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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

ESCÂNDALO NA CHAMPIONS

Por Eduardo Louro

 

O Barcelona, para muitos a melhor equipa de futebol de todos os tempos, foi massacrada em Munique. Destroçada e humilhada pelos alemães do Bayern: quatro a zero, e podia bem ser pior!

As estrelas não se chamaram Messi - andou por lá a camisola 10, mas só isso - Iniesta ou Xavi. Chamaram-se Roben, Ribery e Muller, e fizeram gato sapato deste Barcelona. Que teve bola, como sempre, mas sem sequer a conseguir transportar. A uma deficiente condição física, agravada por um relvado propositadamente encharcado, juntou-se uma condição psicológica ainda mais baixa e um treinador mumificado, que nunca percebeu o que lhe estava a acontecer.

E pronto, Heynkes - para mim, a par de Artur Jorge, o pior treinador da História do Benfica, que pôs o João Pinto na rua - que se dava como irremediavelmente perdido para a alta roda do futebol, deixa um testemunho bem pesado a Pep Guardiola. Leva o Bayern a duas finais consecutivas da Champions. E parece que, ainda antes de percebermos como perdeu a do ano passado, para o Chelsea, já todos percebemos como irá ganhar esta!

Ah! Já que se fala tanto de árbitros... É que o de hoje, o Sr Kassai, uma espécie de Pedro Proença da UEFA, deixou dois penaltis por marcar e validou dois golos irregulares. Mas não foi por isso que o Barcelona saiu hoje de rastos de Munique!

AUSTERIDADE E CRÉDITO

Por Eduardo Louro

 

Há seis meses, com o governo a acabar de refinanciar a banca, em plena lua-de-mel, a austeridade não era problema. Interrogando-se se o país aguentaria mais austeridade, os banqueiros não hesitavam na resposta: "ai aguenta, aguenta" - dizia Ulrich, sem complacências.

Na semana passada, no entanto, os banqueiros já vinham a terreiro, por Ricardo Salgado, dizer que não. Que o país já não aguenta mais austeridade!

Poderá o leitor achar que é normal. Foi descoberto o tal erro na folha de Excel de que Vítor Gaspar tinha feito o (in)devido uso, e finalmente está toda a gente, António Borges incluído, convencida que a insistência na austeridade não leva a outro lado que não o aprofundar da espiral recessiva. Até Durão Barroso já descolou da austeridade, e fez já mea culpa.

Até poderá ser que assim seja, que os banqueiros tenham visto passar esta carruagem e decidido embarcar nela. Para não perder este comboio. Mas fico com a ideia que não foi esta a carruagem que avistaram, nem era este o comboio que não queriam perder.

Sabe-se como se trata de gente que cheira, melhor que ninguém, o apodrecimento do poder. E que perante esse cheiro é ágil e rápida em tudo o que possa precipitar os acontecimentos. Bem nos lembramos que Sócrates atirou a toalha ao chão precisamente depois de os ter recebido na véspera!

Claro que o governo, sempre pouco hábil nestas coisas, deu um bom pretexto quando decidiu incluir a banca, logo a seguir ao Tribunal Constitucional, no lote dos responsáveis sobre quem sacode a água do capote. Passos Coelho – mais uma vez bem acolitado por António Borges, que tomou para si, veja-se bem, as dores do ataque à banca - pretende que o governo tudo faz para que a economia cresça, só que a banca, fechando-se ao crédito, não deixa. E de tudo tem feito para pressionar os bancos a abrir os cordões à bolsa, esquecendo-se que o poderia ter feito sem se expor a este ridículo se tivesse incluído nos contratos de recapitalização qualquer coisa a esse respeito.

Toda a gente percebe que não há crescimento porque não há investimento. Nem consumo. E não porque não haja crédito. Crédito para quê?

É evidente que nas condições actuais da nossa economia as empresas não precisam de crédito para fazer crescer o seu volume de negócios. Precisarão dele eventualmente para financiar prejuízos e fundo de maneio, penalizado pela degradação das suas próprias cobranças, para se aguentarem, para não fechar portas… Ora, o crédito bancário – que procuram nessas circunstâncias já depois, como bem se sabe, de ter esgotado o dos seus fornecedores e de lhe ter agravado também as dificuldades – não deve servir para isso. É que isso chama mais por capital  que por crédito... E é bem compreensível que, depois de tudo o que se passou, a banca não pretenda entrar por aí…

O resto é demagogia. E o governo – e António Borges (tem sempre que se falar assim, porque ele é governo sem ser do governo) – faria bem melhor se, em vez de se perder em demagogias e à procura de desculpas, fosse directo ao assunto. E ir directo ao assunto é, nesta matéria, pôr rapidamente o Estado a pagar as suas dívidas. É fazer com que o Estado deixe de ser o maior caloteiro do país, e passe a pagar a tempo e horas. Depois, bem … depois é traçar uma política de crescimento económico porque, de austeridade, o país não precisa mais. O Estado precisa, o país não!

