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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

COLETE REFLECTOR

Por Eduardo Louro

 

 

                                                                                      Foto tirada daqui

  

A carga da polícia, ontem no Chiado, parece que foi exagerada e desproporcionada - como acontece sempre que a polícia bate – mas o único problema é que aquilo foi a eito e nem jornalistas e fotógrafos escaparam. O que também não é exactamente novidade!

Sabe-se que a polícia gosta de molhar a sopa, está-lhe na massa do sangue. Há por ali adrenalina que só encontra saída na ponta do bastão… E muitos valentões que acham muito mais corajoso bater em manifestantes em fuga que enfrentar e perseguir criminosos, de que, não raro, desviam o olhar para que não se lhes fira a atenção nem a consciência.

Os responsáveis pela Polícia, como também sempre acontece, desvalorizam os exageros dos senhores agentes. O problema mesmo é os jornalistas. Aos outros - acham eles e muito mais gente - só se perdem as que caiam no chão

E já resolveram o problema: um colete reflector. Que está na moda e é muito fashion! E, já agora, igual aos dos polícias...

GREVE GERAL

Por Eduardo Louro

 

Já nem a greve geral tem o mesmo encanto. Confesso que o que mais me encantava nas greves gerais era a guerra dos números, os 8% de adesão do governo e os 80 dos sindicatos. Aquilo é que era, não havia vergonha. Era mesmo assim!

Nunca ninguém ficava a conhecer a verdade, mas sempre dava para entreter, tipo palavras cruzadas ou sudoku. Uns achavam que fazendo a média aritmética dos dois números se chegaria lá. Outros, mais eruditos na matemáticas, propunham algoritmos mais complexos… Mas a verdade é que essa – a verdade – permanecia incógnita de uma equação irresolúvel.

Até isso nos tiraram. Já nem sei para que é que serve agora uma greve geral…

AINDA (N)A PONTE


Por Eduardo Louro

 

Os dados da execução orçamental dos dois primeiros meses do ano vêm cheios de más notícias. Relativamente ao mesmo período do ano passado a receita caiu em 4,3% e a despesa cresceu em 3,5%, o que significa que o défice aumentou quando deveria diminuir. Quase triplicou e a meta dos 4,5% para o ano é cada vez mais uma miragem.

Não há razões para grandes surpresas nestes dados. A quebra nas receitas era esperada: pela recessão, maior que a que o governo quis pôr no orçamento, e porque a política de saque fiscal dá nisto. O aumento na despesa é mais surpreendente, e tanto mais quanto se sabe que as transferências para os principais serviços sociais que cabem ao Estado, principalmente saúde e educação, caíram significativamente.

Com estes resultados temos cada vez mais dificuldade em compreender as últimas declarações do ministro das finanças, em contra ciclo com a realidade. Apenas compreendemos que ele tenha a percepção de estar a meio da ponte, onde já não há apenas duas alternativas. Há uma terceira: mandarmo-nos da ponte abaixo!

CLÁSSICO

Por Eduardo Louro

Óscar Cardozo acende Luz para a final (SAPO) 

À saída para o intervalo, com o resultado em 2 a 2 e depois de três bolas no ferro - duas bolas do Luisão e uma do Aimar – tantas quantos os remates do Porto - um deles contra o Javi, que desvia a bola para a baliza e dá no primeiro golo – o narrador da SIC pergunta ao comentador Joaquim Rita: resultado justo, Joaquim?

- Sim, é um resultado justo: respondeu o Joaquim!

Melhor que isto só Vítor Pereira. E Pinto da Costa!

O Benfica foi superior em três quartos da primeira parte. No único quarto em que o Porto se superiorizou, quando passou do 1 a 1 para o 2 a 1, chegou a pairar a ideia de que o Benfica voltava a ser vítima da síndrome que ultimamente tem passado pela Luz. Que faz galvanizar o Porto e encolher o Benfica. E que faz com que os remates do Benfica morram nas costas dos jogadores do Porto, enquanto os do Porto batem nas costas dos jogadores do Benfica apenas para encontrar o caminho da baliza e trair o guarda-redes.

Mas foi sol de pouca dura. Rapidamente o Benfica dá a perceber que só com muito mais azar deixaria de ganhar o jogo, tal a superioridade que só o Joaquim não viu.

A segunda parte foi menos intensa e mais repartida e, no fim, um resultado simétrico do do último clássico. Só que com golos legais!

E sem casos, mas com bloqueios nas bolas paradas, segundo o Vítor Pereira. Que perdeu o jogo porque o árbitro marcou muitas faltas, a proporcionar bolas paradas, em que o Benfica é superior pelos tais bloqueios sistemáticos, de que é preciso avisar os árbitros. E porque há um fora de jogo a Hulk.

Ele afinal vê coisas. Mas há coisas que não vê: não vê que a equipa foi abaixo fisicamente, nem vê que não estão a jogar nada. É já um clássico!

Mas Pinto da Costa está a ver. Pareceu-me demasiado nervoso… O que não é um clássico!

 

 

A MEIO DA PONTE

Por Eduardo Louro

 

Quando Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo e Poul Thomsen, até há pouco chefe da delegação do FMI, reconhecem - depois de toda a gente - os erros estratégicos do plano de resgate à Grécia (igualzinho ao nosso), em visita pelos Estados Unidos, o ministro das finanças, Vítor Gaspar, apostado em contrariar essas declarações, quis mostrar a luz ao fundo túnel e afirmou acreditar que Portugal pode sair da crise mais depressa que o previsto. Garantiu “que estamos a aproximar-nos do meio da ponte.

Aqui, acho que tem razão: estamos exactamente aí. No ponto onde não sabemos se seguir em frente ou voltar para trás. No sítio onde voltar para trás é muito complicado - já andamos muito, temos outro tanto para andar e desperdiçamos o esforço de duas viagens, o que sempre nos aterroriza – e onde questionamos o destino. Será que vale a pena continuar em frente?

Vítor Gaspar não poderia ter encontrado melhor frase para expressar o seu insuspeitável optimismo…

SINAIS DE MUDANÇA EM TIMOR


Por Eduardo Louro

 

Contados os votos das eleições presidenciais em Timor, seguem para a segunda volta – ainda sem data marcada - dois ex-companheiros da resistência armada: Francisco Guterres Lu Olo e Taur Mantan Ruak, os dois mais votados.

O ainda presidente - José Ramos Horta - ficou-se pelo terceiro lugar, o que, por si, poderia já ser notícia. Mas não é, e ainda bem que o não é.

Notícia – excelente notícia – é que o presidente que falhou a reeleição, ainda antes da realização do acto eleitoral, tenha dito que o país ficaria bem entregue qualquer que fosse o resultado das eleições. E que na declaração de derrota – que não é nada disso, mas tão só mais um motivo de esperança para Timor – o tenha reafirmado. Que os dois que vão disputar a segunda volta são heróis nacionais e que qualquer deles dará um excelente Presidente da República, razão pela qual não irá dar apoio público a nenhum deles. Irá votar como qualquer timorense, mas sem tornar pública a sua opção.

Excelente notícia é que também Rogério Lobato, candidato que se ficou pelo quinto lugar nestas eleições, com menos de 4% dos votos, se tenha declarado satisfeito com os resultados e, enquanto militante da Fretilin, pronto a apoiar o candidato do seu partido - Francisco Guterres Lu Olo. Rogério Lobato, ex-ministro do interior e ex-vice presidente da Fretilin, esteve envolvido (em 2006) numa das muitas crises políticas e de segurança que têm marcado a História de Timor independente, e condenado a perto de 8 anos de prisão em 2007, de que se livrou por indulto presidencial de 2008.

São estas notícias que nos trazem sinais de mudança em Timor. Estas eleições presidenciais parecem enterrar decididamente o cenário de inviabilidade política do país, confirmar a reconciliação de uma nação e legitimar, finalemnte, a esperança num futuro de paz e desenvolvimento para o povo timorense.

Agora sim, começa a perceber-se que valeu a pena!

 

 

 

PARABÉNS, SÁ PINTO

Por Eduardo Louro

 

É impossível analisar este jogo sem falar da arbitragem” – lançou o repórter da TVI a Sá Pinto, na “flash interview”, há momentos, no fim do Gil Vicente – Sporting (2-0). E Sá Pinto – que no final do jogo correu para o relvado para encaminhar os seus jogadores e afastá-los do árbitro - faz a sua análise do jogo, ponderada e lúcida, sem uma referência à arbitragem.

Contrariando o repórter, sedento de sangue e polémica, era afinal possível comentar o jogo e só o jogo. Mas não desistiu: “como comenta os lances dos penaltis e da expulsão?”

Imperturbável, Sá Pinto limitou-se a dizer que precisava de ver os lances na televisão para poder formar uma opinião, deixando no repórter evidente frustração.

Sá Pinto está a surpreender muita gente. Não tanto pelo rasgo e pelo talento – hoje, mais uma vez, não esteve bem nas substituições – mas pela notável forma como superou o seu lado mais frágil.

Parabéns, Sá Pinto!

ARRANQUES

Por Eduardo Louro

 

Com a Primavera aí à porta, a sugerir a dinâmica de renovação que atravessa a Natureza, este foi um domingo de arranque de novas épocas. De renovação também!

Arrancou a época da Fórmula 1 - juntando pela primeira vez seis campeões mundiais em pista -com o Grande Prémio da Austrália. E com a Maclaren Mercedes deixar a sensação que este ano vai dar luta à Red Bull Renault. Ganhou Button, Vettel foi segundo e Hamilton completou o pódio.

Arrancou também a época de toiros. Estive lá, em Santarém, na bonita praça Celestino Graça. A meio-gás, com uma corrida murcha, própria de início de época, e com pouco público. Salvou-se uma boa lide de João Ribeiro Telles Jr, no seu segundo, e as pegas, a cargo dos grupos de Montemor e Santarém, com estes últimos uns furos acima.

Mas perdemos um campeão. António Leitão partiu, com apenas 51 anos. Uma partida que não é um arranque. Já não é Primavera!

 

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