Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Repugnante

Holanda nacionalizou quarto maior banco do país - Mundo - Correio ...

 

Alemanha, Áustria, Finlândia e Holanda estão prontas para assinar a certidão de óbito da União Europeia. Repugnante. Tal e qual António Costa chamou ao discurso do ministro das finanças holandês, o velho conhecido Dijsselbloem. Está de volta o tal nome impronunciável de um repugnante imbecil. E aldrabão, tanto quanto se diz...

Perder a alma*

Pasárgada da Alma: Como não perder a alma?

 

Passou pelas redes sociais, especialmente durante a semana passada, uma moda de franco mau gosto, como a maioria das que por lá passam, deve dizer-se. Como sabemos tudo aí se replica facilmente, e as pessoas começaram a adaptar um certo texto, que se tornou viral, à sua realidade geográfica.

Só mudava a região de cada um, o resto mantinha-se: aqui não há shoppings, não há internet, e o cinema é a preto e branco. Aqui não há nada que interesse, isto é de todo desaconselhável, não venham para cá. Nem pensem nisso!

A pretexto de alguma piada, que logo desaparecia sem deixar rasto quando se percebia o perigo daquela ideia que tantas pessoas difundiam pela rede fora, muitas delas sem o perceber, pensando apenas estar a fazer graça fácil, transmitia-se um conceito de medo e de ignorância, de natureza xenófoba, com requintes de segregação e discriminação. Que sabemos sempre como começam mas nunca como acabam. 

Lembrei-me disto quando me deparei com uma notícia que ontem vimos nos jornais. Aconteceu em Espanha, em La Línea de la Concepcion, uma pequena cidade da Andaluzia, na província de Cadiz, onde uma caravana de ambulâncias com um grupo de 28 idosos, despejados de um lar por estarem infectados com o coronavírus, foi recebida à pedrada por um grupo de autóctones.

Chegados à residência onde o governo autonómico da Andaluzia os realojou, os idosos foram cercados por uma pequena multidão em fúria, gritando impropérios contra os pobres e fragilizados "maiores", como por lá lhes chamam. Durante a noite foram arremessados vários engenhos explosivos a partir de casas nas imediações, fechava a notícia.

Não há grande diferença entre este relato que chega de Espanha e aquilo que por cá circulou pelo facebook. É a solidariedade a desaparecer, perdida no meio de todas as perdas que estamos sentir. É a alma a esvair-se na crise sanitária, e a acrescentar-lhe crise moral. Provavelmente de bem mais difícil recuperação….

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Senadores de meia tigela

Resultado de imagem para marcelo e jose miguel júdice

 

O país confia nas suas instituições, como o mostram as sondagens dos últimos dias. Em poucos outros  momentos históricos os portugueses revelaram tanta confiança nas instituições, o que é tão mais sintomático quanto sabemos que, ainda  há poucos meses e poucas semanas não era essa a ideia que tínhamos.

As decisões políticas têm merecido, também em conformidade com estudos de opinião publicados nestes dias, fortíssima aprovação dos portugueses. A decisão do estado de emergência, por exemplo - com a qual não concordei, como bem sabe quem por aqui perde parte do seu tempo - tem índices de aprovação largamente maioritários.

No Parlamento, em vez da crispação habitual, constata-se um saudável ambiente de serenidade, com as diferentes forças políticas disponíveis para apoiar as medidas que o governo vai anunciando, e a deixarem a afirmação das suas diferenças para outras oportunidades, que esta é de união.

Nas ruas, reina a tranquilidade. Duas ou três dezenas de detenções, por violação do regime de emergência, não beliscam minimamente essa tranquilidade. Os portugueses estão ou em casa, ou no trabalho, civicamente a acatar as regras instituídas.

E no entanto há por aí uns quantos que se acham senadores da nação a clamar por um governo de salvação nacional. Há uma semana foi Marçal Grilo, num espaço que partilha com Luís Nobre Guedes na RTP 3. Ontem foi José Miguel Júdice - "Se há momento em que um Governo de salvação nacional é necessário, é este” - no seu espaço na SIC Notícias.

Hão-de vir mais. É só esperar mais um bocadinho. 

Se, depois de passado o tsunami, e de toda a extensão da devastação ficar à vista, perante a avaliação da tarefa de reerguer a economia nacional e a própria sociedade portuguesa, se poderia admitir essa discussão, agora não. Não, não é este o momento. Por muita que cresça todos os dias a pressa do Presidente Marcelo... 

