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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

LIMITE DE TOLERÂNCIA

 Por Eduardo Louro

 

Vítor Gaspar, o nosso administrador de falências, brindou-nos hoje com mais umas preciosidades. No dia seguinte à Economist ter garantido aquilo que já todos nós percebemos – que Poortugal está á beira de um segundo resgate e o euro à beira do colapso – e do INE ter revelado o acentuar do desastre da sua execução orçamental, a quebra na receita fiscal e o agravamento do défice no terceiro trimestre, o ministro das finanças ignora tudo isto e diz que o problema é que os portugueses não estão dispostos a pagar aquilo que acham que o Estado lhes deve fornecer.

Ora aí está! O problema não é o Estado e a administração que dele têm feito, não são sequer os juros – usurários, mas nem essa é a questão – que são, de longe, a primeira rubrica de despesa, e se tornaram num ministério. Oculto, mas nem por isso dos mais gastadores! Não são os BPN´s e todos os escândalos de corrupção que desgraçaram e desgraçam este país.

Não. Para Vítor Gaspar “o problema fundamental, difícil” – como acentuou – é que os portugueses querem serviços sociais mas não querem pagar impostos. Como se pagassem pouco…

Portugal poderá estar no limite de tolerância da troika - como ameaça - mas ele já ultrapassou o limite de tolerância dos portugueses!

 

MAIS UMA PROPOSTA: SÓ UMA PROPOSTA

 Por Eduardo Louro

 

Tomaram-lhe o gosto ... não querem outra coisa. Agora foi a vez do subsídio de desemprego!

O Ministério da Solidariedade anunciou baixar o valor mínimo do subsídio mensal de desemprego de 419,22 para 377,29 euros. Enviou a proposta aos parceiros sociais para, logo perante as primeiras reacções, imediatamente vir dizer que era só uma proposta.

É a velha estafada estratégia de mandar o barro à parede, particularmente cara a este governo e onde todos querem fazer o seu número. Mas, francamente: ainda não perceberam que são apenas mais tiros nos pés?

Seria assim tão difícil encontrar outra medida que produzisse o mesmo efeito de euros no corte de despesa? Têm a noção que se está a falar de 6,3 milhões de euros? Será que sabem que nós sabemos que continuam a entrar pelo governo dentro boys à tripa forra?

ADEUS CHAMPIONS

 Por Eduardo Louro

 

Com mais um jogo pouco menos que deplorável o Benfica deitou fora praticamente todas as possibilidades de continuar na Champions. Sem ideias, sem velocidade, sem querer - em suma, sem futebol - a equipa conseguiu a proeza de transformar os banais Celtic e Spartak de Moscovo em fortíssimos candidatos a prosseguir na mais importante prova do futebol.

Afinal era a isto que Jorge Jesus se referia quando prometeu não repetir este ano o erro de apostar na Champions…

Lamentável! 

LANCE AMSTRONG

 Por Eduardo Louro

 

Sou certamente apenas um entre os muitos milhões de admiradores de Lance Amstrong ainda em estado de choque. Serei apenas um dos muitos que acham que há qualquer coisa que não bate certo nesta história. E serei certamente um entre muitos dos que sentiram a mais profunda das revoltas ao ouvir o presidente da UCI dizer que o nome de Lance Amstrong já não fazia parte do ciclismo.

Não percebo como é que alguém que preside ao organismo máximo do ciclismo encontra legitimidade para banir do ciclismo o nome da sua maior figura.

Lance Amstrong foi condenado exclusivamente por denúncias de antigos colegas de equipa, sem qualquer prova material. Claro que temos consciência que o recurso ao doping no ciclismo – como no desporto em geral – é um jogo do gato e do rato, mas onde nem a UCI é o gato nem o ciclista o rato. O gato e o rato que jogam este jogo representam os mesmos interesses que se cruzam e encontram na UCI, raramente no ciclista.

Os mesmos interesses a quem Lance Amstrong serviu, sempre sob a batuta tutelar da poderosa UCI. Lance tinha tudo para ser o herói perfeito, servia a todos os interesses instalados à volta da que se transformou numa das modalidades desportivas que mais interesses comerciais mobiliza.