Nem é preciso nenhum estudo especial. Basta olhar para a política fiscal: está lá quase tudo! 

SWAPS E OUTRAS COISAS ESTRANHAS

Por Eduardo Louro

 Bom dia! Já leu o JN de hoje? Espreite a primeira página.

No final da semana passada os jornais anunciavam um buraco de milhões no sector público de transportes, em consequência da negociação de contratos financeiros de alto risco. Em pleno fim-de-semana foram demitidos dois Secretários de Estado, ambos com responsabilidades anteriores no Metro do Porto, onde terão sido responsáveis por contratos desse tipo. E dois outros foram mantidos no governo, entre os quais Maria Luís Albuquerque, a poderosa Secretária de Estado do Tesouro, que enquanto Directora Financeira da Refer terá sido também responsável pelo mesmo tipo de contratos, conhecidos pela designação de Swaps.

Ao contrário do anunciado pelos jornais os contratos Swap não são contratos de alto risco. São, antes, contratos que têm por objectivo baixar o risco das operações financeiras, incindindo neste caso sobre os juros. Outros há para cobrir riscos de câmbio. São instrumentos através dos quais, em determinado momento da vida de um financiamento, se transforma em fixa a sua taxa de juro variável, pagando por isso, naturalmente, uma determinada comissão. Exemplificando: uma empresa tem um contrato de financiamento negociado à taxa euribor com um spread de 0,5 pontos percentuais; a taxa euribor era, à data, de 2,5%, o que dava uma taxa de juro efectiva de 3%. Em determinada altura, e perante a perspectiva de subida da taxa euribor, é negociado o contrato de Swap que fixa essa taxa de juro – 3% - perante o pagamento de uma comissão de 0,60 pontos percentuais. Ou seja, assegura uma taxa de juro de 3,6% para todo o empréstimo, independentemente do comportamento da taxa euribor. Trata-se pois, como se percebe, de uma prudente decisão de gestão. Que passa a irrepreensível quando tomada no timing certo e, evidentemente, quando os custos financeiros que dela decorrem são perfeitamente acomodados na conta de exploração!

Em 2007, por exemplo, as perspectivas eram de subida da taxa euribor. Estas operações faziam todo o sentido e podiam ter sido bem negociadas. No entanto, com a crise económica e financeira de 2008, e para lhe fazer face, o BCE começou a baixar sucessivamente as taxas de juros, mantendo-as em mínimos históricos ao longo destes últimos cinco anos. Bem abaixo das estabelecidas naqueles contratos, resultando em perdas potenciais. Em prejuízos virtuais!

Mas não é disto que os jornais falam. Falam de prejuízos reais, e isso é estranho. Mais estranho é que, por isto, dois Secretários de Estado tenham sido demitidos. Mais ainda é que a Secretária de Estado do Tesouro, ao que corre, não o tenha também sido apenas porque, no caso da Refer que lhe é imputado, impacto financeiro ser menor.

Não faz sentido que isto não seja explicado. Não faz sentido lançar neste momento achas despropositadas para a fogueira que consome este governo. Não faz sentido minar ainda mais a capacidade e a credibilidade deste governo!

A não ser que tudo isto não passe de poeira atirada aos nossos olhos para esconder outras coisas. E para isso os Swaps podem dar jeito. Servem bem para aquela política do cogumelo de que aqui já falei há uns tempos

MAIS QUE UM DERBI

Por Eduardo Louro

 

Não fosse o espectacular segundo golo do jogo e a fantástica jogada que o pariu, e poderíamos estar agora a dizer que o Benfica teria feito hoje frente ao Sporting um dos piores jogos da época. Como essa jogada - e esse golo - valem por todo um jogo, não se poderá dizer isso, e teremos apenas de falar de um jogo bem ganho e fortemente determinado pela evolução do marcador!

Exactamente assim: com um golo no último quarto de hora da primeira parte e outro – esse tal fantástico, nascido da magia de Gaitan e da arte de Lima – à entrada do último do jogo, o Benfica geriu o jogo a partir do resultado.

