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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

PONTO DE VIRAGEM

Por Eduardo Louro

  

As duas centrais sindicais estão em guerra. Já lá vai o tempo em que dirimiam argumentos por alturas do primeiro de Maio, disputando terreiros e números, agora é mesmo nos tribunais…

O que a concertação desconsertou! Quando se abusa no fazer de conta nada se conserta e tudo se desconserta. Podem continuar a chamar-lhe dia histórico, e a fazer de conta que é mesmo histórico…

Bastou o austero e contido ministro das finanças ontem afirmar que estaríamos perto do ponto de viragem para que o primeiro-ministro, embalado pelo bem sucedido acontecimento histórico, viesse hoje dizer que este era o ano da viragem. Enquanto isto os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal hoje tornados públicos dão conta, em Dezembro, dos piores resultados desde 1978. No mês do consumo, no Natal, o consumo privado registava a pior leitura em mais de 30 anos. Até se poderia falar em viragem se tantos outros antes o não tivessem feito, sempre com os resultados conhecidos!

Lá para a Madeira Jardim recusa-se a assinar a certidão de óbito do jardinismo. Custa a perceber para onde quererá levar aquele braço de ferro, se é que ainda não percebeu que já não tem tempo para fazer bluf.

O Banco de Portugal, para além de emitir boletins, também diz que não tem nada a ver com o que se passa no país. Que os cortes levam ao descontentamento e são injustos para os seus trabalhadores. E que compensa os cortes nos subsídios de natal e férias com o corte numa catrefada de benefícios – direitos adquiridos, bem entendido – como subsídio para a compra de livros, férias extra em função da antiguidade ou empréstimos em conta para a compra de segunda casa.

O Presidente da República, que como se sabe teve que optar e, tendo de o fazer, optou pelas pensões de reforma deitando fora o ordenado, está preocupado. É que as pensões já lhe não chegam para as despesas!

Uma dessas pensões – que nem sabe de quanto é - é precisamente do Banco de Portugal. Que, por isso mesmo, e para ver se dá para equilibrar com as despesas, não irá ser amputada dos dois meses… A outra é da Gulbenkian, e desta já sabe o valor: 1.300 euros! Parecida com a da mulher! Sobrevivem ambos porque são muito poupados!

No meio disto tudo ainda há 56% de portugueses que acreditam no velho jargão de Churchil. Que acham que a democracia é o melhor para Portugal. Os outros, não! Acham que isto precisa mesmo é de ditadores. Presumo que assumidos, sem disfarces…

Quando se atingem números destes parece mesmo que estamos a chegar a um ponto de viragem…

 

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