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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

FUGIR OU NÃO FUGIR AO DESTINO

Por Eduardo Louro

 

Costuma dizer-se que os campeonatos se ganham com jogos destes. Acho que não. Com jogos destes não se ganha coisa nenhuma, com substituições daquelas não se ganha nada… Com tanta gente a falhar tanto até se podem ganhar jogos destes, mas não se ganha muito mais!

É por isso preciso acabar rapidamente com jogos destes para que a equipa fuja do destino que parece voltar a anunciar-se.

Quem não parece conseguir fugir ao destino é Ulisses Morais. Vem, desde a primeira jornada – quando, recorde-se, à entrada do último quarto de hora ganhava por 3-0 à Académica – utilizando sistematicamente o discurso de desculpabilização e de exaltação da sua competência e das suas qualidades, próprio de quem, ao contrário da mensagem que quer fazer passar, não acredita no seu trabalho. Próprio de quem sabe o que lhe está para acontecer, que não é nada de diferente do que lhe acontece todos os anos…

Hoje voltou a fazer isso … e muito mais. Dizendo que não falava de arbitragem não fez outra coisa que falar de arbitragem, insinuando não se sabe o quê, dizendo sem dizer, escondendo-se num discurso atabalhoado sempre a meter os pés pelas mãos.

Já devia ter percebido que não é assim que se foge do destino. E o seu está há muito traçado, provavelmente pela incompetência do seu discurso e das suas atitudes públicas…

FUTEBOLÊS#131 BOLA QUE QUEIMA

Por Eduardo Louro

 

A bola é, como se sabe, o elemento fundamental do jogo. Podem faltar jogadores, como ainda não há muito se viu para as bandas de Leiria, que não deixa de haver jogo. Mas, se faltar a bola, é que nada feito…

É por ela que toda a gente corre e luta, é a bola que toda a gente quer possuir. E, no entanto - coisas do futebolês -, diz-se que às vezes queima!

E não é exactamente porque seja uma brasa, como aquela ideia de toda a gente a querer possuir poderá sugerir. A bola, por mais desejada que seja, nunca é uma brasa. Mas pode ser factor de desconforto: queimar!

Diz-se que a bola queima quando uma equipa está descrente, sem confiança. Quando os jogadores não se entendem em equipa, porque lhes falta uma ideia de jogo, porque lhes faltam os automatismos, porque desconfiam uns dos outros. Porque não confiam na liderança nem a liderança confia neles…

Daí que ninguém queira ter a bola, como se ela lhes queime os pés. Quem a recebe quer libertar-se dela o mais rapidamente possível, porque nem tem confiança para se aventurar numa relação mais longa e estável. Porque tem medo de falhar. Não a liberta rapidamente e com critério – o que é quase sempre uma boa decisão – para a endossar a um colega que lhe dê o melhor seguimento. Fá-lo apenas e só por medo, para endossar a outro não a bola mas a responsabilidade!

O melhor exemplo disto é o Sporting. O Sporting do Sá Pinto, que já era!

Os jogadores não têm a mínima ideia do que fazer dentro do campo. Nem com a bola nem sem a bola. Quando a não têm nota-se-lhes um certo alívio, a angústia chega-lhes logo com a bola, como se a bola fosse dois em um.

Acharam os dirigentes do Sporting que resolveriam o problema correndo com o Sá Pinto - essa lenda viva de sportinguismo com que, há poucos meses, prometiam amanhãs que cantam - sem perceberem que, antes de a bola queimar os pés dos jogadores, já eles a tinham posto a queimar as mãos e a cabeça do treinador que um dia a Juve Leo impôs a Godinho Lopes. É que o Sá Pinto garantiu, na época passada, o  contrato que agora tanto jeito lhe dará, jogando à Beira-Mar ou à Rio Ave (sem qualquer menosprezo para estas agremiações): todos à defesa e à espera de um contra-ataque que pudesse dar um golo.

Godinho Lopes e a sua equipa, sempre com a mania das grandezas – candidatos ao título e tal… - acharam que aquilo não era à Sporting. Afinal tinha um treinador à Sporting mas que não jogava à Sporting… Jogava à Gil Vicente! E obrigaram Sá Pinto a mudar para uma estratégia de jogo compaginável com a grandeza do Sporting, que rapidamente se revelou uma impossibilidade. Como se isso não funcionasse acharam que ele não sabia sequer escolher a equipa e passaram eles próprios a impor-lhe o onze. “Não percebes nada disto, hoje jogam fulano, beltrano e sicrano”!  “Sim senhor, têm toda a razão, eu é que andava distraído”

Acham que há milagres, é o que é!

