Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

É SÓ UMA IMPRESSÃO

Por Eduardo Louro

 

Depois de tanto se especular sobre a demissão de Álvaro Santos Pereira, é agora ele próprio que a anuncia. Quando, na entrevista ao Expresso deste sábado, o Ministro da Economia diz que “há sectores com um nível de protecção inaceitável” e que quer acabar com isso, está a anunciar a sua demissão.

Tenho a impressão que aquela declaração, devidamente traduzida, significa qualquer coisa do tipo: “gostei muito deste bocadinho - isto de ser ministro até tem a sua graça - mas agora, como o meu Secretário de Estado dizia há dias, tenho uns assuntos pessoais e familiares a tratar”!

Pois é, agora é apenas uma questão de tempo: ele só não disse quando.

É só uma impressão!

 

FUTEBOLÊS#118 DO NADA

Por Eduardo Louro

 

Do nada não pode sair se não nada! Tirar alguma coisa do nada é uma impossibilidade óbvia. Pois, mas em futebolês não é bem assim: há muita coisa que vem do nada! Até golos, imagine-se. É verdade, há golos que vêm do nada!

Umas vezes porque vêm mesmo do nada, outras porque, não vindo do nada, vindo de alguma coisa, há quem não a veja. Por incapacidade de ver ou por má-fé!

O Porto ganhou o jogo desta noite do Porto na Madeira, no campo do Nacional, com o melhor exemplo do que é um golo vindo do nada. Repare-se: a meio da primeira parte um jogador do Nacional, sem qualquer pressão, na faixa direita do campo, com todo o tempo do mundo e com todos os colegas a posicionarem-se para o início de mais uma jogada ofensiva, resolve chutar a bola com força contra um jogador adversário. Podia ressaltar para qualquer lado; o mais natural seria ressaltar para fora do campo, pela linha lateral ou pela final. Mas não, a bola ressaltou para a frente da sua baliza e, perante a surpresa do seu guarda-redes, direitinha ao novo avançado austríaco do Porto, que já ia a correr para o seu meio campo e só teve de se virar e empurrá-la para a baliza. Não conheço melhor exemplo de um golo vindo do nada!

Porque também se diz que uma equipa ganha com um golo vindo do nada quando, por exemplo, está sujeita a enorme pressão do adversário e, num golpe de sorte qualquer, consegue aproximar-se da grande área adversária e fazer golo. Pois bem, foi o que aconteceu no segundo golo do Porto, já no período de compensação.

Quer dizer, uma equipa que não joga nada – e não sou eu a dizê-lo, ouvi esta semana um dos paineleiros oficiais da agremiação portista gritar bem alto: “o meu Porto não joga naaaadaaa” – mantém-se à frente do campeonato com golos vindos do nada. E de fora de jogo!

Não deixa de ser interessante perceber como é que estas vozes oficiais de Pinto da Costa conseguirão articular esta constatação – “o meu Porto não joga nada” – com o mérito, que têm por inquestionável, da liderança. E até da eventual conquista do campeonato. Já avisaram, de resto, que se o campeão vier a ser a equipa que mais e melhor joga, corresponderá à maior das injustiças!

A equipa não joga nada – como eles dizem e todos nós constatamos – mas merece liderar o campeonato. E merecem ser campeões!

Pensam que há aqui algum problema de consistência? Que falta coerência? Que a bota não joga com a perdigota?

Nada disso. Isto é apenas para que se possa dizer que é um campeão vindo do nada, que têm por mais simpático do que, por exemplo, um campeão da fruta. Ou um campeão das viagens ao Brasil. Ou o campeão da Olivedesportos. Ou o campeão da Sport TV. Ou o campeão do guarda Abel. Ou o campeão do Martins dos Santos, do Calheiros, do Pratas, do Duarte, do Proença, do Xistra...

 

"O FUTEBOL É ISTO MESMO"

Por Eduardo Louro

 Sporting "anónimo" afasta estrelas do City (SAPO)

Parabéns ao Sporting! Um apuramento muito sofrido, garantido por Rui Patrício no último segundo dos largos minutos do infindável período de compensação. Mas justíssimo!

Esta vitória do Sporting explica o sucesso do beautiful game. Explica por que o futebol é um desporto que apaixona milhões de pessoas, de todas as condições sociais em todos os cantos do mundo. Quando uma equipa que ainda há pouco mais de uma semana teve o desempenho que teve em Setúbal, sem fio de jogo, sem motivação e sem categoria nem por onde ela passasse, elimina um adversário que tem dominado a mais forte e disputada competição do mundo, com goleadas umas atrás das outras, que acaba de despachar o Porto com um agregado de 6 a 1, com uma equipa onde figuram alguns dos melhores jogadores do mundo, reunidos à volta dos milhões de um príncipe árabe, isso é futebol. Só num jogo como o futebol é possível acontecer uma coisa destas!

