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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

FUTEBOLÊS#121 MAESTRO

Por Eduardo Louro

 

Jogando-se o futebol com os pés e não se conhecendo música tocada com essa parte do corpo – embora muitas vezes se chame música a coisas que mais parecem mesmo tocadas com os pés – perguntar-se-á o que é o maestro tem a ver com o futebol.

Alguma coisa, certamente. No futebolês as coisas fazem sempre algum sentido!

Tanto quanto equipa de futebol tenha a ver com uma orquestra. Que tem, mesmo que desafinada, mesmo que transforme a mais bela sinfonia na mais inaudível das desgarradas!

Quando afinada e servida de bons executantes, uma equipa de futebol pode produzir um espectáculo tão sublime quanto uma orquestra sinfónica com as mesmas condições. E, para isso, também uma equipa de futebol precisa de maestro!

Poderia pensar-se que o maestro de uma equipa de futebol seria o treinador. Afinal, o maestro, numa orquestra, é o seu comandante. Mas não! Numa orquestra, como numa equipa de futebol, o maestro é também um executante. Executa, fazendo da batuta um instrumento, enquanto comanda!

Como numa orquestra, o maestro é quem pauta o jogo, quem comanda os seus ritmos, quem acelera ou acalma o jogo, quem o lê e o interpreta nos seus mais variados tempos ou momentos. É o comandante de quem os companheiros esperam decisões. É o número 10, mesmo que ele não esteja escrito nas suas costas!

Não é preciso que seja o patrão, mesmo que também o possa ser. Mesmo que na maior parte das vezes também o seja.

Quer isto dizer que, sem maestro, uma equipa ficará perdida no campo, com cada um a tocar para seu lado? Poderá não ser exactamente assim, mas alguma coisa ficará a faltar!

Rui Costa foi o maestro por excelência. Pablo Aimar veio, por escolha do próprio Rui Costa, que lhe guardou o número 10, ocupar o seu lugar. Um dos melhores na função. De que ficou afastado nos dois mais decisivos jogos do Benfica nesta que, circunstâncias alheias ao jogo – que não agentes alheios ao jogo – transformaram na mais decisiva fase do campeonato. Agentes houve que trataram de trazer para esta fase um equilíbrio que não existia, dando-lhe o carácter decisivo que não tinha. Os mesmos que, agora, o impediram de contribuir com o seu talento nas decisões mais importantes do campeonato: primeiro, com uma de todo injustificada expulsão e, depois, com uma penalização de dois jogos absurda e inédita. Nunca aplicada ao longo da época em qualquer outra situação idêntica, e confirmada depois de recurso superior!

Pode ser coincidência, mas não parece!

Esta jornada deste fim-de-semana de Páscoa irá provavelmente decidir o campeonato. Depois de um escaldante e extraordinariamente bem jogado Benfica - Braga da semana passada - com uma tanto de feliz quanto justa vitória do Benfica, mesmo sem o maestro – o derbi de Alvalade e o Braga – Porto terão tudo para definir o próximo campeão nacional.

O maestro não poderá empunhar a batuta no derbi, mas não será por isso que, tal como há uma semana atrás, o Benfica deixará de ganhar o que, espera-se, será um grande jogo. Entre um Sporting moralizadíssimo com o brilhante apuramento para as meias-finais da Liga Europa, e um Benfica que, mesmo afastado dessa mesma fase da Champions, mercê da estóica e brilhante da exibição de Stamford Bridge, não o poderá estar menos!

Do outro jogo espera-se e deseja-se que seja grande. Desta vez não há qualquer razão para que o Braga, a exemplo dos anos anteriores, estenda a passadeira ao Porto. Ou haverá?

 

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