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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

PRIMEIRA VEZ

Por Eduardo Louro

 

Não é costume escrever sobre os jogos do Porto. É esta a primeira vez que o faço, e para começar por dizer que o Porto entrou forte no seu jogo de hoje com o Nacional, na Madeira, com boa dinâmica colectiva e com duas ou três exibições individuais muito boas - os suspeitos do costume - mas, acima de tudo e de todos, com Varela em excelente nível, não dando qualquer hipótese ao adversário. Na primeira parte, porque na segunda já não foi nada disso: o Porto regressou ao jogo fraquinho, fraquinho, fraquinho que tem vindo a apresentar nos últimos dois ou três meses, e o Nacional, mesmo sem qualidade nem ambição, esteve por cima do jogo, desperdiçando, não propriamente oportunidades de golo, mas oportunidades de finalização.

Em 10 minutos o Porto fez três golos, aos vinte da primeira parte já ganhava por 3-0. Não sendo fácil justificar um resultado tão desnivelado ainda antes de ser atingido o meio da primeira parte, a verdade é que a boa exibição do Porto e o pouco menos que miserável desempenho dos comandados de Manuel Machado, justiçava-o. No entanto, esses três golos em dez minutos, têm uma história que não é limpinha, limpinha, limpinha… No primeiro, quando o Varela cruzou a bola, que foi parar ao Jakcson para depois seguir para o James, que fez o golo, já ela tinha saído pela linha final. No segundo, o Mangala – que marca com um vistoso toque de calcanhar, com nota artística, como diria o outro – está fora de jogo. E o terceiro, o penalti – finalmente aparece alguém que não falha – convertido pelo Lucho, é bem assinalado. A falta sobre o Varela existe e é dentro da área… Mas é exactamente um daqueles – e são muitos - penaltis que os árbitros em Portugal só assinalam se a favor do Porto. Da posição em que o árbitro se encontrava, nunca conseguiria ver o toque que o justificou. Nem o árbitro auxiliar, que estava precisamente do outro lado do campo… Cosme Machado - o árbitro de Famalicão que, curiosamente, havia assinalado o penalti falhado no tal jogo do Dragão com o Olhanense, hoje muito chorado, que terminou empatado, sem que o Porto tirasse vantagem do último empate do Benfica, fabricado nessa mesma jornada pelo senhor Pedro Proença, justamente neste mesmo campo – assinalou a marca de grande penalidade sem qualquer certeza. Mas também sem nenhuma dúvida que, na dúvida, pró Porto!

É no entanto curiosa a forma como tudo isto é branqueado. Ou, pegando nas palavras da moda, como tudo isto fica limpinho, limpinho, limpinho: na enésima mão de jogadores do Porto dentro da sua área, na enésima menos qualquer coisa mão de Mangala, Cosme Machado marca, finalmente, o primeiro penalti contra os andrades neste campeonato. À 28ª jornada, a antepenúltima, quando o Porto ganhava por 3-0… Para a história deste campeonato não fica que Cosme Machado, na Choupana, validou erradamente dois golos ao Porto e assinalou um penalti de cruz, tendo influência decisiva no resultado. Fica antes que assinalou o primeiro penalti contra o Porto!

Claro que o Vítor Pereira – tolinho, tolinho, tolinho - não deu por nada. Nem o Manuel Machado, que tão preocupado andava com as arbitragens de terceiros.

Mas há mais outra primeira vez. Pela primeira vez, num jogo em que participa o Porto, que não na Luz, se entoou o SLB…SLB…SLB …sem filhos da puta. O que incomodou seriamente o comentador da Sport TV – o insuspeito Luís Freitas Lobo, com enorme dificuldade em ver quer a mão quer o fora de jogo de Mangala - que nunca manifestou qualquer incómodo quando, em Braga, no Dragão ou em tantos outros campos por onde o Porto passe, o tom é dado em filhos da puta SLB!

FALTA PUDOR OU TELHADOS DE VIDRO?

Por Eduardo Louro

 

Uma reformada expulsou os reformados das galerias do Parlamento. Reformada de contribuição curta (desde os 41 anos) e pensão longa (até dá para rejeitar o vencimento de direito - tal e qual a primeira figura da hierarquia do Estado) a número dois do Estado não teve vergonha de expulsar os reformados de contribuição longa e pensão curta...

Não sei se é uma questão de pudor se de telhados de vidro...