Se olharmos para o próprio jogo, que há pouco terminou, lá encontramos mais motivos que explicam o fascínio deste jogo. Durante uma hora, dois terços do tempo total de jogo, o Sporting espantou o mundo da bola, com o absolutamente improvável domínio do jogo e do adversário, marcando dois golos sem sofrer nenhum. Ao fim de uma hora, e a meia hora do fim, com o Sporting a ganhar por dois a zero, o Manchester City estava à insuperável distância de quatro golos do apuramento para os quartos de final da Liga Europa.

Em meia hora, e depois de marcar o primeiro golo, obra de duas das suas maiores estrelas, o City partiu para um domínio asfixiante do jogo, impedindo a equipa do Sporting sequer de respirar. Fez três golos e só não fez os quatro que lhe garantiam o apuramento porque não calhou. E porque, no último segundo, o Rui Patrício desviou com as pontas dos dedos um remate do seu colega guarda-redes do outro lado…

Quando, em Dezembro, os dois colossos de Manchester se viram afastados da Champions e relegados para a Liga Europa, toda a gente viu ali não apenas um inesperado reforço competitivo desta segunda prova da UEFA, mas os dois maiores favoritos da competição. O destino daquele caneco era inevitavelmente Manchester! Caíram ambos nestes oitavos de final, com o United a ser completamente subjugado pelo fantástico Atlético Bilbau…

É por isto, por tudo isto, que, por mais maldades que lhe façam todos os dias, o futebol resiste como o mais apaixonante dos jogos!

 

NÃO LHE CARREGUEM NA IDADE

Por Eduardo Louro

 

Andava por aí toda a gente a festejar os 50 anos da Mafalda quando o seu pai – o argentino Joaquin Lavado Quino - veio dizer que não havia razão para apagar as velas. Nem é este o dia do seu nascimento nem, se o fosse, faria 50 anos!

Mafalda apareceu pela primeira vez em 29 de Setembro de 1964, na revista Primera Plana. Esta menina contestatária não é ainda cinquentona. Ainda bem, digo eu!

COISAS INTRAGÁVEIS VIII

Por Eduardo Louro

 

Para o que lhes havia de dar! Uma marca Salazar… 

Não sei se isto é mau gosto, se é saloiice ou parvoíce. Não sei se isto é ignorância ou chico-espertismo.

Sei que deixou este país muito marcado, não precisa de deixar mais marcas.

Mas, se insistirem, aqui fica uma sugestão para o rótulo...

Não é lá muito sugestivo? Pois... a ideia também não!


 

COISAS INTRAGÁVEIS VII

Por Eduardo Louro

 

Não me lembro de muitas comissões de inquérito parlamentares que tenham servido para alguma coisa. Nem me lembro de muitas que tenham sido conclusivas e que tenham servido para esclarecer o que quer que fosse.

A comissão de inquérito ao BPN de há três ou quatro anos não serviu para muita coisa, para além de dar notoriedade a dois ou três deputados (um deles, o Nuno Melo, aproveitou-a bem!). Mas funcionou bem e esclareceu algumas coisas, o que lhe bastou para passar a figurar como exemplo positivo das comissões parlamentares. Sempre que alguém diz mal das comissões parlamentares faz sempre a excepção da do BPN!

Parece que vem aí mais uma (ou mais) comissão parlamentar de inquérito ao BPN para acabar com esse bom exemplo. Ou pelo menos para obrigar a dobrar a língua, obrigando a dizer-se: “a primeira comissão de inquérito ao BPN”. Ou - quem sabe – “a do Nuno Melo”!

 

REGULAÇÕES

 

Por Eduardo Louro

 

Henrique Gomes deixou de ser o Secretário de Estado da Energia e fica como a primeira baixa no governo.

Oficialmente apresentou a demissão por razões pessoais e familiares, mas é do conhecimento público que não é nada disso. São conhecidas as tensões entre Henrique Gomes e os mandões do sector, agora que, pela sua mão, se estava a entrar na parte do Memorando da Troika que trata da energia: umas páginas do Memorando que primeiro-ministro e ministro das finanças gostam de passar depressa, enquanto assobiam para o lado. Como conhecidas são as suas posições contra a política rentista que alimenta e engorda a EDP, à custa de todos nós.

Para o seu lugar foi nomeado, e tomará posse dentro de poucas horas, Artur Trindade. Que ocupava o lugar de director de Custos e Proveitos da Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE)! Dadas as circunstâncias da demissão de Henrique Gomes é fácil de perceber o posicionamento de novo Secretário de Estado. De que lado está…

Há muito que entendemos o papel da regulação em Portugal. Percebemo-lo por esta mesma ERSE, pelo Banco de Portugal, etc. Percebemos e sentimo-lo todos os dias com os combustíveis. Estamos fartos de saber de que lado é que está o regulador!

Não era nada preciso que nos fizessem o desenho…

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics