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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Gente séria*

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A greve dos motoristas, o assunto do dia nas duas últimas semanas, acabou. Mas pelos vistos para dar lugar a outra, já a 7 de Setembro.

Dois dias foram o suficiente para mostrar que nada ficou resolvido, que tudo ficou na mesma. Ou talvez pior, depois de toda agente ter gasto tudo o que tinha para gastar. Ou ainda mais, como aconteceu ao governo, que ficou sem fôlego para intermediar o que pudesse ter sobrado para intermediar.

Vem aí outra greve... ou talvez não. Porque a cara da greve já é outra. A que tinha ficado conhecida, aproveitando isso mesmo, vai dedicar-se à política.

Como já se desconfiava. E vai ser cara de candidato às legislativas de Outubro, respondendo a um convite que se adivinhava.

Saído da onda de populismo, vai mergulhar nas águas profundas da política que está na moda. E que, para além de lhe estar na pele, é o que está a dar… Mesmo que para o convidante já não tenha muito para dar. Também ele já gastou tudo o que tinha para gastar. E depressa. E por isso precisa de reforços …

Não temos, felizmente em Portugal, nesta área política em expansão por todo o mundo, grandes histórias de sucesso para contar. Mas sabemos que as modas chegam sempre atrasadas ao nosso país, e sabemos que sempre começa assim. Com gente desta!

Sem que ninguém percebesse por quê, começou logo por ser apresentado como um herói do combate contra a corrupção. Porque é por aí que esta gente começa. Gente séria e atinada, como se percebe… Dessa que faz tanta falta à política e ao país…

 

*  Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

Trumpalhadas

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Trump poderá não considerar absurda a proposta de comprar a Gronelândia à Dinamarca. Afinal já outros antes o tinham feito. E também não seria a primeira vez que os Estados Unidos comprariam território no estrangeiro ...

Não pode é considerar absurda a recusa dinamarquesa em lha vender. Já a retaliação, com o cancelamento da visita programada para dentro de duas semanas, nao deverá deixar grande mágoa nos dinamarqueses...

Quando se fala também numa visita de Trump a Portugal, é pena que não lhe passe pela cabeça comprar ... sei lá ... as Berlengas ... Não sei é se não lhas venderiam, e ele vinha mesmo ... Para assinar a escritura!

Relatório e contas de uma greve

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Acabou a greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas, como há muito estava escrito nas estrelas. O que virá a seguir não se sabe, mas sabe-se o que ficou.

E o que ficou é uma história que não acabou, e que deixa muito para ser reflectido. 

A actividade destes trabalhadores integra a fileira do negócio da energia, e dos combustíveis em particular, um dos mais rentáveis da economia nacional, onde muitos ganham muito, incluindo o Estado. Até há não muito tempo o transporte de combustíveis, fazendo jus à fileira que integra, estava a cargo das próprias refinadoras. Os motoristas que faziam esses transportes eram trabalhadores da Petrogal, ou da Galp, como agora se chama, e dispunham de condições de trabalho e de remuneração enquadradas nos padrões da maior empresa nacional.

Com a chegada da economia de subcontratação esses postos de trabalho foram transferidos para pequenas e médias empresas (PME) transportadoras, prontas a prestar esse serviço a preços muito inferiores aos custos da operação nos gigantes da refinação, num negócio interessante para ambas as partes, como convém que sejam os negócios. As petrolíferas cortavam custos e alargavam margens, e as transportadoras ganhavam negócio certo e sem risco, com uma carteira de clientes robustecida pelas empresas que mandan no país, imunes às oscilações da economia.

Com a consolidação da economia de subcontratação, e instaladas no novo negócio, as PME do transporte foram fortalecendo o M e abandonando o P e, com a propaganda do empreendedorismo e da doutrina do "crie o seu próprio posto de trabalho", passaram também elas a recrutar por subcontração no novo exército de mão-de-obra que desaguava da onda de empreendedorismo que desabava sobre o país. Empreendedores que adquiriam os seus tractores importados velhos da Europa e assinavam os contratos de leasing, que rapidamente se transformavam em corda na garganta. 

Este estado de coisas arrastou as remunerações para um sistema de salarial baseado no salário mínimo nacional complementado por um conjunto de remunerações variáveis. Que no conjunto poderia até ultrapassar a média de remunerações do país, baixa como se sabe, porque o país tem um problema de salários - como agora reconhece o primeiro-ministro - mas que, na hora do infortúnio (doença, acidente, etc.) e na da reforma, não passava do salário mínimo.

Patrões e sindicatos das centrais sindicais pareciam viver bem com estas coisas. E assim passaram vinte anos... E assim surgiu a oportunidade para novas coisas surgirem.

Não sei se "a ocasião faz o ladrão", mas a oportunidade cria o oportunista. E ele surgiu. Primeiro, há quatro meses, de surpresa. E agora, já sem o efeito surpresa, com tudo premeditado. Mas também com tudo bem preparado, do outro lado.

Ouvimos agora dizer, no anúncio das negociações para amanhã, que não há vencidos nem vencedores. Que venceu o diálogo.

Não me parece. Parece-me que só há vencidos. Nem mesmo o governo, por todos dado por grande vencedor, e em cuja actuação grande parte dos analistas políticos vê um grande passo do PS para a maioria absoluta. Não tenho dúvidas que no curto prazo o governo sai a ganhar, mas tenho ainda menos que tudo o que fez vai ter fortes repercussões futuras.

Abriu precedentes que poderão abrir portas que a democracia tem a obrigação de manter sob vigilância, quebrou barreiras que não mais se reerguerão, e destruiu regras de que iremos sentir falta no futuro.

Sabemos que o país aprecia o exercício da autoridade. E sabemos que António Costa aprecia que a chancela da autoridade se junte à das "contas certas", os dois rótulos que faltavam ao seu partido, e que considera fulcrais para consolidar o poder.

Estas contas podem ter acabado certas. As outras, as que o primeiro-ministro diz que vai agora fazer aos custos da greve, poderão também não dar grande preocupação. Mas ficam muitas outras por fazer. E essas dificlmente virão a bater certas! 

Besta azul

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À segunda jornada o Benfica encontrou a sua mais recente besta negra, a equipa a que continuam a chamar Belenenses, mesmo sem morar em Belém, e sem usar a cruz de Cristo, substituída por um simples B, que não será de "besta".

Uma besta negra que o Benfica teima em alimentar eficazmente... com ineficácia. Especialmente com ineficácia ofensiva, se bem que, como se viu há menos de 6 meses na Luz, também lhe ofereça alguma defensiva.

Há já alguns jogos que o campeão não ganhava a esta equipa. O treinador Jorge Silas, a quem não falta competência mesmo que, pelos vistos, continue a faltar credenciação, ainda não tinha perdido com o Benfica. Sempre em jogos em que, depois de desperdiçar muitas portunidades de golo - é até clássico falhar penaltis -  o Benfica acabava por não ganhar. Na última época perdeu mesmo, e por 0-2. De resto no último campeonato, em seis pontos, o Benfica apenas somou um. 

Hoje, no péssimo relvado do Jamor, o Benfica continou a alimentar a besta, que ao intervalo parecia bem grande, gorda e luzidia. 

Mesmo com aquela relva o Benfica fez então uma bela exibição, com o seu futebol habitual, feito de dinâmica em movimento com belos pedaços de grande espectáculo. Só que, a cada oportunidade construída e desperdiçada - e foram seis ou sete, daquelas claras, mesmo que a Sport TV tenha registado apenas quatro - a besta crescia. E cresceu tanto que á chegada do intervalo era verdadeiramente assustadora, quando o Rúben Dias escorregou e deixou o Kikas sozinho frente ao Odysseas. Que se redimiu daquele frango de Março, na Luz.

Foi embora o Muriel, o mano do guarda-redes do Liverpool - que até podia dar "umas casas" aqui e ali, mas contra o Benfica ... era intransponível - mas veio o Koffi para continuar a fazer o mesmo. E Seferovic e Raul de Tomás iam servindo a besta em badeja de prata. Ou mais um passo, ou mais um toque, ou mais um segundo, ou a bola a sair mais uns centímetros para cima, ou mais uns milímetros ao lado, ou contra mais um pé do adversário...

É certo que a equipa de Silas defendeu muito bem. Não defendeu apenas com muitos. Defendeu bem, teve sempre os seus jogadores muito bem posicionados, e a desdobrarem-se com todo o propósito. Mas, na finalização, os dois avançados do Benfica estiveram francamente mal, a aprofundarem-nos as saudades de João Félix. Que falta faz quem não precise de tempo nem de espaço para rematar... Quem já sabe o que vai fazer com a bola antes de a receber...

A segunda parte não teve a mesma qualidade com a mesma frequência. Foi mais de espaços, o futebol do Benfica foi menos consistente e as oportunidades de golo não se sucederam como na primeira. Mesmo assim voltaram a ser suficientes, e a equipa só não manteve o ritmo de goleada que trazia porque a eficácia finalizadora foi muito inferior àquilo que são os seus padrões habituais.

Já o ponteiro pisava a hora de jogo quando Rafa - o homem do match, que os adversários só conseguiram parar com faltas, e feias - fez finalmente o golo, num tiro destinado mesmo a matar a besta. Vinte minutos depois, quando o Nuno Tavares trocou os pés e quase provocou o golo do empate, viu-se que que a besta ainda continuava preta. 

A partir daí, desse minuto 79, sim. A besta passou de negra a azul, que sempre é cor mais simpática. Logo a seguir o Benfica voltou a marcar, numa espectacular jogada de futebol que teria reabilitado Seferovic de uma das suas mais fracas exibições depois da sua reabilitação, há um ano. Um fora de jogo detectado pelo VAR no início da jogada que viria a terminar de forma espectacular, anulou-o.

Mas, depois dos largos minutos de avaliação desse lance, logo que o jogo foi reatado Pizzi, o melhor a seguir a Rafa, marcou a concluir mais uma bela jogada de ataque, deixando no resultado uma marca mínima de justiça.

 

Vá lá... Ide de férias!*

 

 

Aí está a greve de que tanto se falou, e que tanto continua a dar que falar. E a animar as férias...

Depois de inundados por reportagens em postos de gasolina, a lembrar-nos que há mais lixo na informação televisiva para além dos incêndios - que fizeram uma pausa, felizmente - vieram os serviços mínimos e a requisição civil. E muita informação e mais ainda contrainformação. E reuniões pedidas e rejeitadas. E acordos com uns de fazer inveja a outros. E ameaças de prisão, pela boca de todos os ministros, um de cada vez. Porque o país gosta disso.

O país gosta de autoridade, e o governo sabe disso.

Por enquanto vai-se sentindo uma certa normalidade dentro da anormalidade de fardas ao volante dos camiões cisternas. A GNR e os militares vão-se saindo bem na condição de motoristas de matérias perigosas, e a gasolina e o gasóleo lá vão chegando onde é preciso que cheguem, e a greve, que sempre esteve condenada, está cada vez mais circunscrita, como se diz dos incêndios. Mais morta que viva.

Também aqui, incendiários é coisa que não falta.

Um deles, que não o único, é o principal rosto da greve, que chegou de trotinete ao palco do teatro de operações, como se estivesse a abrir um espectáculo. De circo. Ou simples palhaçada, terminologia cara ao próprio.

Dele se falou já para a política. Houve até quem o desse como putativo cabeça de lista por Lisboa às eleições que aí estão à espreita. E que têm muito a ver com tudo o que se está a passar. De um e de outro lado. Como se na política precisássemos de mais palhaçada. Como se disso não tivéssemos já que “chega”. Ou que “basta”!

Vá lá…já é tempo de irem também de férias. Começa a fazer-se tarde …

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

 

Woodstock - 50 anos

Woodstock 1969: Jimi Hendrix

(Foto retirada do Blitz)

Não terá sido o primeiro dos festivais de música. Mas foi único e irrepetível!

"Peace, love & music", ou "sex,  drugs & music", mas sempre "music" no centro do maior marco da contracultura que revolucionou o mundo do século XX.

Durou três dias. E começou faz hoje precisamente 50 anos. A muitos dos que por lá andaram, como Jimi Hendrix (na foto) ou Jenis Joplin, não sobraria muito mais tempo...

 

 

Barrigada de futebol. Do bom!

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Uma barrigada de futebol, este jogo da Supertaça Europeia. Foi um jogo histórico, em Istambul, com um grande futebol, mesmo quando as pernas começaram a faltar aos jogadores.

Não fica para a História apenas por ter tido tudo o que se exige de um jogo de futebol, fica também por ter sido o primeiro, a este nível de topo de competições de futebol (masculino) dirigido por uma equipa de arbitragem feminina (a francesa Stéphanie Frappart, assistida pela compatriota Manuela Nicolosi e pela irlandesa Michelle O'Neill). E que bonito que foi!

Não esteve provavelmente isenta de erros, mas foi uma grande arbitragem, com um toque feminino que não passou despercebido. Sem qualquer tipo de paternalismo. 

O Chelsea marcou primeiro, aos 36 minutos. Saiu para o intervalo a ganhar, com justiça. Foi bem melhor que o Liverpool, e até marcou por mais uma vez, mas em fora de jogo, daqueles milimétricos, circunstância que se repetiria na segunda parte. Surpreendente esta superioridade dos londrinos, que partiam sem qualquer tipo de favoritivismo. Porque o Liverpool é o campeão europeu, e tem uma equipa mais experiente e mais rotinada, e porque o Chelsea, com uma equipa mais jovem e com um treinador - Frank Lampard, uma lenda  dos londrinos - em estreia nestas altas andanças, vinha de uma goleada, sofrida no passado domingo em Old Traford.

O Liverpool empatou logo no arranque da segunda parte, e passou bem para cima do jogo durante todo o primeiro quarto de hora, muito por influência da troca, ao intervalo, de Chamberlain por Firmino. A partir daí o jogo voltou a estar equilibrado, à medida que as forças iam faltando, e a indicar que o prolongamento seria de grande sacrifício para todos os jogadores. Que mesmo sem pernas jogam que se fartam, como acabou por se ver... 

O prolongamento deu mais um golo para cada lado, ambos na primeira parte. E poderia até ter dado mais, com o Chelsea a acabar por ter as melhores oportunidades para isso, mesmo que este fosse um daqueles jogos que ninguém merecia perder.

Mas a Supertaça tinha de ser entregue e, quando assim é as coisas resolvem-se nos penaltis. E aí o Liverpool foi mais feliz. Porque converteu todos os cinco penaltis, mesmo aqueles a que o guarda-redes Kepa chegou - num deles defendeu , mas a bola foi para o poste e acabou dentro da baliza. E porque Adrian, o seu guarda-redes, também espanhol, todo lançado para o lado contrário, defendeu com a ponta da bota o quinto penalti que coube ao Chelsea, cobrado pelo miúdo Abraham, visivelmente perturbado com a responsabilidade que lhe foi atribuída.

O que justifica dois reparos à imprudência a Frank Lampard, que também não esteve tão bem nas substituições quanto o consagrado Yurguen Klopp. Foi imprudente quando fez duas substituições em simultâneo na altura em que o adversário cobrava um pontapé de canto. É dos livros que não é essa a oportunidade certa para fazer substituições. Correu mesmo mal, e só não deu em golo porque o guarda-redes teve a felicidade de o evitar por duas vezes. E voltou a ser imprudente quando escalou para o último penalti da série, o decisivo, o seu jogador mais jovem e inexperiente. Klopp destinou essa tarefa a ... Salah! 

 

As contas furadas de Salvini... E de André Ventura!

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Matteo Salvini, essa "lufada de ar fresco" que enche os pulmões desse vulto da extrema-direita apadrinhado por Passos Coelho, que responde (quando responde, quando o cheque da CMTV para os incendiários da bola não fala mais alto) pelo nome de André Ventura, está a tentar fazer o que a História mostra que fazem sempre os populistas com aspiração a ditadores: apanhar uma boleia para o poder e, uma vez lá, apear quem o levou e instalar-se sozinho. 

Para já as coisas não lhe estão a sair exactamente como esperava. Não estão a ser favas contadase o desejo expresso do líder do Chega (ou será que é Basta?) de que "Salvini se torne primeiro-ministro e corra com esta corja de mariquinhas da União Europeia", não parece fácil de concretizar. Pelo menos de imediato. Vai ter de esperar mais uns dias, ou uns meses... Ou pode até ser adiado sine die!

PS: A foto, de autor não identificado, é apenas para ilustrar o bronze que o separa de Richard Gere.

Coisas extraordinárias

 

Amanhã começa o festival de Paredes de Coura. Mas hoje o cabeça de cartaz foi o José Alberto Carvalho, que lá chegou teletransportado pela Vodafone e pela TVI.

É isso: Vodafone e a TVI realizaram hoje a primeira transmissão holográfica 5G em tempo real, através da rede 5G.

Se as televisões passam a utilizar isto para teletransportar os seus repórteres para as bombas de gasolina, estamos lixados. Chegam num instante a todas as bombas de gasolina do país...

 

Não há coincidências

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Começou a greve, e com ela um tsunami de informação e contra-informação, a precipitar tudo o que era dado por inevitável pela sua ligação ao momento eleitoral. Se o que estamos a assistir fosse um incêndio diríamos que a definição dos serviços mínimos tinha apenas sido a ignição.

O país gosta de autoridade - sabe-o Marques Mendes, como ontem anunciou, e sabe-o António Costa. Em mercado eleitoral a autoridade vende. E bem! Daí que estejamos à distância de um clique para um Conselho de Ministros electrónico que declare a requisição civil. Ou que um desproporcionado dispositivo de segurança esteja fortemente mobilizado, e prontinho para a festa... 

É certo que o cenário eleitoral que foi colocado no centro desta greve tornou quase tudo isto inevitável. Mas não é menos visível que nunca, em conflitos desta natureza, um governo esteve tão declaradamente ao lado dos patrões. Se calhar, tão provocatoriamente ao lado dos patrões... A ligação do seu porta-voz ao PS e ao governo poderia ser mera coincidência ... se em política houvesse coincidências.

Mas não há!

 

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