PELA NONA VEZ!

Por Eduardo Louro

 

O resultado que o Benfica trazia de Istambul – apesar de tudo, incluindo mesmo a forma como surgiu o golo da vitória da equipa turca, de um falso canto, naquilo que foi um festival de equívocos da equipa de arbitragem, melhor que a exibição – era daqueles a que se chamam traiçoeiros. Diz-se que, com um golo no campo do adversário, o 1-0 caseiro transforma-se logo num grande resultado.

O Benfica entrou bem no jogo, precisamente para evitar isso, que o resultado de Istambul se dilatasse. Bem cedo fez o primeiro golo, e bem cedo deixou a ideia que o mais difícil estava feito. Só que, na primeira vez que os turcos chegaram próximo da área, o árbitro arranjou maneira de marcar um penalti que, ao contrário do que sucedera há uma semana, foi convertido em golo. Aí estava o tal golo que praticamente duplica a vantagem do magro 1-0, transformando-o num resultado quase confortável.

Mas não foi assim. E aquilo que poderia ter sido o marco fundamental do jogo não passou de um simples incidente. De um dos muitos criados por uma equipa de arbitragem francesa que até poderá não ter sido mal intencionada, mas foi confusa, atabalhoada e trapalhona. Porque o Benfica, mesmo sem jogar em permanência a alto nível, foi sempre muito superior ao adversário. Em todos os capítulos do jogo, em todas as zonas do terreno e, naturalmente, na mais importante: no meio campo. Que Matic – de novo, como sempre, o melhor em campo - sem oscilações, sempre em altíssimo nível e Enzo Perez – mais outra enormíssima exibição deste médio ala que Jesus transformou num dos melhores 8 do futebol europeu da actualidade - dominaram de forma soberba.

 E pronto, lá estamos na final de Amesterdão. Na nona final europeia da História do Benfica, na cidade onde, faz precisamente hoje 51 anos, ganhou a última: a sua segunda Taça dos Campeões Europeus. Conta-se que vem daí a famosa maldição de Guttman….

Lá estaremos na segunda final da época, à entrada das portas do céu, prontos a enterrar em definitivo essa maldição cinquentenária, frente a um Chelsea campeão europeu, com outros recursos, é certo, mas que ainda há pouco mais de ano, no caminho para esse título que ostenta - e ostentará ainda na final - levou a melhor sobre o Benfica por outras razões que não exactamente por ter sido superior!

PASSAGEM DO TESTEMUNHO

Por Eduardo Louro

 

O Barcelona voltou a ser cilindrado pelos alemães do Bayern de Munique, desta vez em pleno Nou Camp, aos olhos incrédulos dos seus adeptos. Habituados já a ficar à porta da final – apenas por duas vezes nos últimos cinco anos lá chegaram – não esperavam que fosse desta maneira. Primeiro tinha sido o Inter, de Mourinho, a fechar-lhe a porta. Depois, há um ano, o Chelsea. Ambos – que, curiosamente, viriam a erguer o mais apetecido troféu de clubes - à custa do autocarro, de uma estratégia de jogo ultra defensiva que, em última análise, revelavam inequívoca vassalagem à superioridade da equipa de Messi, Iniesta e Xavi. De Guardiola!

Para os adeptos, não é a mesma coisa que a sua equipa seja afastada dos títulos por adversários inferiores, que aceitam, sem questionar, a sua superioridade ou por um adversário que acaba de exibir uma superioridade incontestável. Os adeptos que enchem sempre Camp Nou simplesmente viram que era o Bayern a jogar o futebol que a sua equipa queria jogar. Mas que não podia!

Mais do que à inversão dos papéis, assistiu-se à passagem do testemunho. O Barcelona entregou ao Bayern, em pleno Camp Nou, no coração do orgulho culé, o seu estatuto de maior equipa de futebol dos últimos anos. Uma passagem do testemunho com um simbolismo indisfarçável: o Barcelona deixa de ser o melhor quando perdeu Guardiola; o Bayern passa a ser o melhor quando ainda vai receber Guardiola!

Gary Lineker, que apesar de ter sido um grande jogador de futebol, e um dos maiores símbolos do fair-play, arrisca-se a ficar mais conhecido como criador de máximas do futebol - é sua, a mais célebre definição de futebol: onze contra onze e no fim ganham os alemães – dizia, no fim do jogo de Munique, que Guardiola fazia muita falta a uma daquelas duas equipas, e que uma não era o Bayern.

Assim é. A saída de Guardiola apressou o fim do ciclo do Barcelona. E este super Barça acaba por passar pelo ciclo de domínio das equipas que marcam uma era, com apenas dois títulos europeus. Dois títulos nos cinco anos da sua era - como acontecera com o Benfica na sua era de sessenta – é muito pouco. Tão pouco que é igualado por equipas que nunca atingiram esse estatuto, como o Nottingham Forrest, de que hoje ninguém se lembra. Ou mesmo como o Inter de Milão, que não sendo o ilustre desconhecido da terra de Robin dos Bosques, também os conquistou sem ter marcado uma era. Longe pois do Real Madrid, do Milan, do Liverpool, do Ajax ou do mesmo Bayern que, das suas eras, e eventualmente sem terem atingido o mesmo esplendor, tiraram bem maiores dividendos. 

FOI ASSIM!

Por Eduardo Louro

 

Vestido a rigor, bem cedo o povo saiu à rua. Primeiro de Maio há só um, e há que aproveitar… antes que esgote. Que acabe, como tudo está a acabar… Nunca se sabe se vai haver mais, quando tudo se está a ir, como se tudo o vento levasse…

Chegar bem cedo, como o povo gosta. Porque, cedo erguer, mesmo no feriado, dá saúde e faz crescer. E depois é esta coisa estranha que temos dentro de nós, esta vontade indómita de chegar primeiro. De sermos os primeiros, os maiores… Quem primeiro alça, primeiro calça!

Vestido o melhor fato de treino domingueiro, foi um ver se te avias… A corrida começou logo à saída da porta e ainda mal o sol raiava já lá estavam todos, ordeiramente arrumados em fila. Sim, porque não é primeiro quem quer, se assim fosse seríamos todos primeiros. E somos ordeiros, mau grado um ou outro exagero, um ou outro excesso em situações limite.

E ali, em fila ordeira, depressa passaram aquelas duas ou três horas. Que seriam sempre de seca, de enorme seca, não fossemos também dados à conversa. Rapidamente fazemos conversa, de tudo fazemos tema, sobre tudo temos opinião: a melhor – claro, não fazemos isso por menos. A facilidade com que temos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo de que nem fazemos ideia, é a mesma com que a transformamos numa verdade insofismável dos factos.

Fala-se de tudo e de nada. Da novela ao futebol, mas fala-se sobretudo deles. Eles, essa entidade mítica criada no imaginário da condição portuguesa, são as estrelas das conversas que temos. Eles, os culpados de tudo o que nos acontece a todos e a cada um de nós. Eles, os responsáveis pelo estado a que isto chegou. Eles, que só existem para tratar da vida…deles. E para nos tramar!

Entretanto começavam a chegar uns polícias. O povo é sereno. E ordeiro, mas as coisas às vezes descambam … Os ajuntamentos comportam sempre riscos, e aí está a História para ajudar a lembrá-los. E, como o homem, polícia prevenida vale por dois. Por duas!

O grande momento aproxima-se. Os ponteiros do relógio marcam já as nove horas, as portas abrem-se e rapidamente engolem aquela multidão, já desordenada que não, ainda, desordeira. Ouvem-se as primeiras exclamações de surpresa, logo seguidas de outras, mais fortes, de desilusão. Daí à revolta foi menos que o tempo de um foguete no ar: malandros, enganaram o povo!

Então? Mas isto é só descontos de 25%... E durante toda a semana, exactamente como está aqui no folheto…Foi para isto que viemos para aqui às seis da manhã?

Isto não se fazAndam a gozar com o povo...

Pouco a pouco começavam a sair com os seus carrinhos cheios. Uns, de compras, outros de raiva!

Foi assim, no sítio do costume: um pouco por todo o país, neste primeiro de Maio!

Estes tipos do marketing são tramados... 

GENTE EXTRAORDINÁRIA XXXVI

Por Eduardo Louro

 

Numa televisão, a propósito deste novo DEO – o Documento de Estratégia Orçamental, o novo demónio que Vítor Gaspar, de parto bem difícil, acabou de parir - perguntava o entrevistador ao entrevistado:

“Como é que se corta 6 mil milhões sem aumentar impostos”?

E o entrevistado desatou a verberar… sem corrigir a pergunta nem esclarecer na resposta.

Gente Extraordinária, esta que anda pelas televisões…

 

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