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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Rio a caminho da foz

 

Rui Rio acabou com o tabu que não existia e anunciou a recandidatura à liderança do PSD. Bem anunciada, e no momento certo. Esperou que os adversários saíssem da toca, aparecessem e dissessem ao que vinham. Depois de lhes tirar as medidas, anunciou o que não poderia deixar de anunciar e fechou o lote de candidaturas às directas de Janeiro. E já ninguém o poder acusar de demorar mais tempo a tomar a decisão que António Costa a formar um governo... Que ontem ficou também concluído, com mais 50 Secretários de Estado. Se o tamanho importa...

Anunciou que não o fazia por interesse pessoal mas pela obrigação de "impedir um PSD de perfil eminentemente liberal", liderado pelo "cinismo e a hipocrisia do politicamente correto" e tomado por "grupos organizados e pouco transparentes". 

Nem mais. Os adversários, com muito pouco para dizer e nada para acrescentar, não lhe exigiam mais. Perdoam-se-lhe até os eufemismos ... E aproveitou para anunciar que até ao congresso - e obviamente até às directas, que o antecedem - acumularia com a liderança parlamentar. Voltou a acertar, o palco parlamentar e os debates com o primeiro-ministro, garantem-lhe suficientes ganhos de visibilidade para os adversários. 

Desta vez Rio está a fazer as coisas bem... Pelo menos corre a caminho da foz, seja lá ela no centro ou lá onde for...

 

 

O fim do Reino Unido

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As peripécias do Brexit, em cena há mais de três anos, mostram-nos exuberantemente as diversas faces do populismo, e a da irresponsabilidade em todo o seu esplendor.  

À entrada para o fim-de-semana, e cansados de três anos de folhetins sem que a "estória" saia do mesmo  sítio, acreditávamos que finalmente União Europeia e governo britânico, ou o que resta disso, tinham conseguido dar corpo a um acordo, e que Boris Johnson seria poupado a fazer-se de "morto numa vala". Estava tudo certo, e só era preciso que o Parlamento britânico, no sábado, aprovasse o acordo finalmente encontrado. 

Não aconteceu assim, o Parlamento não se pronunciou sobre o acordo e, em vez disso, aprovou novo adiamento da data do Brexit para Janeiro, obrigando Boris Johnson a formalizar um novo pedido de adiamento, que tinha jurado nunca fazer: "antes morto numa vala". O que esta espécie de criança a brincar aos primeiros-ministros resolveu, numa brincadeira pouco elaborada para a idade, solicitando o adiamento numa carta não assinada, a que juntou outra, essa sim, assinada, a manifestar-se contra o pedido apresentado.

Aquela irresponsável - por impreparada - ideia que David Cameron levou ao Parlamento em 2015, e que conduziu ao referendo de Junho do ano seguinte, deu nisto. E isto não é apenas um impasse que já vai em mais de três anos. É isso, e as ruas cheias de gente contra o Brexit, mas com o miúdo em primeiro-ministro a subir as sondagens. É isso e o fim do próprio Reino Unido em passo acelerado...

 

 

 

Ainda não foi desta, mas...

Benfica não facilita, goleia Cova da Piedade e segue em frente na Taça de Portugal

(TIAGO PETINGA/LUSA)

 

Ainda não foi desta que o Benfica regressou mas, ao contrário de outros, cumpriu com o que se exigia - passar a primeira eliminatória da Taça, que tinha para disputar hoje na Cova da Piedade.

Também não teve o tal regresso forte à competição, como Bruno Lage reclamava e, pelos vistos, considerou ter acontecido. Mas também não foi tão mal como tem ido, fosse pela debilidade do adversário, fosse pelo papel de facilitador da evolução do resultado. E a verdade é que não fez sofrer os adeptos, como vinha fazendo, o jogo foi tranquílo e regressou aos resultados de que há muito andava arredado. E o 4-0 final (os dois primeiros de Pizzi e os últimos dois de Vinicius) ficou até curto para as oportunidades criadas.

A qualidade de jogo melhorou porque a equipa melhorou bastante no passe. Mesmo na primeira parte, enquanto o Cova da Piedade teve folgo físico e anímico e fechou bem todos os caminhos da sua baliza, e o Benfica enfrentou algumas dificuldades, e denotou algumas fragilidades de dinâmica e de velocidade, a equipa não falhou muitos passes, ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos jogos.

Mal - mal mesmo - foram os cruzamentos. O Benfica fez muitos cruzamentos, mas não me lembro de um em boas condições. E RDT - por cá, porque na UEFA tem de ser mesmo Raul de Tomás - que continua desinspirado e desesperado pelo golo. Às vezes parece que falta só um pouquinho de sorte. Mas há outras vezes que parece que falta muito mais...

Não se pode dizer que este jogo tenha deixado muito para festejar, e como ensaio para o Lyon ... também não dá para grande entusiasmo. Para saudar só mesmo o regresso de Florentino, e a subida de produção de Pizzi. 

Ah... E se Cervi (de Zivkovic já nem dá para falar) não é muito mais jogador que o Caio, não percebo mesmo nada disto...

Jordão (1952-2019)

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Foi um dos melhores de sempre. Começou a jogar no Benfica, com 19 anos, onde começou por se celebrizar e permaneceu durante cinco anos, até partir para Saragoça. Regressou um anos depois, mas para o Sporting, onde permaneceu ao mais alto nível durante nove anos. Nos últimos dois anos da carreira representou o Vitória de Setúbal, passando depois a dedicar-se completamente à pintura.

Conta-se que não mais foi visto no futebol. Os artistas são assim. E Jordão, ao lado de Eusébio, de Artur Jorge ou de Vítor Baptista, ou ao lado de Manuel Fernandes, foi sempre o artista que a tela e os pincéis confirmaram.

 

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Pobreza*

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Assinalou-se ontem o dia Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, data foi comemorada oficialmente pela primeira vez em 1992, com o objectivo de alertar a população para a necessidade de combater a fome e a pobreza, cuja erradicação constitui um dos oito objectivos do milénio definidos pela ONU no arranque do século.

Não é o sucesso ou insucesso destas datas comemorativas que me suscitam o tema. Estas datas são o que são e, se não resolvem os problemas que evocam, também certamente não lhe dificultam o combate. Servem acima de tudo para isto, para que se fale das coisas, para que, pelo menos num dia, falemos de problemas com que nos deveríamos preocupar todos os dias.

O problema da pobreza é, há-de ser sempre a mancha mais negra, e a nódoa mais resistente, do desenvolvimento da humanidade. E a desigualdade que lhe está associada a maior nota da incapacidade humana para harmonizar justiça e solidariedade com desenvolvimento.

A nível global, quando o universo estatístico é toda a humanidade, a pobreza está a diminuir a uma taxa sem precedentes. Em 1990, 43% da população mundial, pouco menos de metade, vivia em pobreza extrema, com menos de 1,25 dólares por dia. Actualmente esse número é de 21%, menos de metade.

Sabe-se que este é um resultado da globalização. É inequívoco que a deslocalização industrial, atrás de mão-de-obra muito mais barata, proletarizou centenas de milhões de pessoas nas regiões menos desenvolvidas do mundo, tirando-os da fome, mesmo pagando-lhes mal. Não é menos inequívoco, porém, que essa mesma deslocalização deixou, nos países que abandonou, nas regiões mais desenvolvidas, um rasto de desemprego e um lastro de miséria por onde a pobreza galgou, crescendo a um ritmo pouco diferente do da descida no polo inverso.

E esse é o maior drama do ocidente nos tempos que correm, com preocupantes reflexos políticos e sociais em sociedades incapazes de responder aos complexos desafios dessa nova realidade e onde, acima de tudo, as pessoas estão indisponíveis para aceitar viver um pouco menos bem para que outros, do outro lado, possam viver um pouco melhor. 

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

O tolo

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(Roubado do Der Terrorist)

 

É mais mais um tesourinho deprimente de Trump, esta carta que fez entregar ao presidente turco e que anunciara de “muito poderosa”.

Mesmo sabendo tudo o que se sabe "deste imbecil eleito presidente da maior potência mundial", por mim, nunca imaginaria que, ao nível mais alto da diplomacia, num contexto de grande exigência formal como é o de uma guerra internacional, a indigência pudesse atingir esta dimensão. 

Não é apenas a habitual boçalidade, que Trump sempre disfarça com os excessos de informalidade e com linguagem de negócios de merceeiro. É também a completa ausência de tacto que, mesmo no final, não poderia deixar de ser mais expressiva: "Não seja um tipo difícil". Não seja tolo"!

Aí está o que, para o tolo-mor do planeta, é uma carta “muito poderosa”. Podemos ficar descansados. Não ficam dúvidas que Erdogan manda já retirar as tropas da Síria, e deixa os curdos em paz... 

O novo governo velho

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Depois do PS se ter fechado sobre si mesmo para o funeral da geringonça, foi a vez do governo de António Costa se fechar sobre si mesmo para o seu próprio funeral. 

Sabe-se que as soluções governativas têm tanto menos espaço quanto menor for o espaço que abram para além das paredes do seu círculo político. Para constituir seu o novo governo António Costa não limitou sequer o campo de recrutamento ao seu próprio partido; limitou-o ao seu próprio governo. Que já dava mais a ideia de um corpo de segurança pessoal que propriamente um governo.

É um governo novo que nasce velho. Talvez seja por isso que é tao grande, o maior de sempre. Mas não certamente o de maior o futuro...

Ferida aberta

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Como se esperava, a indignação, e logo depois a violência, saíram à rua na Catalunha, pouco depois de serem conhecidas as condenações aos líderes independentistas catalães. A ferida voltou a ser aberta!

A sentença que atingiu pesadamente as caras do referendo, com penas comparativamente bem mais pesadas que as sentenciadas no julgamento do golpe franquista de 1981, e que a direita espanhola, ainda assim, acha leve, prossegue apenas o trilho da humilhação que Madrid traçou para a Catalunha a seguir ao referendo.

Pedro Sanchez poderia ter arrepiado caminho, e ter evitado a reabertura desta ferida sangrenta que corrói a Espanha. Não se poderá dizer que tivesse tido condições para resolver os problemas das autonomias, e em particular da Catalunha. A instabilidade governativa em que Rajoy deixou a Espanha, já em consequência desses problemas, que se precipitaram no referendo e nos acontecimentos que lhe sucederam, há dois anos, e a incapacidade de Sanchez formar um governo no quadro do cenário eleitoral que se lhe seguiu, nunca terá permitido as condições para seriamente enfrentar o problema. Mas poderia ter mantido a ferida reservada, em vez de a escancarar e de a reabrir ao escarafuncho. Poderia ter proclamado o indulto, como Rajoy poderia há dois anos ter encontrado outras respostas para o referendo, permitindo-o inclusivamente.

Não o fez. Optou por ceder à pressão da extrema-direita e por permanecer enredado na teia de contradições que o PSOE vem tecendo nos últimos largos anos.

CR 700. Nada mais!

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A selecção nacional disse definitivamente adeus ao primeiro lugar no seu grupo de apuramento - e com isso ao sempre desejado pote 1 no sorteio da fase final - ao perder (1-2) na Ucrânia - que garantiu já o apuramento e o primeiro lugar da qualificação - o jogo que não podia perder. Mas que nunca mereceu ganhar!

A equipa portuguesa, que já na passada sexta-feira, onde tinha feito a fraquinha selecção do Luxemburgo parecer uma equipa quase temível, foi pouco mais que sofrível. E fez parecer a equipa ucraniana uma selecção do topo do futebol europeu.

É verdade que poderia não ter perdido o jogo, e tendo em consideração as oportunidades de golo, o remate de Danilo com a bola na trave, as defesas de Piatov (que está lá para isso) e que, depois de beneficiar do penalti que fez o 1-2 (e o desejado golo 700 do Cristiano), jogou os 20 minutos finais em superioridade numérica, poderia até tê-lo ganho. Mas não é menos verdade que, pese embora tudo isso, não mereceria tê-lo ganhado. A Ucrânia foi sempre melhor equipa, e mesmo com menos um jogador, nos últimos 20 minutos e com o resultado apertado, foi a única equipa a jogar futebol que desse gosto ver.

A selecção nacional continua sem futebol. Só a espaços Fernando Santos conseguiu pôr a equipa a jogar bem, e curiosamente foi sempre na ausência de Crsitiano Ronaldo. A regra tem sido um futebol lento, sem intensidade e desligado, exclusivamente dependente de iniciativas individuais. Em regra tem sido a inspiração dos jogadores, individualmente, a resolver as coisas. E mesmo aí as coisas não têm sido fáceis, até porque é grande a tentação de Fernando Santos para não pôr os melhores a jogar.

Os regressos de João Mário e João Moutinho para esta dupla jornada confirmam essa tentação do seleccionador. Parece que já só faltam Adrien e Cedric! 

Tudo isso se confirmou no jogo de hoje, que apenas valeu pelo golo 700 de Cristiano Ronaldo, e pelo significado de tão especial marca ser atingida na selecção. Opções muito discutíveis na constituição da equipa, jogadores desligados, desconcentrados - o que custou dois golos na metade inicial da primeira parte -, e ausência completa quer de velocidade quer de dinâmicas colectivas.

O apuramento da selecção nacional não está em risco, nem se espera que venha a estar. Mas o prestígio da selecção, e o dos nossos melhores jogadores, não sai a ganhar com exibições como esta.

Políticos presos? Ou presos políticos?

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Foram condenados a penas entre os quase 10 e 13 anos de prisão, nove dos doze independentistas catalães envolvidos na preparação e execução referendo separatista sobre a independência da Catalunha, em 2017, por esta altura do ano.

As penas ficam longe dos 25 anos reclamados pelo Ministério Público, que somava a acusação do crime de rebelião à lista de crimes em julgamento. Caiu a rebelião, mas não caíram as outras acusações, como a sedição, ou o estranho desvio de fundos públicos.

E ainda não chegou a Puidgemont, que sorrateira e atempadamente se pôs ao fresco ... Nem ao fim esta história a que uns chamam de presos políticos, e outros políticos presos.

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