Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Gato por lebre

Resultado de imagem para champions sport tv

 

Cheguei a casa de peito feito para assistir ao grande jogo do dia: o Liverpool/PSG, na estreia da Champions. Na Sport TV, as usual...

Incrédulo, dou-me com o Sporting - Marítimo, do passado domingo, para a Taça da Liga. Sigo o comando e surge-me um jogo na China, depois, mais uma repetição de um jogo da Liga Inglesa, um jogo de vólei e, finalmente, uma partida de padel... Era isto que a Sport TV tinha para me oferecer, no serviço que pago pelo preço que até aqui me garantia a certeza de me regalar no tal Liverpool/PSG. Comprei lebre, a Sport TV vende-me gato...

Acabei na TVI, com o Schalke/Porto, mas o pior ainda estava para vir. Como um mal nunca vem só, em vez dos antes excelentes resumos e comentários que a RTP oferecia, tínhamos agora na TVI 24 uma interminável palhaçada. Não tem outro nome!

 

É mais ou menos isto, não é?

Resultado de imagem para francisco j marques e paulo gonçalves

 

Num caso alguém entrou abusiva e criminosamente no sistema informático de um terceiro. No outro, exactamente o mesmo. Num caso, o autor do crime está identificado, acusado e preso a aguardar julgamento. No outro, está identificado mas em fuga - "agarrem-me se puderem" - em parte incerta. Num caso, os supostos utilizadores da informação roubada estão acusados. No outro, apenas um dos comprovados utilizadores da informação roubada, é arguido. Num caso, os supostos utilizadores da informação roubada, estão acusados de terem oferecido ao intruso informático camisolas e bilhetes para uns jogos de futebol. No outro, os confirmados utilizadores da informação roubada, sem que inguém lho tivesse perguntado, dizem que não lhe pagaram nada...

Mais crime, menos crime, nesta altura do campeonato, é mais ou menos isto, não é?

Furacões

Resultado de imagem para jp morgan lehman brothers e outros furacões

 

No fim-de-semana de todos os  furacões, tornados e tempestades, em que Cristiano Ronaldo marcou (e logo em dose dupla) finalmente com a sua nova maglia, e em que os U2 regressaram a Portugal, oito anos depois e pela sexta vez, agora na digressão “Experience + Innocence Tour” (mais Experiência, a Inocência há muito que foi perdida) e com Bono já com a voz de volta, é capaz de nem se ter dado muito pela passagem do décimo aniversário da falência do Lehman Brothers. O tal "too big to fail" de triple A de rating, que faliu mesmo... tornando-se no maior furacão de todos os tempos, arrastando, arrasando e destruindo tudo, por todo o lado. 

O mundo, hoje, não é mais do que aquilo que se ergueu desses destroços. E, pelo que se vai vendo, são muitos os interesses que não querem mesmo que o mundo seja mais que isso, com o JP Morgan já a fazer novas ameaças para o próximo ano.

Vuelta 2018

Imagem relacionada

 

Termina hoje, em Madrid, a 73ª edição da Vuelta, com a vitória de Simon Yates. Voltou a ser inglês o vencedor da última grande prova do ano: Froome, ganhou o Giro, Thomas, o Tour, ambos da Sky, e agora Yates, da australiana Mitchelton-Scott.

É um justo vencedor, Simon Yates. Foi quem mais tempo andou de vermelho (a amarela da Vuelta), nunca se limitou a defender-se, atacou na alta montanha - e muita montanha, e da boa, teve esta Vuelta - e superiorizou-se quase sempre, e foi ainda o melhor dos da frente no contra-relógio. E nem sequer tinha a melhor equipa - muito longe disso - valendo-lhe apenas o seu irmão gémeo, Adam.

Todas estas grandes competições têm o seu lado dramático. No Giro, o drama foi até protagonizado pelo próprio Simon Yates, ao perder mais de meia hora numa das últimas etapas, quando seguia na frente (de rosa, a amarela na volta italiana) e apontado já como vencedor. Nesta Vuelta o protagonista é Alejandro Valverde, o veterano ciclista da Movistar (38 anos) que herdou a popularidade de Alberto Contador e a esperança dos espanhóis.

Chegou a Málaga, há três semanas e três mil e quinhentos quilómetros atrás, como segunda figura da equipa, com a liderança entregue ao colombiano Nairo Quintana, a grande desilusão da prova, mas revelou sempre grande consistênca. Serviu Quintana e teve ainda tempo para afirmar a sua própria candidatura, ganhando etapas, assegurando rapidamente a liderança da classificação por pontos, a camisola verde, que nunca mais largou, e permanecendo sempre nos lugares cimeiros da classifcação.

