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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

OS DEUSES JÁ ESCOLHERAM*

Por Eduardo Louro

 

Os deuses já escolheram. Independentemente do que se passe amanhã na outra meia-final, no Real Madrid – Bayern, os deuses já escolheram o campeão europeu: o Chelsea!

Depois da forma como afastaram o Benfica, e acabam agora de eliminar o Barcelona, não há volta a dar. Nem o facto de irem jogar a final desfalcados de Ramires, Terry e Raúl Meireles constituirá obstáculo a essa vontade dos deuses. Quem, depois de reduzida a dez jogadores (expulsão de Terry) ainda na primeira parte, depois de, logo no início do jogo ter perdido por lesão o outro defesa central (Cahill), a perder por dois a zero e eliminada, consegue no último dos minutos de compensação da primeira parte marcar e inverter a sorte da eliminatória está, abençoado pelos deuses. Quem aguenta toda a segunda parte a defender em frente à baliza, tem a sorte de duas bolas nos ferros e a rara felicidade de ver Messi falhar um penalti, está abençoado pelos deuses. Já o golo do empate, obra do mesmo Fernando Torres que não marca há não sei quantos meses, é apenas … futebol. Como o do Raúl Meireles ao Benfica. Mas abençoado pelos deuses!

O que já não será tanto obra dos deuses é a forma como o futebol que há poucos meses apaixonava o mundo, arrebatava corações e arrasava, um a um, todos os adversários, perdendo velocidade e espontaneidade, se transforma no futebol mais entediante, previsível, aborrecido e, pior que tudo, pouco mais que inofensivo. De repente o Barça perdeu o encanto e até Messi parece resignado ao regresso do título de melhor do mundo às mãos de Cristiano Ronaldo. Que agora tem tudo para se desforrar deste dois últimos anos: uma final da champions e um campeonato da Europa. Tudo o que Messi não tem!

 

*Também aqui

MIGUEL PORTAS (1958-2012)

Por Eduardo Louro

 

Acaba de partir, sem tempo para comemorar mais um 25 de Abril. Talvez tenha achado melhor assim, não esperar para comemorar quando já nada há para festejar!

Ainda fomos colegas no ISEG - numa altura em que mais se preocupava com a UEC que com a Estatística ou a Econometria - ele a entrar e eu nos últimos anos. Só o voltaria a ver em 2006, no SOL!

Parecia estar a dar a volta à doença mas, nas duas últimas sextas-feiras, aquele espaço vazio no Conselho Superior, da Antena 1, deixava prever o pior…

Descansa em paz, Miguel!

 

COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL

Por Eduardo Louro

 

Os militares de Abril, através da sua Associação representativa, anunciaram que não participariam nas comemorações oficiais, a terem lugar na Assembleia da República. Mário Soares e Manuel Alegre – às vezes juntam-se – juntaram-se-lhes em solidariedade, presumo.

Os militares de Abril têm toda a legitimidade para decidirem o que decidiram. Já o poderiam ter feito no passado, porque já muitas foram as comemorações que ocorreram em ambiente hostil a Abril, embora também se possa dizer que nunca tal foi tão flagrante e que há sempre uma primeira vez. De Manuel Alegre, com mais ou menos legitimidade, também se compreende a atitude, consentânea com as suas posições habituais. Já a de Mário Soares é, no meu entendimento, menos compreensível e porventura menos legítima.

O 25 de Abril é comemorado na rua, pelo povo e com o povo. Mesmo que com essa inovação absurda e incompreensível da tolerância zero - seja lá o que isso for - anunciada pela polícia. A sua comemoração é popular, não é oficial, na Assembleia da República, cada vez mais bafienta e entediante. Mas o que aconteceria se o poder institucional deixasse de assinalar oficialmente esta data?

Não seria Mário Soares o primeiro a levantar a voz? Certamente que sim. E certamente com razão!

Não se percebe, por isso, que Mário Soares tenha tomado esta posição, em vez de, também lá, na Casa da Democracia, fazer ouvir a sua voz de protesto, denúncia e lamento pelo estado a que deixaram chegar Abril. E de, lá, se manifestar então solidário e enfatizar a posição da Associação 25 de Abril!

ELEIÇÕES FRANCESAS

Por Eduardo Louro

 

Tudo em conformidade com as sondagens, nas eleições presidenciais francesas: Hollande à frente de Sarkozi e a extrema-direita de Marine Le Pen a continuar a engordar, com mais de 18% dos votos. Se assim continuar na segunda volta, o mordomo da Senhora Merkel falhará a reeleição e François Hollande - com 54% nas sondagens - será le nouveau President!

O que irá mudar?

Pela forma como, na campanha eleitoral, Hollande passou ao lado dos problemas – grandes, bem grandes – e pelas promessas irrealistas, mesmo demagógicas, que apresentou, diria que as expectativas não podem estar muito altas. Mas acredito que a Senhora Merkel tenha que pôr um anúncio à procura de novo mordomo…

REGRESSOS

 

Por Eduardo Louro

Parece que a competitividade está de volta à fórmula 1. Pode parecer irónico afirmá-lo precisamente quando Vettel e a Redbull sobem ao primeiro lugar da tabela classificativa do Mundial – de pilotos e de construtores – mas não passa disso: quatro grandes prémios, quatro vencedores diferentes, pilotos e carros, quatro líderes diferentes, e apenas dez pontos a separar os primeiros cinco pilotos!

E, se já foi bonito assistir no ano passado ao regresso da mítica Lotus, mais bonito foi vê-la regressar este ano ao preto e dourado. E, mais bonito ainda, foi ver a Lotus na frente, a discutir a corrida, e a colocar os dois carros no pódio – há quantos anos se não via uma coisa destas? – com Kimi Raikkonen - também ele de regresso depois de uma experiência falhada nos ralis, a mostrar que a fórmula 1, a disciplina máxima, é que é mesmo a sua praia – a fazer segundo e Grosjean terceiro.

 

EXPLICAÇÃO, COM PEDIDO DE DESCULPAS

Por Eduardo Louro

 

Em dia de clássico em Espanha – que Mourinho ganhou, quebrando o enguiço e fechando a estória da La Liga, e com Cristiano Ronaldo a marcar e a ultrapassar, em pleno Nou Camp, o rival Messi no pichichi – Jorge Jesus explicou, bem explicado a toda a gente, como ofereceu o campeonato ao Porto.

Defrontando uma das melhores equipas da Liga – porventura uma das duas melhores do ponto de vista táctico – Jesus apresentou uma equipa com quatro (40% dos chamados jogadores de campo) dos ostracizados do plantel: Capdevilla, Matic, Nolito e Saviola. Com isso explicou, tintim por tintim, como geriu mal o plantel e como conseguiu chegar à fase decisiva do campeonato com o seu onze esgotado, a ponto de oferecer de bandeja treze pontos aos seus adversários. Não que os quatro tenha realizado exibições espantosas – todos jogaram bem mas, dos quatro, apenas Nolito foi soberbo durante a primeira parte – mas porque ficou provado que tinha opções para gerir a equipa, mantendo-a a praticar o melhor futebol que se vê nos relvados nacionais. E demonstrou que, ao contrário do dizem muitos entendidos – a maioria dos quais benfiquistas -, Saviola e Aimar são compatíveis em campo!

Com tudo isto e com uma exibição de luxo – o Benfica poderia ter saído para o intervalo com seis golos no bornal – Jesus pediu desculpa aos benfiquistas. Por mim, aceito-as. Mas nem assim o desculpo. Não perdoo nem esqueço!

Nada mais interessa, nem aquele cartão amarelo a Sapanaru que o árbitro transformou em penalti para, por volta do famoso minuto 30 do jogo do Dragão, desbloquear um jogo complicado que, até aí, tinha dado apenas três oportunidades de golo para … o Beira Mar!

FUTEBOLÊS#123 TOMAR CONTA DO JOGO

Por Eduardo Louro

 

Tomar conta do jogo não é bem como tomar conta de qualquer outra coisa. Embora seja mandar no jogo, como se manda noutra qualquer circunstância!

É pegar no jogo e impor a sua lei, a lei mais universal e mais antiga que existe: a do mais forte! Tomar conta do jogo é muito mais que controlá-lo. Muitas vezes há equipas que conseguem manter o jogo controlado sem que tenha tomado conta dele. Para controlar o jogo basta saber defender, marcar territórios. Normalmente muito recuados.

Por exemplo, o Sporting de Sá Pinto tem sabido controlar os jogos sem que consiga tomar conta deles. Lá bem atrás, vai segurando as pontas enquanto vê os adversários jogar à bola. E segurando os resultados, o um a zero da praxe! Há excepções, claro. Se não também não haveria regra. O último quarto de hora do jogo desta quinta-feira com o Atlético de Bilbau é essa excepção: sem nada para controlar - estava a perder – teve que mudar de agulha. E, para surpresa de toda a gente, acabou por tomar conta do jogo e dar a volta ao resultado (para 2 a 1). Uma volta que até poderia bem ter sido maior!

O Barcelona é a equipa que melhor sabe tomar conta dos jogos. É viciada nisso, não sabe jogar de outra maneira. O árbitro – muitos deles são tão ou mais viciados nisso que o próprio Barcelona, mas já lá vamos – apita para dar início ao jogo e lá estão eles, mandões, a tomar conta do jogo. De tal forma que ficam a bola só para eles, os adversários andam por ali atarantados a correr atrás deles e dela – da bola. Nem por isso conseguem evitar dissabores, como aconteceu esta quarta-feira com o Chelsea.

Mas há equipas que não precisam de tomar conta dos jogos para os ganhar. Arranjam quem tome conta por eles: assim uma espécie de outsourcing! Ou um anjo da guarda, sempre pronto a velar para que nada corra mal: sempre tudo sob controlo!

Já se percebeu que se está a sair do relvado, das quatro linhas. Pois! Também há quem tome conta do jogo sem sequer pisar o relvado.