No Benfica não é muito frequente que a bola queime, mas às vezes acontece. Não foi o caso do jogo desta semana com o Barcelona: tiveram-na tão pouco tempo que nunca daria para queimar. Antes que pudesse queimar já a rapaziada do Barcelona lha havia tirado. A esses é que a bola nunca queima. Se queimasse não havia unidade de queimados que lhes valesse…

A quem também a bola não queima é ao James. Que grande golo aos novos milionários da bola, a dar os três pontos e mais um milhão ao Porto!

O RUGIDO DO CHICOTE

Por Eduardo Louro

 

Godinho Lopes voltou a puxar do chicote lá por Alvalade e o Sporting acabou por substituir o há muito chicoteado Sá Pinto - adjunto na última época de Pedro Caixinha no União de Leiria – por Oceano, também na última época o adjunto de José Dominguez no União de Leiria.

O Oceano que se cuide porque esta época há dois União de Leiria: a SAD, com uma equipa a disputar a II Divisão B e o Club a disputar a primeira divisão distrital. O que quer dizer que deve haver por lá mais dois adjuntos, prontos para o que der e vier!

E como em Alvalade a mão é leve…

TUDO AO CONTRÁRIO

Por Eduardo Louro

 Mulher em protesto interrompe comemorações do 5 de outubro

No último 5 de Outubro em que se podia festejar a implantação da República saiu tudo ao contrário, a confirmar um país e pernas para o ar. A começar pelo local das comemorações oficiais, pela primeira vez num pátio escondido, com acesso exclusivo por convite. Mesmo que nem assim conseguissem evitar uns incómodos sem convite…

Passos Coelho, que sempre fugiu de reuniões onde se tratasse de Europa e que nunca se quis juntar aos seus parceiros de desdita, aproveitou hoje uma reunião na Eslováquia para fugir do 5 de Outubro, em Portugal. Azar: foi o único a aparecer. Apareceu na única vez em que os outros não apareceram, para que não ficassem dúvidas sobre o que lá o levara!

O Presidente, no 5 de Outubro em que mais se esperava ouvir a sua voz, fez o que melhor sabe fazer: falar sem dizer nada, num dos seus piores discursos, se não mesmo o pior, de pernas para o ar e costas voltadas para a realidade e para as dificuldades do país.

Com tudo ao contrário, não admira que o próprio Presidente tenha invertido a bandeira no momento de a içar. E que lá a tenha deixado, pendurada de pernas para o ar! Como todos nós … 

MAIS DO MESMO, MAS COM NOVO EMBRULHO

Por Eduardo Louro

 

Vítor Gaspar voltou hoje a mais uma sessão de longa duração que inevitavelmente culminou em mais um anúncio de mais impostos: “um enorme agravamento de impostos”, nas suas próprias palavras!

Fê-lo num tom bem diferente do habitual, a sugerir que alguma coisa obrigou o governo a mudar de discurso: a modelar o discurso, para utilizar uma expressão que lhe é cara e a que deitou mão nos últimos tempos. Isso foi notório, tão notório quanto, de substancial, nada mudou: um discurso diferente para dizer o mesmo de sempre!

Vítor Gaspar começou por fazer aquilo que os especialistas de comunicação andam há muito a dizer que o governo não sabe fazer: enfatizar o que de bom tem sido alcançado, relevar os sucessos. Começou por dizer que ia devolver um subsídio aos funcionários públicos e 1,1 aos pensionistas e reformados: devolveu-os por cerca de uma hora porque, depois, voltaria a tirar-lhos. Salientou o sucesso do equilíbrio externo mas, evidentemente, sem explicar que esse sucesso decorre exclusivamente do insucesso do desempenho da economia. Que é um sucesso aparente e meramente conjuntural, apenas consequência da quebra do consumo e do investimento. Enfatizou a redução da despesa - que garantiu ser responsável por 60% do ajustamento orçamental (os tais tão badalados 2/3) – que, em 2012, ficará muito abaixo do orçamentado, mas não explicou que essa redução é resultado das medidas de austeridade, que os portugueses pagam com língua de palmo. E não de cortes em despesa não produtiva, em rendas desajustadas e em inaceitáveis situações de privilégio que vivem à mesa do orçamento. Mas não explicou por que, mesmo assim, está tão longe de atingir o défice. A receita não correu bem, reconheceu. Mas não explicou que não correu bem porque a austeridade não o permite, e porque há um limite a partir do qual as receitas de impostos caem quando sobem as respectivas taxas – a tal curva de Laffer…

E por isso insiste em mais do mesmo. Insiste em agravar a vida dos mesmos de sempre, aumentando (em 35%) o IRS, com o aumento das taxas e com uma sobretaxa de 4%, que obrigará muitos portugueses a entregar, só em IRS e logo no final de cada mês, mais de metade do seu rendimento ao Estado. E sem qualquer equidade - ao contrário do que apregoou o ministro – porque isto não tem paralelo com quaisquer outros rendimentos ou quaisquer outras fontes de receita fiscal. Reconheça-se que dificilmente poderia ser de outra forma – as empresas deslocam as suas sedes, os capitais fogem e até os property owners do Algarve partiriam para outros destinos. Mas então não se fale em vão de equidade!

