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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Rolar de cabeças

Por Eduardo Louro

 

 

Dizem os jornais que o ministro Miguel Macedo exigiu que rolassem cabeças na Polícia mas, pelos vistos, teria preferido que tivessem rolado no governo.

Só assim se percebe que, perante a recusa do até aqui Director Nacional de PSP – Paulo Valente Gomes – em fazer sangue, demitindo-se, o ministro tenha nomeado para o substituir precisamente – e na circunstância - a primeira cabeça a exigir. É que novo Director Nacional de PSP, Luís Peça Farinha, era o comandante da Unidade Especial de Polícia…

Ai aguenta...aguenta...

Por Eduardo Louro

 

As nomeações da rapaziada continuam. Técnico especialista ou assessor, não há dia sem novidades!

Desta vez é o Despacho nº 14730/2013 do Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Paulo Lopes da Silva Monteiro, publicado no Diário da República do passado dia 4: “designo como técnico - especialista João Melo de Castro Ulrich para realizar estudos e trabalhos técnicos no âmbito das respectivas habilitações e qualificações profissionaisno meu gabinete”.

Claro que os termos do despacho chamam a atenção: o Secretário de Estado designa  o rapaz “técnico especialista". Para quê? Pois, "para realizar estudos e trabalhos técnicos no âmbito das respectivas habilitações e qualificações profissionais”. Para que não haja, nem nunca possa haver, a mínima desadequação entre as qualificações e o posto de trabalho. No tacho é normalmente assim... Dá sempre com o testo! Acrescento que o rapaz é jurista, pelo que a sua função será a de realizar estudos e trabalhos jurídicos…

Mas o nome do rapaz não lhe fica atrás!

Desconfio que o papá Fernando passará agora a sujeitar-se a alguma continência verbal. De outra forma melhor seria que tivesse arranjado um lugar para o menino lá no BPI… 

Um fado com final feliz

Por Eduardo Louro

 

 

A selecção nacional está apurada para o Brasil. Tarde, mais tarde do que a sua valia colectiva merecia, mas dentro daquilo que é o nosso fado. Um fado onde cabem velhas crenças, mas também velhas estórias. Uma delas é a do cântaro, da fonte, e da asa que alguma vez lá haverá de ficar…

Não foi ainda desta vez que lá ficou. Não poderia mesmo ser desta vez: porque não há asa que se quebre quando no cântaro está um génio; e porque a selecção da Suécia vale bem menos do que o que se anunciava, e bem menos do que se temia.

No cântaro, como se fosse lâmpada, estava o génio de Cristiano Ronaldo. Que fez, de longe, o melhor jogo de sempre pela selecção nacional e certamente um dos melhores jogos da sua já longa e sempre brilhante carreira. Hoje em dia só não é o melhor do mundo porque não é deste mundo!

Defendi frequentemente no passado que Cristiano Ronaldo era o melhor jogador do mundo. Que Messi não era deste mundo, e não era por isso comparável. Hoje é claramente o português que não é deste mundo, e é injusta para Messi e Ribery a discussão que por aí corre, como desigual e injusto foi o duelo para que convocaram Ibrahimovic, apesar da forma digna e capaz com que hoje, na segunda parte, se apresentou. A mostrar claramente que a selecção sueca é ele próprio, que para além dele é o deserto.

Por isso se percebeu hoje que o jogo retraído e ultra defensivo de Lisboa não fora estratégia. Que é mesmo assim, que pura e simplesmente a selecção sueca não tem mais (futebol) para dar.

É certo que chegou a assustar, quando a vinte minutos do fim estava a um golo do apuramento e galvanizada pela reviravolta no resultado. Sol de pouca dura, porque neste jogo de grande emoção e muito bem disputado, a selecção nacional foi tudo o que foi nesta fase de apuramento. E sendo tudo isso, já fora até aquela altura tudo o que de mau tinha sido!

A selecção nacional parece ter querido fazer deste decisivo jogo do play-off um espelho do seu desempenho durante o torneio de apuramento. Começou o jogo com a displicência e a falta de dinâmica dos jogos em casa com a Irlanda e com Israel, numa apatia confrangedora que aquele episódio de Pepe parado, com a bola também parada durante largos segundos, tão bem ilustra. Depois de perceber que o adversário estava ali apenas para defender, passou a jogar à bola e a dominar de forma inconsequente o jogo, como fizera em Moscovo, no único jogo que perdeu. No início da segunda parte fez o golo e logo se acomodou, como fizera nos jogos com Israel, com idêntico resultado. Viu-se de repente na eminência de perder o apuramento, com toda a pressão do jogo. E aí, quando tudo aperta, ressurgiu no seu maior esplendor. E não foi só com Cristiano Ronaldo, embora tenha sido ele o comandante. Foi com muitos outros e com muito Moutinho...

Gostamos disto. Gostamos de sofrer até ao fim, achamos que a vitória assim tem mais sabor. Não é estratégia, não é o nosso modelo, a nossa maneira de fazer as coisas. É o nosso fado!

Jornalismo desportivo

Por Eduardo Louro

 

Um jornalista (?) questionou ontem Paulo Bento, em Estocolmo, na conferência de imprensa que antecedeu o jogo de hoje, sobre o estado de saúde de Pinto da Costa. Não sei quem é o jornalista - já só apanhei a resposta do seleccionador nacional - mas seja lá quem for, de jornalista terá certamente muito pouco. Nada que nos surpreenda no panorama da imprensa desportiva do país, onde vemos de tudo menos qualquer coisa a que se possa chamar jornalismo.

