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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A ENTREVISTA DO PRIMEIRO MINISTRO

Por Eduardo Louro    

 

Gostei de ouvir o primeiro-ministro, quero dizer, gostei da maior parte do que ouvi. Há muitas coisas que não ouvi e que gostaria de ter ouvido. Mas como não ouvi…

Gostei de ouvir o que disse sobre Alberto João Jardim e a Madeira, gostei de ouvir o que disse do TGV e gostei de ouvir o que disse da TSU, aqui sim, uma novidade. Já não gostei de ouvir o que disse da RTP, nem das restantes privatizações, embora nada do que disse tenha sido novidade.

Sobre a Madeira foi claro, claro como nunca ninguém havia sido. Também nunca se tinha chegado tão longe, é verdade. Mas, em perfeita igualdade de circunstâncias, compare-se com o Presidente...

Acabou com as dúvidas que o ministro da economia tinha permitido sobre o TGV. Percebemos que está ali uma solução que não é tão radical como se anunciara, que há ali pontes para unir interesses. De cá, de Madrid e de Bruxelas… Não há TGV mas também não acabou esse mundo!

Não há a redução da TSU que o memorando da troika previa, com compensação fiscal através dos aumentos do IVA, como muito boa gente vinha defendendo e que me causava verdadeiros arrepios. Mas há – poderá haver – redução da TSU para as empresas que criem emprego. Isso sim, faz sentido!

Justificou a privatização da RTP com o colossal volume de despesa da estação pública, mas avança com uma opção de privatização que não faz sentido: privatiza o que gera receitas para manter a despesa em poder do Estado. Mantém a despesa e mantém uma estrutura assente no compadrio partidário!

É certo que não esperava novidades sobre o calendário de privatizações já tornado público. Mas não me parece bem que se avance com a privatização das principais participações do Estado nesta conjuntura altamente negativa e complexa. Não é esta a altura para vender posições como as da Galp ou da EDP. Ou para vender empresas como a REN, a TAP e a ANA. Parece-me mal a anunciada receita esperada de 7 mil milhões de euros. Mal por ser anunciada e mal, muito mal, por ser escassa. Dá para pagar uns juros, nada mais. Lembramo-nos bem que esse foi o valor por que a PT vendeu a sua posição na VIVO à Telefonica. É pouco, não é?

Evidentemente que não me surpreendo com a possibilidade de ter que voltar a negociar com a troika. O primeiro-ministro é realista ao prevê-lo e é sério ao admiti-lo já. Mas não o devia dizer!

 

ESTRANHO SILÊNCIO

Por Eduardo Louro

 

Enquanto o Tribunal de Contas descobria mais um buraco de 220 milhões na Madeira – o verdadeiro buraco apenas será conhecido no pós Jardim, seja lá isso quando for – o Presidente da República reuniu-se ontem com o Primeiro-ministro. Para falar da Madeira, como foi anunciado e como não poderia deixar de ser!

Nada se soube. Já tínhamos ouvido o chefe do governo sobre a matéria - ainda esperamos para ver o que se irá passar na campanha eleitoral – mas do Presidente não tínhamos ouvido uma palavra. E continuamos sem ouvir…

É bem capaz de aproveitar a visita a algumas ilhas dos Açores para, agitando bem, misturando e embrulhando e voltando a embrulhar, se referir ao assunto. Mas fica tarde! E trapalhão!

Estranho silêncio este. É o Presidente regressado ao Sr Silva…

 

FPF

Por Eduardo Louro

 

Fernando Gomes é candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). É Pinto da Costa no seu melhor!

Enquanto Godinho Lopes – o Sporting também no seu melhor – para se negar a apoiar o seu antecessor Filipe Soares Franco anunciava o apoio a quem nem sequer candidato era, com Luís Filipe Vieira atado a um pseudo-calculista Fernando Seara, que não ata nem desata e que anda sempre atrás dos acontecimentos, Pinto da Costa, enquanto ia dizendo que não tinha nem queria ter nada a ver com isso, arregimentava as tropas para estenderem a passadeira ao seu óbvio candidato. De passadeira estendida, Fernando Gomes limita-se a pisá-la...

Diziam que, como sempre no passado, Pinto da Costa “apenas” estaria interessado na comissão de arbitragem e na comissão disciplinar… Não, não ele quer tudo. A melhor maneira de mandar naqueles dois órgãos vitais é mesmo mandar em tudo! É que agora as coisas são ligeiramente diferentes, e só Fernando Gomes lhe garante o pleno.