Quando finalmente Quintana ficou afastado da possibilidade de ganhar, há apenas quatro dias, logo na etapa (de montanha, de novo) a seguir ao contra-relógio (onde, como se esperava, perdera muito tempo) não só não recuperou como perdeu ainda mais tempo, Valverde era segundo. E, então sim, a grande aposta da Movistar para atacar Yates nas duas decisivas etapas de alta montanha em Andorra, e ganhar a Vuelta, pela segunda vez, seis anos depois. 

Pois, na primeira, na sexta-feira, não conseguiu responder ao ataque de Yates e perdeu por completo a hipótese do primeiro lugar, que o britânico logo assegurou. E na segunda, ontem, no Coll de la Gallina, caiu do segundo para quinto da geral. Foi dramático ver, como viu, fugir o colombiano Miguel Angel Lopez; depois Enrique Mas - que se revelou a nova coqueluche do ciclismo espanhol -; depois o próprio Yates e, depois ainda, o holandês Steven Kruijswijk, que era terceiro, atrás de si. E, finalmente, como não conseguiu sequer responder ao apoio de Quintana, que o rebocou até à meta. Onde, ainda assim, chegou em 10º lugar. Mas com de mais de 3 minutos de atraso (perdidos em 4 quilómetros) - uma eternidade no ciclismo actual -, a valer-lhe um trambolhão do segundo para o quinto lugar da classificação geral. Longe do pódio e de um lugar consentãneo com o protagonismo que teve nesta Vuelta. 

Se foi, e terá provavelmente sido, a sua despedida da alta competição, ficou bem longe do que fora, no ano passado, a de Alberto Contador. Essa sim, brilhante, e a deixar saudade. Valverde não merecia sair com esta última imagem...

 

Quando se tira tudo, não fica lá mais nada para tirar

Resultado de imagem para benfica-rio ave samaris

 

Muito tempo depois, o Benfica regressou aos jogos da Taça da Liga. Nunca o interregno tinha sido tão grande.

Anunciavam-se muitas estreias e um ou outro regresso. Mas nem foi tanto assim, tal como o futebol apresentado não diferiu muito daquilo que se tem visto até aqui. Com as mesmas virtudes e os mesmos defeitos. E, na mesma, muito desperdício: desperdício de muitas oportunidades de golo, mas desperdício também de muitas ocasiões para definir melhor. Daí que tenha ficado na diferença mínima mais um jogo que poderia ter acabado em goleada.

O 2-1 final é um resultado apertado, mas nunca o jogo esteve apertado. O Rio Ave fez o golo aos 60 minutos, no primeiro remate à baliza de Svilar, na jogada seguinte a mais um desperdício flagrante do Benfica, no caso de Seferovic. E, com mais meia hora para jogar, regressado ao jogo, como se diz na gíria, fez apenas mais outro remate à baliza e teve, então sim, uma oportunidade de golo ao minuto 89. 

Mais nada, num jogo com uma arbitragem péssima, uma verdadeira lástima. E com uma moral, como as histórias: quando se lhe tira tudo, ninguém fica com nada para dar. 

E a Samaris até o número da camisola tiraram... Claro que não tem lá nada para dar!

 

Gente (é como quem diz) que mete medo*

Resultado de imagem para robot vera

 

Já conhecíamos a Sophie, da Websummit do ano passado, e agora de uns anúncios, em que começou a contracenar com o Cristiano Ronaldo para acabar, por enquanto, com o Mário Crespo, reformado dos écrans, mas activo nos écrans…

Menos conhecido do grande público é o Hal, mais novo. Criado à imagem de uma criança, simula expressões faciais e estados emocionais, tem tudo a que tem direito - olhos interactivos, coração, sons pulmonares e intestinais, dedos capazes de sangrar e até pulsação – e é o novo amigo dos médicos no treino da prática clínica em crianças.

Ou a Vera (na foto), em tudo parecida com a Sophie, uma espécie de prima afastada, que acabou de chegar ao negócio do recrutamento de recursos humanos, ao headhunting. Isso mesmo, um robot naquilo que se pensaria ser a última fronteira da actividade humana – só um humano poderia contratar um humano. A verdade é que a Vera está já ao serviço de grandes empresas nessas tarefas de entrevistar e a avaliar gente para preencherem os seus quadros com as pessoas certas.

Isto é, os robôs já não ameaçam só substituírem-nos nos nossos empregos. Ficam-nos com os empregos e vão ainda decidir se servimos para mais alguma coisa. Assustador!

Já não é da Sophia que temos medo. Medo, a sério, é da Vera!

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

O PCP e a geografia

Resultado de imagem para hungria parlamento europeo

 

 

O PCP votou contra a sanção à Hungria que o Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira, numa medida inédita e tida por indispensável para travar o desrespeito de Orban, e do seu governo, pelas regras da UE sobre democracia, direitos civis e corrupção.

Fica-nos a ideia que, perdido na História, o PCP se agarra à Geografia. É capaz de ter razão, o mais conservador dos partidos políticos em Portugal. Bem vistas as coisas, só a geografia não muda. O leste é sempre leste!

  

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics