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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Irreversível, com ou sem luz!

 

Uma luz ao fundo do Brexit... E parece verde: Londres e Bruxelas chegaram a acordo. 

Tudo resolvido? Nada disso. Obtido o acordo de Londres, falta o acordo em Londres. 

Mas não haja dúvidas: o caminho é estreito, e não permite inversão de marcha. Não há por onde voltar atrás, agora é sempre a andar, mesmo que devagar. Mas sempre em frente, ao contrário do que muita gente chegou a pensar!

 

 

 

Sapos do ano

Texto alt automático indisponível.

 

O Quinta Emenda integra a lista de doze nomeados para para o melhor blogue do ano, na categoria de política e economia, uma iniciativa Sapos do Ano.

Desde já os agradecimentos à Magda Pais e ao David Marinho, pela iniciativa, e aos leitores, que trouxeram o Quinta Emenda até aqui. As votações começam amanhã e decorrem durante um mês.

E, claro - se não forem os leitores a votar no Quinta Emenda quem o fará? -, fico à espera do seu voto! 

 

Gentileza

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Quando é dedicado um dia específico àquilo que deve ser um comportamento natural no normal e quotidiano relacionamento entre as pessoas, alguma coisa está errada. 

Hoje é o dia internacional da gentileza. Os nossos dias estão a ser feitos de muitas coisas erradas... Se calhar até há muita gente a correr para a Wikipedia para saber o que é isto da gentileza...

Por mim, agradeço-vos a gentileza, e despeço-me até ao dia da boa educação.

Gente perigosa

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Às 11 horas do dia 11 do mês 11, há 100 anos, assinou-se o armstício que colocaria fim à guerra que, feita para que não houvesse mais guerras, acabaria apenas por ser a primeira guerra mundial. Comemorou-se ontem em Paris, para onde convergiram os chefes de Estado dos países envolvidos com juras de promessas de paz em tempos pouco dados a isso. A paz e a promessas... 

Há 100 anos, bastaram vinte para eclodir a seguinte, e ainda mais violenta, que começaram a desenhar em cima das assinaturas do armistício. Hoje... não estava lá gente menos perigosa...

 

O diabo não está sempre atrás da porta. Mas os fantasmas não saem de lá!

 

Para o Benfica este jogo de hoje em Tondela era de tudo ou nada, absolutamente decisivo para o seu futuro neste campeonato, com tudo o que isso pesava no actual estado mental da equipa.

Os primeiros dados não eram nada animadores: chuva intensa e relvado alagado, não deixavam as melhores perpectivas para o jogo, e o apito inicial piorava-as. O tondela atirou-se ao Benfica que nem gatos a bofes, e chegou ao golo de imediato. O golo mais rápido desta Liga!

Pior. O Grimaldo foi batido que nem um principiante e foi Conti a marcar na própria baliza. Dois jogadores da defesa logo em cheque, E que jogadores... O que estava no ponto mira dos adeptos, pelas suas declarações no final do último jogo, com o Ajax; e o entra e sai, o regressado Conti, agora pela expulsão de Jardel. Cuja última imagem era a da sua participação no golo em Amsterdão.

Os jogadores do Tondela sentiam que era o momento de deixar o adversário KO, e não deixavam sair os do Benfica do seu meio campo. Valeu que Conti imitou Amsterdão, invetendo agora a ordem, e tirou da baliza o que já era o segundo. E valeu que aconteceu o que não tem sido habitual e, aos 9 minutos, na primeira vez que conseguiu chegar à área adversária, o Benfica chegou ao empate, por Jonas, a revelar uma eficácia que não mais voltaria a confirmar.

Não deu para perceber se o golo catapultaria a equipa para o ataque, à procura do segundo. Se isso passou pela cabeça dos jogadores não teve tempo de lá permanecer, porque os imbecis das tochas trataram de interromper o jogo, dando tempo ao adversário para se recompor do golpe. Tão difícil de perceber como é que estes imbecis continuam com portas abertas nos campos de futebol, é perceber como continuam a deixar entrar aqueles artifícios.

Aos poucos o Benfica começou a superiorizar-se mas, aí, regressou a falta de esclarecimento, e de categoria, na finalização, com especial relevo para o inevitável Rafa. Mas também Pizi, Cervi e Jonas.

Na segunda parte a equipa entrou melhor, e até o futebol passou a ser outro. Ao contrário do jogo directo da primeira parte, o Benfica passou a apresentar um futebol mais ligado, mais perto do padrão da equipa. O latreral direito do Tondela, para aí à décima falta, viu finalmente o cartão amarelo. E dois minutos depois, à décima segunda, cerca dos 10 minutos da segunda parte, o vermelho. E o Tondela passou a jogar com dez.

Mesmo assim, se se tivesse repetido o que aconteceu nos dois jogos anteriores, com o Belenses e com o Moreirense, e o Tondela tivesse marcado nas duas ocasiões de que dispôs, dificilmente o Benfica conseguiria fugir à sua triste sina. Nem sempre o diabo está atrás da porta...

A reviravolta chegou com o golo de Seferovic, entrado pouco antes, para o lugar de Cervi. E de novo tochas... Valeu o VAR para que as tochas não voltassem a aparecer no terceiro, que Rafa nem festejou, julgando-se em fora de jogo. Quando surgiu a confirmação da legalidade do terceiro já não era a mesma coisa...

A exibição não afastou fantasmas, o processo defensivo e a finalização continuam a fazer arrepiar os adeptos. Mas vêm aí duas semanas de interregno, que poderão fazer bem Rui Vitória...

Entretanto, em Alvalade mais do que um jogo de futebol, acontecem escândalos e(m) cadeia. Lá dentro, e lá fora ... Mas só os que estão lá fora é que vão dentro!

Hoje, em Berlim...

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Celebram-se hoje os 29 anos da queda do muro de Berlim, o melhor motivo para festejarmos a liberdade.

Mas passam, também hoje, 80 anos sobre a fatídica noite de cristal. Na mesma Berlim!

Em 9 de Novembro de 1938 as tropas de choque do regime nazi espalharam o terror pela capital, iluminada pelo fogo de tudo o que incendiaram depois de espancar, atacar e destruir, de sinagogas a livrarias, tudo o que pudesse "cheirar"a judeu. 

Hoje, 9 de Novembro de 2018, um tribunal de Berlim revogou a decisão do vereador da segurança, que proibira uma manifestação convocada pelos neonazis da Wir für Deutschland ("Nós pela Alemanha") para evocarem o acontecimento. Hoje, um tribunal de Berlim autorizou a comemoração da Kristallnacht, a noite em que Hitler deu o pontapé de saída para o extermínio de 6 milhões de judeus!

A História tem destas coisas

Tema da semana*

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Tenho para mim que, como a natureza tem horror ao vazio, a política tem horror à seriedade e à ética.

Sempre que alguém aparece na política a invocá-las … corre mal. Há sempre alguma coisa que salta das entranhas da política para lhe dar cabo das ideias.

Repare-se em Rui Rio. Tenho-o, como - creio – a generalidade das pessoas, por uma pessoa séria, que coloca a honra e a honestidade no topo da sua pirâmide de valores. Fez disso, e de uma auréola de competência e de independência, trazida da presidência da Câmara Municipal do Porto, os atributos de legitimação das suas ambições políticas. E chegou, assim, à liderança do maior partido português (na perspectiva da representação parlamentar), anunciando um banho de ética.

A primeira coisa que fez foi escolher para Secretário-Geral do partido, o responsável pelo funcionamento da máquina partidária, Feliciano Barreiras Duarte, logo à perna com uma série de aldrabices curriculares muito próprias dos aldrabões, especialmente na política. Como se não bastasse, logo a seguir, foi denunciado por aldrabice na morada, muito comum na actividade política, onde as pessoas não moram onde moram mas onde dá mais subsídio morar.     

Depois de deixar que o problema se arrastasse de forma penosa durante tempo de mais, sempre a tentar justificar o injustificável, Rui Rio substituiu-o por José Silvano, trocando um carreirista dos corredores do partido por um transmontano rijo e sério.

Deu no que deu. Só não aldrabou na morada porque não precisava. De resto, valeu tudo. E Rui Rio volta a assobiar para o lado, chamando-lhes “questiúnculas” de “pequena política”, encharcado até aos ossos pela água suja do seu banho de ética.

É isto: a política tem horror à seriedade e à ética, o mesmo que Aristóteles descobriu na natureza pelo vazio.  

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Fora de prazo

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Rui Rio, metido em mais um beco sem saída, desta vez no beco do Silvano, diz que a sua palavra não é como o iogurte. 

Pode não ser, a validade o iogurte é mesmo muito curta. O problema de Rui Rio pode não ser de validade, mas de prescrição. O Rui Rio que enfrentou o PS do Porto, e que se impôs ao poder do FCP e de Pinto da Costa, prescreveu ao fim de uma década... 

O primeiro adeus

 

Como era previsível o Benfica está, mais uma vez, afastado dos oitavos de final da Champions. Não é uma questão matemática ... É simplesmente uma questão de tempo. Na próxima ronda tudo ficará arrumado!

É o primeiro adeus no Benfica. Espera-se agora pelo segundo...

Com o povo benfiquista ainda sem voltar costas - mais de cinquenta mil de novo na Luz - o Benfica não foi além do empate, num jogo que tinha obrigatoriamente que ganhar. Não foi um grande jogo, mas foi sempre um jogo de grande intensidade.

Começou em ritmo estonteante, com o Ajax a pressionar no campo todo, e o Benfica a tentar responder na mesma moeda. Foi assim durante toda a primeira metade da primeira parte. Depois o ritmo baixou. Quer dizer, o Ajax baixou o ritmo.

O Benfica chegou ao golo, a beira dos 30 minutos, num erro - ou dois - do guarda-redes dos holandeses, quando era a equipa que mais tinha feito por isso. Mesmo que o jogo estivesse equilibrado, e assim continuasse até ao intervalo. Mas com três grandes sustos: as lesões de Jonas (numa carga do central holandês para vermelho, que nem amarelo mereceu) e de Salvio (sozinho) e, mesmo nos últimos segundos, um golo feito do Ajax. Pela primeira vez nos últimos jogos, o Benfica teve um momento de sorte.

Na segunda parte o jogo foi diferente, e o Benfica esteve bem pior. E rapidamente o Ajax chegou ao empate que se vinha advinhando, numa bela jogada de futebol concluída com alguma sorte, mas também com alguma imperícia do Rúben Dias e do Odysseas.

No fim, nos dois últimos remates do jogo, faltou sorte ao Benfica. Faltou precisamente ao Benfica a sorte que o Ajax teve há duas semanas, quando marcou no último remate através de um ressalto em Grimaldo. Desta vez, no último remate do jogo, o Gabriel rematou a dois metros da baliza aberta e o guarda-redes conseguiu esticar o pé e evitar o golo.

O Benfica poderia ter ganho o jogo, como também poderia ter ganho o de Amsterdão. Teve ocasiões para isso, e não teve pontinha de sorte. É certo. Mas não é menos certo que, no que toca a jogar a bola, a distância entre este Benfica e este Ajax é maior que a que separa Lisboa de Amsterdão.

A verdade é que a segunda parte mostrou a enorme a diferença entre o futebol colectivo do Ajax e o futebol desgarrado do Benfica, feito das arrancadas do Grimaldo, do Cervi e do Rafa. E das faltas de Sferovic. E quando assim é nem sobra muito jeito para falar de sorte, de azar e de arbitragens!

 

E o algodão ficou amarelo ...

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O algodão não engana... Mas também não desenganou por completo. Os americanos mostraram um cartão amarelo a Trump, mas nem foi muito alaranjado. 

Os democratas ganharam claramente a Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso, por onde tem de passar todo o processo legislativo. E isso vai atrapalhar a agenda de Trump, mas vai também permitir o avanço em muitas investigações incómodas para o actual presidente, como as ligações e as interferências do regime de Putin na sua eleição e o seu cadastro fiscal. E ganharam mais governadores estaduais. Mas os republicanos mantiveram, e até reforçaram, a sua posição no Senado, a câmara alta, o que obriga a muita concertação no processo legislativo.

Trump não foi plebiscitado, antes pelo contrário, foi admoestado. Mas também não ficou erguida uma barreira à sua reeleição. Nem do lado democrata emergiu um adversário de peso, até porque a estrela ascendente, Beto O´Rourke, perdeu a corrida para o Senado, no Texas, para o poderoso Ted Cruz. Se as declarações de Trump tivessem alguma vez alguma justificação, diria que talvez tenha sido por isto que tenha escrito no seu twitter: "Tremendous success tonight. Thank you all!".

 

 

 

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