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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

ACIMA DAS POSSIBILIDADES

Por Eduardo Louro

 

Enquanto em Belém tomavam posse os novos secretários de Estado, numa cerimónia sem cerimónias – certamente porque, nas palavras do primeiro-ministro, a remodelação “não tem dignidade para ocupar grande destaque político” – no Fundão, um dos que resistira no governo, Almeida Henriques, Secretário de Estado Adjunto da Economia, instado a comentar o novo máximo do desemprego (16,5%), divulgado hoje referente a Dezembro, dizia que isso se justifica por termos andado a viver acima das nossas possibilidades.

Fantástico, verdadeiramente extraordinário! É certamente por ter esta visão, tão brilhante quanto clarividente, que não foi remodelado e que ali estava a botar faladura enquanto a maioria dos seus colegas já estava em casa.

Desta é que ainda ninguém se tinha lembrado: o desemprego não pára de subir porque, vivendo acima das nossas possibilidades, criou-se emprego que não era necessário!

Já que não tem tino, nem vergonha, nem sequer imaginação convinha, no mínimo, que o secretário de Estado da Economia fizesse alguma ideia do que é a economia. E, já agora, que não vivesse acima das suas possibilidades. Bem limitadas, como se percebe!

 

 

NÃO SE AGUENTA!

Por Eduardo Louro

 

Fernando Ulrich voltou ao “ai aguenta …aguenta”. Desta vez para dizer que, se a Grécia aguentou uma quebra de 25% no PIB, Portugal também o aguenta. Que, se os sem abrigo aguentam as respectivas condições de vida, qualquer português as aguenta, também!

Não se aguenta esta gente…

O presidente da RTP, em entrevista à própria, disse que era necessário despedir trabalhadores. Quantos? Não sabe, não tem ainda o estudo que lho diga!

Mas sabe que a empresa tem trabalhadores a mais. E que o ministro Relvas disse que a reestruturação seria dolorosa. E que isso queria dizer despedimentos!

Não me surpreende que haja gente a mais na RTP. Se ao longo destes anos todos foi um dos albergues preferidos para a rapaziada do centrão, é mais que provável que por lá esteja mais gente que o necessário. O que me surpreende é que o seu Presidente fale em despedimentos sem que saiba do que está a falar. Apenas em sintonia com a dolorosa profecia de Relvas. Que, mais que uma profecia, é um castigo: como não vos privatizo, despeço-vos. Vão ver como dói!

Não se aguenta, não…

Marques Mendes, falando da remodelação, disse que, a sério, só depois das eleições autárquicas, onde o governo levará uma tareia das antigas. Que é sempre assim, que é normal um governo em funções ser sempre penalizado em eleições! Quer ele dizer - e sabe do que fala - que não há governo capaz de governar a contento de quem o elege, de acordo com o que promete. Que nunca há governos sérios. Que tem de ser assim…

Que é assim, já há muito o sabemos. Que esta gente não tenha vergonha de o dizer, é que já não se aguenta…

 

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