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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A CRISE POLÍTICA II

Por Eduardo Louro

 

A opinião que ontem aqui deixei – que estamos todos bem mais preocupados em nos vermos livres de Sócrates e sus muchachos do que com a crise política – não pega nas hostes socialistas, repentinamente transformadas nos mais altos arautos da salvação nacional.

É estranho que, enquanto Sócrates e os seus governos foram construindo o percurso que nos trouxe até aqui, ninguém os tenha ouvido. Agora falam todos, e todos com a suprema preocupação de poupar o país a uma crise política: de António Costa já aqui se falou por mais do que uma vez, e em particular daquela tirada sobre a incompetência política de Teixeira dos Santos, saída da cartola que nem uma bóia de salvação atirada ao náufrago Sócrates. Mário Soares faz hoje um “apelo angustiado” ao Presidente da República e até Ferro Rodrigues, que julgávamos esquecido – confortavelmente esquecido, deve adiantar-se - lá para a embaixada da OCDE, diz “que ainda há tempo para evitar uma crise política que seria desastrosa”!

Vamos admitir que têm razão! Vamos tentar admitir que a pior coisa que nos pode acontecer é a demissão deste governo…

Já tentei! Não fui capaz, confesso. Não me consegue entrar na cabeça que o pior cenário que temos pela frente seja a demissão deste governo. Eu tenho é dificuldade em dissociar os cenários de catástrofe deste governo!

Acresce que admitir essa hipótese levar-me-ia a uma outra conclusão muito difícil de aceitar. Seria esta: os verdadeiros patriotas, as únicas pessoas que se preocupam com a país neste momento, os únicos portugueses que querem verdadeiramente salvar Portugal desta crise são os socialistas, com Mário Soares à cabeça!

Tento aceitar esta conclusão e também não consigo…

Por isso, posso estar enganado mas continuo a achar, conforme ontem aqui escrevi, que não há motivo nenhum para segurar Sócrates mais tempo. Apesar de, para surpresa minha, ele não ser assim tão aldrabão como se diz por aí. Explico porquê:

Depois de apanhado na curva Sócrates viera dizer que o PEC que apresentara em Bruxelas, e que Bruxelas aplaudira em comunicado, não era para levar muito a sério. Insinuou-o na entrevista à SIC Notícias, disse-o pela boca de António Costa e repetiu-o sucessivamente a partir daí, anunciando a disponibilidade para o negociar. Ainda hoje, as Instituições Europeias – e designadamente Jean Claude Juncker – vinham dizer claramente que os compromissos assumidos por Portugal eram mesmo para cumprir. Mas também já hoje, sabe-se lá por que carga de água, as mesmas Instituições contrariam o mesmo Juncker e dizem que o PEC entregue na semana passada, e que eles tanto elogiaram, é afinal negociável! Precisamente como Sócrates vinha dizendo…

Há coisas extraordinárias neste país e neste governo! Mas também nesta Europa, não acham?

 

MORREU ARTUR AGOSTINHO

 

Por Eduardo Louro

 

Morreu um dos monstros da comunicação em Portugal. Artur Agostinho morreu esta manhã, aos 90 anos!

Homem da rádio, da televisão, do cinema, do teatro e da publicidade, multifacetado como poucos, Artur Agostinho era hoje uma personalidade consensual. Não foi sempre assim, não foi assim nos tempos conturbados da Revolução quando, por ter visto a sua voz associada à do regime deposto, teve que se exilar e continuar vida no Brasil. Por pouco tempo, felizmente!

Acontece assim nas revoluções, em todas as revoluções!

Quando a normalidade regressa tudo regressa. Como Artur Agostinho regressou…para voltar a fazer o que sabia fazer como poucos, com o mesmo profissionalismo! Parecia que os anos não passavam por ele. Afinal passavam…

A CRISE POLÍTICA I

Por Eduardo Louro

 

Foi você que pediu uma crise política?

Esta pergunta, lembrando um eficaz slogan publicitário – tão eficaz que, como se demonstra, não se esquece – é adequada ao actual momento político.  