Isto não é para amadores!

DIZ-SE QUE

Por Eduardo Louro

  

Alberto João Jardim poderá vir a ser processado criminalmente. Quem o diz é Marcelo Rebelo de Sousa!

Eu também acho e acho mais: acho que deve, e que teria que ser! Mas também sei que não vai passar-se nada… Tão certo como ele voltar a ganhar as eleições com uma maioria ainda maior!

Estou é com uma curiosidade do tamanho do buraco para ver quem é que vai aparecer na campanha eleitoral ao lado dele. É que o Passos Coelho está anunciado… Mas amanhã vai falar com o Presidente…

 

 

 

Futebolês #93 VAGABUNDO

Por Eduardo Louro

  

Vagabundo é alguém que não leva uma vida certinha claramente sedeada e centrada na sua casa. É alguém que vagueia de rua em rua ou de lugar em lugar. Um nómada, sem casa e sem abrigo, que vive de pequenos trabalhos que encontra. Ou de esmolas, variante então conhecida por mendigo, mais fixo e menos itinerante.

Pelo que se vê a condição de vagabundo não será das mais lisonjeiras. Mas piora bastante quando se passa da dimensão mais ou menos objectiva do dicionário para uma dimensão conceptual mais alargada. Aí o termo ganha contornos de verdadeiro insulto, atingindo o seu apogeu no Brasil, onde vagabundo é mesmo do piorio!

Por cá, mesmo não sendo tão chocante, não é epíteto recomendável: não deixa de ser um vadio que passa pelo lado de fora da sociedade, um marginal! Nem mesmo indo procurar um sentido romântico – o gosto pela aventura, pelo risco e por experiências novas ou a ânsia de viajar e conhecer mundo – se consegue esconder, ou mesmo disfarçar, o lado sombrio do vagabundo. Sempre ligado à exclusão e à pobreza muito antes de lhe descobrir qualquer lado romântico!

Precisamente o inverso do que acontece no futebolês, onde os vagabundos são normalmente os mais fascinantes, os mais interessantes, os mais românticos e até os mais ricos. Quase sempre ricos, eventualmente bonitos e, sempre, grandes jogadores, precisamente os atributos que Cristiano Ronaldo reivindicou para si próprio esta semana, dentro da sua já habitual modéstia.

Uma equipa de futebol obedece, cada vez mais, a uma forte cadeia de comando assente numa disciplina forte, mesmo espartana. Os treinadores exigem que os jogadores cumpram as instruções que lhes fornecem, aquilo a que gostam de chamar disciplina táctica. Não se cansam de exaltar a disciplina da equipa e de invariavelmente lhe atribuir os louros do sucesso. Não admira, porque com isso estão a valorizar-se a si próprios. Ninguém está disposto a deixar os seus créditos por mãos alheias, a deixar para os outros aquilo que quer fazer seu, e os treinadores não fogem a essa regra. Se os objectivos foram atingidos o mérito é seu: os jogadores cumpriram à risca as instruções que levaram para dentro do campo - dizem invariavelmente! Ou fomos rigorosos e disciplinados.

Esta disciplina corresponde à antítese do vagabundo.  Agarra o jogador à sua casa, na circunstância a sua casa táctica, o espaço natural onde o treinador o obriga a viver. Mas há sempre espaço para o vagabundo, o jogador que tem um estatuto que obriga o treinador a libertar-lhe as amarras. O jogador que não quer nem precisa de casa, de que conhece apenas a porta de saída!

A condição de vagabundo é genética, e a mais apetecida. Nasce com o jogador, quando se vê jogador já se sente vagabundo. Depois há os que justificam essa condição e a impõem a quem quer que seja e os que, pelo contrário, se querem vingar naquela vida têm que abandonar aquele lado rebelde e tornarem-se autênticos meninos de coro. Nem pensar em xixi fora do penico!

Mesmo assim ainda são muitos os que ousam explorar os caminhos da rebeldia – a maioria das vezes mal sucedidos - e poucos os verdadeiros e consequentes vagabundos. As grandes equipas têm naturalmente lugar para um vagabundo, daqueles mesmo à séria. As médias, mais porque querem imitar as grandes que por outra razão, entregam esse estatuto a um ou outro mais rebelde. Só as pequenas, os mais humildes, é que, ironicamente, não têm vagabundos: não se podem dar a esses luxos, ali é mesmo para cada um cumprir rigorosamente o que lhe está destinado pelo treinador.

Rebeldes, ou simples atrevidos, há muitos. Vagabundos é que não! Vemos um em Barcelona – Messi, pois claro – que até parece rodeado de alguns rebeldes. Pura ilusão, apenas habitam casas maiores. Não saem de casa, não senhor! E vemos outro em Manchester, Rooney, que acaba precisamente de conquistar esse estatuto. E está a levar isso tão a sério que até já tem cabelo, pronto a crescer para lhe dar style! Em Madrid, onde ainda há poucos anos morava um dos maiores (Zidane, evidentemente), Cristiano Ronaldo não é exactamente um vagabundo, não que alguém lhe negue esse estatuto. É mesmo ele que, de tão disciplinado que é, tem dificuldade em adaptar-se ao papel.

A verdade é que estas são as três melhores equipas do mundo. E teremos muita dificuldade em encontrar mais vagabundos.

 

 

O REGABOFE DE JARDIM

Por Eduardo Louro

 

O Banco de Portugal e o INE revelaram um buraco superior a mil e cem milhões de euros nas contas da Madeira, que o Jardim andava a esconder desde 2008.

A notícia está a correr mundo que, enquanto pergunta como é possível, apresenta um Alberto João Jardim como um rebelde que brinca com o seu partido e com os portugueses. Como é possível - agora pergunto eu - que um tipo destes goze (é o termo exacto, ele goza com todos nós) com todos nós durante tantos e tantos anos?

O buraco da Madeira, descoberto nos últimos dias, já vai em mil e seiscentos milhões de euros. Isto é, depois do que todos anos extorquiu (é também o termo certo) do orçamento nacional, e depois de um dívida que ninguém quer quantificar - o próprio Jardim diz que não sabe nem quer saber, e a maioria parlamentar recusou um pedido de auditoria externa - mas que se diz ultrapassar os 8 mil milhões de euros, aparecem agora mais 1,6 milhões para pagar. É esta a factura do regabofe de Jardim nos últimos quase 40 anos!

Perante isto Jardim faz de tolo. Não há problema nenhum, o problema é que há eleições, diz com a irresponsabilidade que lhe alimentaram. Passos Coelho limita-se a dizer que é grave mas que é um problema do PSD Madeira, do governo regional e dos madeirenses. Que não é um problema do governo nacional! Nem do PSD nacional! O Presidente da República – o Sr Silva, lembram-se? - diz que é um problema que o governo está a tratar. Sem mais!

Isto está bonito…

 

 

 

EUROBONDS E PROBLEMAS DE COLUNA

Por Eduardo Louro

 

A discussão sobre as eurobonds já vai longa, tão longa que vai chegar atrasada, apesar de o nosso primeiro-ministro, ao ensaiar a explicação do inexplicável, afirmar categoricamente que a questão não é para se colocar agora.

As chamadas eurobonds – dívida europeia, títulos do tesouro comuns, em substituição da dívida de cada um dos países membros - que cada vez mais gente defende como a única forma de começar a atacar o problema do financiamento das economias da união e de salvação do euro, interessam, em primeira análise, aos países que estão com problemas com as respectivas dívidas soberanas – que são cada vez mais, como se vem vendo – e não interessam aos que (ainda) não têm dificuldades de financiamento. Uma dívida comum misturaria bons, médios e maus devedores, isto é, misturaria os triple A das notações de risco, com os doble A e os lixos, como é o nosso caso. A taxa de juro resultaria disto mesmo, beneficiando largamente Portugal e penalizando a Alemanha. E a Suécia, e a Finlândia…

O recurso a esta solução há um ano atrás, por exemplo, - e já nem seria pedir muito em termos de liderança e de capacidade de antecipar os acontecimentos, pois teria já sido depois da falência da Grécia – teria sido muito eficaz e evitado muitos problemas. O primeiro, como é bom de ver, seria o das taxas de juro. Que seriam bem mais leves, penalizando bem menos, também, os países mais fortes. O que quer dizer que as suas opiniões públicas não ofereceriam, nem de perto nem de longe, a mesma resistência à sua implementação. Hoje, como é igualmente bom de ver, com a degradação deste último ano – Grécia, Irlanda e Portugal intervencionados, Espanha e Itália lá bem perto, e mais uns tantos com as barbas de molho – as taxas de juros serão já bem menos interessantes. Foi mau para todos, para os que têm problemas porque ganham bem menos com a solução e para os que os não têm porque perdem bem mais!

Tarde, e a más horas, mas a questão continua em cima da mesa, não se vendo qualquer alternativa. As barricadas erguidas de um lado e de outro da discussão não se podem resumir às que resultam dos interesses mais primários de cada uma das partes: alemães e nórdicos porque perdem e os outros porque ganham. Há uma outra barricada onde todos cabem: é onde estão os que querem defender a União e a sua moeda, os que acreditam que este continente não tem futuro – nem sequer paz – se retroceder no processo de integração. Os que entendem que esta é a altura de avançar e não de recuar e que percebem agora que há que avançar a todo o vapor para a união política!

Nesta última barricada é que está o velho problema da construção europeia. As elites sabem que é ali que terão de estar, mas não sabem como convencer disso os seus eleitorados! Faltam lideres que não fiquem reféns dos resultados das próximas eleições, que não despegam umas das outras pelo calendário fora.

Finalmente a Comissão Europeia percebeu isto e acaba de afirmar, alto e em bom som, que é para avançar com as eurobonds. Durão Barroso anunciou-o no Parlamento Europeu e o aplauso geral dos deputados permitiu-nos medir a sua aceitação.

Merkel continua intransigente, com medo das eleições. Achamos que não está à altura das responsabilidades, mas percebemo-la.

O nosso governo, uma das partes mais interessadas, estava naturalmente a favor do recurso às eurobonds. Paulo Portas chegou até a manifestar-se de uma forma deveras peculiar:"eu, como português, obviamente estou interessado na ideia dos Eurobonds. Admito que se fosse alemão teria algumas dúvidas". Passos Coelho, contudo, mudaria de opinião logo que chegou a Berlim para se avistar com a chancelerina. Ninguém percebe como é que o chefe do governo de Portugal poderá estar contra e, por mais voltas que dermos, não conseguimos encontrar outra explicação que um grave problema de coluna vertebral. Questionado no parlamento, a resposta sairia atabalhoada e sem convicção. Própria de quem tem problemas de coluna!

O que lhe vale é que o Durão Barroso sabe bem o que isso é. Por isso desculpa-o, não tenho dúvidas!

 

 

 

 

PLENO NA (LIGA) EUROPA

Por Eduardo Louro

 

O Sporting entrou em grande na Liga Europa, com uma vitória por dois a zero sobre o Zurique, nada que a sua história recente fizesse prever.

Para inverter o péssimo ciclo de resultados e exibições o Sporting recorreu à inversão de papéis. Fez de adversário, enquanto o adversário fez de Sporting. Já o árbitro fez de árbitro, nada mais.

Levou tão a sério esta inversão de papéis que, no equipamento, nem uma risquinha verde. Nada, só preto e branco! O resto foi fácil: foi marcar um golo daqueles que ninguém, excepto eles próprios, sofre. E aproveitar bem todas as oportunidades enquanto o adversário, à Sporting, ia mandando bolas aos ferros – duas no poste e uma na barra – e falhando golos uns atrás dos outros!

Não sei se terá alguma coisa a ver com este pontapé na crise, mas a verdade é que o Sporting tem agora um capitão daqueles que são autênticos líderes e exemplo para os colegas: João Pereira, nem mais!

Alguém imaginaria este índio das barracas (era assim que os lagartos lhe chamavam nos seus gloriosos tempos) capitão de uma equipa, qualquer que ela fosse? Não, mas do Sporting, é que nem a mente mais imaginativa e fantasiosa!

E alguém imaginaria que o Sporting fosse João Pereira e mais 10? Também não, mas parece que é mesmo assim!

O Rui Patrício é que não atina com os atrasos dos colegas. Seria bom que não levasse muito mais tempo a aprender que não pode jogar a bola com as mãos. É que nem todos acertam no poste, como já deveria ter aprendido em Paços de Ferreira!

Também o Braga fez jus à sua condição de último finalista da prova ganhando – aí sim, sem espinhas – aos ingleses da segunda divisão que tinham atirado com o Nacional para fora da prova. A superioridade do Braga apenas salienta as fragilidades dos madeirenses, bem evidenciadas neste início do campeonato.

Continuamos bem melhor nesta Europa que na outra!

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