 

 

É oficial: Portugal teve excedente orçamental em 2019

Resultado de imagem para excedente orçamental 2019

 

E de repente, quando o vírus nos roubava o inédito e festejado excedente orçamental de 2020, ei-lo a acabar de chegar vestido de 2019. 

Não sei se o INE fez tudo para que o primeiro excedente orçamental da democracia portuguesa se não esfumasse ingloriamente às mãos de um vírus. Mas se fez, fez bem!

Não era justo que uma coisa tão desprezivelmente microscópica roubasse esta medalha a Centeno.

Assim vai o mundo

Resultado de imagem para o coronavirus pelo mundo

 

Um estudo da Universidade de Oxford revela que metade da população inglesa poderá estar infectada pelo novo coronavírus. Entretanto a Organização Mundial de Saúde está convencida que os Estados Unidos se estão a transformar próximo grande foco do vírus. Estados Unidos onde Trump, com mais medo das consequências para as eleições de Novembro que do vírus, está a pedir ajuda à Coreia do Sul. Vírus que chegou à Índia onde, pelas condições sanitárias e pela densidade populacional do país, tem tudo para atingir uma dimensão verdadeiramente apocalíptica. Coisa que não passa pela cabeça de Bolsonaro, que continua a falar de uma inventona dos media perante uma gripezinha, menos ainda, um simples "resfriazinho", e a dar ordens às autoridades estaduais brasileiras para acabarem imediatamente com todas as medidas de contingência decretadas.

Assim vai o mundo...

Mais que uma mentira

Resultado de imagem para entrevista antónio costa à tvi

 

Nas poucas coisas que teve para dizer, o Presidente Marcelo disse que ... mentir, não valia. Disse que "ninguém vai mentir a ninguém" como se isso fosse uma alínea do decreto do "estado de emergência" que acabara de assinar.

Da mesma forma que há portugueses a "furar" o "estado de emergência", e vão para a praia, para as marginais ou para os copos, há gente a mentir. Por todo o lado. E ontem o primeiro-ministro mentiu. Não sei se foi a primeira vez que furou esta alínea do "estado de emergência" de Marcelo, mas mentiu.

Ao garantir que até agora não faltou nada ao Serviço Nacional de Saúde para combater a pandemia, António Costa mentiu. E soube que mentia, viu-se-lhe nos olhos que sabia que estava a mentir. 

Não terá provavelmente ponderado toda a extensão da mentira. Terá intuído que a mentira teria menos danos que a verdade, mas o sentido de responsabilidade - de que tem até dado sobejas provas - obrigava-o a mais. Obrigava-o sobretudo a mais o respeito pelos milhares de profissionais que nos hospitais se debatem com carências de toda a ordem, que a todo o momento os obrigam fazer opções, muitas delas dramáticas. Que, por falta de equipamentos de protecção individual, arriscam todos os dias a sua própria saúde, e que, para não colocarem em risco a dos seus, se vêm forçados a um esgotante isolamento nas poucas horas de retemperamento de que podem dispor.

Sem dúvida, António Costa poderia e deveria ter por momentos virado as costas ao lado mais cínico da expressão política, e procurado outra saída para a pergunta que, de tão óbvia que era a resposta, nem precisava de ser feita. A que encontrou foi chocante. Não tanto por ser mentira, mas por projectar uma insensibilidade que porventura até não terá.

 

Pessimista, eu?

Resultado de imagem para van der leyen, merkel e lagarde

 

Percebemos que o governo tinha de rapidamente anunciar qualquer coisa que pudesse ajudar-nos a pensar que o país não vai colapsar, e que vamos resistir a este primeiro embate com o monstro que anda à solta. Como começamos a perceber que anunciou uma mão cheia de nada, e que na realidade o governo apenas tratou de ganhar tempo, porque não havia tempo para perder.

Percebemos isto na sexta-feira à noite quando, estando anunciada uma conferência de imprensa para a hora dos telejornais para anunciar novas medidas - o que por si só já confirmava que as primeiras anunciadas, dois ou três dias antes, tinham apenas por destino satisfazer o tempo -, vimos que foi sucessivamente adiada (novamente o tempo) até, já noite dentro, ter acabado em ... nada a declarar. Nada a declarar, e nada a revelar que não o estado de exaustão da ministra Mariana da Silva, a quem nem a juventude valeu.