Foi o primeiro-ministro que desencadeou esta crise política, afirma o PSD sem sombra de dúvida! Não – respondem o governo e o PS – o PSD é o responsável pela crise política!

Ninguém quer acusar a sua paternidade. Se já tínhamos em Portugal uma culpa solteira, agora temos uma crise política filha de pais incógnitos.

A verdade é que o primeiro-ministro tem imensa dificuldade em negá-la. Nem são necessários testes de paternidade. E nem sequer lhe será fácil invocar um qualquer acidente - ao contrário do PSD, que estava a usar todos os métodos de planeamento familiar - porque esta não é uma paternidade acidental. Parece mesmo muito bem planeada, como se tem visto: não é possível adiar mais a intervenção (ainda mais) directa do FFEE e do FMI - o mês de Abril (e o de Junho) é dramático, com sérios riscos de não haver quem nos empreste dinheiro para responder às dívidas que então se vencem – pelo que, para quem apostara tudo nesse cavalo, não restava outra alternativa que provocar uma rotura que lhe permitisse pôr-se ao fresco e tentar deixar para trás a solteirona mais famosa do país. A pensar num volto já´, sem a companhia da tal solteirona!

Para atingir esse desiderato Sócrates e a sua rapaziada – de que Luís Amado faz hoje mais uma tentativa de descolagem (começa já a cheirar à estória do Pedro e do lobo, e acredito que já ninguém acredita nessas sucessivas mas inconsequentes descolagens) – têm-se encarregado de dramatizar a cena.

Uma crise política, mais a mais nas actuais circunstâncias do país, não é, evidentemente, a melhor coisa que nos possa suceder. Mas também não me parece que os portugueses estejam assim tão preocupados com isso. Quer dizer, os lancinantes gritos chegados da boca de cena, venham eles da garganta de Teixeira dos Santos, gritados a partir de Bruxelas, da de António Costa – surpreendentemente com o papel principal nesta dramatização, como aqui temos visto – ou da de Jorge Lacão, não atingem o coração dos portugueses!

E isto quer simplesmente dizer que estamos todos tão fartinhos de Sócrates que mais nada nos importa que vermo-nos livres dele, sejam quais forem as consequências. Que já estamos por tudo e que, venha o que vier, nada será pior que manter este governo!

Desconfio que a resposta à pergunta inicial seria mesmo um imenso e uníssono siiiiiiimmmmm!

Futebolês #68 PEGAR NO JOGO

Por Eduardo Louro

 

 

Pegar no jogo é mais uma expressão do futebolês que parece jogar com as palavras.

Se tudo se pega - e os brasileiros pegam ainda muito mais que nós - pega-se a sarna e pega-se em tudo, até touros se pegam - de caras e de cernelha – por que é que se não há-de poder pegar no jogo?

Pega-se no jogo, como se agarra o jogo e até como se segura o jogo! Nas cartas como no futebol!

Pegar no jogo quer apenas transmitir uma ideia de ascendência sobre o adversário, mexer os cordelinhos do jogo e ditar as regras.

Quer dizer, criar as condições para mandar no jogo, como já aqui vimos. Impor os ritmos de jogo e atingir uma ascendência sobre o adversário que lhe permita exercer o controlo e desfrutar de uma posição dominante. De assegurar o domínio sobre o adversário.

Pega-se e deixa-se cair, pega-se e larga-se. Num jogo de futebol também assim acontece. Para pegar no jogo é fundamental entrar bem. Que é como o futebol: é isso mesmo! Entrar bem no jogo, deitar mãos á obra desde o apito inicial do árbitro, sem estar à espera do que o jogo dá ou mandando às malvas o período de estudo, é mais que meio caminho para pegar no jogo.

Ouve-se cada vez menos mas era habitual em Portugal ouvir os comentadores fixarem o tal período de estudo. Normalmente de estudo mútuo! Era assim como que umas tréguas, só que no caso eram tréguas antes do início das hostilidades – expressão também muito utilizada para determinar o fim do período de estudo. Normalmente é uma iniciativa de um determinado jogador, não necessariamente do jogador que pega no jogo mas do que dá uma sapatada no jogo, que solta o grito de revolta.