Da mesma forma que se saúda o novo tom do discurso – mesmo que nada de substancial mude – tem de saudar-se que se não tenha ouvido falar em medidas de substituição da TSU, mesmo que na Comunicação Social muita gente insista em fazê-lo. O ministro escusou-se a falar na defunta medida – em boa verdade não resistiu a atribuir-lhe a responsabilidade pela revisão em alta da taxa de desemprego (de 16 para 16,4%) para o próximo ano – e não houve uma única medida que tivesse sido apresentada como alternativa ou de substituição.

A medida da TSU caiu, está morta e enterrada, e mais não era que mais uma dose de austeridade em cima de todas as outras e de mais estas hoje anunciadas. Porque estas viriam – como vieram - na mesma. São más, não irão fazer mais que agravar a economia, mas são absolutamente independentes da medida que transferia 2,3 mil milhões de eurosdos trabalhadores para as empresas !


ENÉSIMO PACOTE

Por Eduardo Louro

 

No tempo de Sócrates a coisa era apresentada com o nome de PEC, e isso permitia-nos ir acompanhando as cambalhotas apesar de, mesmo aí, haver batota de vez em quando. Mas pronto, dando esse desconto, foram quatro as cambalhotas e a coisa acabou no PEC IV!

Agora já não sabemos quantas foram. Sabemos que praticamente todos os meses temos novidades, umas contadas pelo primeiro-ministro outras pelo ministro das finanças. E sabemos que as que Passos Coelho nos conta ainda poderão voltar para trás e dar lugar a outras. Já as que nos são contadas por Vítor Gaspar vêm mesmo para ficar, não há volta a dar-lhe. Talvez seja pelo tempo que demora a contá-las: depois de o ouvir, não há paciência que sobre para voltar a fazê-lo!

Dentro de poucos minutos iremos voltar a ouvi-lo. Diz-se que vai anunciar um dos mais brutais aumentos de impostos de sempre. Será o enésimo pacote, com que já se comprometeu em Bruxelas e que, para fazer de conta, apresentou há pouco mais de uma hora ao que resta dos parceiros sociais que ainda lhe dão ouvidos!

MANTA CURTA

Por Eduardo Louro

 

Não é fácil jogar contra o dono da bola. Nunca o foi, nem nunca o será!

Mesmo assim, sabendo que seria difícil, não deixaria de ser uma noite especial. De gala, mesmo!

Não é todos os dias que se recebe em casa tanta gente tão ilustre, mesmo que seja gente como esse mau feitio de quererem a bola só para eles. Valeu pela primeira parte, onde o Benfica esteve genericamente bem. A equipa estava organizada, criou oportunidades, rematou mais e com mais perigo que o Barcelona e, apesar de ter sofrido o golo muito cedo – logo aos 6 minutos – nunca se desequilibrou. Apenas por dois breves momentos – a meio da primeira parte e já nos instantes finais – se sentiu a equipa perdida. E teve boas exibições individuais, como foram os casos de Matic, Enzo Perez, Sálvio e Gaitan!

Percebia-se, é certo, que faltava manta. A equipa queria pressionar o Barcelona logo à saída da defesa – sem dúvida que a forma mais eficaz de enfrentar este adversário – mas percebeu-se logo que, fazendo-o, deixava as costas desprotegidas por onde, vencida a primeira barreira, surgiam em alta velocidade e em contra ataque jogadores como Messi, Fabregas, Pedro ou Alexis. Era isso: se tapava a frente – a cabeça – destapava os pés!

A consequência dessa falta de manta foi a opção de defender mais atrás, com as possibilidades de recuperar a bola a deslocarem-se para zonas mais atrasadas do terreno e, aí, com mais probabilidades de a voltar a perder sem chegar a zona de finalização.

A segunda parte foi bem diferente. O jogo piorou, muito porque o Benfica piorou. Em razão do segundo golo do Barcelona ter chegado bem cedo, logo aos 10 minutos, mas também porque Carlos Martins - que substituiu Bruno César ao intervalo - nunca entendeu bem o jogo que tinha para jogar. A equipa, mesmo sem que nunca tenha caído no abismo, foi perdendo bola e discernimento, acabando envolvida em quezílias dispensáveis, que valeram a expulsão de Sergio Busquets e bem poderiam ter valido a de Matic.