O Sporting chegou a este jogo numa situação inédita numa centena de derbis já disputados: a uma distância do seu maior – diria que único – rival nunca vista. Em pontos, com menos de metade dos pontos do Benfica, em golos, e em qualidade de jogo. Mas com um élan especial: uma onda de motivação lançada a partir do banco pelo novo e populista presidente e por uma sequência, inédita nesta época, de três vitórias consecutivas e de quatro jogos sem derrotas, construída a partir de golos no último minuto do tempo de compensação. Com alguma expectativa e muita ilusão, ao que se foi ouvindo ao longo da semana!

Foi, por isso e pela forma como o Benfica abordou e ganhou o jogo, difícil ao Sporting – e ao Porto, como certamente se irá ver - digerir esta derrota. E fácil transformá-la numa vitória moral: “o Sporting foi melhor”, dizem. E o árbitro deixou por marcar tantos penaltis a seu favor quantos cada um quer… Para Jesualdo Ferreira, um. Para outros dois, ou mesmo três. Para os portistas - aí está, isto era mais que um derbi - a coisa não se faz por menos de quatro penaltis. E duas expulsões!

Não importa nada que o Sporting não tenha construído uma única oportunidade de golo… 

COMO SOMOS DIFERENTES... (II)

Por Eduardo Louro

 

O tema é velho mas acaba de voltar à ribalta: a Alemanha nunca pagou à Grécia a dívida resultante da ocupação nazi!

As contas foram agora feitas, e é a própria Der Spiegel que dá conta da investigação que levou ao apuramento do valor dessa dívida. Que ascende a 162 mil milhões de euros, o equivalente a 80% do PIB grego. Simples: a Alemanha paga o que deve e estão resolvidos os problemas das finanças gregas!

O ministro das finanças alemão – esse mesmo, o Schauble – apressou-se a dizer que os gregos devem preocupar-se com a reforma da sua economia. Que as reparações de guerra já prescreveram, são assunto há muito enterrado…

Se fosse por cá, Passos & Gaspar estariam a acenar com a cabeça, que sim. Que disparate estar agora a desenterrar essas coisas… O ministro dos negócios estrangeiros grego – Dimitris Avramapoulos – lembra que há leis internacionais para resolver isso.

Claro que há, sr Schauble!

PARADIGMÁTICO

Convidada: Clarisse Louro *

 

Acabamos de saber que o Tribunal Cível do Porto decidiu que Luís Filipe Meneses não poderá candidatar-se à Câmara Municipal do Porto. Em Lisboa tinha já sucedido algo de idêntico à candidatura de Fernando Seara.

Sendo estes os dois casos mais mediáticos, não se esgota neles a lista de candidaturas autárquicas que pretendem fintar a lei. E que levou à emergência de um movimento cívico – Movimento Revolução Branca – que em boa hora decidiu apresentar providências cautelares nos concelhos onde essas candidaturas surgiram.

Tenho por certas duas coisas: que nem em todos os concelhos as decisões dos tribunais serão conformes com as de Lisboa e Porto, isto é, que nem todos os tribunais farão a mesma - correcta, a meu ver, como há muito aqui expressei - interpretação da lei; e que estas decisões sobre as duas mais importantes câmaras do país, como de outras no mesmo sentido, serão objecto de recurso e acabarão eventualmente por não vingar. Mas isso não me impede de saudar a iniciativa cívica deste movimento e de desejar – desejar profundamente – que crie raízes de cidadania de que a sociedade portuguesa é tão carenciada.

Esta lei da limitação de mandatos, e o que dela está a classe política a fazer, é o espelho fiel do funcionamento da estrutura política em Portugal: uma lei que surge de um espírito claro – impedir que se perpetuem pessoas e interesses no poder -, que depois é redigida de forma dúbia para, como todas, ser discutível e, por fim, aprisionável por interesses. Na circunstância, os dos partidos!

Partidos que, em vez de evitar apresentar candidaturas que chocassem com a lei, decidem antes ignorá-la, bem como ao seu espírito. Como ignoram o estado a que chegaram e a que fizeram chegar o país… E desataram a apresentar candidaturas à revelia da lei só porque favoreciam os seus projectos de poder. Não se julgue que há algum tipo de questões ideológicas, ou qualquer traço de direita ou esquerda a balizar a atitude de cada partido. Nada disso. É por acaso que os maus da fita neste filme são o PSD e o PCP: o mero e simples acaso de circunstancialmente serem eles a tirar proveito da situação.