Em Portugal o período de estudo era sagrado. Não havia jogo que não começasse com o estudo do adversário, o que tem um nome: cábula! Já não era estudar na véspera do exame, era não estudar de todo e começar apenas quando já estava no exame!

Hoje não é assim. Hoje fazem-se os trabalhos de casa, como em todo o lado, e já se chega ao exame pronto a deitar mãos á obra!

Por isso é que, das oito equipas apuradas para os quartos de final da Liga Europa (na Champions é que não temos cabimento!), três são portuguesas: Benfica, Braga e Porto. Prova disso é o Porto, que ontem começou a garantir o apuramento com um golo aos 40 segundos! Caído do céu, como frequentemente lhe acontece, mas golo. Que vale tanto como qualquer outro! Que vale tanto como o outro que o guarda-redes russo lhe ofereceu e que lhe garantiu a vitória e o apuramento!

Se o futebol português deixou de ser cábula e já consegue pegar no jogo antes que ele esteja bem agarrado pelo adversário, o italiano continua pouco interessado nisso. As equipas italianas estão-se nas tintas para o domínio do jogo: o que querem é especular com o jogo. Cínicos, como lhe chamam. Incapazes de olhar os adversários nos olhos…

As coisas, que lhe correram bem durante décadas, estão agora a mudar. Safa-se o Inter, campeão europeu em título por obra e graça de Mourinho!

Se, em Portugal, quisermos encontrar uma equipa que entra bem, que pega no jogo, mexe os cordelinhos, manda no jogo e dita as regras essa é, sem dúvida, o Porto. Esse é um mérito que se lhe não pode negar!

Este campeonato em curso é disso a melhor prova: entrou bem – sempre a ganhar –, pegou no jogo a seu belo prazer – pôs e dispôs como muito bem entendeu –, mexeu os cordelinhos para afastar a concorrência e mandou no jogo e nos adversários para manter a concorrência afastada, sempre ditando as regras, novas ou velhas. Uma, por exemplo, diz assim: marcam-se penaltis a favor sempre que tal se mostre necessário; contra só em última análise e, se marcado e convertido, mandar-se-á repetir até que o adversário o falhe! Outra diz que se podem agredir os adversários a partir das bancadas com bolas de golfe.

Esta acaba até de receber, já esta semana, um forte impulso do governo (afinal o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, é do Porto) com a redução da taxa de IVA do golfe – a tal que a RTP confundiu com o modelo Golf, da Volkswagen – de 23 para 6%! Aí, no governo, é que ninguém consegue pegar no jogo...

Mas hoje é Dia do Pai. Para todos os pais, independentemente da cor e do credo, um feliz Dia do Pai. Junto dos filhos. E dos pais, para quem tenha esse privilégio... 

GENTE EXTRAORDINÁRIA IX

Por Eduardo Louro

 

António Costa, como ontem aqui se referiu, surgiu em grande actividade no suposto sentido de evitar a crise política. "As crises são sempre evitáveis, só as catástrofes e a morte é que não": não se cansa de repetir.

Esta é uma manobra que, evidentemente, mais não visa que ratificar a estratégia de vitimização de Sócrates. Estratégia que ele – Sócrates – sabe explorar como ninguém e com a qual conta para voltar a enrolar os portugueses!

A chave desta manobra está na teoria - agora posta a circular pelo aparelho do PS - segundo a qual tudo não passou de um lamentável equívoco seguido de um deplorável erro de comunicação de Teixeira dos Santos. A situação política actual não passa de uma tempestade num copo de água: a estória do PEC 4 foi mal contada pelo incompetente do Teixeira dos Santos, que foi absolutamente desastroso na comunicação que fez ao país, faz hoje precisamente oito dias.

Esta extraordinária tese começou a ser construída a partir da entrevista de Sócrates à Ana Lourenço na SIC, onde ele se esforçou por deixar a ideia que aquelas medidas não eram medidas nenhumas. Apenas uma coisa para entreter lá em Bruxelas…

Não deixa de ser extraordinário que seja gente extraordinária como António Costa a empunhar esta bandeira. Alguém que, como se sabe, para além de muita influência e de grande proximidade a Sócrates, tem boa imprensa. Alguém que ainda há uma semana, numa entrevista a Clara Ferreira Alves, publicada na Revista única do Expresso, confessava que ele e Sócrates, em tempos, tinham estabelecido um acordo para assumir a liderança do partido. Não se digladiariam e avançaria aquele que na altura estivesse em melhores condições.

O que a comunicação social deixou passar em claro, sem um reparo ou sequer um comentário... Alguém tem dúvidas de que tem mesmo boa imprensa?

Há portanto que aproveitá-la…

GENTE EXTRAORDINÁRIA VIII

 

Por Eduardo Louro

 

“O governo ainda pode emendar a mão”: quem o afirma é Pedro Passos Coelho, à saída de Belém!

“Estamos abertos ao diálogo e a introduzir contributos externos”: esta vem de Francisco Assis.

Entretanto, Pedro Silva Pereira … blá, blá, blá … e diálogo. E mais diálogo, até “porque o PEC só tem de ser entregue em Abril” – há mais que tempo para dialogar…

E o António Costa também tem alguma coisa para dizer. Diz que só não se podem evitar as crises naturais, que as políticas podem ser evitadas. Que esta pode muito bem ser evitada!

Pois é! Tudo gente extraordinária…

 

GERAÇÃO À RASCA

Por Joana Louro *

 

 O país veio para a rua naquela que terá sido uma das maiores manifestações de sempre... e provavelmente a maior desde os tempos de Abril!

O país estava a precisar disto... E se me é permitido algum egoísmo, eu estava a precisar disto... Precisava de viver uma coisa assim, que me permitisse voltar a acreditar, voltar a identificar-me e voltar a encontrar-me neste país que é o meu e no qual quero continuar a acreditar...

No sábado, como canta Chico Buarque, a festa foi bonita. Foi bonita festa, pá! Duzentas ou trezentas mil pessoas nas ruas, de todas gerações: avós, pais, filhos e netos encheram as praças e as avenidas das nossas cidades. Num protesto cívico e digno, saído do povo – de todos nós – sem botões de comando em qualquer central partidária...

Uma manifestação que nasceu espontânea e descontraída e que a partir das novas formas de comunicar atingiu proporções impensáveis. Porque um grupo de jovens decidiu lembrar a outros jovens que protestar é preciso. E esses passaram a outros e outros a outros ainda, numa bola de neve que ninguém conseguiu mais parar.

Uma manifestação inconsequente, dizem! Não me importa muito. Importa-me muito mais que foi digna, responsável, cívica, pacífica e exemplar. Sem exageros de qualquer espécie. Sem violência, sem extremismos nem radicalismos. Longe, bem longe das imagens de destruição e violência de outros países europeus, como que a lembrar-lhes que também têm coisas a aprender connosco. E a lembrar-nos a nós que, quando queremos, sabemos fazer as coisas tão bem ou melhor que os outros...

Lembrando-nos que há mais de 30 anos também usamos cravos em vez de armas. Que houve Abril, se calhar com muitos momentos como este.... que nos enchem a alma e nos fazem acreditar.

Acreditar que afinal não somos uma massa inerte e amorfa. Alheia e indiferente a tudo, sem voz, sem consciência e sem noção de um mundo de pessoas a sério que é muito mais do que aquele que está ao alcance de um clique. Acreditar que este pode ser o princípio da mudança. Acreditar que o valor da abstenção nas últimas eleições presidenciais foi apenas um descuido de percurso... Que esta gente não se está nas tintas, não é indiferente nem negligente... Que está envolvida com o país e que no momento certo, na forma certa e nas doses certas o sabe demonstrar. Acreditar que, se calhar, ainda é possível sonhar um país, porque sabemos que o país muda … se nós mudarmos! Que o país não fará por nós aquilo que nós não soubermos fazer por ele...