Se Amstrong fez toda a sua carreira à margem da verdade desportiva, enganando todos os gatos durante tantos anos, é difícil deixar de responsabilizar os gatos. Se durante esse período a UCI apanhou e puniu tantos e tantos nomes de primeiro plano, baniu equipas completas, é difícil de perceber como Lance conseguiu sempre, e só por si, escapar. A ideia que fica é que a UCI quis deixar cair lance Amstrong e que, depois de o deixar cair, uma vez caído e inerte no chão, saltou para cima dele sem dó nem piedade.

E isso é feio. E cobarde… Quem é capaz de fazer isso não tem moral para banir o nome de Lance Amstrong do ciclismo. Pode até fazê-lo, mas ninguém o leva a sério!

 

FUTEBOLÊS#133 BLOCO BAIXO OU AUTOCARRO?

Por Eduardo Louro

 

Bloco baixo: poderá parecer linguagem de construção civil mas não é. Aplica-se ao futebol e é mesmo futebolês!

Diz-se a propósito da postura de uma equipa em campo. Ou da forma como dispõe os jogadores em campo. Refere-se, no caso, à colocação dos jogadores na zona de protecção da sua área, no resguardo da sua baliza.

Antigamente, antes da explosão do futebolês como língua erudita dos especialistas das coisas da bola, dizia-se simplesmente que uma equipa estava a jogar à defesa e… fé em Deus. Defendia com onze – porque não podia jogar com mais – sempre de frente para a bola, sempre atrás da linha da bola, como também é fino dizer-se. Agora é mais erudito dizer que a equipa se apresenta com um bloco baixo: dizer exactamente a mesma coisa mas com mais classe. Acima de tudo com mais fair-play, sem achincalhar a equipa.

Para isso, para achincalhar, surgiu uma nova expressão: autocarro! Usa-se no futebolês popular, que já não diz que a equipa se apresenta num bloco baixo, nem sequer que vem jogar à defesa mas, de forma bem mais acintosa, que a equipa estacionou o autocarro!

Creio não estar errado – se o estiver, desde já as minhas desculpas – que é Mourinho o pai desta expressão. Pela minha parte não tenho dúvidas que foi da boca dele que a ouvi pela primeira vez. Substituindo uma expressão elegante como é o bloco baixo, e sendo, pelo contrário, achincalhante e acintosa, não admira que tenha mesmo sido criada por José Mourinho. Por ter sido a ele que a ouvi pela primeira vez e por ser tão ajustada à sua própria personalidade, é para mim indiscutível que é Mourinho o pai do autocarro!

Era então treinador do Chelsea, em pleno processo de dilatação do ego – um processo que apenas teve paralelo no da dilatação do fígado daqueles patos franceses para produzir o foie gras -, na altura em que se intitulou de special one, e deve tê-la usado para justificar um fracasso qualquer. Quem julgasse que o Mourinho tinha descoberto esta expressão numa célebre noite em que jogou com o Inter em Barcelona só podia estar distraído ou, de todo, não o conhecer.

Mal imaginava ele, na altura, que um dia haveria de vir a treinar uma equipa italiana e provar do seu próprio veneno… Na realidade sentiu-lhe o sabor. Se puxarmos pela memória lembrar-nos-emos que sentiu sempre a necessidade de justificar esse autocarro com o árbitro, como também não podia deixar de ser. Foi obrigado a isso porque o árbitro lhe expulsou um jogador - justificou. Mesmo que toda a gente tivesse dado pelo autocarro, lá bem estacionado, desde que o árbitro apitou mas para dar início ao jogo!

Mal imaginaria ainda que seria o seu Chelsea, anos mais tarde e então nas mãos de um treinador italiano, a repetir, no mesmo local e nas mesmas condições - meias-finais da Champions - o mesmo autocarro. Só que sem a desculpa de um a menos!

Ironicamente a história repetiu-se: os autocarros cumpriram a missão e ambos chegaram  à final, ambos encontraram o Bayern, e ambos acabaram por se sagrar campeões europeus. O Inter pela terceira vez, quarenta e cinco anos depois, e o Chelsea pela primeira!

 

TEMA DA SEMANA #7

 Por Eduardo Louro

 

Que o espectro de um esquizofrénico chumbo no Parlamento de um orçamento por parte de um mesmo partido que o aprovara no governo esteja afastado, está.

Que a coligação esteja de boa saúde e se recomende, não. De todo! Que tudo possa continuar como se nada se tivesse passado, não. Que PSD e CDS, Passos e Portas, possam fingir que confiam uns nos outros, podem. Mas ninguém acredita! Que possam fingir que nada aconteceu e tudo foi empolado, não. De forma alguma! Que o orçamento seja exequível e leve o país a algum destino, não. Também! Que a crise política esteja ultrapassada, não. Não está porque não se circunscreve apenas a divergências entre partidos e personalidades que constituem a coligação. Mas também não o estaria mesmo que se resumisse a isso!

 

 

IMPRENSA

 Por Eduardo Louro

 

 

Enquanto uns jornais vão despedindo jornalistas, outros já estão em mãos angolanas, mas despedindo na mesma, e outros, ainda, para lá caminham.

Joaquim Oliveira está a vender a Controlinveste a angolanos. Lá vão o DN, o JN e a TSF … O “Público” agoniza

Chamam-lhe o quarto poder, e um dos pilares de sustentação da democracia. Está decididamente a ir-se abaixo esta nossa democracia… Não se está a aguentar!

 

VAMOS LÁ A VER SE É DESTA...

Por Eduardo Louro

 

Sem grande história este jogo de estreia do Benfica na Taça, uma competição que há muito não ganha. Desde 2004, quando ganhou ao Porto de Mourinho. Voltaria a marcar presença na final no ano seguinte, quando podia e devia ter feito a dobradinha, mas, por inexplicável negligência e irresponsabilidade – com a equipa a perder-se nos festejos do título e até com uma viagem à Hungria, em romagem ao túmulo do saudoso Miklos Feher – acabaria por permitir que a Taça fosse para Setúbal.

Para a História fica o resultado de 4-0, a presença dos dois candidatos - ou melhor, de um candidato e do presidente - na terra do capão, e o Benfica mais português dos últimos anos, com a utilização de cinco jogadores portugueses, todos eles em bom plano, apesar do André Almeida – utilizado como lateral direito – precisar claramente de afinar o último passe e o cruzamento. O Paulo Lopes fez duas defesas que evitaram outros tantos golos, e o Luizinho, que não começou bem, foi crescendo, ganhando confiança e acabou em bom nível. O André Gomes confirmou, com um golo de grande execução mas não só, as esperanças que os benfiquistas nele depositam: está ali um grande jogador de futebol!

O Carlos Martins esteve muito bem e é claramente um jogador que faz muita falta na equipa. É criterioso, pensa e percebe o jogo como mais ninguém. Tem uma capacidade de passe ímpar e remata de fora da área como mais nenhum outro. Pena que, neste regresso, tenha sido o primeiro a sair, ainda antes da hora de jogo. Saiu visivelmente insatisfeito. Não havia necessidade…

Esteve mal Jorge Jesus: substituiu-o pelo Bruno César, que entrou para o meio, quando, minutos depois, substituiria o Salvio pelo André Gomes, que foi ocupar a posição momentânea do Chuta-Chuta, que passou para a posição que era do argentino, na ala direita. Fosse Jorge Jesus verdadeiramente competente na gestão deste tipo de pormenores – que rapidamente se transformam em pormaiores - e a primeira substituição seria directamente de Salvio por Bruno César, substituindo de seguida Carlos Martins por André Gomes. Mas já sabemos que o mestre da táctica tem grande dificuldade em lidar com a gestão de sensibilidades!

Fecha-se como se abriu: a Taça anda a fugir há muito. Vamos lá a ver se é desta…

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