Por muito que o estado de saúde de Pinto da Costa o possa preocupar, a preocupação do tal jornalista naquele momento não era essa. Era simplesmente - ali, na véspera do mais decisivo dos jogos da selecção nacional, onde o tema não poderia ser outro que a selecção - introduzir um objecto cortante com grande capacidade de fazer sangue

Se a sua preocupação fosse com o estado de saúde de Pinto da Costa não era aquele o local adequado para disso indagar. Era o hospital. Ou a estrutura de comunicação da SAD portista. Mas, acima de tudo, não poderia ter Paulo Bento como destinatário da pergunta!

É infelizmente com gente desta que se faz jornalismo desportivo em Portugal. Gente que não sabe nem o que é ética nem o que é vergonha, mas que sabe que tem a protecção que lhe garante a impunidade!

Não honram, antes conspurcam,  a memória dos grandes jornalistas do passado. É por isso que, tendo aprendido a ler - e a escrever - com esses grandes monstros do passado, há muito que deixei de ler jornais desportivos. 

Quando não se sabe para onde vai qualquer caminho serve

Por Eduardo Louro

 

Depois de a Irlanda anunciar que sairia do programa da troika sem mas nem meio mas, directinha para os mercados por sua conta e risco, começou a ouvir-se da parte do governo português semelhante intenção. Ouvir tal coisa a Paulo Portas até poderia não surpreender - há muito que perdeu a capacidade de nos surpreender -, mas ser Passos Coelho a pretender que levemos a sério essa hipótese ultrapassa a nossa capacidade de entendimento do que se esteja a passar.

E não é apenas por a nossa situação económica estar bem longe da irlandesa. Nem por as causas dos problemas da Irlanda (eminentemente financeiros, do próprio sistema financeiro) e de Portugal (fundamentalmente económicos) serem completamente diferentes. Nem sequer por estarmos com resultados piores do que os levaram ao resgate. É porque ainda há pouco mais de um mês o primeiro-ministro ameaçava com o segundo resgate, e há apenas duas semanas o ministro da economia informava em versão lapso que o governo estava a preparar um programa cautelar!

Ou nada disto passa de um jogo de póquer, onde a vida dos portugueses se joga como fichas de casino ou – o que não dá em nada de muito diferente -, como não sabe para onde vai, para o primeiro-ministro qualquer caminho serve…  

Tanto para aturar...

Por Eduardo Louro

 

Enquanto a população sofre cada vez mais as agruras da crise, disparam os números da emigração e o país perde os mais novos e mais capazes, os boys vão-se instalando, aconchegando e acomodando.

Em Maio, como então aqui foi dada nota, já o governo tinha nomeado mais de 4 mil – 4463, com precisão. Dos motoristas – só o primeiro-ministro tem onze por sua conta –, com vencimentos superiores a médicos, soube-se até de um caso em que, à data da nomeação em Diário da República, o motorista nem sequer tinha ainda carta de condução.

Há três semanas atrás, como também aqui se deu conta, era o Secretário de Estado Carlos Moedas que nomeava dois jovens de 21 e 22 anos, acabados de sair da escola, mas especialistas. Desta feita, como conta o João Garcia no Expresso deste fim de semana, foi Jorge Barreto Xavier, o Secretário de Estado da Cultura, área que não tem orçamento para coisa nenhuma e onde o governo vai cortar 15 milhões de euros em despesas com pessoal, que recrutou para o seu gabinete um rapaz de 24 anos cuja qualificação é ser boy do PSD. O seu currículo não engana, e lá constam três workshops no Centro de Formação de Jornalistas (Cenjor) e um estágio de seis meses na Renascença, onde se seguiram oito meses de trabalho, antes de transitar para consultor de comunicação do PSD, onde permaneceu os cinco meses que antecederam esta nomeação. Que deixa este Secretário de Estado, como refere Henrique Monteiro hoje na edição digital do Expresso, com quatro adjuntos, sete técnicos especialistas, duas secretárias pessoais, um chefe de gabinete, dez técnicos administrativos, três técnicos auxiliares e, evidentemente, três motoristas.

Este boy tem um vencimento superior a 3 mil euros. Tanto quanto – conforme também João Garcia escrevia no Expresso – um médico chefe de serviço hospitalar sem exclusividade, mais do que um juiz de primeira instância e o dobro de um professor efectivo em início de carreira!

Esta gente não tem vergonha, nem por onde ela passe…

E lembrarmo-nos nós que ainda temos de aturar o discurso das Margarida Rebelo Pinto e dos João César das Neves

Duelos do play-off

Por Eduardo Louro

 

No anunciado e badalado duelo, Cristiano Ronaldo esmagou Ibrahimovic. E no ar ficou a ideia que não tem rival à altura, nem com a ajuda do frio sueco...

Já Ribery não fora desafiado para qualquer duelo, não tinha do outro lado estrela à sua altura, mas ficou a ver o Brasil mais longe. A não ser que se repitam as coisas esquisitas que nestas ocasiões sucedem em Paris... 

Com Messi fora de jogo - dizem as más línguas que estas lesões do argentino têm origem em Neymar - sobe a expectativa na escolha do Bola d`Ouro deste ano.

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