Se acredito em tudo isto? Quero acreditar e acho que mereço acreditar! Deixem-me acreditar… Não estraguem!

 

* Publicado no Jornal de Leiria de hoje

 

 

 

 

A CRISE SERVE-SE FRIA

Por Eduardo Louro

 

A coisa, como temos visto, aqueceu e Cavaco, quem sabe se para a arrefecer, resolveu falar-nos da guerra colonial e de combatentes. De brancos e negros e até das suas memórias!

Parece-me evidente que a última coisa que nos interessaria nesta altura do campeonato era essa. E quando a coisa vem acompanhada de verdadeiros tesourinhos deprimentes, até parece que estão a brincar connosco.

Mas podem não estar! Cavaco pode apenas estar a dizer aquilo que já todos há muito sabemos. Tão simplesmente isto: “Não contem comigo para estas coisas, se querem correr com o homem é lá convosco. E se querem soluções para a crise procurem-nas. A mim, não me chateiem, que eu não tenho nada a ver com isto! Já fiz o que tinha a fazer: está tudo no meu discurso de tomada de posse. E no site da Presidência!"

Muito obrigado. Nós já sabíamos, não precisávamos era que nos estivesse sempre a lembrar. Nem de mais tesourinhos deprimentes. Já estamos no limite da depressão! 

 

CONTRA ATAQUE

Por Eduardo Louro

 

José Sócrates surgiu-nos ontem à noite em plena campanha eleitoral. E confesso que me deixou baralhado: fiquei por momentos sem perceber se aquilo a que tinha assistido era o momento zero da campanha para as próximas eleições, se era mais um número do mestre do bluf ou ainda se não passaria de mais um episódio da esquizofrenia acelerada que tomou conta destes últimos dias do governo.

As palavras de Teixeira dos Santos, hoje em Bruxelas, apontam para dar mais crédito a esta última hipótese. Vêm-nos à memória aquelas imagens daquele ministro de Saddam quando os americanos ocupavam Bagdad…

Mas também não me custa muito admitir o três em um: o completo desfasamento da realidade, aliado à irreprimível tentação do jogo, sem descurar a possibilidade de ser o primeiro a reagir ao tiro de partida da campanha!

Anunciando bem cedo a comunicação ao país para a hora dos telejornais Sócrates, como tanto gosta, criou o suspense! Houve até quem pensasse – ou até quem receasse, sabe-se lá – que iria apresentar a demissão do governo. Santa ingenuidade: como se isso fosse alguma vez possível, como se Sócrates não estivesse mais agarrado ao poder que as lapas agarradas às rochas, resistindo às sucessivas, cadenciadas e violentas batidas das ondas.

Depois foi a comunicação – que era sem perguntas e passou a ser com perguntas - melhor - com respostas. Com as respostas que quis dar, independentemente das perguntas – ao melhor jeito do que será o argumentário de campanha e o desafio: vá derrubem-me! Um desafio com ar fanfarrão: vejam lá se têm coragem! E com encontro marcado para a Assembleia da República, na discussão do PEC. Deste novo PEC!

E houve logo quem se assustasse: “agora quem quer eleições é o PS” disse, por exemplo, Pacheco Pereira!

Como ontem aqui escrevia agora cada um tem que pedalar a sua bicicleta. Já não há nada a esperar: nem esperar que Sócrates se demita, nem esperar que seja Cavaco a ter as dores do parto, nem esperar por melhores momentos. Não há tempo para mais calculismos – utilizando a linguagem do futebolês, o jogo partiu!

Ainda bem, digo eu! Isto já não dá para mais…

O diabo é se Mário Soares estiver enganado quando diz (hoje no DN) que “Sócrates cometeu erros graves … que lhe vão sair caros”. O diabo é mesmo se, depois de nos terem saído caros a todos, ainda vão acabar por não lhe sair a ele!

Mas esse é um risco que agora não podemos deixar de correr! 

 

 

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