o título da época passada no início de um novo ciclo. Sem confirmação nesta época o último título não passará de um mero acidente no percurso da hegemonia portista. É precisamente por isso que, ao invés, é fundamental para o Porto não perder este campeonato para o Benfica. O FCP sabe bem que é muito diferente perder dois ou três títulos para o Sporting e para o Boavista ou perdê-los para o Benfica.

É tudo isto que o treinador do Benfica tem que perceber rapidamente. E deixar os benfiquistas perceberem que ele já percebeu. Com ou sem mind games! E, de preferência, sem hipotecar o sucesso a invenções e teimosias estéreis. Como a do Roberto que, como toda a gente percebe, está a condicionar toda a equipa.

 

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