Tudo isto se passaria – como sempre tudo se passou – sem grandes ondas, se ninguém ousasse levantar questões.

Levantadas, surgiria o lado hilariante, sempre parte integrante da política que por cá se faz. Da Presidência da República vinha a descoberta da pólvora: o problema era o da contracção. Se para Shakespeare o dilema era to be or not to be, aqui era de ou da!

De nada valeu que deputados legisladores de então confirmassem o espírito da lei. Logo surgia um iluminado a contraditá-lo, a trocar o de por da.

A Assembleia da República acabaria por fugir do problema, entender que não lhe cabia explicitar a interpretação da lei. Que isso caberia aos tribunais – em Portugal tudo se chuta para os tribunais - se alguém se desse a tal…

Paradigmático. É isto a política em Portugal e é disto que por cá se faz a governação…E é por aqui que deviam começar as famosas reformas estruturais. Mas como isso já não cabe à troika…

 

* Publicado hoje no Jornal de Leiria

DE S.BENTO AO RATO

Por Eduardo Louro

 

Temos por aí um dia agitado, com o PS e Seguro transformados no centro da crise, no alfa e no ómega do beco sem saída em que nos meteram.

As reuniões de hoje, primeiro com Passos Coelho, logo pela manhã – em resposta afirmativa à carta de ontem – e depois com a troika, no Rato, a que chegou já atrasado depois de sair de S. Bento, que lançaram Seguro numa roda-viva, são uma e a mesma coisa. E têm os mesmos protagonistas!

Foi a troika que as marcou, a ambas. A do início desta tarde, directamente. A desta manhã, por entreposto Pedro Passos Coelho!

Toda a gente percebe que não era agora que o primeiro-ministro, que continua convencido que lhe basta a maioria que por enquanto o suporta no parlamento, e tão obcecado e cego que nem se apercebe que ela já está desfeita, iria de mão estendida pedir o braço de Seguro. Toda a gente percebe que foi a troika que o obrigou a isso!

Chegados aqui, depois de dois anos de sacrifícios e de empobrecimento para nada, de completo e total falhanço das soluções da troika entusiasticamente abraçadas por Passos & Gaspar, é preciso mais!

Mesmo que esse mais acabe de vez com a democracia!

A troika exige que as suas soluções prevaleçam sobre a vontade dos portugueses. Que, votem como votarem, não as possam colocar em causa. É isso que neste momento está em causa. Nada mais!

JOGO DE CARTAS

Por Eduardo Louro

 

Quando se julgava que as cartas eram já espécie extinta, ei-las na primeira fila da política portuguesa.

Primeiro foi a carta de António José Seguro – chamar-lhe-ia a carta da tranquilização - à troika, que andou semanas nas primeiras páginas dos jornais. Aquela que foi a primeira vedeta em forma de epístola, acabaria carta de corpo inteiro apenas no próprio dia da moção de censura. Só então levou a data que fez dela uma carta inteira. Nem a falta de data lhe impediu a fama!

Compreende-se. É que data era mesmo o que já faltava à mãe: a moção de censura, quando foi anunciada. 

Provavelmente com inveja do sucesso da carta de Seguro, Passos Coelho, que não é de se ficar, não faz a coisa por menos e lança mão da resposta. Não uma, mas duas. Duas cartas, que não sendo de resposta à outra, seriam a resposta à altura…

Uma para a troika. Também. Não podia deixar de ser!

Foi hoje conhecida e já é famosa. É a tal que diz à troika onde vai fazer os cortes, os tais que haverão de compensar as maldades do Tribunal Constitucional. E que os parceiros sociais quiseram conhecer hoje na reunião do Conselho Económico e Social. Mas dela nem sombra, nem a ministra Assunção Cristas a conhecia. Ouvira falar dela, não mais que isso!

Outra ao próprio Seguro, a marcar uma reunião para amanhã. Quer voltar a poder contar com o seu ombro amigo…

Francamente… No tempo dos telemóveis de enésima geração, dos sms ou dos mails, uma carta a pedir uma reunião para amanhã... Está-se mesmo a ver que o Seguro vai responder já com outra carta. Mesmo que para dizer apenas que amanhã não pode, que já tem a troika. Ou que até gostaria, mas que o Mário Soares não deixa!

Só para deixar a coisa empatada. São danados estes dois. Até às cartas gostam de jogar, mesmo que já não tenham trunfos.

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