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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

FUNDAMENTALISMO

Por Eduardo Louro

                                                                      

Portugal foi o primeiro país a ratificar a chamada regra de ouro do pacto orçamental europeu. Antes de qualquer outro, e antes das eleições presidenciais francesas, onde o esperado e confirmado candidato vencedor anunciava mandá-lo às malvas.

Um governo que dificilmente conseguirá conter o défice nos 5,5% a que este ano está obrigado, apressou-se para ser o primeiro a ratificar um tratado que o obriga a um défice máximo de 0,5%. Quando nada o obrigava a isso, e quando tudo aconselhava a uma pausa, a um prudente wait and see!

Quando a questão das eurobonds cai em cima da mesa com um estrondo nunca antes visto, imposta pelas lideranças francesa, italiana, irlandesa e mesmo as do próprio BCE e da comissão europeia, e começa inclusivamente a ver alguma flexibilidade da parte da Alemanha, o nosso primeiro-ministro chega-se à frente e afirma peremptória e inequivocamente que nem pensar. Eurobonds nunca!

Poderíamos até perceber a famosa e mil vezes repetida expressão de nem mais tempo nem mais dinheiro, ou o repetido anúncio de que iríamos para além da troika, como parte integrante da estratégia de comunicação externa. Para a Europa e o Mundo ouvirem bem alto enquanto, de baixinho e com pinças, se ia tratando com o FMI, o BCE e a Comissão Europeia dos inevitáveis mais dinheiro e mais tempo. Era isto que se esperava que, responsavelmente, estivesse a acontecer!

Dava-se até de barato que aquela camisola amarela na ratificação do tratado, apesar de injustificada e injustificável, pudesse fazer parte de um jogo de charme e sedução para levar por diante aquela estratégia. Mas, quando somos os que mais temos a ganhar com as eurobonds, vermos o nosso primeiro-ministro desalinhado com os que as estão defender e, uma vez mais, dar o passo em frente e assumir o comando desta frente de batalha, percebemos que não é nada disso. Percebemos que é mesmo assim, que todas estas atitudes nada têm de estratégico na defesa dos interesses do país. Que são apenas faces da mesma moeda ideológica!

E percebemos uma coisa verdadeiramente dramática: este primeiro-ministro, e este governo, entre a defesa do país e a dos seus princípios ideológicos, não hesitam. Preferem colocar-se ao serviço da ideologia. Isto é fundamentalismo ideológico, do mais radical!

DANOS COLATERAIS

Por Eduardo Louro

                                                                      

O desemprego – os absurdos recordes de desemprego que atingimos e continuaremos a atingir por mais uns anos – não esgota o seu impacto nos dramas económicos e socais que todos conhecemos. Não se limita a lançar na miséria centenas de cidadãos e de famílias, faz muito mais que isso: corrompe e destrói toda uma sociedade!

Alimenta gente sem escrúpulos, autênticas máfias de um submundo que prospera e floresce à custa das mais abomináveis práticas, grosseiros e inaceitáveis atentados à dignidade humana. São muitos os casos que se vão conhecendo de autêntico esclavagismo. São frequentes os relatos chocantes de pessoas que, à procura de condições mínimas de subsistência, acabam arrastadas para circunstâncias da mais absoluta exploração, dentro e fora do país, às mãos de estrangeiros ou de compatriotas sem escrúpulos. De gente que não tem uma pontinha de vergonha de viver da miséria que alastra e de a aprofundar, que não tem nome nem cara, sempre escondidos nas teias secretas do crime.

O que não sabíamos era que já tínhamos entrado noutra dimensão. O que não sabíamos era que os danos colaterais já tinham rompido com essa barreira, que hoje já há gente que não sente necessidade de se esconder para exercer essas abomináveis práticas. Que anda por aí de cara descoberta, que coloca anúncios de emprego como quaisquer outros, que tem escritórios abertos e, pasme-se, que até recorre à Justiça para defender o seu bom nome quando é desmascarada. 

