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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

CONVIDADOS

Por Eduardo Louro *

 

Apresento-vos hoje um novo convidado: o meu compadre Luís Fialho de Almeida!

Um engenheiro agrónomo que não vê a agricultura apenas pelo canto do olho que espreita pela janela que se atravessa na esquina da secretária. Para quem peras, pêssegos e maçãs são versos de um poema inacabado que se renova em todas as primaveras!

Inicia-se com um conjunto de seis textos: uma série a que chamamos Notas e Vistas do Campo.

Bem-vindo, Luís. E obrigado!

A PESCADA

Por Eduardo Louro

 

Fábio Coentrão assinou com o Real Madrid um contrato por cinco anos. Em comunicado à CMVM o SL Benfica informa que negociou o jogador por 30 milhões de euros, o valor da cláusula de rescisão!

Mas a Comunicação Social fala noutros números: um valor entre 20 e 25 milhões de euros e um jogador não identificado.

É estranho. Tanto mais estranho se tivermos em conta os folhetins – todos mal amanhados - desta novela desde o final da época. Ou se reparamos nisto: ontem, Fábio Coentrão seguiu – não para a Suíça como os restantes jogadores do Benfica – mas para Madrid, para negociar o seu contrato. Apenas hoje eram noticiadas as negociações entre o Real Madrid e o Benfica. Claramente a pescada, que antes de o ser já o era…

E quando assim é…

 

 

 

BEM-FEITO... BEM-FEITO...

Por Eduardo Louro

 Fernando Nobre abandonou o Parlamento (Sol)

Falhada a eleição para a Presidência da Assembleia da República, Fernando Nobre não mais voltou ao hemiciclo. Falhou a discussão do programa do governo e depressa correu a notícia de que não voltaria a sentar-se no parlamento. Acaba de se saber que entregou a carta de renúncia na passada sexta-feira.

O mundo da política tem muito a ver com o das crianças. Daí que se não estranhe aquele martelar ritmado que se vai ouvindo um pouco por todo o lado: bem-feito… bem-feito … bem-feito

É a apregoada crueldade das crianças!

Não sei se Fernando Nobre merecerá tamanha crueldade. E quando digo isto não pretendo aligeirar-lhe as responsabilidades. Nem limitá-lo à exclusiva condição de vítima!

Ele tem muitas responsabilidades no que lhe aconteceu e, sendo vítima de alguns preconceitos e de pequenos percalços, é, antes de tudo isso, vítima de si próprio!

Conseguira – muito à custa do prestígio e da visibilidade pública granjeado por entreposta (e nem sempre muito transparente) AMI - furar as barreiras de acesso e entrar pela porta grande da actividade política. Conseguira – acto contínuo - aglutinar vontades e mobilizar esperanças à volta da sebastiânica ideia da cidadania. Rapidamente destruiu todo esse capital, porque logo começou a deixar claro que não tinha substância para aqueles voos. Não tinha ideias estruturadas, não tinha princípios ideológicos, nem coerência política, nem discurso! Nada!

Mesmo assim – e já sem se perceber muito bem como – ainda chegou aos 700 mil votos nas presidenciais. Foi, para ele – e não só, não é Pedro Passos Coelho? –, péssimo: travou-lhe a evidência do princípio de Peter!

Não foi o primeiro - nem será o último – a ser enganado pela ilusão dos votos. Pôde evitar a emulação e fugir da fogueira que ardia bem alta. Não o fez, foi até ao fim - sem honra nem glória, mas pior, sem dignidade - acabando humilhado ao som daquele ritmado bem-feito… bem-feito … bem-feito… que ouvia por trás de cada elogio a Assunção Esteves!

 

Futebolês #82 PLANTEL

 

Por Eduardo Louro

 

Estamos em plena época alta no que ao tema de hoje respeita: plantel!

A chamada pré-época está a arrancar. Todas as equipas estão a iniciar os trabalhos de preparação de uma nova época onde tudo vai começar de novo, na casa de partida, com tudo a zeros. Todos ou quase todos os sonhos e todas ou quase todas as ambições são permitidos, mesmo aos que querem dar o passo maior que a perna.

Tudo começa precisamente no plantel: na constituição de um plantel adequado aos objectivos de cada um. Isto é, na constituição de um quadro de jogadores que permita legitimar as aspirações e os objectivos à partida.

Os treinadores gostam de dispor de um plantel à volta dos 23 jogadores: dois jogadores (de campo) para cada posição  e mais 3 guarda-redes. É, em termos de gestão de grupo, decisivo: permite gerir a motivação mas também a competitividade dentro do grupo, sem acomodações mas também sem desmobilizações. Ninguém está tapado e ninguém está seguro!

Esta é a dimensão quantitativa do chamado plantel equilibrado. Há, depois, a dimensão qualitativa desse equilíbrio: o equilíbrio entre a valia dos jogadores, com as diferentes opções para cada um dos lugares na equipa a garantirem, tanto quanto possível, o mesmo nível de rendimento.

Um plantel aproximar-se-á tanto mais do ideal quanto melhor consiga responder a estes requisitos. Porque permite ao treinador aquilo que em futebolês se designa de gestão do plantel, assegurada através do que em futebolês também se chama de rotação de jogadores.

O processo de construção do plantel conforme já vimos com as contratações – anima a maior parte do defeso. Ao Benfica cabe, naturalmente, a maior fatia da animação. Papel que, de resto, aceita de bom grado, contratando como se não houvesse amanhã e tendo ainda tempo para preparar contratações para outros. Porque, quem o afirma e, a fazer fé num dos já famosos comunicados do defeso (e não da defesa) do Benfica, quem o terá que provar em tribunal, é o jornalista Jorge Batista – o tal da cena de boxe no aeroporto com o Carlos Queirós -, há por lá bufos infiltrados que tudo vão contar ao amigo Pinto da Costa.

Mas nem mesmo assim consegue saciar a comunicação social – e aqui os jornais ganham em toda a linha – que, no mínimo e para animar ainda mais a festa, as decuplicam. Mesmo sem contratar todos os que diariamente surgem nos jornais, o Benfica – melhor, Jorge Jesus – tem agora em mãos perto de 50 jogadores.

Constituir o plantel a partir daqui e em tão pouco tempo é obra. Por sorte conta com a ajuda do Prof. Manuel Sérgio! Ah... e do António Carraça!

Tanto mais que, como se sabe, Jorge Jesus não gosta de plantéis numerosos. Para ele 13 – no máximo 14 jogadores – é quanto basta, como se tem visto. São os 11 titulares e mais o César Peixoto e o Jara. Se há lesões, castigos, ou se simplesmente os titulares rebentam, é que é um problema…

O Porto, por enquanto, está foi comedido nas contratações. Quem sabe se não cortaram a garganta à tal garganta funda da Luz … Bom, já se fala por aí de um tal Danilo, um craque de 19 anos com que o Santos está a fazer a vida negra ao Benfica …

Em equipa – ou em plantel - que ganha não se mexe, não é? Se o André Villas-Boas encher aquilo de libras é que poderá ser um problema: lá terão de procurar os jornais todos de Maio e Junho para contratar os que ainda cheirem a Benfica!

Quem está a fazer uma grande revolução no plantel é o Sporting: este ano é que é vê-los a esfregar as mãos. Mas há um problema. Vejam só: Oguchialu Chilioke Goma Lambu Onyewu, Stjin Schaars ou Van Wolfswinkel! Com nomes destes, ou o Domingos lhes arranja umas alcunhas rapidamente ou nem os consegue chamar à convocatória. E os relatores da rádio e da televisão, como é que vão dizer esses nomes? Não dizem e, daqui a pouco tempo, anda toda a gente a dizer que nunca ouviu falar deles!

O plantel do Braga - quarto grande, pois claro - é feito de restos. Do que os outros três não querem: dos que o Sporting lá deixa ficar e dos que o Sporting põe a andar.  De resto o Braga não precisa de fazer contratações: quando a época arranca vai ali ao lado, ao Dragão, e traz o carrinho das compras cheio.

Apesar disso fez a contratação do ano:  Nuno Gomes! Que - não tenho dúvidas - para além do dedo do Jesus tem dedo de Pinto da Costa!

Mas que grande contratação fez o Braga!  O Nuno vai fazer uma grande época e não vai deixar dormir o Jesus. Já Paulo Bento pode dormir descansado: ele estará pronto para Euro 2012! Afinal a concorrência é Helder Postiga e... João Tomás!

MALDITAS PROMESSAS!

 Por Eduardo Louro

 

E a primeira medida do governo que não iria aumentar impostos foi … aumentar impostos. O IRS, o mais fácil a seguir ao IVA. Pois, e o IVA virá a seguir, também já sabemos!

Claro que todos sabíamos que não poderíamos continuar a viver sem aumento de impostos. Estávamos preparados. Tão preparados que este anúncio foi recebido exactamente como foi comunicado: sem dor! Porque o governo que não iria nunca desculpar-se com a pesada herança do anterior tem que atalhar medidas: o governo anterior - que garantia que a execução orçamental estava a correr bem - deixou o défice do primeiro trimestre em 7,7%, bem longe dos 5,9 exigidos pela troika.

E, no entanto, não é fácil saber que nos vão ao bolso buscar metade do subsídio de Natal (como é que isso irá ser feito? E a constituição, não conta para nada?) precisamente no dia a seguir a ficarmos a saber que a privatização da RTP fica na gaveta. Porque há uns senhores que não gostam da ideia… Um porque acha que isso baixaria a qualidade da televisão e outro porque acha que concorrência sim, mas não é preciso exagerar…

 

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