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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Foi convidado ...não...

Por Eduardo Louro

 

 

Como constava do alinhamento todos apareceram, ninguém faltou ao chamamento. E o chamamento também não faltou, veio de todos os lados, até da mais alta voz do lado de lá do Atlântico: “tem que voltar a politicar”!

Vieram todos? Seguramente que não. Houve quem achasse mais seguro ficar em casa: por causa da chuva!

Como se diz do lado de lá do Atlântico: foi convidado... não!

Problemas com o tempo

Por Eduardo Louro

 LC: Benfica-Olympiakos, 1-1 (destaques)

 

Perto de três semanas depois a equipa do Benfica continua sem melhoras. Há problemas que só o tempo resolve, não adianta procurar soluções. E há outros que o tempo pode não resolver, mas ajuda.

Não são desses, ao contrário do que muita gente pretendia convencer, os problemas do Benfica. O tempo não os resolve nem sequer os ajuda a resolver, pelo contrário: agrava-os!

Por isso, três semanas depois, o Benfica apresenta os mesmos problemas: não tem futebol, não pressiona, não tem capacidade física nem anímica, não crê nem quer.

Não é de tempo o problema do Benfica, mesmo que tenha sido o tempo a resolver hoje as coisas. Mas outro tempo, o temporal que se abateu sobre Lisboa. O tempo e um guarda-redes de outro tempo…

Não fora o tempo que impediu que se jogasse futebol no relvado da Luz durante praticamente toda a segunda parte, e o facto de o guarda-redes Roberto estar agora do outro lado – mau seria que quem tanto prejudicou não encontrasse forma de minimamente se redimir – e o Benfica não teria evitado mais uma derrota que comprometeria decisivamente a continuidade na Champions.

Sim, porque enquanto foi possível jogar a bola o Olimpiakos foi sempre superior. Sim, porque este jogo era mesmo decisivo, como o treinador espanhol (Mitchel) da equipa grega bem salientou.

Este jogo era decisivo, e como ficou empatado, o próximo, em Atenas, também o é. Como o seguinte, em Bruxelas… 

Só não o era, e compreende-se que o não fosse, para o treinador do Benfica: Jesus nunca ganha os jogos decisivos, por isso trata de os desvalorizar. O problema é que agora já nem sequer ganha os que o não são.

Como problema é que, agora, desvaloriza jogadores a um ritmo superior ao que antes valorizava. Problemas que o tempo não resolve. Agrava!

 

 

Lembrar D. Juan Carlos de Borbon y Borbon

Por Eduardo Louro

 

 

Não vou procurar mais adjectivos para Alexandre Soares dos Santos, nem sequer alinhar nos impropérios que o senhor, se não merece, está mesmo a pedir. Não sei nem quero saber se o senhor acha que dar trabalho a uns milhares de portugueses e (não) pagar impostos na Holanda lhe dá o direito de dizer umas alarvidades de vez em quando. Mas sou forçado a admitir que a idade não perdoa: então não é que o senhor já só consegue pensar no jeito que lhe dá que as pessoas trabalhem 7 dia por semana, sem se lembrar do jeito que lhe dá o negócio que faz ao fim de semana?

O rei Juan Carlos, a quem a idade também já vai fazendo das suas, deixou famosa uma expressão que vem mesmo a calhar...

Um grande trabalho

Por Eduardo Louro

 

Muito e diversificado foi o que se escreveu sobre a entrevista de José Sócrates ao Expresso. Escreveu-se, como sempre, contra e a favor de Sócrates. Escreveu-se em função dos pontos de partida (e de chegada) de cada um perante uma das mais controversas figuras da vida política nacional.

Escreveu-se sobre a hipocrisia política, em que é mestre. Sobre a habilidade para contornar o que incomoda, e até para mentir, no que não fica atrás. Mas, mais que tudo, sobre uma imprevisível e irreconhecível linguagem, bem mais que informal, a sugerir a descolagem de uma imagem pública desgastada por uma figura política odiada, para abrir espaço a uma personagem distendida, que lhe abra umas frestas por onde entrem alguns raios de popularidade, indispensáveis mesmo a quem diz não pretender voltar aos favores do povo.

Mas pouco ou nada se escreveu sobre o trabalho jornalístico de excelência da Clara Ferreira Alves, um incontornável trabalho de referência na especialidade. Quando em qualquer escola de jornalismo se ensinar entrevista na variante de peça escrita, mesmo que muitos possam achar que contrarie e fira princípios de isenção e de imparcialidade jornalística, este trabalho terá que lá estar.

É verdade - não é neutro, nem sequer isento. É mesmo empenhado, é envolvido, e às vezes quase militante, sem nunca o chegar a ser…

Mas, para apesar de tudo isso ser um grande trabalho, tem mesmo que ser um enorme trabalho!

 

Programa cautelar

Por Eduardo Louro

 

António Pires de Lima, actual ministro da economia e ex-ministro da economia do novo ciclo, do CDS, anunciou em Londres que Portugal está a preparar o programa cautelar para começar a negociar no início de 2014.

Moreira da Silva, actual ministro do ambiente, da ordenação do território e da energia, e ex-Marco António Costa do PSD, diz que sabe o que é um programa de resgate, que é aquilo a que Portugal está sujeito até Julho do próximo ano, mas que não sabe o que é um programa cautelar. E reforça:  "Essa notícia deve ser clarificada. Programa cautelar é uma definição que ainda não existe no espaço público e por isso não me quero pronunciar".

Quer dizer: o programa cautelar - que Moreira da Silva nem sabe o que é - existe no governo, não existe é no espaço público. E quando vier a existir, Moreira da SIlva diz que não será o CDS a dar-lhe existência. Continua bem a coligação. De boa saúde, recomenda-se...

Entretanto, à cautela, Carlos Moedas reforça a equipa de "acompanhamento da execução de medidas do memorando". Com dois especialistas, de 21 e 22 anos, de "excelentes currículos académicos" e vasta experiência profissional:um estágio profissional de 3 meses no Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Emprego!

Não há programa cautelar que nos resgate a esta gente!

Hoje...

Por Eduardo Louro

 

... Hoje cantou-se Grândola no Funchal. Fez-se festa na tomada de posse do novo presidente da Câmara, falou-se de mudança e de Primavera. Falou-se de cidadania e cantou-se que o povo é quem mais ordena dentro de ti … ó cidade. No Funchal, na Madeira…

Em Lisboa, uma bancária de 50 anos  e de apelido a condizer, cansada do anonimato, para se dar a conhecer decidiu agradecer não se sabe bem o quê à troika. Coitada, não sabe cantar…

Saiu a fava!

Por Eduardo Louro

 

 

Enquanto a selecção nacional devia procurar alcançar a qualificação directa para o Brasil, a mensagem era que não havia problema nenhum, que o segundo lugar também dava… Keep calm, no pasa nada...

Lá chegados, começaram os problemas. Começou afinal a perceber-se que não era bem assim, que chegar ao play-off não significava mais que disputar com um adversário o direito a chegar ao Brasil. E foi essa ideia – disputar com um adversário – que levou a consciencializar que já não havia Bósnias, o sparring partner das últimas qualificações. E mais: que não havia Bósnia porque já lá estava, no Brasil. Porque, depois de anos a ficar de fora, percebeu que chegar ao play-off não era chegar aos palcos das fases finais. E por isso tratou de ganhar o seu grupo, deixando à selecção da Grécia – de Fernando Santos – as preocupações com o apuramento fora de horas.

A França é que não – dizia Cristiano Ronaldo e diziam todos. Portugal, não – diziam alguns dos franceses, que não Ribery. Depois de três vezes despachada – uma por Platini e duas por Zidane - achava-se que a selecção portuguesa evitaria por isso mesmo a equipa francesa, graças ao mesmo mas agora outro Platini.

A Islândia é que dava jeito, dizia-se. Era a prenda no bolo onde a fava, contando com a mãozinha do francês que manda na UEFA e quer mandar na FIFA, era agora a Suécia. De Ibrahimovich, o cada vez mais especialista em golos incrivelmente espectaculares!

E foi mesmo, para que ninguém mais se esqueça que o play-off é um caminho suplementar para o Brasil e não um simples carimbo para retardatários.

Ah… o brinde – a Islândia – saiu à Croácia. A França também se não pode queixar – calhou-lhe em sorte a Ucrânia. O resto fica por conta da Grécia e da Roménia! 

Constitucionalidades

Por Eduardo Louro

 

Procuramos incluir o mínimo de questões com polémica” – diz Passos Coelho. Sempre bem sucedido, sempre a atingir objectivos…

E convencido: “está convencido que as soluções que encontrou são soluções que estão de acordo com a nossa prática constitucional”. Naturalmente: a sua prática constitucional é ignorar a Constituição!

Tudo isto no Panamá, ao lado do presidente que ia dizendo que fiscalização preventiva do orçamento é que não. Não foi assim o ano passado, não será assim este ano.

Ah! E sobre aquele funcionário da Comissão Europeia nem uma palavra... Não tem importância nenhuma!

 

 

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