O caso corre a blogosfera*, nasceu aqui e conta-se em poucas palavras. Uma empresa que se dá pelo nome de Axes Market - mas também pode ser Ambição Internacional Marketing ou mais não sei quantos nomes, com escritórios na Rua Barata Salgueiro, mas também na dos Fanqueiros, em Lisboa, mas também em Aveiro, no Porto ou em Faro – dedica-se precisamente à exploração do filão do desemprego. Uma vítima dessa exploração fez a denúncia (link acima) num blogue, seguindo-se umas centenas de comentários de outras tantas vítimas. Perante isto a empresa apresenta queixa em tribunal e requer que sejam eliminados todos os comentários do blogue, a que o tribunal rapidamente deu provimento, mandando apagar, não todos, mas muitos desses comentários.

Não é a decisão do tribunal que, para o caso, releva. Não é aí que pretendo colocar ênfase, até porque sei que os tribunais se pronunciam estritamente sobre a peça processual em causa e não sobre o que, sendo-lhe marginal, constitua a sua envolvente. O que verdadeiramente me choca é perceber que chegamos a um ponto em que esta gente até já acha que tem bom nome. Um bom nome a defender!

O desemprego mede-se, vai-se medindo. Ainda hoje se soube que o número de casais desempregados (com ambos os membros em situação de desemprego) subiu de 70% no último ano. Mas, efeitos colaterais como estes, não!

 

*Aqui aqui, aqui ou aqui.

HOMENAGEM A JOSÉ RIBEIRO VIEIRA

Por Eduardo Louro

                                                                      

Hoje - dia da cidade – Leiria e o país homenagearam, numa iniciativa do NERLEI, o Engº Ribeiro Vieira, falecido há quatro meses.

A sessão de homenagem - que juntou pessoas de todos os quadrantes, da Universidade aos negócios, do associativismo empresarial ao da cidadania, da política às artes – foi aberta por Mário Soares e encerrada por um representante de Ramalho Eanes, e contou com o testemunho de muitos dos seus amigos, distribuídos por três painéis correspondentes a outras tantas vertentes da intervenção pública daquele que será uma das mais ecléticas personalidades de Leiria, da região e do país.

Empreendedor de sucesso, homem de causas e da política, sem que tenha sido político, homem das letras e da cultura, e cidadão de corpo inteiro, sempre disponível para as causas do desenvolvimento da região e do país, Ribeiro Vieira foi um cidadão livre e activo na defesa dos valores em que acreditava.

Mais do que bonita, foi uma justíssima homenagem!

DE MAL A PIOR

Por Eduardo Louro

                                                                      

A OCDE lançou hoje mais um balde de água gelada sobre todos nós. Pelas suas previsões o PIB cairá 3,2% este ano e 0,9% no próximo, e falharemos o défice previsto para este ano e para o próximo. O desemprego continuará a crescer, atingindo os 16,2% no próximo ano.

Nada que não se esperasse!

O desemprego real é já bem mais alto que aquela previsão e no cumprimento das metas do défice apenas o governo acreditava. Ou dizia acreditar!

O governo tem dito que não há alternativa ao cumprimento do programa de ajustamento e que o défice será cumprido, custe o que custar. O ministro das finanças tem dito ultimamente que não haverá agravamento das condições de austeridade.

Chegamos ao ponto em que não é possível conciliar estas duas posições do governo. O primeiro-ministro ainda ontem, em Chicago, voltava a reafirmar que Portugal não precisa nem de mais tempo nem de mais dinheiro. Quer dizer, que negociar o que quer que seja com a troika está fora de causa.

Não há milagres, se assim é, terão que aí vir novas e mais medidas de austeridade. Todos sabemos que o governo tem dois pesos e duas medidas. Que a palavra dada vale muito numas circunstâncias e nada vale noutras. E, depois do corte nos subsídios de férias e de Natal, todos sabemos quais são as circunstâncias em que não vale nada!

O que nós não sabemos é a que é que o governo ainda pode lançar mão… Que vai cair sobre os mesmos de sempre, não temos dúvida nenhuma!

Entretanto a troika está de regresso, para nova avaliação. Provavelmente para continuar a dizer que estamos no bom caminho!

TEMA DA SEMANA #2

Por Eduardo Louro

                                                                      

Logo no início já há um tema da semana: Miguel Relvas. Que já vem da semana passada, mas como o fim-de-semana se atravessou à frente, entra de rompante por esta dentro!

Não sei se Miguel Relvas chantageou ou não a jornalista do Público. Se o fez é evidentemente grave!

Mas sei duas coisas: sei que a personagem é useira e vezeira neste tipo de exposição, e sei que a sua defesa – feita a partir da entourage do governo e proximidades – não apresenta consistência e assenta apenas em bases subjectivas. E por isso pouco credíveis!

Miguel Relvas deixa-nos a ideia que passa a vida à volta de jornalistas e da comunicação social em geral - que não é apenas por ter esse pelouro – cola-se facilmente à imagem da manipulação e mesmo de uma certa promiscuidade com a imprensa. Não parecendo que tenha exactamente boa imprensa, fica a ideia de que tem muita influência. Como a de que sabe muito bem usar o (grande) poder que tem!

A verdade é que este episódio não surpreende ninguém. A verdade é que na opinião pública fica claramente a ideia que, se não ameaçou nem chantageou, podia muito bem tê-lo feito. É uma suspeita que lhe assenta que nem uma luva. O que, em sede da opinião pública, torna a sua defesa muito difícil e muito mais exigente. Os que têm agenciado essa defesa estão a descurar essa realidade e longe de ser minimamente eficazes. E por isso, em vez de ajudar, agravam!

A TAÇA COM MAIS ENCANTO

Por Eduardo Louro

                                                        

“Dar os parabéns à Académica, que criou as melhores oportunidades e foi um justo vencedor”!

Estas palavras não são minhas, são de Sá Pinto, na conferência de imprensa no fim do jogo. Que me levam a dar-lhe os parabéns, pelo desportivismo que até há pouco tempo ninguém julgaria possível numa personagem que seria exemplo de muito coisa menos de fair play!

Sá Pinto tem revelado, na hora da derrota, uma lucidez e uma dignidade que infelizmente não é comum. Vindo de quem vem, de quem era tido quase como um arruaceiro, só tem de ser ainda mais valorizado e só pode funcionar como um exemplo que gostaria de ver fazer escola. A Académica ganhou a sua segunda Taça de Portugal, 73 anos depois da primeira, que foi mesmo a primeira de todas. E ganhou bem, como refere o treinador do Sporting!

Que me perdoem todos os conimbricenses em festa mas, para mim, o mais importante foi mesmo a atitude do Sá Pinto. Só por isso diria que ainda bem que foi o Sporting a estar hoje no Jamor, e não o Nacional, não fosse o árbitro da final da Champions de ontem ...

Esta Taça tem sem dúvida mais encanto!

 

COISAS DA FINAL DA CHAMPIONS

Por Eduardo Louro

                                                        

Levando a sua estratégia italiana até ao fim o Chelsea é finalmente campeão europeu, na segunda vez que atinge a final. Parece que está descoberta a receita de Abramovich: despedir um treinador português e entregar a equipa ao adjunto da casa!

Desta vez Mata fez de Cristiano Ronaldo e Schweinsteiger, sem escorregar, de Terry. De resto, tendo sido um jogo recheado de incidências e de emoção, não foi um grande jogo. As estrelas da equipa bávara simplesmente não apareceram no jogo em que o Bayern tinha apostado toda a época. Robben e Schweinsteiger estiveram mesmo nos momentos mais desastrados da equipa, o primeiro a falhar um penalti decisivo, já no prolongamento – que levou Heynkes, e bem, a afastá-lo da lista de marcadores dos penaltis que decidiriam o campeão -, e o segundo, infeliz, a falhar (com a bola no poste) o último e decisivo dos pontapés que couberam à equipa.

De resto, apenas algo que ocorreu ao minuto 66 merece destaque. É cobrado um pontapé livre a favor do Bayern, sobre a direita e já perto da grande área do Chelsea. Ashley Cole salta à bola já dentro da área e ela bate-lhe na parte superior do braço. Pedro Proença – e bem – manda seguir!

Ironicamente – ou talvez não - esta jogada é a cópia mais fiel que se possa imaginar de uma outra que se passou em Braga, naquela famosa partida em que sempre que o Benfica acelerava a voltagem do jogo rebentava a instalação eléctrica da Pedreira. Substitua-se Cole por Emerson e a camisola azul pela vermelha e... voilá!

Como toda a gente sabe, o árbitro Pedro Proença marcou penalti que, a meias com os apagões, acabou por garantir o empate ao Braga! O mesmo Pedro Proença, o mesmo lance, as mesmas circunstâncias de jogo… mas juízos opostos. Depois digam que não há coisas… Ou coiso, como diz o outro!

 Ah! Já agora vejam como se confirmou a decisão dos deuses...

FUTEBOLÊS#127 PERÍODO DE COMPENSAÇÃO

Por Eduardo Louro

 

 

Tempo de compensação, também chamado período de compensação ou até tempo extra, é a designação que o futebolês dá para o tempo de jogo que subsiste depois de o ponteiro dos minutos do relógio ter completado três quartos de uma volta completa. É o tempo que o árbitro acrescenta à primeira e à segunda parte de cada jogo, comunicado à plateia através de uma placa mostrada pelo chamado quarto árbitro. Para compensar, e por isso a designação de tempo ou de período de compensação! E deixemos o tempo extra para outras coisas, até para nome de programa de televisão…

Para compensar o quê? O tempo perdido com assistência médica aos jogadores - por necessidade real ou por manha –, o tempo perdido com as substituições e com as mais diversas habilidades para o fazer passar, a que o futebolês chama anti-jogo. Com atrasos na reposição da bola ou com quebras de energia, estranhas ou nem tanto, como em Braga, por exemplo. Estranhamente não é comum vermos compensar o tempo perdido com o festejo dos golos… Faz sentido: festa é festa!

Está na mão – e no relógio - do árbitro a decisão do tempo de compensação. Como tudo o resto, afinal. E na pressa. Se estão com muita pressa dão pouco tempo de compensação. Se pelo contrário, têm muito vagar, aquilo nunca mais acaba!

Também os adeptos olham para este período de compensação com relógios muito diferentes. Se a nossa equipa está a ganhar e sob forte pressão do adversário, não há razão nenhuma para compensar o que quer que seja. Se, ao contrário, é a nossa equipa que está ali numa luta titânica contra o tempo e a precisar de alterar o resultado, o tempo de compensação terá que ser tanto quanto o necessário para isso!

É normal que os adeptos assim reajam. O que não é normal é que haja árbitros exactamente na mesma onda. Mas há!

Umas vezes estão com uma pressa danada para acabar com aquilo, e percebe-se que há ali marosca. Noutras percebe-se que tem todo o tempo do mundo, e que só acaba com aquilo quando quiserem. Há tempos de compensação que não são medidos em tempo, são medidos numa unidade antiga, dos tempos em que se jogava à bola nas ruas e os jogos não duravam minutos, duravam golos: mudava-se aos cinco e acabavam aos dez!

Não admira pois que muita coisa importante de decida nesse espaço de tempo. E nem sempre isso significa marosca, embora muitas vezes haja mesmo…

Já houve Ligas dos Campeões decididas também nesse espaço de tempo. Mas um campeonato, e mais a mais um campeonato como o inglês, disso é que não há memória!

Mas aconteceu no passado domingo. À entrada do tempo de compensação – fixado aí em cinco minutos – a parte de Manchester mais habituada a festejos estava em festa, enquanto a outra parte da cidade, que há quarenta e quatro anos não sabia o que era festa, chorava, incrédula, a ver fugir para os mesmos de sempre o campeonato que julgavam impossível escapar-lhe desta feita. Para eles, aquele era o jogo que só podia acabar depois de a sua equipa marcar os dois golos que faltavam para o ganhar. Mas, também para eles, aquele era um dos jogos que poderia prolongar-se pela tarde e noite fora, que a bola não entraria…

E, no entanto, o milagre aconteceu. Era 13 de Maio!