Nada está perdido mas, com a vitória do Celtic em Moscovo, as contas poderão complicar-se. Não por este resultado de hoje, mas pelo da primeira jornada, há quinze dias em Glasgow. Aí é que o Benfica podia e devia ter ganho, ficando claro que apenas o não fez por falta de ambição!

Um lamento pela lesão de Pujol. Um grande capitão e um grande profissional que irá ficar afastado dos relvados por mais algum tempo. Quando acabava de regressar de uma segunda lesão neste início de época…

POBREZINHOS

Convidado: Luís Fialho de Almeida


Não há limites à surpresa pelas inqualificáveis afirmações de António Borges, em sintonia com as inqualificáveis políticas de ajustamento deste governo. A enorme insensibilidade revelada e a imagem distorcida do mundo real, nomeadamente do valor do trabalho e das pequenas e médias empresas, bem como a manifesta falta de respeito pelos governados, levam-me a concluir sobre outras insensibilidades desta gente que, das humanidades e suas expressões artísticas, tem uma visão muito redutora.

Da poesia, apenas a que se segue lhes merecerá o aplauso:

Os pobrezinhos

Tão engraçadinhos

Pedem esmolinha

Com mil cuidados

Todos sujinhos

E tão magrinhos

A linda graça

Dos pobrezinhos

De porta em porta

Sempre rotinhos

Tão delicados

Os pobrezinhos

 

Mendes de Carvalho, “Cantigas de Amor & Maldizer” construído sobre o poema de João de Deus “Os Passarinhos"

POLÍTICA DO COGUMELO

Por Eduardo Louro

 

Ora aí está mais uma. Este governo não pára: ainda não acabou de sair duma e já se está a meter noutra!

Hoje foi Durão Barroso - eventualmente a prolongar o fim-de-semana em Lisboa – a dizer que o governo já tinha entregue em Bruxelas as medidas de substituição da famigerada TSU. E disse mais: que Bruxelas as tinha aprovado!

Toda a gente se sentiu – uma vez mais, e perdoe-se-me a linguagem – encornada. Seguro, no preciso momento em que se demarcava das duas moções de censura hoje apresentadas, não conseguiu disfarçar a surpresa. Não é, no entanto, a reiterada falta do mais elementar sentido de concertação que desta notícia mais releva.

O que mais releva é a insistência na trapalhada, na confusão que, vá lá saber-se com que intenções, se fomenta entre a decisão do Tribunal Constitucional, a TSU e novas medidas de austeridade. Uma confusão que o governo e a sua entourage têm promovido, que a Comunicação Social tem deixado passar e que, agora, tem a cobertura do próprio presidente da Comissão Europeia.

Uma confusão que aqui tem sido amplamente denunciada: a declaração de inconstitucionalidade do corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos, com um efeito orçamental de 2 mil milhões de euros, serviu para o primeiro-ministro justificar a absurda - mas inteligentíssima, na opinião de António Borges – medida da TSU, que tinha apenas um efeito orçamental de 500 milhões de euros que, agora morta e enterrada, servirá para justificar mais um conjunto de medidas de austeridade - cortes e subida de impostos – que já foram tratadas (negociadas ou impostas?) com a troika.

Não se percebe porque que é que a TSU surge a compor este triângulo. A medida significava, com a redução da contribuição patronal e o agravamento da dos trabalhadores, uma transferência de 2,3 mil milhões de euros do trabalho para o capital. E, com o agravamento da taxa em 1,25 pontos percentuais (de 34,75% para 36%), um aumento da receita, esse sim com efeito no défice, em 500 milhões de euros. Ao apresentá-la como medida de compensação da decisão do Tribunal Constitucional, Passos Coelho quis inventar uma justificação para o injustificável, quis tapar o sol - uma opção ideológica – com a peneira. Se a medida tivesse passado teria de ir inventar medidas para garantir os 1,5 mil milhões de euros em falta. Como não foi o caso, apenas teria agora que procurar mais os quinhentos milhões!

Só há uma forma de compreendermos tudo isto. E bem simples: é que as contas seriam estas se batessem certas. Mas não batem! 

As contas de Vítor Gaspar - e da troika, nunca se sabe bem onde começam umas e acabam outras -  nunca bateram certas, e a melhor forma de o esconder é uma velha receita que um dia, era eu um jovem a iniciar-me nas exigentes tarefas da gestão, aprendi de um colega mais velho, uma velha raposa, batido e experimentado: chamava-lhe a política do cogumelo. Explicava-me ele que, quando a confusão é grande, fazemos como aos cogumelos: bem tapados, para fique tudo escuro e muita merda para cima! Que é do que eles gostam... 

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