É verdade. Há por aqui quem o faça com muito maior eficácia que o Barcelona!

Começou por tomar conta de uns sujeitos que, cabendo-lhes apenas velar pelo  jogo, sabem bem como exceder-se nos cuidadostomar conta dele. Depois viciou-os nisso para passar a mandar neles e, a partir deles, no jogo. Até acabar por tomar conta dele. Já lá vão trinta anos – foram assinalados num dos dias desta semana - e não se sabe por quantos mais continuará a tomar conta do jogo.

O êxito é tanto que não falta quem procure desvendar o segredo de uma receita de tamanha eficácia e longevidade. Ou mesmo fazer alguns ensaios laboratoriais – desastrados, como se está a ver - na expectativa de descobrir a fórmula mágica.

Falham os pequenos detalhes, mas é nos detalhes que está o segredo. Por exemplo, o original, o verdadeiro, tinha falado em Lisboa a arder, mas sem nunca sequer chegar a lançar um fósforo. Foi o suficiente para que aparecesse um sujeito a experimentar em laboratório mandar incendiar um bocadinho de Lisboa. Pagava umas viagens, e os bilhetes de avião eram emitidos nuns nomes que, correspondendo à pessoa do passageiro, eram estranhos, careciam de descodificação. No seu ensaio de laboratório o que o sujeito faz é um depósito bancário depois de uma viagem de avião. Não é a mesma coisa, e depois há ainda o detalhe de umas câmaras de vídeo nada indiscretas. As escutas telefónicas, no original, no verdadeiro, no mestre, não servem para nada. Até acabariam por se perder e deixar de existir, não fosse o pequeno detalhe ter aparecido uma coisa chamada YouTube. No ensaio no laboratório deste challenger ainda não se sabe o que lhes irá acontecer. Pode ser que nesse detalhe tenha corrido bem!

Mas – francamente – quem não se consegue tomar conta de detalhes deste tipo, nunca conseguirá tomar conta do jogo!

 

A CATÁSTROFE

Por Eduardo Louro

 

Já basta de trapalhadas com a reposição dos subsídios de Natal e de Férias. São trapalhadas a mais, mesmo quando lhe chamam lapsos!

Agora, que o chefe do governo e o ministro das finanças já se esgotaram em contradições, veio a ministra da Justiça – por encomenda, certamente – dizer que nem em 2015 os funcionários públicos verão repostos os dois salários que lhe foram subtraídos. Numa matéria que tem sido tratada – e tão mal tratada – por aqueles dois rostos do governo, como por dever de ofício lhes cabe, ninguém percebe que, de repente, tenha mudado para o pelouro da ministra da Justiça. 

Pior no entanto é que, na mesma entrevista à Antena 1, a ministra ter declarado que a declaração de inconstitucionalidade da medida pelo Tribunal Constitucional “seria uma catástrofe”. Como se sabe a medida é inconstitucional, e apenas poderá deixar de o ser se tiver carácter excepcional, para fazer face a uma situação de emergência. Evidentemente que uma medida que se prolonga por tempo indeterminado – porque o governo já não o fixa – ou que hipoteticamente se estenda por mais quatro anos - conforme referiu hoje a ministra – não é excepcional, nem para fazer face a uma conjuntura de emergência. Inconstitucional, portanto e claramente!

Precisamente quando na ordem do dia estão os lamentáveis episódios de substituição de três membros do Tribunal Constitucional – onde os partidos, todos, dão aos portugueses mais não sei quantas provas de irresponsabilidade e de falta de ética, de seriedade, de respeito, e de credibilidade – que nos ajudam a lembrar que ali, na cúpula mais alta do nosso sistema de Justiça, as coisas afinal se decidem de acordo com os interesses dos partidos que ou representam ou de quem são devedores da nomeação, a ministra vem com uma declaração destas.

Seria uma catástrofe se o Tribunal Constitucional decidisse de acordo com a única decisão que pode tomar. Já ouvi muita gente dizer que isto é uma pressão inaceitável sobre o Tribunal Constitucional. Não é essa a minha opinião!

É mais, e bem mais grave, do que isso. Não é pressionar o Tribunal Constitucional, é ultrapassá-lo e dar já a justificação política para isso! É dizer que o Tribunal Constitucional vai decidir assim por razões patrióticas, para evitar uma catástrofe.

É trágico o que se está a passar diariamente neste nosso país. Esta é que é a catástrofe!

 

NÃO PRECISAMOS DE MAIS DINHEIRO...

Por Eduardo Louro

 

“Não precisamos de mais dinheiro nem de mais tempo”: dizem e repetem o primeiro-ministro e o ministro das finanças. Uma, duas…cem vezes!

Os tipos da troika dizem que Portugal precisa de mais 16 mil milhões. Imagina-se facilmente o que iremos ouvir destas duas figuras: “cumprimos à risca o programa da troika, e se a troika diz que é preciso, só temos de aceitar. Mas não precisamos, que fique bem claro que, desta vez, não houve lapso algum”!

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