Desconfio que, do outro lado, poucos se terão lembrado que, uma dúzia de anos antes, um milagre idêntico lhes entregava uma Champions que o Bayern – que hoje mesmo, e mesmo com um dos árbitros mais dados à marosca, vai reclamar vingança perante outra equipa inglesa – já festejava!

O COSTUME

Por Eduardo Louro

                                  
                       

“Acaba de sair numa carrinha celular. Não, afinal não era naquela. É nesta agora.

Passamos já para a casa de Duarte Lima, onde a carrinha celular vai chegar dentro de poucos minutos, com o ex-deputado lá dentro”!

Do lado de lá, uma grande dúvida: a dúvida do dia! Será que entra pela porta da frente ou pela da garagem, nas traseiras?

Nenhum problema, a dúvida não ficará por esclarecer. Quer de um lado quer do outro não faltam câmaras, microfones e máquinas fotográficas… Entre por onde entrar, não irão faltar meios para captar o grande momento: o momento em que, seis meses depois, Duarte Lima regressa a casa. Uma casa agora devidamente preparada para instalar os mecanismos de segurança da pulseira electrónica!

As câmaras apontam para toda a rua, até ao fundo, à procura de uma carrinha celular. Que não surge, deixando por minutos o país em suspenso.

Finalmente aparece lá ao fundo. Mistério desvendado, segue para a garagem. Onde uma porta de serviço se abrirá para dar entrada à vedeta do dia…

Dezenas de repórteres acotovelam-se de microfone estendido. Os operadores de câmara procuram os melhores ângulos. Todas as televisões estão em directo… Abre-se a porta da carrinha, o homem sai e as perguntas soltam-se… Interessantes, como se esperava. Diz “muito obrigado”, e quando acaba a frase já está do outro lado da porta. Que se fecha, deixando todo aquele exército de profissionais no vazio da notícia. Resta-lhes desmontar a tenda!

O costume. Deprimente, como de costume!

DE CALÇAS NA MÃO

Por Eduardo Louro

                                                        

O presidente do Conselho de Administração da RTP, Guilherme Costa, foi apanhado de calças na mão no notável caso da contratação de Paulo Futre.

A Direcção de Programas decidiu contratar o antigo futebolista que virou entertainer naquela inenarrável conferência de imprensa da campanha de Dias Ferreira para a presidência do Sporting. Diz-se que era para comentar o europeu de futebol na estação pública, e ofereceram-lhe, para isso, 30 mil euros por mês. Consta que qualquer coisa como o sêxtuplo do que a TVI lhe pagara para o programa que agora terminou com uma rábula de fuga (a captura do ex-craque para ir cumprir o que lhe restaria do serviço militar) bem ao nível da sua qualidade e da dos protagonistas!

Não importa agora – embora, evidentemente, importe e muito a noção de serviço público e de gestão dos dinheiros públicos desta gente que manda na RTP – se a contratação faz algum sentido. E não faz, obviamente. Desde logo porque o Paulo Futre não é comentador do que quer que seja, nem de futebol. Importa que o ministro Miguel Relvas - que não tira o olho da RTP - soube da marosca e mandou parar o baile. Com estrondo, em voz alta e grossa!

Guilherme Costa começou por dizer ao ministro e à comunicação social que não sabia de nada. De calças na mão!

Depois, passou a dizer que afinal sabia dessa intenção, mas que só por cima do seu cadáver. Que ele nunca assinaria uma coisa daquelas. E de novo de calças na mão!

Finalmente, ao que se diz, a Direcção de Programas vai levar mesmo a sua avante. Vai mesmo contratar Paulo Futre, se bem que por muito menos dinheiro. Quanto muito menos é que se não sabe!

O presidente do Conselho de Administração da televisão pública é que já não está de calças na mão. Já as deixou cair por completo!

 

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