É claro que o governo está à espera da União Europeia, donde nada chegou até agora. Espera agora que alguma coisa possa vir da reunião do Eurogrupo, amanhã. Ironicamente presidido por Centeno. 

É este o drama da (falta) liderança europeia. Quando tinha que haver uma voz a fazer-se ouvir, vemo-los todos a olhar uns para os outros, sem ninguém a perceber que nesta altura, hoje precisamente, a União Europeia só tem um caminho: reforçar-se, reforçando de vez e irreversivelmente, todos os mecanismos da união. Não há outro caminho, fora desse simplesmente desaparece. 

Se a União não conseguir dar uma resposta colectiva a esta crise desaparece. E sem deixar saudades... Porque, se não serve para um momento como este, não serve para mais nada!

A primeira coisa que a Srª Lagarde fez foi dizer que isto não é problema do BCE. Depois emendou a mão, mas já o Banco Central Alemão tinha dito que sim senhor, assim é que é falar... E ficou dito. A Srª Van der Leyen veio dizer que suspendia as regras orçamentais, e que os países - nunca a União - poderiam gastar o que quisessem para enfrentar a crise sem quaisquer preocupações com o défice, como se não soubesse que os países não podem gastar dinheiro que não têm. E que não têm condições de pedir emprestado, como é o caso de Itália, de Portugal e até de Espanha. 

A Srª Merkel - vejam bem, já é a luz ao fundo do túnel -  veio dizer o óbvio, que a resposta, como o seu financiamento, têm de ser europeus. E abrir agora a porta às eurobonds. Que o seu Parlamento nunca autorizará.

Teme-se até que já não sejam a solução. Não há sequer tempo para preparar toda a legislação e de dar resposta a toda a carga burocrática que as ponha de pé. A solução estará apenas e só na injecção de liquidez do BCE: emprestando dinheiro directamente aos governos, através do Banco Europeu de Investimento (BEI), com protocolos de cobranças com as Autoridades Tributárias dos países, para não envolver os bancos (ainda em convalescença, é bom não esquecer) nisto; ou, eventualmente mais ajustado nesta altura, pondo as rotativas a trabalhar.

Provoca inflação? Sim, e ainda bem. Faz falta, como se tem visto. 

Os alemães nem querem ouvir falar nisso? Nem nisso, nem noutra coisa... É para isso que servem as lideranças.

Reparem que só falamos em três líderes. Em três senhoras. Das três só conhecemos uma, e não gostávamos muito dela. As outras duas não começaram nada bem... 

Pessimista, eu?

Oportunidades

 

Não é fácil ser optimista nesta altura, mas também não se ganha nada em recusar todas as máximas do optmismo. Entre elas está aquela que os gurus do empreendedorismo transformaram em princípio sagrado, que diz que cada ameaça esconde um sem número de oportunidades. Por cada um que chora há outro a ganhar dinheiro em lenços de papel, não é?

Nesta crise dramática que planetariamente vivemos há certamente muita gente a ganhar dinheiro em lenços de papel. E em papel higiénico, mesmo que se continue sem perceber por quê... Mas isso não são oportunidades para a humanidade, são, comme d´habitude,  só para alguns.

Quero crer que desta terrível ameaça também para a humanidade emergirão oportunidades. Coisas boas a reter para o futuro. 

Uma delas é que bastaram os primeiros dias desta crise para que toda a gente, por este mundo fora, pudesse finalmente ver as cabeças ocas de Trump e Bolsonaro, só cheais de merda. A forma como estes dois idiotas negaram o vírus, como o tentaram ridicularizar, como sempre fazem com as coisas mais sérias que ameaçam a humanidade, e como depois correram a meter o rabinho entre as pernas, em mais uma alarve demostração de ignorância, não passou despercebida a ninguém. Toda a gente viu. E hoje toda a gente percebe a sua monstruosa ignorância, quando vê Bolsonaro com uma máscara ao pescoço, ou Trump a querer comprar para si a descoberta da vacina, retratado no espectacular cartoon (mais um, e na foto) do António, hoje publicado no Expresso.

Hoje, toda a gente pode facilmente comparar tudo o que estes dois fizeram e disseram deste virús,  que já estava à frente dos olhos de toda a gente, com tudo o que têm vindo a fazer e a dizer do ambiente, tão só a maior emergência da humanidade. E concluir que não passam de dois idiotas, do mal que fazem as suas idiotices, e de quão perigoso é votar neste tipo de gente. Que, como sabemos, está longe de se esgotar nestes dois exemplares!

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics