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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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FUTEBOLÊS#115 CLÁSSICO

Por Eduardo Louro

 

Clássico é tudo o que segue os modelos convencionais. Há a arte clássica, a música clássica, a dança clássica… Há os carros clássicos. Autores clássicos e obras clássicas. Há até roupa clássica!

É um adjectivo. Em futebolês, como não podia deixar de ser, não é nada disso. Começa logo por ser um substantivo, o que faz toda a diferença!

Em futebolês, clássico é, antes de mais, um jogo – daí o substantivo –, um jogo entre velhos rivais, com anos e anos de história. Como o Benfica - Porto de hoje!

Que é um clássico (substantivo) que foi clássico. Melhor, um clássico cheio de clássicos!

É clássico que um perseguidor sai reforçado quando alcança o perseguido. Ao invés, evidentemente, quem corre à frente, quando apanhado pelo perseguidor, fica fragilizado. E, como se percebia, este clássico entrou pelo clássico dentro! Foi o que aquele primeiro quarto de hora do clássico mostrou.

É clássico, no futebol em Portugal, que as arbitragens interfiram decisivamente nos momentos decisivos das competições. Sempre no mesmo sentido, e é clássico que isso só não aconteça se não for necessário. A arbitragem de Coimbra, na jornada anterior ao clássico, não passou de um clássico, para levar os rivais empatados para o clássico.

As arbitragens de Pedro Proença nos jogos do Benfica são também elas já um clássico. É, de resto, também clássico que os árbitros tidos como os melhores – aqueles que são nomeados para as maiores competições da UEFA e da FIFA – sofram de uma unidireccional propensão para o erro nos jogos do Benfica. É clássica esta estranha relação de causa/efeito: o árbitro que prejudica sistematicamente o Benfica atinge sempre os patamares mais altos das classificações!

Pedro Proença - ele próprio um clássico dentro do clássico – usou de gritante dualidade de critérios quando, por exemplo, permitiu que o portista Djalma, já depois de amarelado, na primeira parte, continuasse a cometer sucessivamente faltas sobre faltas, enquanto ao benfiquista Emerson mostrou o primeiro amarelo sem qualquer razão para, logo a seguir, lhe mostrar o segundo e deixar o Benfica com menos um jogador para os últimos 20 minutos de jogo. Repetiu a cena de Lizandro há dois anos, desta vez com Maicon, e fora da área. E, entre muitas outras, a cereja no topo do bolo: validou o golo em claríssimo fora de jogo que, nos últimos minutos, deu a vitória do Porto. Melhor era difícil!

É clássica aquela aposta em Emerson para a lateral esquerdo, não se percebendo o que faz em Lisboa um rapaz que é campeão da Europa e do Mundo e que até foi, agora em Janeiro, inscrito na Champions. E começa também já a tornar-se clássico que o Benfica de Jorge Jesus falhe nos grandes momentos. Quando tudo se decide. O Benfica de Jesus faz grandes exibições, é a melhor equipa do campeonato durante a maior parte da época mas, chegado aos momentos em que tudo se decide, falha. Falhou - e não podia - quando deixou fugir os cinco pontos que tinha de avanço. Como falhou na época passada, nesta mesma altura. Falhou - não foi só o árbitro, não senhor - neste clássico, como falhou nos da época passada. 

São clássicos a mais para um só clássico!

Um clássico que vai mesmo ser decisivo, ao contrário do que por aí se quer fazer crer. E, portanto, o próximo campeão nacional está encontrado. E é já um clássico!

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